Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
20

A morte de Miriã

201Toda a congregação dos filhos de Israel chegou ao deserto de Zim, no primeiro mês, e o povo ficou em Cades. Ali Miriã morreu e ali ela foi sepultada.

Moisés fere a rocha em Meribá

2Não havia água para o povo. Então se ajuntaram contra Moisés e contra Arão. 3E o povo discutiu com Moisés, dizendo:

— Antes tivéssemos morrido quando os nossos irmãos morreram diante do Senhor! 4Por que vocês trouxeram a congregação do Senhor a este deserto, para morrermos aqui, nós e os nossos animais? 5E por que vocês nos tiraram do Egito, para nos trazer a este lugar horrível, onde não há cereais, nem figos, nem vinhas, nem romãs, nem água para beber?

6Então Moisés e Arão saíram da presença do povo e foram para a porta da tenda do encontro e se lançaram sobre o seu rosto; e a glória do Senhor lhes apareceu. 7O Senhor disse a Moisés:

8— Pegue o seu bordão e ajunte o povo, você e Arão, o seu irmão. E, diante do povo, falem à rocha, e ela dará a sua água. Assim vocês tirarão água da rocha e darão de beber à congregação e aos animais.

9Então Moisés pegou o bordão que estava diante do Senhor, como este lhe havia ordenado. 10Moisés e Arão reuniram o povo diante da rocha. Então Moisés lhes disse:

— Agora escutem, rebeldes! Será que teremos de fazer com que saia água desta rocha para vocês?

11Moisés levantou a mão e feriu a rocha duas vezes com o seu bordão, e saíram muitas águas; e a congregação e os seus animais beberam.

20.11
Sl 78.15
Is 48.21
1Co 10.4
12Mas o Senhor disse a Moisés e a Arão:

— Porque não creram em mim, para me santificarem diante dos filhos de Israel, vocês não farão entrar este povo na terra que lhe dei.

13São estas as águas de Meribá,20.13 Meribá significa “reclamação” porque os filhos de Israel discutiram com o Senhor; e o Senhor se santificou neles.

20.2-13
Êx 17.1-7

Moisés solicita passagem por Edom

14De Cades, Moisés enviou mensageiros ao rei de Edom, para dizer-lhe:

— Assim diz o seu irmão Israel: Você conhece todas as aflições que nos sobrevieram. 15Sabe como os nossos pais desceram ao Egito, e nós moramos no Egito muito tempo, e como os egípcios nos maltrataram, a nós e aos nossos pais. 16Clamamos ao Senhor, e ele ouviu a nossa voz; mandou o Anjo e nos tirou do Egito. E eis que estamos em Cades, cidade nos confins do seu país. 17Deixe-nos passar pela sua terra. Não passaremos pelo campo, nem pelas vinhas, nem beberemos a água dos poços. Iremos pela estrada real. Não nos desviaremos para a direita nem para a esquerda, até que passemos pelo seu país.

18Porém o rei de Edom respondeu:

— Não passem por aqui! Se o fizerem, sairei com a espada ao encontro de vocês.

19Então os filhos de Israel lhe disseram:

— Passaremos pelo caminho principal, e, se nós e o nosso gado bebermos das águas de vocês, pagaremos o preço delas. Não queremos outra coisa a não ser passar a pé.

20Mas o rei de Edom respondeu:

— Vocês não podem passar!

E o rei de Edom veio ao encontro deles, com muita gente e com mão forte. 21Assim os edomitas se recusaram a deixar Israel passar pelo seu país, e por isso Israel se desviou dali.

A morte de Arão

Nm 33.38-39

22Então partiram de Cades, e os filhos de Israel, toda a congregação, foram ao monte Hor. 23O Senhor disse a Moisés e a Arão no monte Hor, nos confins da terra de Edom:

24— Arão será reunido ao seu povo, porque não entrará na terra que dei aos filhos de Israel, pois vocês foram rebeldes à minha palavra, nas águas de Meribá. 25Chame Arão e Eleazar, o filho dele, e diga-lhes que subam o monte Hor. 26Depois tire as vestes sacerdotais de Arão e coloque-as em Eleazar, o filho dele; porque Arão será reunido ao seu povo e ali morrerá.

