Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
13

Os espias

Dt 1.19-25

131O Senhor disse a Moisés:

2— Envie alguns homens que espiem a terra de Canaã, que eu vou dar aos filhos de Israel. Enviem um homem de cada tribo de seus pais, sendo cada qual chefe entre eles.

3Moisés os enviou do deserto de Parã, segundo o mandado do Senhor. Todos aqueles homens eram chefes dos filhos de Israel. 4São estes os seus nomes: da tribo de Rúben, Samua, filho de Zacur; 5da tribo de Simeão, Safate, filho de Hori; 6da tribo de Judá, Calebe, filho de Jefoné; 7da tribo de Issacar, Jigeal, filho de José; 8da tribo de Efraim, Oseias, filho de Num; 9da tribo de Benjamim, Palti, filho de Rafu; 10da tribo de Zebulom, Gadiel, filho de Sodi; 11da tribo de José, pela tribo de Manassés, Gadi, filho de Susi; 12da tribo de Dã, Amiel, filho de Gemali; 13da tribo de Aser, Setur, filho de Micael; 14da tribo de Naftali, Nabi, filho de Vofsi; 15da tribo de Gade, Geuel, filho de Maqui. 16São estes os nomes dos homens que Moisés enviou a espiar aquela terra. E a Oseias, filho de Num, Moisés deu o nome de Josué.

17Moisés os enviou a espiar a terra de Canaã e disse-lhes:

— Subam pelo Neguebe e entrem na região montanhosa. 18Vejam a terra, como ela é, e o povo que nela habita, se é forte ou fraco, se são poucos ou muitos. 19Vejam também como é a terra em que esse povo habita, se é boa ou má, e como são as cidades em que habita, se são arraiais ou fortalezas. 20Também como é o solo, se é fértil ou estéril, se nele há matas ou não. Tenham coragem e tragam dos frutos da terra.

Aqueles dias eram os dias das primícias das uvas.

21Assim, foram e espiaram a terra desde o deserto de Zim até Reobe, à entrada de Hamate. 22E subiram pelo Neguebe e foram até Hebrom. Ali viviam Aimã, Sesai e Talmai, filhos de Anaque. (Hebrom foi edificada sete anos antes de Zoã, no Egito.) 23Depois, foram até o vale de Escol e ali cortaram um ramo de videira com um cacho de uvas, o qual foi trazido por dois homens numa vara. Trouxeram também romãs e figos. 24Esse lugar foi chamado de vale de Escol,13.24 Escol significa “cacho de uvas” por causa do cacho de uvas que os filhos de Israel cortaram ali.

O relatório dos espias

Dt 1.26-33

25Depois de quarenta dias, voltaram de espiar a terra. 26Vieram a Moisés, a Arão e a toda a congregação dos filhos de Israel em Cades, no deserto de Parã. Fizeram um relato do que tinham visto, a eles e a toda a congregação, e mostraram-lhes os frutos da terra. 27Relataram a Moisés e disseram:

— Fomos à terra à qual você nos enviou. De fato, é uma terra onde mana leite e mel; estes são os frutos dela. 28Mas o povo que habita nessa terra é poderoso, e as cidades são muito grandes e fortificadas. Também vimos ali os filhos de Anaque. 29Os amalequitas habitam na terra do Neguebe. Os heteus, os jebuseus e os amorreus habitam nas montanhas. Os cananeus habitam perto do mar e na beira do Jordão.

30Então Calebe fez calar o povo diante de Moisés e disse:

— Vamos subir agora e tomar posse da terra, porque somos perfeitamente capazes de fazer isso.

31Porém os homens que tinham ido com ele disseram:

— Não podemos atacar aquele povo, porque é mais forte do que nós.

32E, diante dos filhos de Israel, falaram mal da terra que haviam espiado, dizendo:

— A terra pela qual passamos para espiar é terra que devora os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura. 33Também vimos ali gigantes

13.33
Gn 6.4
(os filhos de Anaque são descendentes de gigantes), e éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos e assim também éramos aos olhos deles.

