Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
10

As duas trombetas de prata

101O Senhor disse a Moisés:

2— Faça duas trombetas de prata batida. Elas serão usadas por você para convocar a congregação e para dar o sinal de partida dos arraiais. 3Quando tocarem as duas trombetas, toda a congregação se ajuntará a você à porta da tenda do encontro. 4Mas, quando tocar uma só, se ajuntarão a você os chefes, os cabeças dos milhares de Israel. 5Quando vocês derem um toque de alarme, partirão os arraiais que estão acampados do lado leste. 6E, quando derem um segundo toque de alarme, então partirão os arraiais que estão acampados do lado sul. Para a partida, deve soar um toque de alarme. 7Para reunir a congregação, devem tocar as trombetas, mas não na forma de alarme. 8Os filhos de Arão, sacerdotes, tocarão as trombetas; e isto será para vocês por estatuto perpétuo de geração em geração.

9— Quando, na sua terra, vocês saírem a lutar contra os inimigos que os oprimem, também tocarão as trombetas na forma de alarme, e diante do Senhor, o Deus de vocês, haverá lembrança de vocês, e serão salvos de seus inimigos. 10Também nos dias de alegria, e nas festas fixas, e no princípio de cada mês, toquem as suas trombetas sobre os seus holocaustos e sobre os seus sacrifícios pacíficos, para que sejam por memorial diante do seu Deus. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês.

Os israelitas partem do Sinai

11No segundo ano, no segundo mês, aos vinte dias do mês, a nuvem se ergueu de sobre o tabernáculo da congregação. 12Os filhos de Israel puseram-se em marcha, partindo do deserto do Sinai, jornada após jornada; e a nuvem repousou no deserto de Parã. 13Assim, pela primeira vez, se puseram em marcha, segundo o mandado do Senhor, por Moisés. 14Primeiramente partiu o estandarte do arraial dos filhos de Judá, segundo as suas turmas; e sobre o seu exército estava Naassom, filho de Aminadabe. 15Sobre o exército da tribo dos filhos de Issacar estava Natanael, filho de Zuar, 16e sobre o exército da tribo dos filhos de Zebulom estava Eliabe, filho de Helom.

17Então desarmaram o tabernáculo, e os filhos de Gérson e os filhos de Merari partiram, levando o tabernáculo. 18Depois, partiu o estandarte do arraial de Rúben, segundo as suas turmas; e sobre o seu exército estava Elizur, filho de Sedeur. 19Sobre o exército da tribo dos filhos de Simeão estava Selumiel, filho de Zurisadai, 20e sobre o exército da tribo dos filhos de Gade estava Eliasafe, filho de Deuel. 21Então partiram os coatitas, levando as coisas santas; e o tabernáculo era levantado até que estes chegassem.

22Depois, partiu o estandarte do arraial dos filhos de Efraim, segundo as suas turmas; e sobre o seu exército estava Elisama, filho de Amiúde. 23Sobre o exército da tribo dos filhos de Manassés estava Gamaliel, filho de Pedazur, 24e sobre o exército da tribo dos filhos de Benjamim estava Abidã, filho de Gideoni.

25Então partiu o estandarte do arraial dos filhos de Dã, formando a retaguarda de todos os arraiais, segundo as suas turmas; e sobre o seu exército estava Aiezer, filho de Amisadai. 26Sobre o exército da tribo dos filhos de Aser estava Pagiel, filho de Ocrã. 27E sobre o exército da tribo dos filhos de Naftali estava Aira, filho de Enã. 28Nesta ordem, puseram-se em marcha os filhos de Israel, segundo os seus exércitos.

Moisés roga a Hobabe que vá com eles

29Moisés disse a Hobabe, filho de Reuel, o midianita, sogro de Moisés:

— Estamos de viagem para o lugar de que o Senhor disse: “Eu o darei a vocês.” Venha conosco! Nós o trataremos bem, porque o Senhor prometeu boas coisas a Israel.

30Mas Hobabe respondeu:

— Não irei. Prefiro voltar

10.30
Êx 18.27
à minha terra e à minha parentela.

31Moisés insistiu:

— Por favor, não nos deixe, porque você sabe que devemos acampar no deserto; e você nos servirá de guia. 32Se vier conosco, faremos a você o mesmo bem que o Senhor Deus fizer a nós.

