Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
19

A água purificadora

191O Senhor disse a Moisés e a Arão:

2— Esta é uma prescrição da lei que o Senhor ordenou, dizendo: Diga aos filhos de Israel que tragam uma novilha vermelha, perfeita, sem defeito, que não tenha ainda levado jugo. 3Entreguem essa novilha ao sacerdote Eleazar. Este a levará para fora do arraial, e ela será morta diante dele. 4O sacerdote Eleazar pegará um pouco do sangue com o dedo e dele aspergirá para a frente da tenda do encontro sete vezes. 5À vista do sacerdote, a novilha será queimada; o couro, a carne, o sangue e o excremento, tudo será queimado. 6E o sacerdote, pegando um pedaço de madeira de cedro, hissopo e pano de carmesim, os lançará no meio do fogo que queima a novilha. 7Então o sacerdote lavará as suas roupas e banhará o seu corpo em água; depois, entrará no arraial e ficará impuro até a tarde. 8Também o que queimou a novilha lavará as suas roupas com água e em água banhará o seu corpo, e ficará impuro até a tarde. 9Um homem que esteja puro ajuntará a cinza da novilha

19.9
Hb 9.13
e a depositará fora do arraial, num lugar puro, e ela será guardada para a congregação dos filhos de Israel, para a água purificadora; é oferta pelo pecado. 10Aquele que ajuntou a cinza da novilha lavará as suas roupas e ficará impuro até a tarde. Isto será por estatuto perpétuo aos filhos de Israel e aos estrangeiros que habitam no meio deles.

Contato com cadáveres

11— Aquele que tocar no cadáver de uma pessoa ficará impuro durante sete dias. 12No terceiro dia e no sétimo dia, se purificará com esta água e ficará puro; mas, se no terceiro dia e no sétimo não se purificar, não ficará puro. 13Todo aquele que tocar no cadáver de uma pessoa, e não se purificar, contamina o tabernáculo do Senhor; essa pessoa será eliminada de Israel. Porque a água purificadora não foi aspergida sobre essa pessoa, ficará impura; a sua impureza ainda está nela.

14— Esta é a lei quando alguém morrer numa tenda: todo aquele que entrar nessa tenda e todo aquele que nela estiver ficarão impuros durante sete dias. 15Também toda vasilha aberta, sobre a qual não houver tampa amarrada, ficará impura. 16Todo aquele que, no campo aberto, tocar em alguém que for morto pela espada, em outro morto, nos ossos de alguma pessoa ou numa sepultura ficará impuro durante sete dias.

17— Para a pessoa impura, pegarão da cinza da queima da oferta pelo pecado e sobre esta cinza porão água corrente, num vaso. 18Um homem puro pegará hissopo, molhará naquela água e a aspergirá sobre aquela tenda, sobre todo utensílio e sobre as pessoas que ali estiverem. Também a aspergirá sobre quem tocar nos ossos, em alguém que foi morto ou que morreu, ou numa sepultura. 19O puro aspergirá sobre o impuro no terceiro dia e no sétimo dia; deverá purificá-lo no sétimo dia. E a pessoa que era impura lavará as suas roupas, se banhará na água e à tarde ficará pura.

20— No entanto, a pessoa que estiver impura e não se purificar, essa será eliminada do meio da congregação, porque contaminou o santuário do Senhor; água purificadora não foi aspergida sobre ela; está impura. 21Isto será um estatuto perpétuo para eles. Aquele que aspergir a água purificadora lavará as suas roupas, e quem tocar a água purificadora ficará impuro até a tarde. 22Tudo o que uma pessoa impura tocar também ficará impuro; e quem a tocar ficará impuro até a tarde.

20

A morte de Miriã

201Toda a congregação dos filhos de Israel chegou ao deserto de Zim, no primeiro mês, e o povo ficou em Cades. Ali Miriã morreu e ali ela foi sepultada.

Moisés fere a rocha em Meribá

2Não havia água para o povo. Então se ajuntaram contra Moisés e contra Arão. 3E o povo discutiu com Moisés, dizendo:

— Antes tivéssemos morrido quando os nossos irmãos morreram diante do Senhor! 4Por que vocês trouxeram a congregação do Senhor a este deserto, para morrermos aqui, nós e os nossos animais? 5E por que vocês nos tiraram do Egito, para nos trazer a este lugar horrível, onde não há cereais, nem figos, nem vinhas, nem romãs, nem água para beber?

