Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
1

A pregação de João Batista

Mt 3.1-12; Lc 3.1-9,15-17; Jo 1.19-28

11Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. 2Como está escrito na profecia de Isaías:

“Eis que envio o meu mensageiro

adiante de você,

o qual preparará o seu caminho.

1.2
Ml 3.1

3Voz do que clama no deserto:

Preparem o caminho do Senhor,

endireitem as suas veredas.”

1.3
Is 40.3

4E foi assim que João Batista apareceu no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados. 5E toda a região da Judeia e todos os moradores de Jerusalém iam até ele. E, confessando os seus pecados, eram batizados por ele no rio Jordão. 6A roupa de João era feita de pelos de camelo.

1.6
2Rs 1.8
Ele usava um cinto de couro e se alimentava de gafanhotos
1.6
Lv 11.22
e mel silvestre.

7E João pregava, dizendo:

— Depois de mim vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de, curvando-me, desamarrar as correias das suas sandálias. 8Eu batizei vocês com1.8 Ou em água; ele, porém, os batizará com o Espírito Santo.

O batismo de Jesus

Mt 3.13-17; Lc 3.21-22

9Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi batizado por João no rio Jordão. 10Logo ao sair da água, Jesus viu os céus se abrindo e o Espírito descendo como pomba sobre ele.

1.10
Jo 1.32
11Então veio uma voz dos céus, que dizia:

— Você é o meu Filho amado;

1.11
Mt 12.18
17.5
Mc 9.7
Lc 9.35
em você me agrado.
1.11
Is 42.1

A tentação de Jesus

Mt 4.1-11; Lc 4.1-13

12E logo o Espírito conduziu Jesus ao deserto, 13onde ficou durante quarenta dias, sendo tentado por Satanás.

1.13
Hb 4.15
Estava com as feras, e os anjos o serviam.

O começo do ministério na Galileia

Mt 4.12-17; Lc 4.14-15

14Depois de João ter sido preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o evangelho de Deus. 15Ele dizia:

— O tempo está cumprido, e o Reino de Deus

1.15
Dn 2.44
Mt 3.2
está próximo; arrependam-se e creiam no evangelho.

Jesus chama quatro pescadores

Mt 4.18-22; Lc 5.1-11

16Caminhando junto ao mar da Galileia, Jesus viu os irmãos Simão e André, que lançavam a rede ao mar, porque eram pescadores. 17Jesus lhes disse:

— Venham comigo, e eu farei com que sejam pescadores de gente.

18Então eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram. 19Pouco mais adiante, Jesus viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco consertando as redes, 20e logo os chamou. E eles seguiram Jesus, deixando o seu pai Zebedeu no barco com os empregados.

A cura de um endemoniado em Cafarnaum

Lc 4.31-37

21Depois, entraram em Cafarnaum, e, logo no sábado, Jesus foi ensinar na sinagoga. 22E maravilhavam-se

1.22
Mt 7.28-29
com a sua doutrina, porque os ensinava como alguém que tem autoridade e não como os escribas. 23E logo apareceu na sinagoga um homem possuído de espírito imundo, o qual gritou:

24— O que você quer conosco, Jesus Nazareno? Você veio para nos destruir? Sei muito bem quem você é: o Santo de Deus!

25Mas Jesus o repreendeu, dizendo:

— Cale-se e saia desse homem.

26Então o espírito imundo, agitando-o violentamente e gritando em alta voz, saiu dele. 27Todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si:

— Que é isto? Uma nova doutrina! Com autoridade ele ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!

28E a fama de Jesus se espalhou depressa em todas as direções, por toda a região da Galileia.

A cura da sogra de Pedro

Mt 8.14-15; Lc 4.38-39

29E, saindo da sinagoga, foram, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama, com febre; e logo deram essa notícia a Jesus. 31Então, aproximando-se, Jesus pegou na mão dela e fez com que ela se levantasse. A febre a deixou, e ela passou a servi-los.