27Moisés fez como o Senhor lhe havia ordenado. Subiram o monte Hor, diante dos olhos de toda a congregação. 28Moisés tirou as vestes sacerdotais de Arão e as pôs em Eleazar, o filho dele. E Arão morreu

20.28
Nm 33.38
Dt 10.6
ali, no alto do monte. Depois disso Moisés e Eleazar desceram do monte. 29Quando toda a congregação soube que Arão era morto, toda a casa de Israel chorou por Arão durante trinta dias.

21

A derrota do rei de Arade

211O rei cananeu de Arade,

21.1
Nm 33.40
que habitava no Neguebe, ouviu que Israel vinha pelo caminho de Atarim. Ele atacou os israelitas e levou alguns deles cativos. 2Então Israel fez um voto ao Senhor, dizendo:

— Se, de fato, entregares este povo nas minhas mãos, destruirei totalmente as suas cidades.

3O Senhor ouviu o pedido de Israel e lhe entregou os cananeus. Os israelitas os destruíram totalmente, tanto eles como as suas cidades; e aquele lugar foi chamado de Horma.21.3 Horma significa “destruição”

A serpente de bronze

4Então os israelitas partiram do monte Hor, pelo caminho do mar Vermelho, para rodear a terra de Edom.

21.4
Dt 2.1
Mas o povo se tornou impaciente no caminho 5e falou contra Deus e contra Moisés, dizendo:

— Por que vocês nos tiraram do Egito, para que morramos neste deserto, onde não há pão nem água? Já estamos enjoados dessa comida ruim.

6Então o Senhor mandou para o meio do povo cobras venenosas, que mordiam o povo; e morreram muitos do povo de Israel.

21.6
1Co 10.9
7Então o povo foi a Moisés e disse:

— Nós pecamos, porque falamos contra o Senhor Deus e contra você. Ore ao Senhor, pedindo que tire de nós as cobras.

Então Moisés orou pelo povo. 8O Senhor disse a Moisés:

— Faça uma serpente e coloque-a sobre uma haste. Quem for mordido e olhar para ela viverá.

9Moisés fez uma serpente de bronze

21.9
Jo 3.14-16
e a pôs sobre uma haste. Quando alguém era mordido por alguma cobra, se olhava para a serpente de bronze, ficava curado.

Jornadas dos israelitas

10Então os filhos de Israel partiram e acamparam em Obote. 11Depois, partiram de Obote e acamparam em Ijé-Abarim, no deserto que está diante de Moabe, para o nascente. 12Dali, partiram e acamparam no vale de Zerede. 13E, dali, partiram e acamparam na outra margem do Arnom, que está no deserto que se estende do território dos amorreus. O rio Arnom é a fronteira de Moabe, entre Moabe e os amorreus. 14Por isso se diz no Livro das Guerras do Senhor:

“Vaebe, em Sufa,

e os vales do Arnom,

15e o declive dos vales

que se estende para a sede de Ar

e se encosta na fronteira

de Moabe.”

16Dali partiram para Beer.21.16 Beer significa “poço” Este é o poço do qual o Senhor disse a Moisés:

— Reúna o povo, e lhe darei água.

17Então Israel cantou este cântico:

“Brote, ó poço!

Entoem cânticos para ele!

18Poço que os príncipes cavaram,

que os nobres do povo abriram,

com o cetro

e com os seus bordões.”

Do deserto, partiram para Matana. 19E, de Matana, para Naaliel e, de Naaliel, para Bamote. 20De Bamote, ao vale que está no campo de Moabe, no alto do monte Pisga, que olha para o deserto.

A vitória sobre Seom, rei de Hesbom

Dt 2.26-36

21Então Israel mandou mensageiros a Seom, rei dos amorreus, dizendo:

22— Deixe-nos passar pela sua terra. Não nos desviaremos pelos campos nem pelas vinhas. As águas dos poços não beberemos. Iremos pela estrada real até que tenhamos passado pelo seu país.

