Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
6

Planos contra Neemias

61Quando Sambalate, Tobias, Gesém, o árabe, e o resto dos nossos inimigos ouviram que eu tinha reconstruído a muralha e que nela já não havia brecha nenhuma, ainda que até este tempo eu ainda não tivesse colocado os portões no seu lugar, 2Sambalate e Gesém mandaram dizer a mim: “Venha, vamos nos encontrar numa das aldeias do vale de Ono.” Na verdade, o que eles queriam era me fazer mal. 3Por isso enviei-lhes mensageiros para dizer:

— Estou fazendo uma grande obra e não posso descer até aí. Por que devo parar a obra para ir me encontrar com vocês?

4Quatro vezes eles fizeram o mesmo pedido, mas eu lhes dei sempre a mesma resposta.

5Então Sambalate me enviou pela quinta vez o seu servo, que trazia na mão uma carta aberta. 6Nela estava escrito o seguinte:

“Entre os gentios se ouviu, e Gesém também está dizendo, que você e os judeus estão querendo se rebelar e que, por isso, você está reconstruindo a muralha. Também, segundo se diz, você quer ser o rei deles, 7e pôs alguns profetas para falarem a respeito de você em Jerusalém, dizendo: ‘Ele é o rei de Judá.’ Ora, isso certamente vai chegar aos ouvidos do rei. Portanto, venha agora e vamos, em conjunto, conversar a respeito disso.”

8Mandei dizer-lhe:

— Nada disso que você está dizendo aconteceu. Você está inventando tudo.

9O que todos eles queriam era nos amedrontar. Eles diziam: “As mãos deles largarão a obra, e ela não será concluída.”

“Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos.”

10Quando fui à casa de Semaías, filho de Delaías, filho de Meetabel, que estava impedido de sair de casa, ele me disse:

— Vamos nos encontrar na Casa de Deus, dentro do templo. Vamos fechar as portas do templo, porque virão matar você. De noite eles virão matar você.

11Porém eu disse:

— Você acha que um homem como eu fugiria? Alguém como eu entraria no templo para salvar a vida? De maneira nenhuma entrarei.

12Então percebi que não era Deus quem o tinha enviado, mas que ele falou tal profecia contra mim porque Tobias e Sambalate o haviam subornado. 13Para isto o subornaram, para me amedrontar e para que, fazendo isso, eu viesse a pecar, para que pudessem atacar a minha reputação e me afrontar.

14“Lembra-te, meu Deus, de Tobias e de Sambalate, segundo as coisas que fizeram, e também da profetisa Noadia e dos outros profetas que quiseram me amedrontar.”

A reconstrução da muralha é terminada

15A reconstrução da muralha foi terminada aos vinte e cinco dias do mês de elul, em cinquenta e dois dias. 16Quando todos os nossos inimigos ouviram isso, todos os gentios à nossa volta temeram e decaíram muito no seu próprio conceito, porque reconheceram que foi por intervenção do nosso Deus que fizemos esta obra.

17Também naqueles dias alguns nobres de Judá escreveram muitas cartas a Tobias, e cartas de Tobias vinham para eles. 18Pois muitos em Judá eram aliados dele, porque era genro de Secanias, filho de Ará. E o seu filho Joanã havia casado com a filha de Mesulão,

6.18
Ne 3.4
filho de Berequias. 19Também falavam das suas boas ações na minha presença, e levavam a ele as minhas palavras. Tobias escrevia cartas para me amedrontar.

7

Neemias estabelece guardas em Jerusalém

71Depois de reconstruída a muralha e colocados os portões no seu lugar, estabelecidos os porteiros, os cantores e os levitas, 2eu nomeei Hanani, meu irmão, e Hananias, comandante da fortaleza, para que cuidassem da segurança de Jerusalém. Hananias era homem fiel e temente a Deus, mais do que muitos outros. 3E eu lhes disse:

— Os portões de Jerusalém não devem ser abertos antes que o sol faça sentir o seu calor. E os portões devem ser fechados e trancados enquanto os guardas ainda estão ali. Escolham guardas entre os moradores de Jerusalém, alguns para que fiquem nos postos de guarda e outros para que fiquem em frente das suas próprias casas.

4A cidade era espaçosa e grande, mas havia pouca gente nela, e as casas ainda não haviam sido reconstruídas.

A relação dos que voltaram a Jerusalém

Ed 2.1-70

5Então o meu Deus me pôs no coração que ajuntasse os nobres, os magistrados e o povo, para registrar as genealogias. Achei o livro da genealogia dos que foram os primeiros a voltar do cativeiro, e nele estava escrito:

6Estes são os filhos da província que voltaram do cativeiro, do meio dos exilados que Nabucodonosor, rei da Babilônia, tinha levado para lá. Eles voltaram para Jerusalém e para Judá, cada um para a sua cidade, 7e vieram com Zorobabel, Jesua, Neemias, Azarias, Raamias, Naamani, Mordecai, Bilsã, Misperete, Bigvai, Neum e Baaná.