Muitas outras curas

Mt 8.16-17; Lc 4.40-41

32À tarde, depois do pôr do sol, trouxeram a Jesus todos os enfermos e endemoniados. 33Toda a cidade estava reunida à porta da casa. 34E ele curou muitos que se achavam doentes de todo tipo de enfermidades. Também expulsou muitos demônios, não lhes permitindo que falassem, porque sabiam quem ele era.

Jesus prega nas sinagogas

Lc 4.42-44

35Tendo-se levantado de madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus saiu e foi para um lugar deserto, e ali orava. 36Simão e os que estavam com ele procuraram Jesus por toda parte. 37Quando o encontraram, lhe disseram:

— Todos estão à sua procura.

38Jesus, porém, lhes disse:

— Vamos a outros lugares, aos povoados vizinhos, a fim de que eu pregue também ali, pois foi para isso que eu vim.

39Então ele foi por toda a Galileia,

1.39
Mt 4.23
9.35
pregando nas sinagogas deles e expulsando os demônios.

A cura de um leproso

Mt 8.1-4; Lc 5.12-16

40Um leproso se aproximou de Jesus e lhe pediu, de joelhos:

— Se o senhor quiser, pode me purificar.

41E Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou nele e disse:

— Quero, sim. Fique limpo!

42No mesmo instante, a lepra desapareceu dele, e ele ficou limpo. 43E, advertindo-o severamente, logo o despediu. 44E lhe disse:

— Olhe! Não conte nada a ninguém, mas vá, apresente-se ao sacerdote e ofereça,

1.44
Lv 14.1-32
pela sua purificação, o sacrifício que Moisés ordenou, para servir de testemunho ao povo.

45Mas, tendo ele saído, começou a proclamar muitas coisas e a divulgar a notícia, a ponto de Jesus não poder mais entrar publicamente em nenhuma cidade. Por isso, permanecia fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham ao encontro dele.

2

A cura de um paralítico em Cafarnaum

Mt 9.1-8; Lc 5.17-26

21Dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum, e logo se ouviu dizer que ele estava em casa. 2Muitos se reuniram ali, a ponto de não haver lugar nem mesmo junto à porta. E Jesus anunciava-lhes a palavra. 3Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4E, não podendo aproximar-se de Jesus, por causa da multidão, removeram o telhado no ponto correspondente ao lugar onde Jesus se encontrava e, pela abertura, desceram o leito em que o paralítico estava deitado. 5Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico:

— Filho, os seus pecados estão perdoados.

6Alguns escribas estavam sentados ali e pensavam em seu coração:

7— Como ele se atreve a falar assim? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, a não ser um, que é Deus?

8E Jesus, percebendo imediatamente em seu espírito que eles assim pensavam, disse-lhes:

— Por que vocês estão pensando essas coisas em seu coração? 9O que é mais fácil? Dizer ao paralítico: “Os seus pecados estão perdoados”, ou dizer: “Levante-se, tome o seu leito e ande”? 10Mas isto é para que vocês saibam que o Filho do Homem tem autoridade sobre a terra para perdoar pecados.

E disse ao paralítico:

11— Eu digo a você: Levante-se, pegue o seu leito e vá para casa.

12Ele se levantou e, no mesmo instante, pegando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de todos se admirarem e darem glória a Deus, dizendo:

— Jamais vimos coisa assim!

O chamado de Levi

Mt 9.9-13; Lc 5.27-32

13De novo, Jesus foi para junto do mar, e toda a multidão vinha ao encontro dele, e ele os ensinava. 14Quando ia passando, viu Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria e lhe disse:

— Siga-me!

Ele se levantou e o seguiu.

15Achando-se Jesus à mesa, na casa de Levi, estavam junto com ele e com os seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque estes eram muitos e também o seguiam. 16Os escribas dos fariseus, vendo Jesus comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos dele:

— Por que ele come e bebe com os publicanos e pecadores?

17Tendo ouvido isto, Jesus lhes respondeu:

— Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; eu não vim chamar justos, e sim pecadores.

2.17
1Tm 1.15

A questão do jejum

Mt 9.14-17; Lc 5.33-39

18Ora, os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando. Algumas pessoas foram perguntar a Jesus:

— Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, mas os seus discípulos não jejuam?

