Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
23

Balaão abençoa Israel pela primeira vez

231Então Balaão disse a Balaque:

— Construa neste lugar sete altares e prepare sete novilhos e sete carneiros para mim.

2Balaque fez como Balaão tinha dito, e os dois ofereceram um novilho e um carneiro sobre cada altar. 3Então Balaão disse a Balaque:

— Fique aqui junto do seu holocausto, e eu irei mais adiante; talvez o Senhor venha ao meu encontro, e o que ele me mostrar direi a você.

E Balaão subiu a um monte descampado. 4Deus se encontrou com Balaão, e este lhe disse:

— Preparei sete altares e sobre cada um ofereci um novilho e um carneiro.

5Então o Senhor pôs a palavra na boca de Balaão e disse:

— Volte para Balaque e transmita a ele o que eu falei a você.

6Quando Balaão voltou, eis que Balaque ainda estava junto do seu holocausto, ele e todos os chefes dos moabitas. 7Então Balaão proferiu a sua palavra e disse:

“Balaque me fez vir de Arã,

o rei de Moabe,

dos montes do Oriente.

Venha — disse-me ele —

e amaldiçoe Jacó;

venha e denuncie Israel.

8Como posso amaldiçoar

a quem Deus não amaldiçoou?

Como posso denunciar

a quem o Senhor

não denunciou?

9Pois do alto dos rochedos

vejo Israel

e dos montes o contemplo:

eis que é povo que habita só

e não será reputado

entre as nações.

10Quem contou o pó de Jacó

ou enumerou

a quarta parte de Israel?

Que eu morra a morte dos justos,

e o meu fim seja como o deles.”

11Então Balaque disse a Balaão:

— O que foi que você me fez? Eu o chamei para amaldiçoar os meus inimigos, mas eis que você somente os abençoou.

12Mas Balaão respondeu:

— Será que eu não deveria ter o cuidado de dizer apenas o que o Senhor pôs na minha boca?

Balaão abençoa Israel pela segunda vez

13Então Balaque lhe disse:

— Peço que venha comigo a outro lugar, de onde você poderá ver o povo. Você verá somente a parte mais próxima dele, mas não verá todos eles. E daquele lugar lance uma maldição sobre eles.

14Balaque levou-o consigo ao campo de Zofim, no alto do monte Pisga; e edificou sete altares e sobre cada um ofereceu um novilho e um carneiro. 15Então Balaão disse a Balaque:

— Fique aqui junto do seu holocausto, e eu irei ali ao encontro do Senhor.

16O Senhor se encontrou com Balaão, pôs-lhe na boca a palavra e disse:

— Volte para Balaque e transmita a ele o que eu falei a você.

17Balaão voltou, e eis que Balaque ainda estava junto do holocausto, e os chefes dos moabitas estavam com ele. Balaque perguntou:

— O que foi que o Senhor falou?

18Então Balaão proferiu a sua palavra e disse:

“Levante-se, Balaque, e ouça;

escute-me, filho de Zipor:

19Deus não é homem,

para que minta;

nem filho de homem,

para que mude de ideia.

23.19
1Sm 15.29
Tt 1.2
Hb 6.18

Será que, tendo ele prometido,

não o fará?

Ou, tendo falado, não o cumprirá?

20Eis que recebi ordem

para abençoar;

ele abençoou, não o posso revogar.

21Não viu desgraça em Jacó,

nem contemplou calamidade

em Israel;

o Senhor, seu Deus, está com eles;

no meio deles se ouvem

aclamações ao seu Rei.

22Deus os tirou do Egito;

as forças deles são como

as do boi selvagem.

23Pois contra Jacó

não vale encantamento,

nem adivinhação contra Israel;

agora, se poderá dizer de Jacó

e de Israel:

Que coisas tem feito Deus!

24Eis que o povo

se levanta como leoa

e se ergue como leão;

não se deita

até que devore a presa

e beba o sangue

dos que forem mortos.”

25Então Balaque disse a Balaão:

— Não amaldiçoe o povo, mas também não o abençoe.

26Porém Balaão respondeu e disse a Balaque:

— Eu não tinha dito a você: tudo o que o Senhor falar, isso farei?

Balaão abençoa Israel pela terceira vez

27Então Balaque disse a Balaão:

— Venha, por favor, que eu o levarei a outro lugar. Talvez pareça bem aos olhos de Deus que dali você amaldiçoe o povo.

28Assim, Balaque levou Balaão consigo ao alto do monte Peor, de onde se avista o deserto. 29Balaão disse a Balaque:

— Construa neste lugar sete altares e prepare sete novilhos e sete carneiros para mim.

30Balaque fez como Balaão havia ordenado e ofereceu sobre cada altar um novilho e um carneiro.

24

241Quando Balaão viu que era do agrado do Senhor que ele abençoasse Israel, não foi esta vez, como antes, ao encontro de agouros, mas voltou o rosto para o deserto. 2Balaão levantou os olhos e viu Israel acampado segundo as suas tribos. E o Espírito de Deus veio sobre Balaão 3e ele proferiu a sua palavra, dizendo:

“Palavra de Balaão, filho de Beor,

palavra do homem

de olhos abertos;

4palavra daquele que ouve

os ditos de Deus,

daquele que tem

a visão do Todo-Poderoso

e prostra-se,

porém de olhos abertos:

5Como são boas as suas tendas,

ó Jacó!

Como são boas as suas moradas,

ó Israel!

6São como vales que se estendem,

como jardins à beira dos rios,

como árvores de sândalo

que o Senhor plantou,

como cedros junto às águas.

