Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
4

A defesa contra os adversários

41Quando Sambalate

4.1
Ne 2.10,19
ouviu que nós estávamos reconstruindo a muralha, ficou irado e indignado, e começou a zombar dos judeus. 2Na presença de seus irmãos e do exército de Samaria ele disse:

— O que é que esses judeus fracos estão fazendo? Vocês vão permitir que eles continuem? Será que vão oferecer sacrifícios? Pensam que podem acabar a obra num só dia? Será que as pedras que foram queimadas poderão renascer daqueles montões de pó?

3Tobias, o amonita, estava com Sambalate e disse:

— Mesmo que reconstruam, se vier uma raposa, derrubará aquela muralha de pedras!

4“Ouve, ó nosso Deus, pois estamos sendo desprezados.

4.4
Sl 123.3-4
Faze com que o seu desprezo recaia sobre a cabeça deles, e faze com que sejam despojo numa terra de cativeiro. 5Não encubras a sua iniquidade,
4.5
Sl 69.27
e que o pecado deles não seja apagado diante de ti, pois te provocaram à ira na presença dos construtores.”

6Assim, reconstruímos a muralha. E toda a muralha foi acabada até a metade da sua altura, porque o povo tinha ânimo para trabalhar.

7Mas, quando Sambalate, Tobias, os árabes, os amonitas e os asdoditas ouviram que a reparação das muralhas de Jerusalém ia adiante e que já se começavam a fechar-lhe as brechas, ficaram muito irados. 8Todos se ajuntaram de comum acordo para virem atacar Jerusalém e criar confusão ali. 9Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite.

10Então os que estavam em Judá disseram:

— Os carregadores já não têm mais forças, e os escombros são muitos. Nós mesmos não seremos capazes de reconstruir a muralha.

11Os nossos inimigos diziam entre si: “Eles não ficarão sabendo nem verão nada, até que entremos no meio deles e os matemos. E assim vamos fazer com que a obra pare.”

12Os judeus que habitavam na vizinhança deles nos disseram dez vezes: “De todos os lugares onde moram, eles nos atacarão.”

13Então pus o povo, por famílias, nos lugares baixos e abertos, por detrás da muralha, com as suas espadas, as suas lanças e os seus arcos. 14Depois de fazer uma inspeção, levantei-me e disse aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo:

— Não tenham medo deles. Lembrem-se do Senhor, grande e temível, e lutem pelos seus irmãos, seus filhos, suas filhas, pelas mulheres e pela casa de vocês.

15Quando os nossos inimigos ouviram que nós já sabíamos disso e que Deus tinha frustrado o plano deles, voltamos todos nós para a muralha, cada um à sua obra. 16Daquele dia em diante, metade dos meus homens trabalhava na obra, e a outra metade empunhava lanças, escudos, arcos e couraças; e os chefes estavam por trás de toda a casa de Judá 17que reconstruía a muralha. Os carregadores, que por si mesmos tomavam as cargas, cada um com uma das mãos fazia a obra e com a outra segurava a arma. 18Os construtores, cada um trazia a sua espada na cintura, enquanto construíam. O que tocava a trombeta estava ao meu lado. 19Eu disse aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo:

— Grande e extensa é a obra, e nós estamos espalhados na muralha, longe uns dos outros. 20No lugar em que ouvirem o som da trombeta, ali reúnam-se em volta de nós. O nosso Deus lutará por nós.

4.20
Êx 14.14
Dt 1.30

21Assim trabalhávamos na obra; e metade empunhava as lanças desde o raiar do dia até o anoitecer. 22Também nesse mesmo tempo eu disse ao povo:

— Cada um de vocês fique em Jerusalém com o seu servo, para que de noite nos sirvam de guarda e de dia trabalhem.

23Nem eu, nem os meus irmãos, nem os meus servos, nem os homens da guarda que me seguiam tirávamos as nossas roupas, nem mesmo para dormir; cada um se deitava com as armas à sua direita.

5

Medidas contra a exploração

51Então se levantou grande clamor do povo e de suas mulheres contra os judeus, seus irmãos. 2Porque havia os que diziam:

— Somos muitos, nós, os nossos filhos e as nossas filhas. Precisamos conseguir trigo, para que possamos comer e continuar vivos.

3Também houve os que diziam:

— Nós tivemos de hipotecar as nossas terras, as nossas vinhas e as nossas casas, para conseguirmos trigo em meio a esta fome.

4Houve ainda os que diziam:

— Pegamos dinheiro emprestado até para pagar ao rei o tributo sobre as nossas terras e as nossas vinhas. 5Nós somos da mesma carne que os nossos compatriotas, e os nossos filhos são tão bons como os deles. No entanto, eis que sujeitamos os nossos filhos e as nossas filhas para serem escravos. Algumas de nossas filhas já estão reduzidas à escravidão. Não podemos fazer nada para evitar isso, pois os nossos campos e as nossas vinhas já são de outros.

6Fiquei muito irritado ao ouvir estas palavras e o clamor deles. 7Depois de ter pensado bem a respeito disso, repreendi os nobres e magistrados e lhes disse:

— Vocês são exploradores,

5.7
Êx 22.25
Lv 25.35-37
Dt 23.19-20
cada um para com o seu irmão!

E convoquei uma grande assembleia contra eles. 8Disse-lhes:

— Nós, de acordo com as nossas posses, resgatamos os judeus, nossos compatriotas, que foram vendidos aos gentios.

5.8
Lv 25.48
E agora vocês estão querendo vender os seus compatriotas, para que tenhamos de comprá-los outra vez?

Então eles se calaram e não acharam o que responder.

