Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
6

Jesus é rejeitado em Nazaré

Mt 13.53-58; Lc 4.16-30

61Tendo saído dali, Jesus foi para a sua terra, e os seus discípulos o acompanharam. 2Chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga, e muitos, ouvindo-o, se maravilhavam, dizendo:

— De onde lhe vem tudo isso? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por suas mãos?

6.2
Mc 1.21-22
3Não é este o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, José, Judas e Simão? As suas irmãs não vivem aqui entre nós?

E escandalizavam-se por causa dele. 4Jesus, porém, lhes disse:

— Nenhum profeta é desprezado, a não ser na sua terra,

6.4
Jo 4.44
entre os seus parentes e na sua casa.

5Não pôde fazer ali nenhum milagre, a não ser curar uns poucos doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirava-se da incredulidade deles.

As instruções para os doze

Mt 10.1,5-15; Lc 9.1-6

Jesus percorria as aldeias vizinhas, ensinando. 7Chamou os doze e passou a enviá-los de dois em dois, dando-lhes autoridade sobre os espíritos imundos. 8Ordenou-lhes que não levassem nada para o caminho, exceto um bordão; nem pão, nem sacola, nem dinheiro; 9e que fossem calçados de sandálias e não usassem duas túnicas. 10E recomendou-lhes:

— Quando vocês entrarem numa casa, fiquem ali até saírem daquele lugar. 11Se em algum lugar não quiserem recebê-los nem ouvi-los, ao saírem dali sacudam o pó dos pés, em testemunho contra eles.

12Então, saindo eles, pregavam ao povo que se arrependesse. 13Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos enfermos, ungindo-os

6.13
Tg 5.14
com óleo.
6.7-13
Lc 10.1-12

A morte de João Batista

Mt 14.1-12; Lc 9.7-9

14Isto chegou aos ouvidos do rei Herodes, porque o nome de Jesus havia se tornado conhecido. E alguns diziam: “João Batista ressuscitou dentre os mortos e, por isso, forças miraculosas operam nele.” 15Outros diziam: “É Elias.” Ainda outros diziam: “É profeta como um dos antigos profetas.”

6.14-15
Mt 16.14
Mc 8.28
Lc 9.19

16Herodes, porém, ouvindo isto, disse:

— É João, a quem eu mandei decapitar, que ressuscitou.

17Porque o próprio Herodes havia mandado prender João e amarrá-lo na prisão, por causa de Herodias, mulher do seu irmão Filipe, com a qual Herodes havia casado. 18Pois João lhe dizia: “Você não tem o direito de viver com a mulher do seu irmão.”

6.18
Lv 18.16
20.21

19Herodias odiava João Batista e queria matá-lo, mas não conseguia fazer isso. 20Porque Herodes temia João, sabendo que era homem justo e santo, e o mantinha em segurança. E, quando o ouvia, ficava perplexo, embora gostasse de escutá-lo.

21Chegando uma ocasião favorável, em que Herodes, no dia do seu aniversário, deu um banquete às autoridades, aos oficiais militares e às pessoas importantes da Galileia, 22a filha de Herodias entrou no salão e, dançando, agradou a Herodes e aos seus convidados. Então o rei disse à jovem:

— Peça o que quiser, e eu lhe darei.

23E fez este juramento:

— O que você me pedir eu lhe darei, mesmo que seja a metade do meu reino.

6.23
Et 5.3,6
7.2

24Ela saiu e foi perguntar à mãe:

— O que pedirei?

A mãe respondeu:

— A cabeça de João Batista.

25No mesmo instante, voltando apressadamente para junto do rei, disse:

— Quero que, sem demora, o senhor me dê num prato a cabeça de João Batista.

26O rei ficou muito triste, mas, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, não quis negar o pedido da jovem. 27E, enviando logo o executor, mandou que lhe trouxessem a cabeça de João. Ele foi e o decapitou na prisão, 28e, trazendo a cabeça num prato, a entregou à jovem, e esta, por sua vez, a entregou à sua mãe. 29Os discípulos de João, logo que souberam disto, vieram, levaram o corpo dele e o colocaram num túmulo.

A primeira multiplicação de pães e peixes

Mt 14.13-21; Lc 9.10-17; Jo 6.1-14

30Os apóstolos voltaram à presença de Jesus e lhe relataram tudo o que tinham feito e ensinado. 31E ele lhes disse:

— Venham repousar um pouco, à parte, num lugar deserto.

