Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)

Oração pela libertação do povo

Salmo didático de Asafe

741Ó Deus, por que nos rejeitas

para sempre?

Por que se acende a tua ira

contra as ovelhas do teu pasto?

74.1
Sl 79.13
95.7
100.3

2Lembra-te da tua congregação,

que adquiriste

desde a antiguidade,

que remiste para ser

a tribo da tua herança.

Lembra-te do monte Sião,

no qual tens habitado.

3Dirige os teus passos

para as ruínas perpétuas,

para tudo de mau que o inimigo

fez no santuário.

74.3
Sl 79.1

4Os teus adversários bramam

no lugar das assembleias

e erguem as suas próprias insígnias

como sinais.

5Parecem-se com os que

empunham os seus machados

no espesso da floresta;

6e agora, com os seus machados

e martelos,

destroem todos os entalhes

de madeira.

7Incendeiam o teu santuário;

74.7
2Rs 25.9
Is 64.11

profanam a morada do teu nome,

arrasando-a até o chão.

8Disseram no seu coração:

“Acabemos com eles

de uma vez.”

74.8
Sl 83.4

Queimaram todos os lugares santos

de Deus na terra.

9Já não vemos os nossos sinais;

já não há profeta;

nem há, entre nós, quem saiba

até quando isso vai durar.

10Até quando, ó Deus, o adversário

nos afrontará?

Será que o inimigo blasfemará

o teu nome para sempre?

11Por que retiras a tua mão,

sim, a tua mão direita,

e a conservas no teu seio?

12Mas Deus é meu Rei

74.12
Sl 44.4
Is 33.22

desde a antiguidade;

ele é quem opera feitos salvadores

no meio da terra.

13Tu, com o teu poder,

dividiste o mar;

74.13
Êx 14.21

esmagaste sobre as águas

a cabeça dos monstros

marinhos.

14Despedaçaste as cabeças

do Leviatã74.14 Para os povos antigos, o monstro Leviatã representava as forças do mal (veja Jó 3.8)

e o deste por alimento

às criaturas do deserto.

74.14
Jó 3.8
41.1
Sl 104.26
Is 27.1

15Tu abriste fontes e ribeiros;

secaste rios caudalosos.

16Teu é o dia;

tua também é a noite;

a luz e o sol, tu os formaste.

17Fixaste os confins da terra;

verão e inverno, tu os fizeste.

18Lembra-te disto: o inimigo

tem insultado o Senhor,

e um povo insensato

tem blasfemado o teu nome.

19Não entregues à rapina

a vida de tua pomba,

nem te esqueças para sempre

da vida dos teus aflitos.

20Lembra-te da tua aliança,

pois os lugares tenebrosos da terra

estão cheios de moradas

de violência.

21Não fique envergonhado

o oprimido;

que o aflito e o necessitado

louvem o teu nome.

22Levanta-te, ó Deus,

e defende a tua causa;

lembra-te de como o ímpio

te afronta todos os dias.

23Não te esqueças da gritaria

dos teus inimigos,

do sempre crescente tumulto

dos teus adversários.