33Assim, partiram do monte do Senhor e caminharam durante três dias. A arca da aliança do Senhor ia adiante deles durante esses três dias, para encontrar um lugar de descanso para eles. 34A nuvem do Senhor pairava sobre eles de dia, quando partiam do arraial. 35Quando a arca partia, Moisés falava: “Levanta-te,

10.35
Sl 68.1
Senhor, sejam espalhados os teus inimigos e fujam diante de ti os que te odeiam.” 36E, quando a arca parava, Moisés dizia: “Volta, ó Senhor, para os milhares de milhares de Israel.”

11

As queixas dos israelitas

111O povo se queixou de sua sorte aos ouvidos do Senhor. Quando o Senhor ouviu as reclamações, sua ira se acendeu, e fogo do Senhor ardeu entre eles e consumiu algumas extremidades do arraial. 2Então o povo clamou a Moisés. Este orou ao Senhor, e o fogo se apagou. 3Por isso aquele lugar foi chamado de Taberá,11.3 Taberá significa “incêndio” porque o fogo do Senhor se havia acendido entre eles.

4Um bando de estranhos que estava no meio deles veio a ter grande desejo das comidas dos egípcios. Também os filhos de Israel começaram a chorar outra vez, dizendo:

— Quem nos dará carne para comer? 5Lembramos dos peixes que comíamos de graça no Egito. Que saudade dos pepinos, dos melões, dos alhos silvestres, das cebolas e dos alhos! 6Mas agora a nossa alma está seca, e não vemos nada a não ser este maná.

7O maná era como semente de coentro, e a sua aparência era semelhante à de bdélio. 8O povo ia por toda parte e o colhia. Eles o moíam em moinhos ou o socavam em pilões. Depois o cozinhavam em panelas e dele faziam bolos. O sabor do maná era como o de bolos amassados com azeite. 9Quando, de noite, descia o orvalho sobre o arraial, sobre este também caía o maná.

11.7-9
Êx 16.13-15

Moisés acha pesado o seu cargo

10Então Moisés ouviu como o povo chorava por famílias, cada um à porta da sua tenda. O Senhor ficou muito irado, e Moisés também não gostou daquilo. 11Moisés disse ao Senhor:

— Por que fizeste mal a teu servo, e por que não achei favor aos teus olhos, visto que puseste sobre mim a carga de todo este povo? 12Será que fui eu quem concebeu todo este povo? Será que fui eu quem o deu à luz, para que me digas que o leve no colo, como a babá leva a criança que mama, até a terra que prometeste dar a seus pais? 13Onde eu poderia conseguir carne para dar a todo este povo? Pois chora diante de mim, dizendo: “Dê-nos carne para comer.” 14Eu sozinho não posso levar todo este povo, pois é pesado demais para mim. 15Se me tratas assim, mata-me de uma vez. Se achei favor aos teus olhos, peço que não me deixes ver a minha miséria.

Setenta anciãos para ajudar Moisés

16O Senhor disse a Moisés:

— Reúna para mim setenta homens dos anciãos de Israel, que você sabe que são anciãos e superintendentes do povo, e traga-os diante da tenda do encontro, para que estejam ali com você. 17Então descerei e ali falarei com você. Tirarei do Espírito que está sobre você e o porei sobre eles; e eles ajudarão você a levar a carga do povo, para que você não tenha de levá-la sozinho. 18Diga ao povo: “Santifiquem-se para amanhã e vocês comerão carne, porque vocês choraram aos ouvidos do Senhor, dizendo: ‘Quem nos dará carne para comer? A vida era melhor no Egito.’” Por isso o Senhor lhes dará carne e vocês poderão comer. 19Não comerão um dia, nem dois dias, nem cinco, nem dez, nem ainda vinte, 20mas um mês inteiro, até que saia pelo nariz, até que fiquem com nojo dela, porque vocês rejeitaram o Senhor, que está no meio de vocês, e choraram diante dele, dizendo: “Por que saímos do Egito?”

21Moisés, porém, respondeu:

— Este povo no meio do qual estou é de seiscentos mil homens em pé, e tu dizes: “Eu lhes darei carne, e eles a comerão durante um mês inteiro.” 22Quantos rebanhos de ovelhas e de gado teríamos de matar, para que tivessem o suficiente? Ou será que bastaria, se ajuntássemos para eles todos os peixes do mar?

23Porém o Senhor respondeu a Moisés:

— Será que a mão do Senhor se encurtou?