23Porém Seom não deixou Israel passar pelo seu país. Pelo contrário, reuniu todo o seu povo e saiu ao encontro de Israel no deserto. Veio até Jaza, e lutou contra Israel. 24Mas Israel o matou a fio de espada e tomou posse de sua terra, desde o Arnom até o Jaboque, até os filhos de Amom, cuja fronteira era fortificada. 25Assim Israel tomou todas estas cidades dos amorreus e habitou em todas elas, em Hesbom e em todas as suas aldeias. 26Porque Hesbom era cidade de Seom, rei dos amorreus, que tinha lutado contra o antigo rei dos moabitas, de cuja mão havia tomado toda a sua terra até o rio Arnom. 27Por isso os poetas dizem:

“Venham a Hesbom! Edifique-se,

estabeleça-se a cidade de Seom!

28Porque fogo saiu de Hesbom,

e chama, da cidade de Seom,

e consumiu Ar, de Moabe,

e os senhores dos altos do Arnom.

29Ai de você, Moabe!

Você está perdido,

povo de Quemos;

entregou seus filhos como fugitivos

e suas filhas, como cativas

a Seom, rei dos amorreus.

30Nós os ferimos com flechas;

estão destruídos

desde Hesbom até Dibom;

e os assolamos até Nofa

e com fogo, até Medeba.”

A vitória sobre Ogue, rei de Basã

Dt 3.1-11

31Assim, Israel habitou na terra dos amorreus. 32Depois, Moisés mandou espiar a cidade de Jazer. Tomaram as suas aldeias e expulsaram os amorreus que estavam ali. 33Então voltaram e subiram o caminho de Basã. E Ogue, rei de Basã, saiu contra eles, ele e todo o seu povo, para atacá-los em Edrei. 34O Senhor disse a Moisés:

— Não tenha medo dele, porque eu o entreguei na sua mão, junto com todo o povo e a terra dele. E você fará com ele como fez com Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom.

35De tal maneira o derrotaram, a ele, a seus filhos e a todo o seu povo, que nenhum deles escapou. E tomaram posse da terra dele.

22

Balaque envia mensageiros a Balaão

221Os filhos de Israel partiram e acamparam nas campinas de Moabe, do outro lado do Jordão, na altura de Jericó. 2Balaque, filho de Zipor, viu tudo o que Israel havia feito aos amorreus. 3E os moabitas tiveram grande medo deste povo, porque era muito numeroso. E andavam angustiados por causa dos filhos de Israel. 4Por isso o povo de Moabe disse aos anciãos dos midianitas:

— Agora essa multidão vai lamber tudo o que houver ao redor de nós, como o boi lambe a erva do campo.

Balaque, filho de Zipor, era o rei dos moabitas naquele tempo. 5Ele enviou mensageiros a Balaão, filho de Beor, a Petor, que está junto ao rio Eufrates, na terra dos filhos do seu povo, para chamá-lo, dizendo:

— Eis que um povo saiu do Egito, cobre a face da terra e está morando perto de mim. 6Venha agora e, por favor, amaldiçoe este povo, pois eles são mais poderosos do que eu; talvez assim eu possa atacá-los e expulsá-los da terra. Porque sei que a quem você abençoar será abençoado, e a quem você amaldiçoar será amaldiçoado.

7Então os anciãos dos moabitas e os anciãos dos midianitas foram, levando consigo o dinheiro para pagar os encantamentos. Chegaram ao lugar onde Balaão estava e lhe transmitiram as palavras de Balaque. 8Balaão lhes disse:

— Fiquem aqui esta noite, e lhes trarei a resposta, como o Senhor me falar.

Então os chefes dos moabitas ficaram com Balaão. 9Deus veio a Balaão e perguntou:

— Quem são esses homens que estão com você?

10Balaão respondeu:

— Balaque, rei dos moabitas, filho de Zipor, enviou esses homens para que me dissessem: 11“Eis que o povo que saiu do Egito cobre a face da terra. Venha agora e amaldiçoe este povo; talvez eu possa combatê-lo e expulsá-lo daqui.”

12Então Deus disse a Balaão:

— Não vá com eles, nem amaldiçoe o povo; porque é povo abençoado.

13Na manhã seguinte Balaão se levantou e disse aos chefes de Balaque:

— Voltem para a sua terra, porque o Senhor não me deixa ir com vocês.

14Então os chefes dos moabitas se levantaram, foram a Balaque e disseram:

— Balaão se recusou a vir conosco.