7Águas manarão de seus baldes,

e as suas sementeiras

terão águas abundantes.

O seu rei se levantará

mais do que Agague,

e o seu reino será exaltado.

8Deus tirou do Egito

o povo de Israel,

cujas forças são como

as do boi selvagem;

consumirá as nações inimigas,

e quebrará seus ossos,

e, com as suas flechas,

os atravessará.

9Israel abaixou-se,

24.9
Gn 49.9

deitou-se como leão

e como leoa; quem o despertará?

Benditos

24.9
Gn 12.3

os que abençoarem você,

e malditos

os que amaldiçoarem você.”

10Então Balaque ficou irado com Balaão, e bateu com uma mão na outra. Balaque disse a Balaão:

— Eu o chamei para que você amaldiçoasse os meus inimigos, mas agora, já três vezes, você somente os abençoou. 11Agora vá embora para a sua casa. Eu tinha dito que o cobriria de honras,

24.11
Nm 22.17
mas eis que o Senhor o privou delas.

12Então Balaão disse a Balaque:

— Não é verdade que eu também tinha dito aos mensageiros que você me enviou que, 13mesmo que você me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia transgredir o mandado do Senhor, fazendo bem ou mal por minha própria iniciativa? E não é verdade que eu disse que falaria apenas o que o Senhor me dissesse? 14Agora eis que volto ao meu povo. Mas antes disso, venha, pois quero avisá-lo do que este povo fará ao seu povo, nos últimos dias.

A profecia de Balaão. A estrela de Jacó

15Então Balaão proferiu a sua palavra e disse:

“Palavra de Balaão, filho de Beor,

palavra do homem

de olhos abertos;

16palavra daquele que ouve

os ditos de Deus

e tem o conhecimento

do Altíssimo;

daquele que tem a visão

do Todo-Poderoso

e prostra-se,

porém de olhos abertos:

17Eu o vejo, porém não agora;

eu o contemplo, mas não de perto.

Uma estrela procederá de Jacó,

de Israel subirá um cetro

que ferirá as têmporas de Moabe

e destruirá todos os filhos de Sete.

18Edom será uma propriedade;

Seir, que é inimigo dele,

também será uma propriedade;

mas Israel fará proezas.

19De Jacó sairá o dominador;

ele exterminará os que restam

das cidades.”

20Balaão viu Amaleque, proferiu a sua palavra e disse:

“Amaleque é

o primeiro das nações,

porém o seu fim será destruição.”

21Viu os queneus, proferiu a sua palavra e disse:

“A sua habitação está segura,

e você pôs o seu ninho na rocha.

22Todavia, o queneu

será consumido,

até que Assur leve você cativo.”

23Balaão proferiu ainda a sua palavra e disse:

“Ai! Quem viverá,

quando Deus fizer isto?

24Homens virão da costa de Quitim

em seus navios;

afligirão Assur e Héber;

e também

eles mesmos perecerão.”

25Depois Balaão se levantou e se foi, e voltou para a sua terra. Também Balaque se foi pelo seu caminho.

25

A adoração a Baal-Peor e o zelo de Fineias

251Quando Israel estava em Sitim, o povo começou a prostituir-se com as filhas dos moabitas.

25.1
Ap 2.14
2Estas convidaram o povo aos sacrifícios oferecidos aos seus deuses; e o povo comeu a carne dos sacrifícios e adorou os deuses dessas mulheres. 3Assim, quando Israel se juntou ao culto a Baal-Peor, a ira do Senhor se acendeu contra Israel. 4O Senhor disse a Moisés:

— Reúna todos os chefes do povo e enforque-os diante do Senhor ao ar livre, e a ardente ira do Senhor se afastará de Israel.

5Então Moisés disse aos juízes de Israel:

— Cada um mate os homens da sua tribo que se juntaram a Baal-Peor.

6Naquele momento, eis que um homem dos filhos de Israel trouxe para a sua tenda uma mulher midianita, à vista de Moisés e de toda a congregação dos filhos de Israel, enquanto eles choravam diante da tenda do encontro. 7Quando Fineias, filho de Eleazar, filho do sacerdote Arão, viu isso, levantou-se do meio da congregação, e, pegando uma lança, 8seguiu o homem israelita até o interior da tenda, e, com a lança, atravessou os dois, tanto o homem israelita quanto a mulher midianita, pelo ventre; então a praga cessou entre os filhos de Israel. 9Os que morreram da praga foram vinte e quatro mil.

10Então o Senhor disse a Moisés:

11— Fineias, filho de Eleazar, filho do sacerdote Arão, desviou a minha ira de sobre os filhos de Israel, pois estava animado com o meu zelo no meio deles, assim que, no meu zelo, não consumi os filhos de Israel. 12Portanto, diga: Eis que lhe dou a minha aliança de paz. 13E ele e a sua descendência terão a aliança do sacerdócio perpétuo, porque teve zelo pelo seu Deus e fez expiação pelos filhos de Israel.

14O nome do israelita que foi morto, isto é, que foi morto com a mulher midianita, era Zinri, filho de Salu, chefe da casa paterna dos simeonitas. 15O nome da mulher midianita que foi morta era Cosbi, filha de Zur, chefe do povo da casa paterna entre os midianitas.

16O Senhor disse a Moisés:

17— Atormentem e ataquem os midianitas, 18porque eles atormentaram vocês quando os enganaram no caso de Peor e no caso de Cosbi, filha do chefe dos midianitas, irmã deles, que foi morta no dia da praga no caso de Peor.