Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)

Neemias é mandado a Jerusalém

21No mês de nisã, no vigésimo ano do reinado de Artaxerxes, uma vez posto o vinho diante dele, eu o peguei e ofereci ao rei. Ora, nunca antes eu tinha estado triste diante dele. 2Então o rei me disse:

— Por que o seu rosto está triste, se você não está doente? Isso tem de ser tristeza do coração!

Então fiquei com muito medo 3e lhe respondi:

— Que o rei viva para sempre! Como não estaria triste o meu rosto, se a cidade

2.3
2Rs 25.8-10
2Cr 36.19
Jr 52.12-14
onde estão sepultados os meus pais está em ruínas e os seus portões foram queimados?

4O rei me disse:

— O que você me pede agora?

Então orei ao Deus dos céus 5e disse ao rei:

— Se for do agrado do rei, e se este seu servo encontrou favor em sua presença, peço que o rei me envie a Judá, à cidade onde estão os túmulos dos meus pais, para que eu a reconstrua.

6Então o rei, que tinha a rainha sentada ao seu lado, me perguntou:

— Quanto vai durar a sua ausência? Quando você voltará?

Marquei certo prazo, e o rei se deu por satisfeito e me deixou ir. 7Eu ainda disse ao rei:

— Se for do agrado do rei, que ele me dê cartas para os governadores da região do outro lado do Eufrates, para que me permitam passar e entrar em Judá. 8E também uma carta para Asafe, guarda das florestas do rei, para que me dê madeira para as vigas dos portões da cidadela do templo, para as muralhas da cidade e para a casa em que deverei me alojar.

E o rei me deu o que eu pedi, porque a mão bondosa do meu Deus estava sobre mim.

9Então fui aos governadores da região do outro lado do Eufrates e lhes entreguei as cartas do rei. Ora, o rei tinha enviado comigo oficiais do exército e cavaleiros. 10Mas Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, ficaram sabendo disto e não lhes agradou nem um pouco que alguém estivesse interessado no bem dos filhos de Israel.

Neemias anima o povo a reedificar as muralhas

11Então cheguei a Jerusalém. Depois de esperar três dias, 12me levantei à noite, junto com uns poucos homens que estavam comigo. Não declarei a ninguém o que o meu Deus havia posto no meu coração para eu fazer em Jerusalém. Não havia comigo animal algum, a não ser o que eu montava. 13De noite, saí pelo Portão do Vale, em direção à Fonte do Dragão e ao Portão do Monturo, e inspecionei as muralhas de Jerusalém, que estavam em ruínas e cujos portões tinham sido destruídos pelo fogo. 14Passei ao Portão da Fonte e ao Tanque do Rei, mas não havia lugar por onde o animal que eu montava pudesse passar. 15Subi à noite pelo vale, sempre inspecionando as muralhas. Voltei, entrei pelo Portão do Vale e fui para casa. 16Os magistrados não sabiam aonde eu tinha ido nem o que tinha feito, pois até ali eu não havia declarado coisa alguma, nem aos judeus, nem aos sacerdotes, nem aos nobres, nem aos magistrados, nem aos demais que iriam fazer a obra.

17Então eu lhes disse:

— Vocês estão vendo a miséria em que nós estamos: Jerusalém em ruínas e os seus portões destruídos pelo fogo. Venham, vamos reconstruir as muralhas de Jerusalém, para nos livrarmos desta vergonha.

18E lhes declarei como a mão bondosa do meu Deus havia estado sobre mim e também as palavras que o rei me havia falado. Então disseram:

— Vamos nos preparar e começar a reconstrução!

Então se prepararam para fazer esta boa obra.

19Porém, quando Sambalate, o horonita, Tobias, o servo amonita, e um árabe chamado Gesém souberam disso, zombaram de nós e nos desprezaram, dizendo:

— O que é isso que vocês estão fazendo? Querem se rebelar contra o rei?

20Então lhes respondi:

— O Deus dos céus é quem fará com que sejamos bem-sucedidos. Nós, seus servos, vamos nos preparar e começar a reconstrução. Mas vocês não têm parte, nem direito, nem memorial em Jerusalém.

3

Os que trabalharam na reedificação das muralhas

31Então o sumo sacerdote Eliasibe se levantou com os seus irmãos, os sacerdotes, e reconstruíram o Portão das Ovelhas. Eles o consagraram, colocaram os portões no seu lugar e continuaram a reconstrução até a Torre dos Cem e a Torre de Hananel.

