Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
24

— 19 —

241Não tenha inveja dos maus

nem queira estar com eles,

2porque o coração deles

planeja a violência,

e os seus lábios falam para ferir.

— 20 —

3Com a sabedoria

se constrói a casa,

e com a inteligência ela se firma;

4pelo conhecimento

os seus cômodos

se encherão

de todo tipo de bens,

preciosos e agradáveis.

— 21 —

5Quem é sábio é forte,

e aquele que tem conhecimento

consolida a sua força.

6Porque com prudência

você deve fazer a guerra;

24.6
Pv 20.18

na multidão de conselheiros

está a vitória.

— 22 —

7A sabedoria é elevada demais

para o insensato;

no tribunal, ele não abre a boca.

— 23 —

8Quem só pensa em fazer o mal

será chamado

“mestre de intrigas”.

24.8
Pv 6.14
14.22

9Os planos do tolo são pecado,

e o zombador é abominável

às pessoas.

— 24 —

10Se você se mostra fraco

no dia da angústia,

é porque a sua força é pequena.

— 25 —

11Liberte os que estão sendo

levados para a morte

e salve os que cambaleiam

ao ser levados para a matança.

12Você poderá dizer:

“Não sabíamos de nada!”

Mas será que aquele

que pesa os corações

não o perceberá?

Aquele que atenta para a sua alma

não ficará sabendo?

E não pagará ele a cada um

segundo as suas obras?

— 26 —

13Meu filho, coma mel,

porque é saudável,

e o favo, porque é doce

ao seu paladar.

14Saiba que assim é a sabedoria

para a sua alma.

Se você a encontrar,

haverá um futuro,

e a sua esperança

não será frustrada.

24.14
Pv 3.18

— 27 —

15Não espie a habitação do justo,

ó perverso,

nem destrua o lugar

do seu repouso,

16porque sete vezes cairá o justo

e se levantará;

mas os perversos são derrubados

pela calamidade.

— 28 —

17Quando o seu inimigo cair,

não se alegre,

nem se regozije o seu coração

quando ele tropeçar,

18para que o Senhor não veja isso

e se desagrade,

e desvie do inimigo a sua ira.

— 29 —

19Não se irrite

por causa dos malfeitores,

nem tenha inveja dos ímpios,

24.19
Sl 37.1

20porque os maus

não terão futuro,

e a lâmpada dos ímpios

se apagará.

24.20
Pv 13.9

— 30 —

21Meu filho,

tema o Senhor e o rei;

24.21
1Pe 2.17

não se meta com os revoltosos,

22porque de repente

serão destruídos,

e a ruína que virá do Senhor

e do rei, quem a conhecerá?

24.22
Rm 13.4

Mais alguns provérbios dos sábios

23Estes também são provérbios dos sábios.

Parcialidade no julgamento

não é bom.

24Quem disser ao ímpio:

“Você é justo”

será amaldiçoado pelos povos

e detestado pelas nações.

25Mas haverá bem-estar

para os que repreenderem

o ímpio,

e sobre eles virão grandes bênçãos.

26Como beijo nos lábios,

assim é a resposta com palavras sinceras.

27Cuide dos seus negócios lá fora,

apronte a lavoura no campo

e, depois, edifique a sua casa.

28Não testemunhe sem motivo

contra o seu próximo,

nem o engane com os seus lábios.

29Não diga: “Vou fazer com ele

o mesmo que ele fez comigo;

24.29
Pv 20.22

pagarei a cada um

segundo as suas obras.”

30Passei pelo campo do preguiçoso

e junto à vinha do homem

sem juízo.

31Eis que tudo estava

cheio de espinhos

e coberto de urtigas;

e o muro de pedra

estava em ruínas.

32Ao contemplar aquilo,

eu fiquei pensando;

olhei, e tirei a seguinte lição:

33Um pouco de sono,

um breve cochilo,

braços cruzados para descansar,

34e a sua pobreza

virá como um ladrão,

a miséria atacará

como um homem armado.

24.33-34
Pv 6.10-11

25

Símiles e lições morais

251Também estes são provérbios de Salomão, que foram transcritos pelos homens a serviço de Ezequias, rei de Judá.

2A glória de Deus

é encobrir as coisas,

25.2
Dt 29.29

mas a glória dos reis é investigá-las.

3Como a altura dos céus

e a profundeza da terra,

assim também o coração dos reis

é insondável.

4Tire a escória da prata,

e sairá um vaso para o ourives;

5tire o ímpio da presença do rei,

e o seu trono se firmará na justiça.

25.5
Pv 16.12

6Não se glorie na presença do rei,

nem se ponha

no meio dos grandes,

7porque melhor é que lhe digam:

“Suba para cá!”,

do que ser humilhado

diante do príncipe.

25.6-7
Lc 14.8-10

A respeito do que

os seus olhos viram,

8não se apresse a levar ao tribunal,

pois, ao fim, o que é que você fará,

se o seu próximo o puser

em apuros?

9Defenda a sua causa

diretamente com o seu próximo

e não revele o segredo do outro.

10Do contrário, quem o ouvir

poderá envergonhá-lo,

e você nunca se livrará

dessa má fama.