9Disse mais:

— Não é bom o que vocês estão fazendo. Não é fato que vocês deviam andar no temor do nosso Deus, para evitar a vergonha diante de nossos inimigos, os gentios? 10Também eu, os meus companheiros e os meus servos lhes demos dinheiro emprestado e trigo. Mas, por favor, vamos parar com esta exploração. 11Peço que hoje mesmo vocês lhes restituam as suas terras, as suas vinhas, os seus olivais e as suas casas, bem como a porcentagem do dinheiro, do trigo, do vinho e do azeite, que vocês exigiram deles.

12Eles responderam:

— Vamos restituir e nada pediremos deles. Faremos o que você está dizendo.

Então chamei os sacerdotes e, na presença destes, fiz com que jurassem que fariam o que prometeram. 13Também sacudi o meu manto e disse:

— Que Deus faça o mesmo, sacudindo para fora de sua casa e de seu trabalho todo aquele que não cumprir esta promessa! Que assim seja sacudido e despojado.

E toda a congregação respondeu:

— Amém!

E louvaram o Senhor. E o povo fez segundo a sua promessa.

O bom exemplo de Neemias

14Também desde o dia em que fui nomeado governador na terra de Judá, desde o vigésimo ano até o trigésimo segundo ano do reinado de Artaxerxes, doze anos, nem eu nem os meus companheiros comemos o pão que me cabia como governador. 15Mas os primeiros governadores, que estiveram antes de mim, oprimiram o povo e tomaram dele pão e vinho, além de quarenta moedas de prata. Até os seus servos dominavam sobre o povo. Eu, porém, não fiz assim, por causa do temor de Deus. 16Pelo contrário, também trabalhei na reconstrução da muralha, sem comprar nenhuma terra. E todos os meus servos se ajuntaram ali para a obra. 17Também hospedei cento e cinquenta homens dos judeus e dos magistrados, além daqueles das nações vizinhas que vinham até nós. 18O que se preparava para cada dia era um boi e seis ovelhas escolhidas. Também à minha custa eram preparadas aves e, de dez em dez dias, muito vinho de todos os tipos. Nem por isso exigi o pão devido ao governador, porque a servidão deste povo era grande.

19“Lembra-te de mim para meu bem, ó meu Deus, e de tudo o que fiz por este povo.”

6

Planos contra Neemias

61Quando Sambalate, Tobias, Gesém, o árabe, e o resto dos nossos inimigos ouviram que eu tinha reconstruído a muralha e que nela já não havia brecha nenhuma, ainda que até este tempo eu ainda não tivesse colocado os portões no seu lugar, 2Sambalate e Gesém mandaram dizer a mim: “Venha, vamos nos encontrar numa das aldeias do vale de Ono.” Na verdade, o que eles queriam era me fazer mal. 3Por isso enviei-lhes mensageiros para dizer:

— Estou fazendo uma grande obra e não posso descer até aí. Por que devo parar a obra para ir me encontrar com vocês?

4Quatro vezes eles fizeram o mesmo pedido, mas eu lhes dei sempre a mesma resposta.

5Então Sambalate me enviou pela quinta vez o seu servo, que trazia na mão uma carta aberta. 6Nela estava escrito o seguinte:

“Entre os gentios se ouviu, e Gesém também está dizendo, que você e os judeus estão querendo se rebelar e que, por isso, você está reconstruindo a muralha. Também, segundo se diz, você quer ser o rei deles, 7e pôs alguns profetas para falarem a respeito de você em Jerusalém, dizendo: ‘Ele é o rei de Judá.’ Ora, isso certamente vai chegar aos ouvidos do rei. Portanto, venha agora e vamos, em conjunto, conversar a respeito disso.”

8Mandei dizer-lhe:

— Nada disso que você está dizendo aconteceu. Você está inventando tudo.

9O que todos eles queriam era nos amedrontar. Eles diziam: “As mãos deles largarão a obra, e ela não será concluída.”

“Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos.”

10Quando fui à casa de Semaías, filho de Delaías, filho de Meetabel, que estava impedido de sair de casa, ele me disse:

— Vamos nos encontrar na Casa de Deus, dentro do templo. Vamos fechar as portas do templo, porque virão matar você. De noite eles virão matar você.

11Porém eu disse:

— Você acha que um homem como eu fugiria? Alguém como eu entraria no templo para salvar a vida? De maneira nenhuma entrarei.

12Então percebi que não era Deus quem o tinha enviado, mas que ele falou tal profecia contra mim porque Tobias e Sambalate o haviam subornado. 13Para isto o subornaram, para me amedrontar e para que, fazendo isso, eu viesse a pecar, para que pudessem atacar a minha reputação e me afrontar.

14“Lembra-te, meu Deus, de Tobias e de Sambalate, segundo as coisas que fizeram, e também da profetisa Noadia e dos outros profetas que quiseram me amedrontar.”

A reconstrução da muralha é terminada

15A reconstrução da muralha foi terminada aos vinte e cinco dias do mês de elul, em cinquenta e dois dias. 16Quando todos os nossos inimigos ouviram isso, todos os gentios à nossa volta temeram e decaíram muito no seu próprio conceito, porque reconheceram que foi por intervenção do nosso Deus que fizemos esta obra.

17Também naqueles dias alguns nobres de Judá escreveram muitas cartas a Tobias, e cartas de Tobias vinham para eles. 18Pois muitos em Judá eram aliados dele, porque era genro de Secanias, filho de Ará. E o seu filho Joanã havia casado com a filha de Mesulão,

6.18
Ne 3.4
filho de Berequias. 19Também falavam das suas boas ações na minha presença, e levavam a ele as minhas palavras. Tobias escrevia cartas para me amedrontar.