14

A rebelião do povo

141Então toda a congregação se levantou e gritou em alta voz; e o povo chorou aquela noite. 2Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse:

— Quem dera tivéssemos morrido na terra do Egito ou mesmo neste deserto! 3E por que o Senhor nos traz a esta terra, para cairmos à espada e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não seria melhor voltarmos para o Egito?

4E diziam uns aos outros:

— Vamos escolher um chefe e voltemos para o Egito.

5Então Moisés e Arão caíram sobre o seu rosto diante da congregação dos filhos de Israel. 6E Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que eram daqueles que espiaram a terra, rasgaram as suas roupas 7e falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo:

— A terra pela qual passamos para espiar é terra muitíssimo boa. 8Se o Senhor se agradar de nós, então nos fará entrar e nos dará essa terra, que é uma terra que mana leite e mel. 9Tão somente não sejam rebeldes contra o Senhor e não tenham medo do povo dessa terra, porque, como pão, os podemos devorar; a proteção que eles tinham se foi. O Senhor está conosco; não tenham medo deles.

10Apesar disso, toda a congregação disse que Josué e Calebe deviam ser apedrejados; porém a glória do Senhor apareceu na tenda do encontro a todos os filhos de Israel. 11O Senhor disse a Moisés:

— Até quando este povo me provocará e até quando não crerá em mim, apesar de todos os sinais que fiz no meio dele? 12Vou feri-lo com pestilência e deserdá-lo; e farei de você povo maior e mais forte do que este.

Moisés intercede pelo povo

13Moisés respondeu ao Senhor:

— Os egípcios não somente ouviram que, com o teu poder, fizeste este povo sair do meio deles, 14mas também o disseram aos moradores desta terra. Eles ouviram que tu, ó Senhor, estás no meio deste povo, que face a face, ó Senhor, lhes apareces, tua nuvem está sobre eles e vais adiante deles numa coluna de nuvem, de dia, e, numa coluna de fogo, de noite. 15Se matares este povo de uma só vez, as nações, que antes ouviram a tua fama, dirão: 16“Visto que o Senhor não conseguiu fazer este povo entrar na terra que lhe prometeu com juramento, matou-os no deserto.” 17Agora, pois, peço que a força do meu Senhor se engrandeça, como tens falado, dizendo: 18“O Senhor é tardio em irar-se e rico em bondade;

14.18
Êx 20.5-6
34.6-7
Dt 5.9-10
7.9
ele perdoa a iniquidade e a transgressão, mas não inocenta o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e a quarta geração.” 19Perdoa, pois, a iniquidade deste povo, segundo a grandeza da tua misericórdia e como também tens perdoado a este povo desde a terra do Egito até aqui.

O castigo dado por Deus

Dt 1.34-40

20O Senhor respondeu:

— Conforme você me pediu, eu perdoei. 21Porém, tão certo como eu vivo, e como toda a terra se encherá da glória do Senhor, 22nenhum dos homens que viram a minha glória e os prodígios que fiz no Egito e no deserto, e mesmo assim me puseram à prova já dez vezes e não obedeceram à minha voz, 23nenhum deles verá a terra que, com juramento, prometi a seus pais; sim, nenhum daqueles que me desprezaram a verá. 24Porém o meu servo Calebe, visto que nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me, eu o farei entrar na terra que espiou, e a sua descendência a possuirá.

14.24
Js 14.9-12
25Ora, os amalequitas e os cananeus habitam no vale; portanto, amanhã mudem de rumo e caminhem para o deserto, pelo caminho do mar Vermelho.