3.1
Jr 31.38
2Ao lado dele trabalharam os homens de Jericó, e, ao lado deles, Zacur, filho de Inri.

3Os filhos de Hassenaá reconstruíram o Portão dos Peixes. Colocaram as vigas e os portões nos seus lugares, com os seus ferrolhos e as trancas. 4Ao lado deles, quem fez os reparos foi Meremote, filho de Urias, filho de Coz, e ao lado deste, Mesulão, filho de Berequias, filho de Mesezabel. Ao lado deste, Zadoque, filho de Baaná, fez os reparos. 5Ao lado destes, trabalharam os tecoítas. Mas os seus nobres não se sujeitaram ao serviço do seu senhor.

6Joiada, filho de Paseia, e Mesulão, filho de Besodias, repararam o Portão Velho. Colocaram as vigas e os portões nos seus lugares, com os seus ferrolhos e as trancas. 7Ao lado deles, trabalharam Melatias, gibeonita, e Jadom, meronotita, homens de Gibeão e de Mispa, que pertenciam ao domínio do governador de além do Eufrates. 8Ao seu lado, quem fez os reparos foi Uziel, filho de Haraías, um dos ourives, e, ao lado dele, Hananias, um dos perfumistas. Eles restauraram Jerusalém até a Muralha Larga. 9Ao lado destes, trabalhou Refaías, filho de Hur, governador de metade do distrito de Jerusalém. 10Ao seu lado, Jedaías, filho de Harumafe, fez os reparos em frente da sua casa; e, ao seu lado, Hatus, filho de Hasabneias, fez os reparos. 11Malquias, filho de Harim, e Hassube, filho de Paate-Moabe, repararam o trecho seguinte e a Torre dos Fornos. 12Ao lado dele, quem fez os reparos foi Salum, filho de Haloés, governador da outra metade do distrito de Jerusalém, ele e as suas filhas.

13Hanum e os moradores de Zanoa repararam o Portão do Vale. Eles o reconstruíram, colocaram os portões no seu lugar, com os seus ferrolhos e as trancas, e ainda consertaram quinhentos metros da muralha, até o Portão do Monturo.

14O Portão do Monturo foi reparado por Malquias, filho de Recabe, governador do distrito de Bete-Haquerém. Ele o reconstruiu, colocou os portões no seu lugar, com os seus ferrolhos e as trancas.

15O Portão da Fonte foi reparado por Salum, filho de Col-Hozé, governador do distrito de Mispa. Ele o reconstruiu, fez uma cobertura, colocou os portões no seu lugar, com os seus ferrolhos e as trancas. Também reconstruiu a muralha do tanque de Selá, junto ao jardim do rei,

3.15
2Rs 25.4
até os degraus que descem da Cidade de Davi. 16Ao lado dele, quem fez os reparos foi Neemias, filho de Azbuque, governador de metade do distrito de Bete-Zur, até em frente dos túmulos de Davi, até o tanque e até a casa dos heróis.

17Depois dele, os levitas, Reum, filho de Bani, e, ao seu lado, Hasabias, governador da metade do distrito de Queila, fizeram os reparos. 18Depois dele, os reparos foram feitos pelos seus irmãos: Bavai, filho de Henadade, governador da metade do distrito de Queila. 19Ao seu lado, Ezer, filho de Jesua, governador de Mispa, reparou outro trecho em frente da subida para a casa das armas, na esquina da muralha. 20Depois dele, Baruque, filho de Zabai, reparou com muito cuidado outro trecho, desde a esquina da muralha até a porta da casa de Eliasibe, o sumo sacerdote. 21Depois dele, Meremote, filho de Urias, filho de Coz, reparou outro trecho, desde a porta da casa de Eliasibe até a extremidade da casa de Eliasibe.

22Depois dele, quem fez os reparos foram os sacerdotes que moravam na campina. 23Depois, Benjamim e Hassube fizeram os reparos, em frente da sua casa. Depois deles, Azarias, filho de Maaseias, filho de Ananias, reparou junto à sua casa. 24Depois dele, Binui, filho de Henadade, reparou outro trecho, desde a casa de Azarias até a esquina. 25Palal, filho de Uzai, reparou em frente da esquina e da torre que sai do palácio real superior, que está junto ao pátio da prisão. Depois dele, Pedaías, filho de Parós, 26e os servos do templo que moravam em Ofel fizeram os reparos até em frente do Portão das Águas, na direção do leste, e até a torre alta. 27Depois, os tecoítas repararam outro trecho, em frente da torre grande e alta, e até a Muralha de Ofel.