Isto porque eles não tinham tempo nem para comer, visto serem muitos os que iam e vinham. 32Então foram de barco para um lugar deserto, à parte. 33Muitos, porém, os viram sair e, reconhecendo-os, correram para lá, a pé, de todas as cidades, e chegaram antes deles. 34Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque eram como ovelhas que não têm pastor.

6.34
Nm 27.17
1Rs 22.17
2Cr 18.16
Mt 9.36
E começou a ensinar-lhes muitas coisas.

35Como já era bastante tarde, os discípulos se aproximaram de Jesus e disseram:

— Este lugar é deserto, e já é bastante tarde. 36Mande essas pessoas embora, para que, indo pelos campos ao redor e pelas aldeias, comprem para si o que comer.

37Jesus, porém, lhes disse:

— Deem vocês mesmos de comer a eles.

Mas eles disseram:

— Iremos comprar duzentos denários6.37 Moeda romana de prata, que era o pagamento por um dia de trabalho de pão para lhes dar de comer?

38E Jesus lhes disse:

— Quantos pães vocês têm? Tratem de descobrir!

Eles foram se informar e responderam:

— Cinco pães e dois peixes.

39Então Jesus lhes ordenou que todos se assentassem, em grupos, sobre a relva verde. 40E eles o fizeram, repartindo-se em grupos de cem e de cinquenta. 41Jesus, pegando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos para o céu, os abençoou. Depois partiu os pães e os deu aos seus discípulos para que os distribuíssem. E também repartiu os dois peixes entre todos. 42Todos comeram e se fartaram, 43e ainda recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. 44Os que comeram os pães eram cinco mil homens.

Jesus anda sobre o mar

Mt 14.22-33; Jo 6.15-21

45Logo a seguir, Jesus fez com que os seus discípulos entrassem no barco e fossem adiante dele para o outro lado, para Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. 46E, tendo-os despedido, ele subiu ao monte para orar. 47Ao cair da tarde, o barco estava no meio do mar, e Jesus estava sozinho em terra. 48De madrugada, vendo que os discípulos remavam com dificuldade, porque o vento lhes era contrário, Jesus foi até onde eles estavam, andando sobre o mar; e queria passar adiante deles. 49Eles, porém, vendo-o andar sobre o mar, pensaram tratar-se de um fantasma e gritaram. 50Pois todos viram Jesus e ficaram apavorados. Mas Jesus imediatamente falou com eles e disse:

— Coragem! Sou eu. Não tenham medo!

51Então subiu no barco para estar com eles, e o vento cessou. Ficaram totalmente perplexos, 52porque não haviam compreendido o milagre dos pães, pois o coração deles estava endurecido.

Jesus cura em Genesaré

Mt 14.34-36

53Estando já no outro lado, chegaram à terra de Genesaré, onde atracaram. 54Saindo eles do barco, o povo logo reconheceu Jesus. 55E eles, percorrendo toda aquela região, começaram a trazer em leitos os enfermos e os levavam para onde ouviam que ele estava. 56Onde quer que ele entrasse, nas aldeias, cidades ou campos, punham os enfermos nas praças, pedindo-lhe que os deixasse tocar ao menos na borda da sua roupa. E todos os que tocavam nela ficavam curados.

7

Jesus e a tradição dos anciãos

Mt 15.1-20

71Os fariseus e alguns escribas, vindos de Jerusalém, reuniram-se em volta de Jesus. 2Eles viram que alguns dos discípulos de Jesus comiam pão com as mãos impuras, isto é, sem lavar. 3Porque os fariseus e todos os judeus, observando a tradição dos anciãos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos. 4Quando voltam da praça, não comem sem se lavar. E há muitas outras coisas que receberam para observar, como a lavagem de copos, jarros e vasos de metal e camas. 5Os fariseus e os escribas perguntaram a Jesus:

— Por que os seus discípulos não vivem conforme a tradição dos anciãos, mas comem com as mãos impuras?

6Jesus respondeu:

— Bem profetizou Isaías a respeito de vocês, hipócritas, como está escrito:

“Este povo me honra

com os lábios,

mas o seu coração

está longe de mim.

7E em vão me adoram,

ensinando doutrinas

que são preceitos humanos.”

7.6-7
Is 29.13

8— Rejeitando o mandamento de Deus, vocês guardam a tradição humana.