26Depois, o Senhor disse a Moisés e a Arão:

27— Até quando vou aguentar esta má congregação que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações que os filhos de Israel proferem contra mim. 28Diga-lhes: “Tão certo como eu vivo, diz o Senhor, vou tratar vocês de acordo com o que falaram aos meus ouvidos. 29Neste deserto, cairá o cadáver de vocês — de todos vocês que foram contados no censo, de vinte anos para cima, e que murmuraram contra mim. 30Vocês não entrarão na terra na qual jurei que os faria habitar, com a exceção de Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num. 31Mas os seus filhos, dos quais vocês dizem que serão por presa, esses eu farei entrar nela; e eles conhecerão a terra que vocês desprezaram. 32Porém, quanto a vocês, o seu cadáver cairá neste deserto. 33Os filhos de vocês serão pastores neste deserto durante quarenta anos

14.33
At 7.36
e levarão sobre si as infidelidades de vocês, até que o cadáver de vocês se consuma neste deserto. 34Segundo o número dos dias em que vocês espiaram a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, vocês levarão sobre si as suas iniquidades durante quarenta anos e terão experiência do meu desagrado. 35Eu, o Senhor, falei. Assim farei a toda esta má congregação, que se levantou contra mim; neste deserto, se consumirão e aí morrerão.”
14.1-35
Hb 3.16-19

36Os homens que Moisés havia mandado para espiar a terra e que, voltando, fizeram murmurar toda a congregação contra ele, falando mal da terra, 37esses mesmos homens que falaram mal da terra morreram de praga diante do Senhor. 38Mas Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que eram dos homens que foram espiar a terra, sobreviveram.

O povo é derrotado em Horma

Dt 1.41-46

39Moisés falou estas palavras a todos os filhos de Israel, e o povo ficou muito triste. 40Levantaram-se de manhã cedo e subiram ao alto do monte, dizendo:

— Aqui estamos e subiremos ao lugar que o Senhor nos prometeu, porque pecamos.

41Porém Moisés respondeu:

— Por que vocês estão transgredindo o mandado do Senhor? Isso não prosperará. 42Não vão, porque o Senhor não estará no meio de vocês, e vocês serão derrotados pelos seus inimigos. 43Porque os amalequitas e os cananeus estão logo ali adiante, e vocês cairão à espada. Uma vez que se desviaram do Senhor, o Senhor não estará com vocês.

44Contudo, eles teimaram em querer entrar na região montanhosa. No entanto, a arca da aliança do Senhor e Moisés não saíram do meio do arraial. 45Então os amalequitas e os cananeus que habitavam na região montanhosa desceram e os atacaram, derrotando-os até Horma.

15

Leis a respeito de ofertas

151O Senhor disse a Moisés:

2— Fale aos filhos de Israel e diga-lhes: Quando entrarem na terra em que vocês vão habitar, a terra que eu lhes darei, 3e ao Senhor fizerem oferta queimada, holocausto ou sacrifício, em cumprimento de um voto ou em oferta voluntária, ou, nas suas festas fixas, apresentarem ao Senhor aroma agradável com o sacrifício de gado e ovelhas, 4então aquele que apresentar a sua oferta ao Senhor, por oferta de cereais, trará dois litros da melhor farinha, misturada com um litro de azeite. 5E de vinho para libação prepare um litro para cada cordeiro, além do holocausto ou do sacrifício. 6Para cada carneiro prepare uma oferta de cereais de quatro litros da melhor farinha, misturada com um litro e meio de azeite. 7E de vinho para a libação ofereça um litro e meio ao Senhor, em aroma agradável. 8Quando você preparar um novilho para holocausto ou sacrifício, em cumprimento de um voto ou um sacrifício pacífico ao Senhor, 9traga com o novilho uma oferta de cereais de seis litros da melhor farinha, misturada com dois litros de azeite, 10e de vinho para a libação traga dois litros, oferta queimada de aroma agradável ao Senhor.

