Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
5

Advertência contra a imoralidade

51Meu filho, dê atenção

à minha sabedoria;

incline os ouvidos

à minha inteligência,

2para que você conserve

o discernimento,

e para que os seus lábios guardem

o conhecimento.

3Porque os lábios

da mulher imoral destilam mel,

5.3
Pv 2.16
6.24
7.5

e as suas palavras são mais suaves

do que o azeite;

4mas o seu fim é amargo como fel,

e cortante como uma espada

de dois gumes.

5Os seus pés descem

para a morte;

os seus passos conduzem

ao inferno.

6Ela não faz plana

a vereda da vida;

anda errante nos seus caminhos

e não o sabe.

7E agora, meu filho,

escute o que eu digo

e não se desvie

das palavras da minha boca.

8Afaste o seu caminho

dessa mulher;

não se aproxime

da porta da casa dela,

9para que você não dê a outros

a sua honra,

nem a sua vida a homens cruéis;

10para que os estranhos

não se fartem dos seus bens,

e o fruto do seu trabalho

não acabe em casa alheia.

11No fim de sua vida

você ficará gemendo,

quando a sua carne e o seu corpo

se consumirem.

12Então você dirá: “Como foi

que eu pude odiar o ensino?

E por que o meu coração

desprezou a disciplina?

5.12
Pv 1.25
12.1

13Não escutei a voz

dos que me ensinavam,

nem dei ouvidos

aos meus mestres!

14Quase caí em ruína completa

no meio da congregação reunida.”

15Beba a água

da sua própria cisterna

e das correntes do seu poço.

5.15
1Co 7.2

16Por que você derramaria

as suas fontes lá fora,

e os seus ribeiros de água

pelas praças?

17Que sejam para você somente

e não para os estranhos

que estão com você.

18Seja bendito o seu manancial,

e alegre-se com a mulher

da sua mocidade,

5.18
Ec 9.9

19corça amorosa e gazela graciosa.

Que os seios dela saciem você

em todo o tempo;

5.19
Ct 2.9,17
4.5
7.3

embriague-se sempre

com as suas carícias.

20Meu filho, por que você andaria

cego atrás de uma estranha

e abraçaria os seios de outra?

21Porque os caminhos do homem

estão diante dos olhos do Senhor,

e ele considera

todas as suas veredas.

5.21
Sl 119.168
Pv 15.3
Jr 32.19
Hb 4.13

22Quanto ao ímpio,

as suas iniquidades

o prenderão,

e com as cordas do seu pecado

será detido.

23Ele morrerá

pela falta de disciplina,

e, pelo excesso de sua loucura,

sai cambaleando por aí.

6

Advertência contra o servir de fiador

61Meu filho, se você ficou

por fiador

6.1
Pv 11.15
17.18
20.16
27.13
do seu próximo

e se comprometeu

com um estranho,

2está enredado com as palavras

da sua boca,

e ficou preso pelo que você falou.

3Agora, meu filho, faça o seguinte

para se livrar,

pois você caiu

nas mãos dessa pessoa:

vá, humilhe-se

e importune o seu próximo.

4Não se deite para dormir,

não dê descanso aos seus olhos.

5Livre-se, como a gazela,

das mãos do caçador

e, como a ave,

das mãos do passarinheiro.

Advertência contra a preguiça

6Vá ter com a formiga,

ó preguiçoso!

6.6
Pv 6.9
10.26
13.4
20.4
26.16

Observe os caminhos dela

e seja sábio.

7Não tendo ela chefe,

nem oficial, nem comandante,

8no verão prepara a sua comida,

6.8
Pv 10.5
30.25

no tempo da colheita

ajunta o seu mantimento.

9Ó preguiçoso, até quando

vai ficar deitado?

Quando se levantará do seu sono?

10Um pouco de sono,

um breve cochilo,

braços cruzados para descansar,

11e a sua pobreza virá

como um ladrão,

a miséria atacará

como um homem armado.

6.10-11
Pv 24.33-34

Advertência contra a maldade

12Perverso e vil

é o que anda com a iniquidade

na boca,

13pisca os olhos, arrasta os pés

e faz sinais com os dedos.

14No seu coração há perversidade;

está sempre planejando o mal

e semeando discórdias.

6.14
Sl 140.2

15Por isso a sua destruição

virá repentinamente;

de um momento para outro

ficará irremediavelmente

arruinado.

16Seis coisas o Senhor Deus odeia,

e uma sétima a sua alma detesta:

17olhos cheios de orgulho,

6.17
Pv 21.4

língua mentirosa,

6.17
Pv 12.22

mãos que derramam

sangue inocente,

6.17
Is 59.17

18coração que faz

planos perversos,

6.18
Gn 6.5

pés que se apressam

a fazer o mal,

6.18
Pv 1.16

19testemunha falsa

que profere mentiras

e o que semeia discórdia

entre irmãos.

