Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
9

A celebração da Páscoa

91O Senhor falou a Moisés no deserto do Sinai, no primeiro mês do segundo ano depois da saída do povo de Israel da terra do Egito, dizendo:

2— Que os filhos de Israel celebrem a Páscoa no tempo determinado. 3No dia catorze deste mês, ao crepúsculo da tarde, vocês celebrarão a Páscoa no tempo determinado; devem celebrá-la segundo todos os seus estatutos e segundo todos os seus ritos.

4Portanto, Moisés disse aos filhos de Israel que celebrassem a Páscoa. 5Então celebraram a Páscoa no dia catorze do primeiro mês, ao crepúsculo da tarde, no deserto do Sinai. Segundo tudo o que o Senhor havia ordenado a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel.

9.1-5
Êx 12.1-13

6Houve alguns que estavam impuros por terem tocado o cadáver de uma pessoa, de maneira que não puderam celebrar a Páscoa naquele dia. Por isso, chegaram diante de Moisés e de Arão naquele mesmo dia 7e lhes disseram:

— Estamos impuros por termos tocado o cadáver de uma pessoa. Por que havemos de ser privados de apresentar a oferta do Senhor, no tempo determinado, no meio dos filhos de Israel?

8Moisés lhes respondeu:

— Esperem, e ouvirei o que o Senhor ordenará a vocês.

9Então o Senhor disse a Moisés:

10— Fale aos filhos de Israel, dizendo: Quando algum de vocês ou dos seus descendentes se tornar impuro por causa de contato com um morto ou estiver em viagem longe de vocês, ainda assim celebrará a Páscoa ao Senhor. 11Devem celebrá-la no dia catorze do segundo mês, no crepúsculo da tarde; devem comê-la com pães sem fermento e ervas amargas. 12Não deixarão sobrar nada até a manhã seguinte e não quebrarão nenhum osso do cordeiro;

9.12
Êx 12.46
Sl 34.20
Jo 19.36
farão tudo segundo todo o estatuto da Páscoa. 13Porém, se um homem estiver puro, não estiver em viagem e deixar de celebrar a Páscoa, esse será eliminado do seu povo, porque não apresentou a oferta do Senhor no tempo determinado; tal homem levará sobre si o seu pecado.

14— Se um estrangeiro habitar entre vocês e também quiser celebrar a Páscoa ao Senhor, deverá celebrá-la segundo o estatuto da Páscoa e segundo o seu rito; vocês terão um só estatuto, tanto para o estrangeiro como para o natural da terra.

A nuvem sobre o tabernáculo

Êx 40.34-38

15No dia em que foi levantado o tabernáculo, a nuvem cobriu o tabernáculo, a saber, a tenda do testemunho. E, à tarde, estava sobre o tabernáculo uma aparência de fogo até a manhã seguinte. 16Assim acontecia sempre: a nuvem o cobria, e, de noite, havia aparência de fogo. 17Quando a nuvem se erguia de sobre a tenda, os filhos de Israel se punham em marcha; e, no lugar onde a nuvem parava, aí os filhos de Israel acampavam. 18Segundo o mandado do Senhor, os filhos de Israel partiam e, segundo o mandado do Senhor, acampavam; por todo o tempo em que a nuvem pairava sobre o tabernáculo, permaneciam acampados. 19Quando a nuvem se detinha muitos dias sobre o tabernáculo, os filhos de Israel cumpriam a ordem do Senhor e não partiam. 20Às vezes, a nuvem ficava poucos dias sobre o tabernáculo; então, segundo o mandado do Senhor, permaneciam e, segundo a ordem do Senhor, partiam. 21Às vezes, a nuvem ficava desde a tarde até a manhã seguinte; quando, pela manhã, a nuvem se erguia, punham-se em marcha; quer de dia, quer de noite, erguendo-se a nuvem, partiam. 22Se a nuvem se detinha sobre o tabernáculo por dois dias, ou um mês, ou por mais tempo, enquanto pairava sobre ele, os filhos de Israel permaneciam acampados e não se punham em marcha; mas, quando a nuvem se erguia, eles partiam. 23Segundo o mandado do Senhor, acampavam e, segundo o mandado do Senhor, se punham em marcha. Cumpriam o seu dever para com o Senhor, segundo a ordem do Senhor por meio de Moisés.

10

As duas trombetas de prata

101O Senhor disse a Moisés:

2— Faça duas trombetas de prata batida. Elas serão usadas por você para convocar a congregação e para dar o sinal de partida dos arraiais. 3Quando tocarem as duas trombetas, toda a congregação se ajuntará a você à porta da tenda do encontro. 4Mas, quando tocar uma só, se ajuntarão a você os chefes, os cabeças dos milhares de Israel. 5Quando vocês derem um toque de alarme, partirão os arraiais que estão acampados do lado leste. 6E, quando derem um segundo toque de alarme, então partirão os arraiais que estão acampados do lado sul. Para a partida, deve soar um toque de alarme. 7Para reunir a congregação, devem tocar as trombetas, mas não na forma de alarme. 8Os filhos de Arão, sacerdotes, tocarão as trombetas; e isto será para vocês por estatuto perpétuo de geração em geração.