9E disse-lhes ainda:

— Vocês sempre encontram uma maneira de rejeitar o mandamento de Deus para guardarem a própria tradição. 10Pois Moisés disse: “Honre o seu pai e a sua mãe.”

7.10
Êx 20.12
Dt 5.16
E: “Quem maldisser o seu pai ou a sua mãe seja punido de morte.”
7.10
Êx 21.17
Lv 20.9
11Vocês, porém, dizem que, se alguém disser ao seu pai ou à sua mãe: “A ajuda que você poderia receber de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor”, 12então vocês o dispensam de fazer qualquer coisa em favor do seu pai ou da sua mãe, 13invalidando a palavra de Deus por meio da tradição que vocês mesmos passam de pai para filho. E fazem muitas outras coisas semelhantes.

14E, convocando outra vez a multidão, Jesus disse:

— Escutem todos e entendam: 15Não existe nada fora da pessoa que, entrando nela, possa contaminá-la; mas o que sai da pessoa é o que a contamina. 16[Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.]7.16 O texto entre colchetes se encontra apenas em manuscritos mais recentes

17Quando entrou em casa, deixando a multidão, os seus discípulos o interrogaram a respeito da parábola. 18Jesus lhes disse:

— Então vocês também não entendem? Não compreendem que tudo o que está fora da pessoa, entrando nela, não a pode contaminar, 19porque não entra no coração dela, mas no estômago, e depois é eliminado?

E, assim, Jesus considerou puros todos os alimentos. 20E dizia:

— O que sai da pessoa, isso é o que a contamina. 21Porque de dentro, do coração das pessoas, é que procedem os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os furtos, os homicídios, 22os adultérios, a avareza, as maldades, o engano, a libertinagem, a inveja, a blasfêmia, o orgulho, a falta de juízo.

7.22
Gl 5.19-21
23Todos estes males vêm de dentro e contaminam a pessoa.

A mulher siro-fenícia

Mt 15.21-28

24Levantando-se Jesus, saiu dali e foi para as terras de Tiro e Sidom. Tendo entrado numa casa, não queria que ninguém soubesse onde ele estava. No entanto, não pôde ocultar-se, 25porque uma mulher, cuja filhinha estava possuída de espírito imundo, logo ouviu falar a respeito de Jesus. Ela veio e se ajoelhou aos pés dele. 26Essa mulher era estrangeira, de origem siro-fenícia, e pedia a Jesus que expulsasse o demônio da sua filha. 27Mas Jesus lhe disse:

— Deixe primeiro que os filhos se fartem, porque não é correto pegar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos.

28A mulher respondeu a ele:

— Senhor, os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem das migalhas das crianças.

29Então Jesus disse à mulher:

— Por causa desta palavra, você pode ir; o demônio já saiu da sua filha.

30Quando a mulher voltou para casa, achou a menina sobre a cama, pois o demônio tinha saído dela.

A cura de um surdo e gago

31De novo, Jesus se retirou das terras de Tiro e foi por Sidom até o mar da Galileia, através do território de Decápolis. 32Então lhe trouxeram um surdo e gago e lhe suplicaram que impusesse as mãos sobre ele. 33Jesus, tirando-o da multidão, à parte, pôs os dedos nos ouvidos dele; depois, cuspindo, aplicou saliva na língua do homem. 34Então, erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse:

— Efatá! — que quer dizer: “Abra-se!”

35E logo os ouvidos do homem se abriram, e o empecilho da língua se soltou, e ele falava sem dificuldade. 36Jesus lhes ordenou que não contassem isso a ninguém; porém, quanto mais recomendava, tanto mais eles o divulgavam. 37Ficavam muito admirados, dizendo:

— Tudo ele tem feito muito bem; faz até os surdos ouvirem e os mudos falarem.

8

A segunda multiplicação de pães e peixes

Mt 15.32-39

81Naqueles dias, quando outra vez se reuniu grande multidão, e não tendo o que comer, Jesus chamou os discípulos e lhes disse:

2— Tenho compaixão desta gente, porque já faz três dias que eles estão comigo e não têm o que comer. 3Se eu os mandar para casa em jejum, desfalecerão pelo caminho; e alguns deles vieram de longe.

4Mas os discípulos lhe responderam:

— Como poderá alguém saciá-los de pão neste deserto?

5Então Jesus perguntou:

— Quantos pães vocês têm?

Eles responderam:

— Sete.