15De novo, Balaque enviou chefes, em maior número e mais honrados do que os primeiros. 16Eles chegaram a Balaão e lhe disseram:

— Assim diz Balaque, filho de Zipor: Peço-lhe que não se demore em vir até aqui, 17porque eu o cobrirei de honras

22.17
Nm 24.11
e farei tudo o que você me disser; venha, pois, e, por favor, amaldiçoe este povo.

18Balaão respondeu aos oficiais de Balaque:

— Ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia transgredir o mandado do Senhor, meu Deus, para fazer coisa pequena ou grande. 19Agora peço que fiquem aqui também esta noite, para que eu saiba o que mais o Senhor me dirá.

20De noite o Senhor veio a Balaão e lhe disse:

— Como aqueles homens vieram chamá-lo, levante-se e vá com eles; mas faça apenas o que eu lhe disser.

O Anjo do Senhor e a jumenta de Balaão

21Balaão levantou-se pela manhã, preparou a sua jumenta e partiu com os chefes de Moabe.

22.21
2Pe 2.15
22Mas acendeu-se a ira de Deus, porque Balaão foi, e o Anjo do Senhor se pôs por adversário no caminho dele. Ora, Balaão ia montado na sua jumenta, e dois de seus servos iam com ele. 23A jumenta viu o Anjo do Senhor parado no caminho, com a sua espada na mão; por isso a jumenta se desviou do caminho, indo pelo campo. Então Balaão espancou a jumenta para fazê-la voltar ao caminho. 24Mas o Anjo do Senhor pôs-se num caminho estreito entre as vinhas, havendo muro dos dois lados. 25Quando a jumenta viu o Anjo do Senhor, encostou-se no muro e apertou o pé de Balaão contra ele. Por isso Balaão tornou a espancá-la. 26Então o Anjo do Senhor passou mais adiante e pôs-se num lugar estreito, onde não havia caminho para se desviar nem para a direita nem para a esquerda. 27Quando a jumenta viu o Anjo do Senhor, deixou-se cair debaixo de Balaão. Balaão ficou irado e espancou a jumenta com uma vara. 28Então o Senhor fez a jumenta falar, e ela disse a Balaão:

— O que foi que eu fiz a você, para que você me espancasse já três vezes?

29Balaão respondeu à jumenta:

— Foi porque você zombou de mim. Se eu tivesse uma espada na mão, mataria você agora mesmo!

30A jumenta disse a Balaão:

— Não é verdade que eu sou a sua jumenta, em que você tem montado toda a sua vida até hoje? Será que tem sido o meu costume fazer isso com você?

Ele respondeu:

— Não.

31Então o Senhor abriu os olhos a Balaão e ele viu o Anjo do Senhor, que estava no caminho, com a sua espada desembainhada na mão. Por isso Balaão inclinou a cabeça e se prostrou com o rosto em terra. 32Então o Anjo do Senhor lhe disse:

— Por que você já espancou a sua jumenta três vezes? Eis que eu saí para ser o seu adversário, porque o seu caminho é perverso diante de mim. 33A jumenta me viu e já três vezes se desviou de mim. Se ela não tivesse se desviado, eu teria matado você e a teria deixado com vida.

34Então Balaão disse ao Anjo do Senhor:

— Pequei, porque não sabia que o senhor estava neste caminho para se opor a mim; agora, se parece mal aos seus olhos seguir viagem, voltarei.

35O Anjo do Senhor disse a Balaão:

— Vá com esses homens, mas fale somente o que eu lhe disser.

Assim, Balaão foi com os chefes de Balaque.

36Quando Balaque ouviu que Balaão havia chegado, foi ao encontro dele até a cidade de Moabe, que está nos confins do Arnom e na fronteira extrema. 37Balaque perguntou a Balaão:

— Por acaso não mandei mensageiros para chamá-lo? Por que você não veio até aqui? Será que não posso, de fato, cobrir você de honrarias?

38Balaão respondeu a Balaque:

— Eis que estou aqui diante de você. Mas será que poderei, agora, falar alguma coisa? A palavra que Deus puser na minha boca, essa falarei.

39Balaão foi com Balaque, e chegaram a Quiriate-Huzote. 40Então Balaque sacrificou bois e ovelhas, e enviou uma parte da carne a Balaão e aos chefes que estavam com ele. 41Na manhã seguinte, Balaque fez Balaão subir a Bamote-Baal; e dali Balaão viu a parte mais próxima do povo de Israel.