11.23
Is 50.2
59.1
Agora mesmo você verá se a minha palavra se cumprirá ou não!

24Moisés saiu e contou ao povo as palavras do Senhor. Ele reuniu setenta homens dos anciãos do povo e os pôs ao redor da tenda. 25Então o Senhor desceu na nuvem e falou com Moisés. E, tirando do Espírito que estava sobre Moisés, o pôs sobre aqueles setenta anciãos. Quando o Espírito repousou sobre eles, profetizaram; mas isto nunca mais se repetiu.

Eldade e Medade

26Porém dois homens ficaram no arraial. Um se chamava Eldade, e o outro, Medade. O Espírito repousou sobre eles, porque estavam entre os inscritos, mesmo que não tivessem ido até a tenda; e profetizavam no arraial. 27Então um jovem correu e anunciou a Moisés:

— Eldade e Medade estão profetizando no arraial.

28Josué, filho de Num, auxiliar de Moisés, um dos seus escolhidos, respondeu e disse:

— Moisés, meu senhor, ordene que parem com isso.

11.28
Mc 9.38

29Porém Moisés lhe disse:

— Você está com ciúmes por mim? Eu gostaria que todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o seu Espírito!

30Depois, Moisés se recolheu ao arraial, ele e os anciãos de Israel.

Deus manda codornizes

31Então soprou um vento do Senhor, e trouxe codornizes do mar, e as espalhou pelo arraial em todas as direções, numa extensão de cerca de um dia de caminhada, a uma altura de quase um metro sobre a terra. 32Todo aquele dia e toda aquela noite, e também no dia seguinte, o povo se levantou e recolheu as codornizes; o que menos recolheu teve dez montões; e as estenderam para si ao redor do arraial.

33Enquanto a carne ainda estava entre os seus dentes, antes que fosse mastigada, a ira do Senhor se acendeu contra o povo, e o feriu com uma terrível praga. 34Por isso aquele lugar foi chamado de Quibrote-Hataavá,11.34 Quibrote-Hataavá significa “As sepulturas do desejo” porque ali foi sepultado o povo que teve o desejo das comidas dos egípcios.

35De Quibrote-Hataavá o povo partiu para Hazerote e ali ficou.

12

A rebelião de Miriã e Arão

121Miriã e Arão falaram contra Moisés, por causa da mulher cuxita que este havia tomado; pois ele tinha tomado uma mulher cuxita. 2E disseram:

— Será que o Senhor falou somente por meio de Moisés? Será que não falou também por meio de nós?

E o Senhor ouviu o que eles disseram. 3Moisés era um homem muito manso, mais do que qualquer outro sobre a terra.

12.3
Mt 11.29

4Imediatamente o Senhor disse a Moisés, a Arão e a Miriã:

— Vocês três, dirijam-se à tenda do encontro.

E os três foram até lá. 5Então o Senhor desceu na coluna de nuvem e se pôs à porta da tenda. Depois, chamou Arão e Miriã, e eles se apresentaram. 6Então o Senhor disse:

— Ouçam, agora, as minhas palavras: se entre vocês há um profeta, eu, o Senhor, em visão me faço conhecer a ele ou falo com ele em sonhos. 7Não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa.

12.7
Hb 3.2
8Falo com ele face a face,
12.8
Dt 34.10
claramente e não por enigmas; pois ele vê a forma do Senhor. Como, pois, vocês não tiveram medo de falar contra o meu servo, contra Moisés?

9E a ira do Senhor se acendeu contra eles; e ele se retirou. 10Quando a nuvem se afastou de sobre a tenda, eis que Miriã estava leprosa, branca como a neve. Arão olhou para Miriã, e eis que ela estava coberta de lepra. 11E Arão disse a Moisés:

— Ah! Meu senhor, não ponha sobre nós este pecado, porque agimos de forma tola e pecamos. 12Não permita que Miriã seja como um aborto, que, saindo do ventre de sua mãe, tenha metade de sua carne já consumida.

13Moisés clamou ao Senhor, dizendo:

— Ó Deus, peço-te que a cures.

14O Senhor respondeu a Moisés:

— Se o pai de Miriã tivesse cuspido no rosto dela, não seria envergonhada por sete dias? Que ela seja encerrada sete dias fora do arraial

12.14
Nm 5.2-3
e, depois, trazida de volta.

15Assim, Miriã foi detida fora do arraial durante sete dias; e o povo não partiu enquanto Miriã não foi trazida de volta. 16Porém, depois, o povo partiu de Hazerote e acampou no deserto de Parã.