Eis o número dos homens do povo de Israel: 8os filhos de Parós, dois mil cento e setenta e dois. 9Os filhos de Sefatias, trezentos e setenta e dois. 10Os filhos de Ará, seiscentos e cinquenta e dois. 11Os filhos de Paate-Moabe, dos filhos de Jesua e de Joabe, dois mil oitocentos e dezoito. 12Os filhos de Elão, mil duzentos e cinquenta e quatro. 13Os filhos de Zatu, oitocentos e quarenta e cinco. 14Os filhos de Zacai, setecentos e sessenta. 15Os filhos de Binui, seiscentos e quarenta e oito. 16Os filhos de Bebai, seiscentos e vinte e oito. 17Os filhos de Azgade, dois mil trezentos e vinte e dois. 18Os filhos de Adonicão, seiscentos e sessenta e sete. 19Os filhos de Bigvai, dois mil e sessenta e sete. 20Os filhos de Adim, seiscentos e cinquenta e cinco. 21Os filhos de Ater, da família de Ezequias, noventa e oito. 22Os filhos de Hasum, trezentos e vinte e oito. 23Os filhos de Besai, trezentos e vinte e quatro. 24Os filhos de Harife, cento e doze. 25Os filhos de Gibeão, noventa e cinco. 26Os homens de Belém e de Netofa, cento e oitenta e oito. 27Os homens de Anatote, cento e vinte e oito. 28Os homens de Bete-Azmavete, quarenta e dois. 29Os homens de Quiriate-Jearim, Cefira e Beerote, setecentos e quarenta e três. 30Os homens de Ramá e Geba, seiscentos e vinte e um. 31Os homens de Micmás, cento e vinte e dois. 32Os homens de Betel e Ai, cento e vinte e três. 33Os homens do outro Nebo, cinquenta e dois. 34Os filhos do outro Elão, mil duzentos e cinquenta e quatro. 35Os filhos de Harim, trezentos e vinte. 36Os filhos de Jericó, trezentos e quarenta e cinco. 37Os filhos de Lode, Hadide e Ono, setecentos e vinte e um. 38Os filhos de Senaá, três mil novecentos e trinta.

39Os sacerdotes: os filhos de Jedaías, da casa de Jesua, novecentos e setenta e três. 40Os filhos de Imer, mil e cinquenta e dois. 41Os filhos de Pasur, mil duzentos e quarenta e sete. 42Os filhos de Harim, mil e dezessete.

43Os levitas: os filhos de Jesua, de Cadmiel, dos filhos de Hodeva, setenta e quatro.

44Os cantores: os filhos de Asafe, cento e quarenta e oito.

45Os porteiros: os filhos de Salum, os filhos de Ater, os filhos de Talmom, os filhos de Acube, os filhos de Hatita, os filhos de Sobai, cento e trinta e oito.

46Os servidores do templo: os filhos de Zia, os filhos de Hasufa, os filhos de Tabaote, 47os filhos de Queros, os filhos de Sia, os filhos de Padom, 48os filhos de Lebana, os filhos de Hagaba, os filhos de Salmai, 49os filhos de Hanã, os filhos de Gidel, os filhos de Gaar, 50os filhos de Reaías, os filhos de Rezim, os filhos de Necoda, 51os filhos de Gazão, os filhos de Uzá, os filhos de Paseia, 52os filhos de Besai, os filhos de Meunim, os filhos de Nefusesim, 53os filhos de Baquebuque, os filhos de Hacufa, os filhos de Harur, 54os filhos de Bazlite, os filhos de Meída, os filhos de Harsa, 55os filhos de Barcos, os filhos de Sísera, os filhos de Tama, 56os filhos de Nesias e os filhos de Hatifa.

57Os filhos dos servos de Salomão: os filhos de Sotai, os filhos de Soferete, os filhos de Perida, 58os filhos de Jaala, os filhos de Darcom, os filhos de Gidel, 59os filhos de Sefatias, os filhos de Hatil, os filhos de Poquerete-Hazebaim e os filhos de Amom. 60Todos os servidores do templo e os filhos dos servos de Salomão eram trezentos e noventa e dois.

61Os seguintes voltaram de Tel-Melá, Tel-Harsa, Querube, Adom e Imer, porém não puderam provar que as suas famílias e a sua linhagem eram de Israel: 62os filhos de Delaías, os filhos de Tobias, os filhos de Necoda, seiscentos e quarenta e dois. 63Dos sacerdotes: os filhos de Habaías, os filhos de Coz, os filhos de Barzilai, que tinha casado com uma das filhas de Barzilai, o gileadita, e que foi chamado pelo nome dele. 64Estes procuraram o seu registro nos livros genealógicos, porém não acharam; por isso, foram considerados impuros para o sacerdócio. 65O governador lhes disse que não comessem das coisas sagradas, até que se levantasse um sacerdote capaz de decidir a questão por meio de Urim

7.65
Êx 28.30
e Tumim.