11— Assim se fará com todos os novilhos, carneiros, cordeiros e bodes. 12Segundo o número que vocês oferecerem, assim o farão para cada um. 13Todos os naturais da terra assim farão estas coisas, trazendo oferta queimada de aroma agradável ao Senhor. 14Se também morar com vocês algum estrangeiro ou quem quer que estiver entre vocês ou os seus descendentes e trouxer uma oferta queimada de aroma agradável ao Senhor, deverá fazer o mesmo que vocês fazem. 15Quanto à congregação, haja apenas um estatuto, tanto para vocês como para os estrangeiros que morarem entre vocês, por estatuto perpétuo nas suas gerações; vocês e os estrangeiros serão iguais diante do Senhor. 16A mesma lei e o mesmo rito

15.16
Lv 24.22
se aplicam a vocês e aos estrangeiros que moram com vocês.

17O Senhor disse a Moisés:

18— Fale aos filhos de Israel e diga-lhes: Quando chegarem à terra em que eu os farei entrar, 19ao comerem do pão da terra, apresentem uma oferta ao Senhor. 20Das primícias da farinha grossa vocês apresentarão um bolo como oferta; como oferta da eira, assim vocês o apresentarão. 21Das primícias da farinha grossa vocês apresentarão ao Senhor oferta nas suas gerações.

Sacrifícios pelos pecados involuntários

Lv 4.13-21

22— Quando vocês cometerem pecado involuntário e não cumprirem todos estes mandamentos que o Senhor falou a Moisés, 23sim, tudo o que o Senhor lhes ordenou por meio de Moisés, desde o dia em que o Senhor ordenou e daí em diante, nas suas gerações, 24então, quando se fizer alguma coisa de forma involuntária e isso for oculto aos olhos da coletividade, toda a congregação oferecerá um novilho, para holocausto de aroma agradável ao Senhor, com a sua oferta de cereais e de libação, segundo o rito, e um bode, para oferta pelo pecado. 25O sacerdote fará expiação por toda a congregação dos filhos de Israel, e lhes será perdoado, porque foi algo involuntário, e eles trouxeram a sua oferta, oferta queimada ao Senhor, e a sua oferta pelo pecado diante do Senhor, por causa do seu pecado involuntário. 26Assim, toda a congregação dos filhos de Israel e também os estrangeiros que habitam no meio deles serão perdoados, pois todo o povo foi envolvido nesse pecado involuntário.

27— Se alguma pessoa cometer pecado involuntário, apresentará uma cabra de um ano como oferta pelo pecado. 28O sacerdote fará expiação pela pessoa que errou, quando cometer pecado involuntário diante do Senhor, fazendo expiação por ela, e lhe será perdoado.

15.27-28
Lv 4.27-31
29Tanto para o natural dos filhos de Israel como para o estrangeiro que habita no meio deles a lei será a mesma, caso alguém cometer pecado involuntário. 30Mas a pessoa que fizer alguma coisa deliberadamente, quer seja dos naturais da terra quer dos estrangeiros, está blasfemando contra o Senhor; tal pessoa será eliminada do meio do seu povo, 31pois desprezou a palavra do Senhor e desrespeitou o seu mandamento. Essa pessoa será eliminada, e a sua iniquidade será sobre ela.

Castigo pela violação do sábado

32Quando os filhos de Israel estavam no deserto, encontraram um homem apanhando lenha no dia de sábado. 33Os que o encontraram apanhando lenha o levaram a Moisés, a Arão e a toda a congregação. 34Eles o mantiveram preso, porque ainda não estava declarado o que se devia fazer com ele. 35Então o Senhor disse a Moisés:

— Esse homem deve ser morto; toda a congregação o apedrejará fora do arraial.

36Assim, toda a congregação o levou para fora do arraial, e o apedrejaram; e ele morreu, como o Senhor havia ordenado a Moisés.

As franjas das capas

Dt 22.12

37O Senhor disse a Moisés:

38— Fale aos filhos de Israel e diga-lhes que ao longo das suas gerações coloquem franjas nas extremidades das suas capas e ponham um cordão azul em cada franja. 39E as franjas estarão ali para que, ao vê-las, vocês se lembrem de todos os mandamentos do Senhor e os cumpram, para que vocês não se deixem arrastar à infidelidade, seguindo os desejos do seu coração e dos seus olhos. 40As franjas estarão ali para que vocês se lembrem de todos os meus mandamentos, os cumpram e sejam santos ao Deus de vocês. 41Eu sou o Senhor, o Deus de vocês, que os tirei da terra do Egito, para ser o Deus de vocês. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês.

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