9— Quando, na sua terra, vocês saírem a lutar contra os inimigos que os oprimem, também tocarão as trombetas na forma de alarme, e diante do Senhor, o Deus de vocês, haverá lembrança de vocês, e serão salvos de seus inimigos. 10Também nos dias de alegria, e nas festas fixas, e no princípio de cada mês, toquem as suas trombetas sobre os seus holocaustos e sobre os seus sacrifícios pacíficos, para que sejam por memorial diante do seu Deus. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês.

Os israelitas partem do Sinai

11No segundo ano, no segundo mês, aos vinte dias do mês, a nuvem se ergueu de sobre o tabernáculo da congregação. 12Os filhos de Israel puseram-se em marcha, partindo do deserto do Sinai, jornada após jornada; e a nuvem repousou no deserto de Parã. 13Assim, pela primeira vez, se puseram em marcha, segundo o mandado do Senhor, por Moisés. 14Primeiramente partiu o estandarte do arraial dos filhos de Judá, segundo as suas turmas; e sobre o seu exército estava Naassom, filho de Aminadabe. 15Sobre o exército da tribo dos filhos de Issacar estava Natanael, filho de Zuar, 16e sobre o exército da tribo dos filhos de Zebulom estava Eliabe, filho de Helom.

17Então desarmaram o tabernáculo, e os filhos de Gérson e os filhos de Merari partiram, levando o tabernáculo. 18Depois, partiu o estandarte do arraial de Rúben, segundo as suas turmas; e sobre o seu exército estava Elizur, filho de Sedeur. 19Sobre o exército da tribo dos filhos de Simeão estava Selumiel, filho de Zurisadai, 20e sobre o exército da tribo dos filhos de Gade estava Eliasafe, filho de Deuel. 21Então partiram os coatitas, levando as coisas santas; e o tabernáculo era levantado até que estes chegassem.

22Depois, partiu o estandarte do arraial dos filhos de Efraim, segundo as suas turmas; e sobre o seu exército estava Elisama, filho de Amiúde. 23Sobre o exército da tribo dos filhos de Manassés estava Gamaliel, filho de Pedazur, 24e sobre o exército da tribo dos filhos de Benjamim estava Abidã, filho de Gideoni.

25Então partiu o estandarte do arraial dos filhos de Dã, formando a retaguarda de todos os arraiais, segundo as suas turmas; e sobre o seu exército estava Aiezer, filho de Amisadai. 26Sobre o exército da tribo dos filhos de Aser estava Pagiel, filho de Ocrã. 27E sobre o exército da tribo dos filhos de Naftali estava Aira, filho de Enã. 28Nesta ordem, puseram-se em marcha os filhos de Israel, segundo os seus exércitos.

Moisés roga a Hobabe que vá com eles

29Moisés disse a Hobabe, filho de Reuel, o midianita, sogro de Moisés:

— Estamos de viagem para o lugar de que o Senhor disse: “Eu o darei a vocês.” Venha conosco! Nós o trataremos bem, porque o Senhor prometeu boas coisas a Israel.

30Mas Hobabe respondeu:

— Não irei. Prefiro voltar

10.30
Êx 18.27
à minha terra e à minha parentela.

31Moisés insistiu:

— Por favor, não nos deixe, porque você sabe que devemos acampar no deserto; e você nos servirá de guia. 32Se vier conosco, faremos a você o mesmo bem que o Senhor Deus fizer a nós.

33Assim, partiram do monte do Senhor e caminharam durante três dias. A arca da aliança do Senhor ia adiante deles durante esses três dias, para encontrar um lugar de descanso para eles. 34A nuvem do Senhor pairava sobre eles de dia, quando partiam do arraial. 35Quando a arca partia, Moisés falava: “Levanta-te,

10.35
Sl 68.1
Senhor, sejam espalhados os teus inimigos e fujam diante de ti os que te odeiam.” 36E, quando a arca parava, Moisés dizia: “Volta, ó Senhor, para os milhares de milhares de Israel.”

11

As queixas dos israelitas

111O povo se queixou de sua sorte aos ouvidos do Senhor. Quando o Senhor ouviu as reclamações, sua ira se acendeu, e fogo do Senhor ardeu entre eles e consumiu algumas extremidades do arraial. 2Então o povo clamou a Moisés. Este orou ao Senhor, e o fogo se apagou. 3Por isso aquele lugar foi chamado de Taberá,11.3 Taberá significa “incêndio” porque o fogo do Senhor se havia acendido entre eles.

4Um bando de estranhos que estava no meio deles veio a ter grande desejo das comidas dos egípcios. Também os filhos de Israel começaram a chorar outra vez, dizendo:

— Quem nos dará carne para comer? 5Lembramos dos peixes que comíamos de graça no Egito. Que saudade dos pepinos, dos melões, dos alhos silvestres, das cebolas e dos alhos! 6Mas agora a nossa alma está seca, e não vemos nada a não ser este maná.

