Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
139

Deus onisciente e onipotente

Ao mestre de canto. Salmo de Davi

1391Senhor, tu me sondas

e me conheces.

139.1
Sl 17.3
44.21
Jr 12.3

2Sabes quando me sento

e quando me levanto;

de longe conheces

os meus pensamentos.

3Observas o meu andar

e o meu deitar

e conheces

todos os meus caminhos.

139.3
Jó 34.21
Pv 5.21

4A palavra ainda nem chegou

à minha língua,

e tu, Senhor, já a conheces toda.

5Tu me cercas por todos os lados

e pões a tua mão sobre mim.

6Tal conhecimento é maravilhoso

demais para mim:

é tão elevado,

que não o posso atingir.

139.6
Jó 42.3

7Para onde me ausentarei

do teu Espírito?

Para onde fugirei da tua face?

139.7
Jr 23.24

8Se subo aos céus, lá estás;

se faço a minha cama

no mais profundo abismo,

139.8
Pv 15.11

lá estás também;

9se tomo as asas da alvorada

e me detenho

nos confins dos mares,

10ainda ali a tua mão

me guiará,

e a tua mão direita me susterá.

11Se eu digo: “As trevas,

com certeza, me encobrirão,

e a luz ao redor de mim

se fará noite”,

12até as próprias trevas

não te serão escuras,

e a noite é tão clara como o dia.

Para ti, as trevas e a luz

são a mesma coisa.

13Pois tu formaste o meu interior,

tu me teceste

no ventre de minha mãe.

139.13
Jó 10.11
Sl 119.73

14Graças te dou, visto que de modo

assombrosamente maravilhoso

me formaste;

as tuas obras são admiráveis,

e a minha alma o sabe muito bem.

15Os meus ossos

não te foram encobertos,

quando no oculto

fui formado e entretecido

como nas profundezas da terra.

16Os teus olhos viram

a minha substância

ainda informe,

e no teu livro foram escritos

todos os meus dias,

cada um deles escrito

e determinado,

quando nem um deles ainda existia.

17Que preciosos para mim, ó Deus,

são os teus pensamentos!

E como é grande a soma deles!

18Se os contasse, seriam mais

do que os grãos de areia;

quando acordo,

ainda estou contigo.

19Como eu gostaria, ó Deus,

que acabasses

com os perversos;

afastem-se, pois, de mim,

homens violentos.

139.19
Sl 6.8

20Eles se rebelam contra ti

e como teus inimigos

falam coisas ruins.

21Acaso não odeio

os que te odeiam, Senhor?

E não desprezo

os que se levantam contra ti?

22Eu os detesto

com ódio completo;

para mim são inimigos de fato.

23Sonda-me, ó Deus,

e conhece o meu coração,

prova-me e conhece

os meus pensamentos;

24vê se há em mim

algum caminho mau

e guia-me pelo caminho eterno.

139.24
Sl 5.8
143.10

140

Oração por proteção

Ao mestre de canto. Salmo de Davi

1401Senhor, livra-me dos maus;

protege-me dos homens violentos,

140.1
Sl 71.4

2que planejam o mal

em seu coração

e vivem provocando conflitos.

3Aguçam a língua como a serpente;

sob os lábios

têm veneno de víbora.

140.3
Rm 3.13

4Guarda-me, Senhor,

das mãos dos ímpios,

protege-me dos homens violentos,

que se empenham

por me desviar os passos.

5Os soberbos ocultaram

armadilhas e cordas contra mim,

estenderam uma rede

à beira do caminho;

armaram ciladas contra mim.

140.5
Sl 141.9

6Digo ao Senhor:

“Tu és o meu Deus.”

140.6
Sl 31.14

Escuta, Senhor,

a voz das minhas súplicas.

7Ó Deus, meu Senhor,

força da minha salvação,

tu me protegeste a cabeça

no dia da batalha.

8Não concedas, Senhor,

aos ímpios os seus desejos;

não permitas

que sejam bem-sucedidos

os seus maus propósitos.

9Se exaltam a cabeça

os que me cercam,

que a maldade dos seus lábios

caia sobre eles.

10Caiam sobre eles brasas vivas,

sejam atirados ao fogo,

lançados em abismos para que

não mais se levantem.

11O caluniador

não se estabelecerá na terra;

ao homem violento,

o mal o perseguirá

com golpe sobre golpe.

12Sei que o Senhor defenderá

a causa do oprimido

e o direito do necessitado.

140.12
Sl 12.5

13Assim, os justos renderão graças

ao teu nome;

os retos habitarão na tua presença.

140.13
Sl 11.7

141

Oração vespertina

Salmo de Davi

1411Senhor, eu clamo a ti;

apressa-te em me socorrer!

141.1
Sl 22.19
40.13

Inclina os ouvidos à minha voz,

quando te invoco.

2Suba à tua presença

a minha oração como incenso,

141.2
Ap 5.8

e seja o erguer de minhas mãos

como oferenda vespertina.

3Põe guarda à minha boca, Senhor;

vigia a porta dos meus lábios.

141.3
Pv 13.3
21.23

4Não permitas que o meu coração

se incline para o mal,

para a prática da perversidade

na companhia de malfeitores;

e que eu não coma

das suas iguarias.

5Fira-me o justo,

e isso será um favor;

repreenda-me, e será como óleo

sobre a minha cabeça,

a qual não há de rejeitá-lo.

Continuarei a orar

enquanto os perversos

praticam maldade.

6Quando os seus juízes

forem lançados

do alto de uma rocha,

eles ouvirão as minhas palavras,

que são agradáveis.

7Como quando se lavra

e sulca a terra,

assim os nossos ossos

são espalhados

à boca da sepultura.

8Pois em ti, ó Deus, meu Senhor,

estão os meus olhos:

141.8
Sl 25.15
123.2

em ti confio; não desampares

a minha alma.

9Guarda-me dos laços

que me armaram

e das armadilhas

dos que praticam iniquidade.

141.9
Sl 140.5

10Que os ímpios caiam

nas suas próprias redes,

enquanto eu escapo ileso.

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