28Para cima do Portão dos Cavalos, os sacerdotes fizeram os reparos, cada um em frente da sua casa. 29Depois deles, Zadoque, filho de Imer, reparou em frente da sua casa e, depois dele, Semaías, filho de Secanias, guarda do Portão Leste, reparou o trecho seguinte. 30Depois dele, Hananias, filho de Selemias, e Hanum, o sexto filho de Zalafe, repararam outro trecho. Depois deles, Mesulão, filho de Berequias, fez os reparos em frente de sua residência. 31Depois dele, Malquias, filho de um ourives, fez os reparos até a casa dos servos do templo e dos mercadores, em frente do Portão da Guarda, até o terraço da esquina. 32Entre o terraço da esquina e o Portão das Ovelhas, os reparos foram feitos pelos ourives e pelos mercadores.

4

A defesa contra os adversários

41Quando Sambalate

4.1
Ne 2.10,19
ouviu que nós estávamos reconstruindo a muralha, ficou irado e indignado, e começou a zombar dos judeus. 2Na presença de seus irmãos e do exército de Samaria ele disse:

— O que é que esses judeus fracos estão fazendo? Vocês vão permitir que eles continuem? Será que vão oferecer sacrifícios? Pensam que podem acabar a obra num só dia? Será que as pedras que foram queimadas poderão renascer daqueles montões de pó?

3Tobias, o amonita, estava com Sambalate e disse:

— Mesmo que reconstruam, se vier uma raposa, derrubará aquela muralha de pedras!

4“Ouve, ó nosso Deus, pois estamos sendo desprezados.

4.4
Sl 123.3-4
Faze com que o seu desprezo recaia sobre a cabeça deles, e faze com que sejam despojo numa terra de cativeiro. 5Não encubras a sua iniquidade,
4.5
Sl 69.27
e que o pecado deles não seja apagado diante de ti, pois te provocaram à ira na presença dos construtores.”

6Assim, reconstruímos a muralha. E toda a muralha foi acabada até a metade da sua altura, porque o povo tinha ânimo para trabalhar.

7Mas, quando Sambalate, Tobias, os árabes, os amonitas e os asdoditas ouviram que a reparação das muralhas de Jerusalém ia adiante e que já se começavam a fechar-lhe as brechas, ficaram muito irados. 8Todos se ajuntaram de comum acordo para virem atacar Jerusalém e criar confusão ali. 9Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite.

10Então os que estavam em Judá disseram:

— Os carregadores já não têm mais forças, e os escombros são muitos. Nós mesmos não seremos capazes de reconstruir a muralha.

11Os nossos inimigos diziam entre si: “Eles não ficarão sabendo nem verão nada, até que entremos no meio deles e os matemos. E assim vamos fazer com que a obra pare.”

12Os judeus que habitavam na vizinhança deles nos disseram dez vezes: “De todos os lugares onde moram, eles nos atacarão.”

13Então pus o povo, por famílias, nos lugares baixos e abertos, por detrás da muralha, com as suas espadas, as suas lanças e os seus arcos. 14Depois de fazer uma inspeção, levantei-me e disse aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo:

— Não tenham medo deles. Lembrem-se do Senhor, grande e temível, e lutem pelos seus irmãos, seus filhos, suas filhas, pelas mulheres e pela casa de vocês.

15Quando os nossos inimigos ouviram que nós já sabíamos disso e que Deus tinha frustrado o plano deles, voltamos todos nós para a muralha, cada um à sua obra. 16Daquele dia em diante, metade dos meus homens trabalhava na obra, e a outra metade empunhava lanças, escudos, arcos e couraças; e os chefes estavam por trás de toda a casa de Judá 17que reconstruía a muralha. Os carregadores, que por si mesmos tomavam as cargas, cada um com uma das mãos fazia a obra e com a outra segurava a arma. 18Os construtores, cada um trazia a sua espada na cintura, enquanto construíam. O que tocava a trombeta estava ao meu lado. 19Eu disse aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo:

— Grande e extensa é a obra, e nós estamos espalhados na muralha, longe uns dos outros. 20No lugar em que ouvirem o som da trombeta, ali reúnam-se em volta de nós. O nosso Deus lutará por nós.

4.20
Êx 14.14
Dt 1.30

21Assim trabalhávamos na obra; e metade empunhava as lanças desde o raiar do dia até o anoitecer. 22Também nesse mesmo tempo eu disse ao povo:

— Cada um de vocês fique em Jerusalém com o seu servo, para que de noite nos sirvam de guarda e de dia trabalhem.

23Nem eu, nem os meus irmãos, nem os meus servos, nem os homens da guarda que me seguiam tirávamos as nossas roupas, nem mesmo para dormir; cada um se deitava com as armas à sua direita.