7O maná era como semente de coentro, e a sua aparência era semelhante à de bdélio. 8O povo ia por toda parte e o colhia. Eles o moíam em moinhos ou o socavam em pilões. Depois o cozinhavam em panelas e dele faziam bolos. O sabor do maná era como o de bolos amassados com azeite. 9Quando, de noite, descia o orvalho sobre o arraial, sobre este também caía o maná.

11.7-9
Êx 16.13-15

Moisés acha pesado o seu cargo

10Então Moisés ouviu como o povo chorava por famílias, cada um à porta da sua tenda. O Senhor ficou muito irado, e Moisés também não gostou daquilo. 11Moisés disse ao Senhor:

— Por que fizeste mal a teu servo, e por que não achei favor aos teus olhos, visto que puseste sobre mim a carga de todo este povo? 12Será que fui eu quem concebeu todo este povo? Será que fui eu quem o deu à luz, para que me digas que o leve no colo, como a babá leva a criança que mama, até a terra que prometeste dar a seus pais? 13Onde eu poderia conseguir carne para dar a todo este povo? Pois chora diante de mim, dizendo: “Dê-nos carne para comer.” 14Eu sozinho não posso levar todo este povo, pois é pesado demais para mim. 15Se me tratas assim, mata-me de uma vez. Se achei favor aos teus olhos, peço que não me deixes ver a minha miséria.

Setenta anciãos para ajudar Moisés

16O Senhor disse a Moisés:

— Reúna para mim setenta homens dos anciãos de Israel, que você sabe que são anciãos e superintendentes do povo, e traga-os diante da tenda do encontro, para que estejam ali com você. 17Então descerei e ali falarei com você. Tirarei do Espírito que está sobre você e o porei sobre eles; e eles ajudarão você a levar a carga do povo, para que você não tenha de levá-la sozinho. 18Diga ao povo: “Santifiquem-se para amanhã e vocês comerão carne, porque vocês choraram aos ouvidos do Senhor, dizendo: ‘Quem nos dará carne para comer? A vida era melhor no Egito.’” Por isso o Senhor lhes dará carne e vocês poderão comer. 19Não comerão um dia, nem dois dias, nem cinco, nem dez, nem ainda vinte, 20mas um mês inteiro, até que saia pelo nariz, até que fiquem com nojo dela, porque vocês rejeitaram o Senhor, que está no meio de vocês, e choraram diante dele, dizendo: “Por que saímos do Egito?”

21Moisés, porém, respondeu:

— Este povo no meio do qual estou é de seiscentos mil homens em pé, e tu dizes: “Eu lhes darei carne, e eles a comerão durante um mês inteiro.” 22Quantos rebanhos de ovelhas e de gado teríamos de matar, para que tivessem o suficiente? Ou será que bastaria, se ajuntássemos para eles todos os peixes do mar?

23Porém o Senhor respondeu a Moisés:

— Será que a mão do Senhor se encurtou?

11.23
Is 50.2
59.1
Agora mesmo você verá se a minha palavra se cumprirá ou não!

24Moisés saiu e contou ao povo as palavras do Senhor. Ele reuniu setenta homens dos anciãos do povo e os pôs ao redor da tenda. 25Então o Senhor desceu na nuvem e falou com Moisés. E, tirando do Espírito que estava sobre Moisés, o pôs sobre aqueles setenta anciãos. Quando o Espírito repousou sobre eles, profetizaram; mas isto nunca mais se repetiu.

Eldade e Medade

26Porém dois homens ficaram no arraial. Um se chamava Eldade, e o outro, Medade. O Espírito repousou sobre eles, porque estavam entre os inscritos, mesmo que não tivessem ido até a tenda; e profetizavam no arraial. 27Então um jovem correu e anunciou a Moisés:

— Eldade e Medade estão profetizando no arraial.

28Josué, filho de Num, auxiliar de Moisés, um dos seus escolhidos, respondeu e disse:

— Moisés, meu senhor, ordene que parem com isso.

11.28
Mc 9.38

29Porém Moisés lhe disse:

— Você está com ciúmes por mim? Eu gostaria que todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o seu Espírito!

30Depois, Moisés se recolheu ao arraial, ele e os anciãos de Israel.

Deus manda codornizes

31Então soprou um vento do Senhor, e trouxe codornizes do mar, e as espalhou pelo arraial em todas as direções, numa extensão de cerca de um dia de caminhada, a uma altura de quase um metro sobre a terra. 32Todo aquele dia e toda aquela noite, e também no dia seguinte, o povo se levantou e recolheu as codornizes; o que menos recolheu teve dez montões; e as estenderam para si ao redor do arraial.

33Enquanto a carne ainda estava entre os seus dentes, antes que fosse mastigada, a ira do Senhor se acendeu contra o povo, e o feriu com uma terrível praga. 34Por isso aquele lugar foi chamado de Quibrote-Hataavá,11.34 Quibrote-Hataavá significa “As sepulturas do desejo” porque ali foi sepultado o povo que teve o desejo das comidas dos egípcios.

35De Quibrote-Hataavá o povo partiu para Hazerote e ali ficou.

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