Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
15

151A resposta branda desvia o furor,

mas a palavra dura suscita a ira.

2A língua dos sábios

adorna o conhecimento,

mas a boca dos insensatos

derrama tolices.

3Os olhos do Senhor

estão em todo lugar,

contemplando os maus e os bons.

4A língua serena é árvore de vida,

mas a língua perversa

esmaga o espírito.

5O insensato despreza

a instrução de seu pai,

mas o que aceita a repreensão

consegue a prudência.

6Na casa do justo

há grande tesouro,

mas no lucro dos ímpios

há infelicidade.

7As palavras dos sábios

difundem o conhecimento,

mas o coração dos insensatos

não procede assim.

8O Senhor detesta

o sacrifício dos ímpios,

mas a oração dos retos

é o seu prazer.

9O Senhor detesta

o caminho do ímpio,

mas ama o que segue a justiça.

10Disciplina rigorosa há

para o que abandona

o caminho,

e quem odeia a repreensão

morrerá.

11O mundo dos mortos e o abismo

estão expostos

diante do Senhor;

quanto mais o coração

dos filhos dos homens!

12O zombador não gosta

de quem o repreende,

nem se aproxima dos sábios.

13O coração alegre

embeleza o rosto,

mas com a tristeza do coração

o espírito se abate.

14O coração sábio

busca o conhecimento,

mas a boca dos insensatos

se alimenta de estupidez.

15Para quem está aflito,

todos os dias são maus,

mas a vida de quem

tem o coração alegre

é uma festa contínua.

16Melhor é o pouco, havendo

o temor do Senhor,

do que um grande tesouro

onde há inquietação.

17Melhor é um prato de legumes

onde há amor

do que um boi inteiro

acompanhado de ódio.

18Quem se irrita facilmente

provoca discórdia,

mas quem é tardio em ficar irado

acalma os conflitos.

19O caminho do preguiçoso

é como que cercado

de espinhos,

mas a vereda dos justos é plana.

20O filho sábio alegra o seu pai,

mas o insensato

despreza a sua mãe.

21Quem não tem juízo se alegra

com a sua tolice,

mas quem é sábio

anda retamente.

22Sem conselhos

os projetos fracassam,

mas com muitos conselheiros

há sucesso.

23Que alegria é ter

a resposta adequada!

Como é boa a palavra dita

na hora certa!

24Para o sábio, o caminho da vida

leva para cima,

para desviar do inferno, embaixo.

25O Senhor derruba

a casa dos orgulhosos,

mas preserva a herança da viúva.

26O Senhor detesta

os planos dos maus,

mas as palavras bondosas

lhe são aprazíveis.

27Quem é ávido

por lucro desonesto

arruína a sua casa,

mas o que odeia o suborno,

esse viverá.

28O coração do justo medita

o que há de responder,

mas a boca dos ímpios

derrama maldades.

29O Senhor está longe dos ímpios,

mas ouve a oração dos justos.

30O brilho nos olhos

alegra o coração;

uma boa notícia

fortalece até os ossos.

31Quem dá ouvidos

à repreensão construtiva

terá a sua morada

no meio dos sábios.

32Quem rejeita a disciplina

despreza a si mesmo,

mas o que aceita a repreensão

adquire entendimento.

33O temor do Senhor

é instrução na sabedoria,

e a humildade precede a honra.

16

161O coração do ser humano

pode fazer planos,

mas a resposta certa

vem dos lábios do Senhor.

2Todos os caminhos

de uma pessoa são puros

aos seus próprios olhos,

mas o Senhor sonda o espírito.

3Entregue as suas obras

ao Senhor,

e o que você tem planejado

se realizará.

4O Senhor fez todas as coisas

para determinados fins;

até o ímpio, para o dia

da calamidade.

5O Senhor detesta todo aquele

que é orgulhoso;

é evidente que este

não ficará impune.

6Pela misericórdia e pela verdade

se expia a culpa;

e pelo temor do Senhor

se evita o mal.

7Se os caminhos de alguém

são agradáveis ao Senhor,

ele faz com que até

os seus inimigos

vivam em paz com ele.

8Melhor é o pouco, havendo justiça,

do que grandes rendimentos

com injustiça.

9O coração do ser humano

traça o seu caminho,

mas o Senhor lhe dirige os passos.

10Nos lábios do rei se acham

decisões autorizadas;

que ele seja justo

ao pronunciar uma sentença.

11Peso e balança justos

pertencem ao Senhor;

obra sua são todos os pesos

da bolsa.

12Os reis detestam

a prática da maldade,

porque o trono se estabelece

pela justiça.

13Os lábios justos

são o contentamento do rei,

e ele ama o que fala coisas retas.

14O furor do rei é como

um mensageiro da morte,

mas o homem sábio

consegue acalmá-lo.