6.19
Pv 12.17
19.9

Advertência contra o adultério

20Meu filho, guarde

o mandamento de seu pai

e não abandone

a instrução de sua mãe.

21Tenha-os sempre

amarrados ao seu coração,

pendure-os no seu pescoço.

6.21
Pv 3.3

22Quando você andar,

essa instrução o guiará;

quando você se deitar,

ela o guardará;

quando acordar,

falará com você.

6.22
Dt 6.7

23Porque o mandamento

é lâmpada,

6.23
Sl 119.105
2Pe 1.19
e a instrução é luz;

e as repreensões da disciplina

são o caminho da vida.

24Eles o protegerão

da mulher perversa

e das lisonjas da mulher estranha.

6.24
Pv 2.16
5.3

25Não cobice no coração

a sua formosura,

nem se deixe seduzir

pelo seu olhar.

26O máximo que se paga

por uma prostituta

é um pedaço de pão,

mas a adúltera anda à caça

de uma vida preciosa.

27Poderá alguém carregar

fogo no colo,

sem que as suas roupas

se incendeiem?

28Ou andará alguém sobre brasas,

sem que os seus pés se queimem?

29Assim será com

o que se aproximar

da mulher do seu próximo;

não ficará sem castigo todo aquele

que tocar nela.

30Não se despreza o ladrão

quando, faminto,

rouba para matar a fome.

31Pois este, ao ser apanhado,

pagará sete vezes tanto;

6.31
Êx 22.1-4

entregará todos os bens

de sua casa.

32Quem comete adultério

não tem juízo;

só mesmo quem quer arruinar-se

é que pratica tal coisa.

33Achará açoites e desonra,

e a sua vergonha nunca passará.

34Porque o ciúme desperta

o furor do marido;

ele não terá compaixão

no dia da vingança.

35Não se contentará

com o resgate,

nem aceitará presentes,

ainda que sejam muitos.

7

71Meu filho, guarde

as minhas palavras

e conserve os meus mandamentos

em seu coração.

2Observe os meus mandamentos

e você viverá;

7.2
Pv 4.4

guarde a minha lei

como a menina dos seus olhos.

3Amarre-os aos dedos,

escreva-os na tábua

do seu coração.

7.3
Pv 3.3

4Diga à Sabedoria:

“Você é minha irmã”;

e ao Entendimento:

“Você é meu parente.”

5Eles o guardarão

da mulher imoral,

da estranha que lisonjeia

com palavras.

A mulher imoral

6Porque da janela da minha casa,

olhando pela grade,

7vi entre os ingênuos,

e descobri entre os jovens

um que não tinha juízo.

8Ele ia e vinha pela rua

junto à esquina

da mulher estranha

e seguia o caminho da casa dela,

9no crepúsculo, ao anoitecer,

na escuridão da noite, nas trevas.

10Eis que a mulher

lhe saiu ao encontro,

com roupas de prostituta

e astúcia no coração.

11É espalhafatosa e inquieta;

os seus pés não param em casa.

12Ora está nas ruas,

ora, nas praças,

espreitando por todos os cantos.

13Ela agarrou o jovem e o beijou;

e com o maior descaramento

lhe disse:

14“Eu tinha de oferecer

sacrifícios pacíficos;

7.14
Lv 7.11,16

hoje paguei os meus votos.

15Por isso, saí ao seu encontro;

vim procurá-lo,

e agora o encontrei!

16Já cobri de colchas

a minha cama,

de linho fino do Egito,

de várias cores.

17Já perfumei o meu leito

com mirra, aloés e cinamomo.

18Venha, vamos nos embriagar

com as delícias do amor,

até o amanhecer;

gozemos amores.

19Porque o meu marido

não está em casa;

saiu de viagem para longe.

20Levou consigo uma bolsa

cheia de dinheiro;

não voltará para casa

antes da lua cheia.”

21Ela o seduziu

com as suas muitas palavras,

com as lisonjas dos seus lábios

o arrastou.

22E, num instante, ele a seguiu,

como um boi

que vai para o matadouro;

como um animal

que corre para a armadilha,

23até que uma flecha

lhe atravesse o coração.

Ele era como a ave que corre

para dentro do alçapão,

sem saber que isto

lhe custará a vida.

24Agora, meu filho,

escute o que eu digo

e dê atenção

às palavras da minha boca.

25Não deixe que o seu coração

se desvie para os caminhos

dessa mulher,

e não ande perdido

nas suas veredas.

26Porque a muitos

ela feriu e derrubou;

e são muitos os que

por ela foram mortos.

27A casa dela é caminho

para o abismo

e desce para as câmaras da morte.

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