6Então mandou o povo assentar-se no chão. E, pegando os sete pães, partiu-os, após ter dado graças, e os deu aos seus discípulos, para que estes os distribuíssem, repartindo entre o povo. 7Tinham também alguns peixinhos. E, abençoando-os, mandou que estes igualmente fossem distribuídos. 8Comeram e se fartaram; e dos pedaços restantes recolheram sete cestos. 9Eram cerca de quatro mil homens. Então Jesus os despediu. 10Logo a seguir, tendo entrado no barco juntamente com os seus discípulos, foi para a região de Dalmanuta.

O pedido por um sinal

Mt 16.1-4

11Os fariseus chegaram e começaram a discutir com Jesus. E, tentando-o, pediram-lhe um sinal vindo do céu.

8.11
Jo 4.48
1Co 1.22
12Jesus, porém, arrancou do íntimo do seu espírito um gemido e disse:

— Por que esta geração pede um sinal? Em verdade lhes digo que nenhum sinal será dado a esta geração.

13E, deixando-os, tornou a embarcar e foi para o outro lado.

8.11-13
Mt 12.38-42
Lc 11.29-32

O fermento dos fariseus e o fermento de Herodes

Mt 16.5-12

14Ora, os discípulos se esqueceram de levar pão e, no barco, não tinham consigo senão um só. 15Jesus os preveniu, dizendo:

— Fiquem atentos e tomem cuidado com o fermento dos fariseus

8.15
Lc 12.1
e com o fermento de Herodes.

16E eles começaram a discutir entre si, dizendo:

— Ele diz isso porque não temos pão.

17Jesus percebeu isso e perguntou:

— Por que vocês estão discutindo sobre o fato de não terem pão? Vocês ainda não percebem nem compreendem? Têm o coração endurecido? 18Tendo olhos,

8.18
Jr 5.21
não veem? E, tendo ouvidos, não ouvem? Não se lembram 19de quando parti os cinco pães para os cinco mil, quantos cestos cheios de pedaços vocês recolheram?

Eles responderam:

— Doze!

20— E de quando parti os sete pães para os quatro mil, quantos cestos cheios de pedaços vocês recolheram?

Responderam:

— Sete!

21Ao que Jesus lhes disse:

— Vocês ainda não compreendem?

A cura de um cego em Betsaida

22Então chegaram a Betsaida. E lhe trouxeram um cego e pediram a Jesus que tocasse nele. 23Jesus, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia. Então cuspiu nos olhos do homem e, impondo-lhe as mãos, perguntou:

— Você vê alguma coisa?

24O homem, recuperando a visão, respondeu:

— Vejo pessoas, mas elas parecem árvores que andam.

25Então Jesus novamente pôs as mãos sobre os olhos dele. E o homem, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e distinguia tudo de modo perfeito. 26E Jesus o mandou para casa, recomendando-lhe:

— Não entre na aldeia.

A confissão de Pedro

Mt 16.13-20; Lc 9.18-21

27Então Jesus e os seus discípulos foram para as aldeias de Cesareia de Filipe. No caminho, perguntou-lhes:

— Quem os outros dizem que eu sou?

28Os discípulos responderam:

8.28
Mc 6.14-15
Lc 9.7-8

— Uns dizem que é João Batista; outros dizem que é Elias; e ainda outros dizem que é um dos profetas.

29Então Jesus perguntou:

— E vocês, quem dizem que eu sou?

Respondendo, Pedro

8.29
Jo 6.68-69
lhe disse:

— O senhor é o Cristo.

30Então Jesus os advertiu de que a ninguém dissessem tal coisa a seu respeito.

Jesus prediz a sua morte e ressurreição

Mt 16.21-23; Lc 9.22

31Então Jesus começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse. 32E isto ele expunha claramente. Então Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo. 33Mas Jesus, voltando-se e vendo os seus discípulos, repreendeu Pedro e disse:

— Saia da minha frente, Satanás! Porque você não leva em consideração as coisas de Deus, e sim as dos homens.

Tome a sua cruz

Mt 16.24-28; Lc 9.23-27

34Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, Jesus lhes disse:

— Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.

8.34
Mt 10.38
Lc 14.27
35Pois quem quiser salvar a sua vida
8.35
Mt 10.39
Lc 17.33
Jo 12.25
a perderá; e quem perder a vida por minha causa e por causa do evangelho, esse a salvará. 36De que adianta uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? 37Que daria uma pessoa em troca de sua alma? 38Pois quem, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória do seu Pai com os santos anjos.