6Então Moisés e Arão saíram da presença do povo e foram para a porta da tenda do encontro e se lançaram sobre o seu rosto; e a glória do Senhor lhes apareceu. 7O Senhor disse a Moisés:

8— Pegue o seu bordão e ajunte o povo, você e Arão, o seu irmão. E, diante do povo, falem à rocha, e ela dará a sua água. Assim vocês tirarão água da rocha e darão de beber à congregação e aos animais.

9Então Moisés pegou o bordão que estava diante do Senhor, como este lhe havia ordenado. 10Moisés e Arão reuniram o povo diante da rocha. Então Moisés lhes disse:

— Agora escutem, rebeldes! Será que teremos de fazer com que saia água desta rocha para vocês?

11Moisés levantou a mão e feriu a rocha duas vezes com o seu bordão, e saíram muitas águas; e a congregação e os seus animais beberam.

20.11
Sl 78.15
Is 48.21
1Co 10.4
12Mas o Senhor disse a Moisés e a Arão:

— Porque não creram em mim, para me santificarem diante dos filhos de Israel, vocês não farão entrar este povo na terra que lhe dei.

13São estas as águas de Meribá,20.13 Meribá significa “reclamação” porque os filhos de Israel discutiram com o Senhor; e o Senhor se santificou neles.

20.2-13
Êx 17.1-7

Moisés solicita passagem por Edom

14De Cades, Moisés enviou mensageiros ao rei de Edom, para dizer-lhe:

— Assim diz o seu irmão Israel: Você conhece todas as aflições que nos sobrevieram. 15Sabe como os nossos pais desceram ao Egito, e nós moramos no Egito muito tempo, e como os egípcios nos maltrataram, a nós e aos nossos pais. 16Clamamos ao Senhor, e ele ouviu a nossa voz; mandou o Anjo e nos tirou do Egito. E eis que estamos em Cades, cidade nos confins do seu país. 17Deixe-nos passar pela sua terra. Não passaremos pelo campo, nem pelas vinhas, nem beberemos a água dos poços. Iremos pela estrada real. Não nos desviaremos para a direita nem para a esquerda, até que passemos pelo seu país.

18Porém o rei de Edom respondeu:

— Não passem por aqui! Se o fizerem, sairei com a espada ao encontro de vocês.

19Então os filhos de Israel lhe disseram:

— Passaremos pelo caminho principal, e, se nós e o nosso gado bebermos das águas de vocês, pagaremos o preço delas. Não queremos outra coisa a não ser passar a pé.

20Mas o rei de Edom respondeu:

— Vocês não podem passar!

E o rei de Edom veio ao encontro deles, com muita gente e com mão forte. 21Assim os edomitas se recusaram a deixar Israel passar pelo seu país, e por isso Israel se desviou dali.

A morte de Arão

Nm 33.38-39

22Então partiram de Cades, e os filhos de Israel, toda a congregação, foram ao monte Hor. 23O Senhor disse a Moisés e a Arão no monte Hor, nos confins da terra de Edom:

24— Arão será reunido ao seu povo, porque não entrará na terra que dei aos filhos de Israel, pois vocês foram rebeldes à minha palavra, nas águas de Meribá. 25Chame Arão e Eleazar, o filho dele, e diga-lhes que subam o monte Hor. 26Depois tire as vestes sacerdotais de Arão e coloque-as em Eleazar, o filho dele; porque Arão será reunido ao seu povo e ali morrerá.

27Moisés fez como o Senhor lhe havia ordenado. Subiram o monte Hor, diante dos olhos de toda a congregação. 28Moisés tirou as vestes sacerdotais de Arão e as pôs em Eleazar, o filho dele. E Arão morreu

20.28
Nm 33.38
Dt 10.6
ali, no alto do monte. Depois disso Moisés e Eleazar desceram do monte. 29Quando toda a congregação soube que Arão era morto, toda a casa de Israel chorou por Arão durante trinta dias.

21

A derrota do rei de Arade

211O rei cananeu de Arade,

21.1
Nm 33.40
que habitava no Neguebe, ouviu que Israel vinha pelo caminho de Atarim. Ele atacou os israelitas e levou alguns deles cativos. 2Então Israel fez um voto ao Senhor, dizendo:

— Se, de fato, entregares este povo nas minhas mãos, destruirei totalmente as suas cidades.

3O Senhor ouviu o pedido de Israel e lhe entregou os cananeus. Os israelitas os destruíram totalmente, tanto eles como as suas cidades; e aquele lugar foi chamado de Horma.21.3 Horma significa “destruição”

A serpente de bronze

4Então os israelitas partiram do monte Hor, pelo caminho do mar Vermelho, para rodear a terra de Edom.

