Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
39

A vaidade da vida

Ao mestre de canto, Jedutum. Salmo de Davi

391Eu disse comigo mesmo:

“Guardarei os meus caminhos,

para não pecar com a língua;

porei mordaça à minha boca,

enquanto os ímpios estiverem

na minha presença.”

2Emudeci em silêncio,

calei a respeito do bem,

e a minha dor se agravou.

3O coração me ardia no peito;

enquanto eu meditava,

um fogo se acendeu

dentro de mim.

Então eu disse em voz alta:

4Senhor, dá-me a conhecer

o meu fim

e qual é a soma dos meus dias,

39.4
Sl 90.12

para que eu reconheça

a minha fragilidade.

5Deste aos meus dias

o comprimento

de alguns palmos;

à tua presença,

o prazo da minha vida é nada.

39.5
Jó 14.1-2
Sl 90.9
144.4

Na verdade, todo ser humano,

por mais firme que esteja,

é pura vaidade.

6De fato, o ser humano passa

como uma sombra.

Em vão se inquieta;

amontoa tesouros e não sabe

quem ficará com eles.”

39.6
Jó 27.16-17

7“E eu, Senhor, que espero?

Tu és a minha esperança.

8Livra-me de todas

as minhas iniquidades;

não permitas que os insensatos

zombem de mim.

9Emudeço, não abro os lábios

porque tu fizeste isso.

10Tira de sobre mim o teu flagelo;

pelo golpe de tua mão,

estou perecendo.

11Quando castigas alguém

com repreensões,

por causa do pecado,

destróis nele, como traça,

o que tem de precioso.

De fato, o ser humano

é pura vaidade.”

12“Ouve, Senhor, a minha oração,

escuta-me quando grito

por socorro.

Não fiques insensível

às minhas lágrimas,

porque sou forasteiro diante de ti,

peregrino como todos

os meus pais o foram.

39.12
1Cr 29.15
Hb 11.13

13Desvia de mim o olhar,

para que eu tome alento,

antes que eu passe

e deixe de existir.”