66Toda esta congregação junta era de quarenta e dois mil trezentos e sessenta, 67além dos seus servos e das suas servas, que eram sete mil trezentos e trinta e sete. Havia também duzentos e quarenta e cinco cantores e cantoras. 68Os seus cavalos eram setecentos e trinta e seis; as suas mulas, duzentas e quarenta e cinco. 69Os camelos eram quatrocentos e trinta e cinco e os jumentos, seis mil setecentos e vinte.

Contribuições para o templo

70Alguns dos chefes das famílias contribuíram para a obra. O governador deu para o tesouro oito quilos e quatrocentos gramas de ouro, cinquenta bacias e quinhentas e trinta vestes sacerdotais. 71E alguns mais dos chefes das famílias deram para o tesouro da obra cento e sessenta e oito quilos de ouro e mil e trezentos quilos de prata. 72O que o restante do povo deu foram cento e sessenta e oito quilos de ouro, mil e duzentos quilos de prata e sessenta e sete vestes sacerdotais.

73Os sacerdotes,

7.73
1Cr 9.2
Ne 11.3
os levitas, os porteiros, os cantores, alguns do povo, os servidores do templo e todo o Israel moravam nas suas cidades.

8

Esdras lê o Livro da Lei diante do povo

81Quando chegou o sétimo mês e os filhos de Israel já estavam morando nas suas cidades, todo o povo se reuniu, como um só homem, na praça, diante do Portão das Águas. E pediram a Esdras, o escriba, que trouxesse o Livro da Lei de Moisés, que o Senhor havia ordenado a Israel. 2Esdras, o sacerdote, trouxe a Lei diante da congregação, composta por homens, mulheres e todos os que eram capazes de entender o que ouviam. Era o primeiro dia do sétimo mês.

8.2
Lv 23.24
3Esdras leu o livro em voz alta, diante da praça que fica em frente ao Portão das Águas, desde o amanhecer até o meio-dia, na presença dos homens, das mulheres e dos que podiam entender. E todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei.

4Esdras, o escriba, estava num púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim. Estavam em pé, ao lado dele, à sua direita, Matitias, Sema, Anaías, Urias, Hilquias e Maaseias; e à sua esquerda estavam Pedaías, Misael, Malquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão. 5Esdras abriu o livro à vista de todo o povo, porque se encontrava num lugar mais elevado do que todo o povo. Quando abriu o livro, todo o povo se pôs em pé. 6Esdras louvou o Senhor, o grande Deus, e todo o povo, levantando as mãos, respondeu:

— Amém! Amém!

Inclinaram-se e adoraram o Senhor, com o rosto em terra.

7E Jesua, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaseias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías e os levitas ensinavam a Lei ao povo; e o povo permanecia no seu lugar. 8Eles iam lendo o Livro da Lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que o povo entendesse o que se lia.

9Neemias, que era o governador, e Esdras, sacerdote e escriba, e os levitas que ensinavam o povo disseram a todos:

— Este dia é consagrado ao Senhor, nosso Deus, e por isso vocês não devem prantear nem chorar.

Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei. 10Então lhes disse:

— Agora vão, comam e bebam o que tiverem de melhor. E mandem porções aos que não têm nada preparado para si. Porque este dia é consagrado ao nosso Senhor. Portanto, não fiquem tristes, porque a alegria do Senhor é a força de vocês.

11Os levitas tranquilizaram todo o povo, dizendo:

— Acalmem-se, porque este dia é santo. Não fiquem tristes.

12Então todo o povo se foi para comer, beber, mandar porções aos que nada tinham e fazer uma grande festa, porque tinham entendido as palavras que lhes foram explicadas.

A Festa dos Tabernáculos

13No dia seguinte, os chefes das famílias de todo o povo, os sacerdotes e os levitas se reuniram com Esdras, o sacerdote, para estudarem as palavras da Lei. 14Acharam escrito na Lei que o Senhor havia ordenado por meio de Moisés que os filhos de Israel deveriam morar em cabanas, durante a festa do sétimo mês. 15Assim, publicaram e anunciaram em todas as suas cidades e em Jerusalém, dizendo:

— Saiam para os montes e tragam ramos de oliveiras, ramos de zambujeiros, ramos de murtas, ramos de palmeiras e ramos de árvores frondosas, para fazer cabanas, como está escrito.

8.14-15
Lv 23.33-36,39-43
Dt 16.13-15

16O povo saiu, e trouxeram os ramos e fizeram para si cabanas, cada um no seu terraço, e nos seus pátios, nos átrios da Casa de Deus, na praça do Portão das Águas e na praça do Portão de Efraim. 17Toda a congregação dos que tinham voltado do cativeiro fez cabanas e morou nelas. Porque os filhos de Israel nunca haviam feito isto, desde os dias de Josué, filho de Num, até aquele dia. E todos estavam muito alegres. 18O Livro da Lei de Deus foi lido diariamente, desde o primeiro até o último dia da festa. E celebraram a festa durante sete dias; no oitavo dia, houve uma reunião solene, conforme estava ordenado na Lei.

8.18
Lv 23.36
Nm 29.35