21.4
Dt 2.1
Mas o povo se tornou impaciente no caminho 5e falou contra Deus e contra Moisés, dizendo:

— Por que vocês nos tiraram do Egito, para que morramos neste deserto, onde não há pão nem água? Já estamos enjoados dessa comida ruim.

6Então o Senhor mandou para o meio do povo cobras venenosas, que mordiam o povo; e morreram muitos do povo de Israel.

21.6
1Co 10.9
7Então o povo foi a Moisés e disse:

— Nós pecamos, porque falamos contra o Senhor Deus e contra você. Ore ao Senhor, pedindo que tire de nós as cobras.

Então Moisés orou pelo povo. 8O Senhor disse a Moisés:

— Faça uma serpente e coloque-a sobre uma haste. Quem for mordido e olhar para ela viverá.

9Moisés fez uma serpente de bronze

21.9
Jo 3.14-16
e a pôs sobre uma haste. Quando alguém era mordido por alguma cobra, se olhava para a serpente de bronze, ficava curado.

Jornadas dos israelitas

10Então os filhos de Israel partiram e acamparam em Obote. 11Depois, partiram de Obote e acamparam em Ijé-Abarim, no deserto que está diante de Moabe, para o nascente. 12Dali, partiram e acamparam no vale de Zerede. 13E, dali, partiram e acamparam na outra margem do Arnom, que está no deserto que se estende do território dos amorreus. O rio Arnom é a fronteira de Moabe, entre Moabe e os amorreus. 14Por isso se diz no Livro das Guerras do Senhor:

“Vaebe, em Sufa,

e os vales do Arnom,

15e o declive dos vales

que se estende para a sede de Ar

e se encosta na fronteira

de Moabe.”

16Dali partiram para Beer.21.16 Beer significa “poço” Este é o poço do qual o Senhor disse a Moisés:

— Reúna o povo, e lhe darei água.

17Então Israel cantou este cântico:

“Brote, ó poço!

Entoem cânticos para ele!

18Poço que os príncipes cavaram,

que os nobres do povo abriram,

com o cetro

e com os seus bordões.”

Do deserto, partiram para Matana. 19E, de Matana, para Naaliel e, de Naaliel, para Bamote. 20De Bamote, ao vale que está no campo de Moabe, no alto do monte Pisga, que olha para o deserto.

A vitória sobre Seom, rei de Hesbom

Dt 2.26-36

21Então Israel mandou mensageiros a Seom, rei dos amorreus, dizendo:

22— Deixe-nos passar pela sua terra. Não nos desviaremos pelos campos nem pelas vinhas. As águas dos poços não beberemos. Iremos pela estrada real até que tenhamos passado pelo seu país.

23Porém Seom não deixou Israel passar pelo seu país. Pelo contrário, reuniu todo o seu povo e saiu ao encontro de Israel no deserto. Veio até Jaza, e lutou contra Israel. 24Mas Israel o matou a fio de espada e tomou posse de sua terra, desde o Arnom até o Jaboque, até os filhos de Amom, cuja fronteira era fortificada. 25Assim Israel tomou todas estas cidades dos amorreus e habitou em todas elas, em Hesbom e em todas as suas aldeias. 26Porque Hesbom era cidade de Seom, rei dos amorreus, que tinha lutado contra o antigo rei dos moabitas, de cuja mão havia tomado toda a sua terra até o rio Arnom. 27Por isso os poetas dizem:

“Venham a Hesbom! Edifique-se,

estabeleça-se a cidade de Seom!

28Porque fogo saiu de Hesbom,

e chama, da cidade de Seom,

e consumiu Ar, de Moabe,

e os senhores dos altos do Arnom.

29Ai de você, Moabe!

Você está perdido,

povo de Quemos;

entregou seus filhos como fugitivos

e suas filhas, como cativas

a Seom, rei dos amorreus.

30Nós os ferimos com flechas;

estão destruídos

desde Hesbom até Dibom;

e os assolamos até Nofa

e com fogo, até Medeba.”

A vitória sobre Ogue, rei de Basã

Dt 3.1-11

31Assim, Israel habitou na terra dos amorreus. 32Depois, Moisés mandou espiar a cidade de Jazer. Tomaram as suas aldeias e expulsaram os amorreus que estavam ali. 33Então voltaram e subiram o caminho de Basã. E Ogue, rei de Basã, saiu contra eles, ele e todo o seu povo, para atacá-los em Edrei. 34O Senhor disse a Moisés:

— Não tenha medo dele, porque eu o entreguei na sua mão, junto com todo o povo e a terra dele. E você fará com ele como fez com Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom.

35De tal maneira o derrotaram, a ele, a seus filhos e a todo o seu povo, que nenhum deles escapou. E tomaram posse da terra dele.

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