11Como maçãs de ouro

em bandejas de prata,

assim é a palavra

dita a seu tempo.

25.11
Pv 15.23

12Como pendentes

e joias de ouro puro,

assim é a repreensão

dada por um sábio

a um ouvinte atento.

13Como o frescor de neve

no tempo da colheita,

assim é o mensageiro fiel

para com os que o enviam,

porque refrigera

a alma dos seus senhores.

14Como nuvens e ventos

que não trazem chuva,

assim é aquele que se gaba

de presentes que não deu.

15Com paciência

se convence um príncipe,

e a língua branda

quebra ossos.

16Você encontrou mel?

Coma apenas o suficiente,

para que você não fique enjoado

e venha a vomitá-lo.

17Não seja frequente

na casa do seu próximo,

para que ele não se canse de você

e passe a detestá-lo.

18Martelo, espada e flecha aguda

é o que levanta falso testemunho

contra o seu próximo.

19Como dente quebrado

e pé sem firmeza,

assim é a confiança

numa pessoa desleal

em tempo de angústia.

20Como quem se despe

num dia de frio

e como vinagre sobre feridas,

assim é o que entoa canções

para quem está aflito.

21Se o seu inimigo tiver fome,

dê-lhe de comer;

se tiver sede,

dê-lhe de beber,

22porque assim você amontoará

brasas vivas

sobre a cabeça dele,

e o Senhor recompensará você.

25.21-22
Rm 12.20

23O vento norte traz chuva,

e a língua que espalha calúnias

traz o rosto irado.

24Melhor é morar

no canto do terraço

do que com uma mulher briguenta

na mesma casa.

25.24
Pv 21.9

25Como água fria

para quem tem sede,

assim é a boa notícia

que vem de um país distante.

26Como fonte que foi turvada

e manancial contaminado,

assim é o justo que cede ao ímpio.

27Comer muito mel não é bom;

assim, procurar a própria honra

não é honra.

28Como cidade derrubada,

que não tem muralhas,

assim é aquele que não tem

domínio próprio.

26

O tolo

261Como a neve no verão

e como a chuva

no tempo da colheita,

assim a honra

não fica bem a um tolo.

2Como o pássaro que foge

e como a andorinha no seu voo,

assim a maldição sem motivo

não se cumpre.

3O açoite é para o cavalo,

o freio, para o jumento,

e a vara, para as costas dos tolos.

4Não responda ao insensato

segundo a sua tolice,

para que você não se torne

semelhante a ele.

26.4
Pv 23.9

5Responda ao insensato

segundo a sua tolice,

para que ele não seja sábio

aos seus próprios olhos.

26.5
2Co 12.11

6Como cortar os pés e sofrer dano,

assim é mandar mensagens

por meio de um tolo.

7As pernas do coxo

pendem bambas;

assim é o provérbio

na boca dos tolos.

8Como amarrar a pedra na funda,

assim é dar honra a um tolo.

9Como o espinho que entra

na mão de um bêbado,

assim é o provérbio

na boca dos tolos.

10Como um flecheiro

que fere a todos,

assim é o que contrata os tolos

e os primeiros que passam.

11Como o cão que volta

ao seu próprio vômito,

26.11
2Pe 2.22

assim é o insensato

que repete a sua tolice.

12Você viu alguém que é sábio

aos seus próprios olhos?

26.12
Pv 3.7

Há mais esperança para um tolo

do que para ele.

O preguiçoso

13O preguiçoso diz:

“Um leão está no caminho!

Um leão está no meio da rua!”

14A porta gira nas dobradiças;

o preguiçoso se vira na cama.

26.14
Pv 6.9

15O preguiçoso

põe a mão no prato

e não quer ter o trabalho

de a levar à boca.

26.15
Pv 19.24

16O preguiçoso é mais sábio

aos seus próprios olhos

do que sete homens

que sabem responder bem.

Outros provérbios

17Quem se mete

na discussão dos outros

é como aquele

que pega pelas orelhas

um cão que vai passando.

18Como o louco que lança

fogo, flechas e morte,

19assim é aquele que engana

o seu próximo

e diz: “Fiz isso por brincadeira.”

20Sem lenha, o fogo se apaga;

e, não havendo difamador,

cessa a discórdia.

26.20
Pv 22.10

21O que o carvão é para as brasas

e a lenha é para o fogo,

o briguento é para acender

uma discussão.

22As palavras do difamador

são comida fina,

que desce para o mais interior

do ventre.

23Como vaso de barro

coberto de prata,

assim são os lábios amorosos

e o coração mau.

24Quem odeia

dissimula com os lábios,

mas no seu íntimo

esconde a falsidade;

25quando ele vier

com palavras suaves,

não acredite nele,

porque tem sete abominações

em seu coração.

26Ainda que o seu ódio se encubra

com falsidade,

a sua maldade será exposta

aos olhos de todos.

27Quem abre uma cova

acaba caindo nela;

e a pedra rolará sobre quem

a pôs em movimento.

28A língua falsa odeia

aqueles a quem engana,

e a boca lisonjeira é causa de ruína.