15O semblante alegre do rei

significa vida,

e a sua bondade

é como chuva fora de época.

16Quanto melhor é adquirir

a sabedoria do que o ouro!

E mais excelente é adquirir

o entendimento

do que a prata!

17O caminho dos retos

é desviar-se do mal;

quem guarda o seu caminho

preserva a sua vida.

18Antes da ruína vem a soberba,

e o espírito orgulhoso

precede a queda.

19Melhor é ser humilde de espírito

com os humildes

do que repartir o despojo

com os orgulhosos.

20Quem atenta para o ensino

acha o bem,

e o que confia no Senhor,

esse é feliz.

21O sábio de coração

é chamado prudente,

e a doçura no falar

aumenta o saber.

22O bom senso, para aqueles

que o possuem, é fonte de vida;

mas a tolice

é a punição dos insensatos.

23O coração do sábio

é mestre de sua boca

e aumenta a persuasão

dos seus lábios.

24Palavras agradáveis

são como favo de mel:

doces para a alma

e remédio para o corpo.

25Há caminho que parece

direito ao ser humano,

mas o fim dele

é caminho de morte.

26A fome do trabalhador

o faz trabalhar,

porque a sua boca o incita a isso.

27O desprezível cava o mal,

e nos seus lábios

há como que fogo ardente.

28O perverso semeia discórdias,

e o difamador

separa os maiores amigos.

29O violento alicia

o seu companheiro

e guia-o por um caminho

que não é bom.

30Quem pisca os olhos

imagina o mal;

quem morde os lábios o executa.

31Os cabelos brancos

são uma coroa de honra

que é encontrada

no caminho da justiça.

32É melhor ter paciência

do que ser herói de guerra;

o que domina o seu espírito

é melhor do que

o que conquista uma cidade.

33Para fazer um sorteio

são lançados os dados,

mas toda decisão

procede do Senhor.

17

171Melhor é um bocado seco

e tranquilidade

do que a casa cheia de carnes

e brigas.

2O escravo sábio dominará sobre

o filho que causa vergonha

e, entre os irmãos,

terá parte na herança.

3O crisol prova a prata

e o forno prova o ouro;

mas o Senhor prova os corações.

4O malfeitor dá atenção

aos lábios iníquos;

o mentiroso inclina os ouvidos

para a língua maligna.

5Quem zomba do pobre insulta

aquele que o criou;

o que se alegra com a calamidade

não ficará impune.

6Coroa dos velhos

são os filhos dos filhos;

e a glória dos filhos são os pais.

7Palavras bonitas

não ficam bem ao insensato;

muito menos a mentira

na boca do príncipe!

8O suborno é pedra mágica

aos olhos de quem o oferece;

onde quer que for oferecido

dará resultado.

9Quem encobre a transgressão

fortalece a amizade,

mas o que insiste no assunto

separa os maiores amigos.

10Uma repreensão cala mais fundo

em quem tem juízo

do que cem chicotadas

no insensato.

11O rebelde só procura

fazer o mal;

por isso, um mensageiro cruel

será enviado contra ele.

12Melhor é encontrar uma ursa

da qual roubaram os filhotes

do que o insensato na sua tolice.

13Quanto àquele que paga

o bem com o mal,

o mal não se afastará da sua casa.

14Começar uma discussão é como

abrir uma represa;

por isso, desista

antes que surja o conflito.

15O Senhor detesta

quem justifica o ímpio

e quem condena o justo;

ele detesta

tanto um quanto o outro.

16De que serviria o dinheiro

na mão do tolo

para comprar a sabedoria,

se ele não tem entendimento?

17O amigo ama em todo tempo,

e na angústia nasce o irmão.

18Quem não tem juízo

se compromete,

ficando por fiador do seu próximo.

19Quem ama a discórdia

ama o pecado;

o que faz alta a sua porta

facilita a própria queda.

20O perverso de coração

jamais encontra o bem;

e o que diz coisas más

acaba em desgraça.

21Quem gera um tolo faz isso

para a sua própria tristeza;

o pai do insensato

não terá alegria.

22O coração alegre é bom remédio,

mas o espírito abatido

faz secar os ossos.

23O ímpio aceita suborno

secretamente,

para perverter

as veredas da justiça.

24A sabedoria

é o alvo do inteligente,

mas o tolo volta os olhos

para os confins da terra.

25O filho insensato

é tristeza para o pai

e amargura para quem o deu à luz.

26Não é bom punir o justo;

é contra todo direito

ferir o príncipe.

27Quem controla as suas palavras

possui conhecimento,

e o sereno de espírito

é inteligente.

28Até o insensato, quando se cala,

é tido por sábio;

se fica de boca fechada,

passa por inteligente.