19Jesus respondeu:

— Como podem os convidados para o casamento jejuar enquanto o noivo está com eles? Durante o tempo em que o noivo estiver presente, não podem jejuar. 20No entanto, virão dias em que o noivo lhes será tirado, e então, naquele dia, eles vão jejuar. 21Ninguém costura um remendo de pano novo em roupa velha; porque o remendo novo tira um pedaço da roupa velha, e o buraco fica ainda maior. 22E ninguém põe vinho novo em odres2.22 Vasilha de couro para transportar líquidos velhos, porque, se fizer isso, o vinho romperá os odres e se perdem tanto o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos.

Jesus é senhor do sábado

Mt 12.1-8; Lc 6.1-5

23Aconteceu que, num sábado, Jesus atravessava as searas,2.23 Plantações de cereais e os seus discípulos, ao passar, começaram a colher espigas.

2.23
Dt 23.25
24Então os fariseus disseram a Jesus:

— Olhe! Por que eles estão fazendo o que não é lícito aos sábados?

25Ele lhes respondeu:

— Vocês nunca leram o que Davi fez quando se viu em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros? 26Como entrou na Casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu os pães da proposição, os quais só aos sacerdotes era lícito comer,

2.26
Lv 24.9
e ainda deu esses pães aos seus companheiros?
2.25-26
1Sm 21.1-6

27E Jesus acrescentou:

— O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. 28Assim, o Filho do Homem é senhor também do sábado.

3

O homem da mão ressequida

Mt 12.9-14; Lc 6.6-11

31De novo, Jesus entrou na sinagoga. E estava ali um homem que tinha uma das mãos ressequida. 2E estavam observando Jesus para ver se curaria aquele homem no sábado, a fim de o acusarem. 3Jesus disse ao homem da mão ressequida:

— Venha aqui para o meio!

4Então lhes perguntou:

— É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixar morrer?

Mas eles ficaram em silêncio. 5Então Jesus, olhando em volta, indignado e entristecido com a dureza de coração daquelas pessoas, disse ao homem:

— Estenda a mão.

O homem estendeu a mão, e ela lhe foi restaurada. 6Os fariseus saíram dali e, com os herodianos, logo começaram a conspirar contra Jesus, procurando ver como o matariam.

3.6
Mc 11.18

Jesus cura muitos à beira-mar

7Jesus se retirou com os seus discípulos para o mar. Uma grande multidão o seguia. Eram pessoas que tinham vindo da Galileia, da Judeia, 8de Jerusalém, da Idumeia, do outro lado do Jordão e dos arredores de Tiro e de Sidom, porque ouviam falar das coisas que Jesus fazia. 9Então recomendou aos seus discípulos que sempre lhe tivessem pronto um barquinho, por causa da multidão, a fim de não o apertarem. 10Pois curava muitas pessoas, de modo que todos os que tinham alguma enfermidade se esforçavam para chegar perto, a fim de poderem tocar nele.

3.9-10
Mc 4.1
Lc 5.1-3
11Também os espíritos imundos, quando o viam, prostravam-se diante dele e gritavam:

— Você é o Filho de Deus!

12Mas Jesus lhes advertia severamente que não o expusessem à publicidade.

Os doze apóstolos

Mt 10.1-4; Lc 6.12-16

13Depois, Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis, e vieram para junto dele. 14Então designou doze, aos quais chamou de apóstolos, para estarem com ele e para os enviar a pregar 15e a exercer a autoridade de expulsar demônios. 16Eis os doze que designou: Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro; 17Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer “filhos do trovão”; 18André, Filipe, Bartolomeu, Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu; Tadeu; Simão, o Zelote; 19e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu.

3.19
Mc 14.10

Jesus e Belzebu

Mt 12.22-32; Lc 11.14-23; 12.10

20Então Jesus foi para casa. E outra vez se ajuntou uma multidão, de tal modo que nem podiam comer.

3.20
Mc 6.31
21E, quando os parentes de Jesus ouviram isto, saíram para prendê-lo, porque diziam:

— Está fora de si.

3.21
Jo 10.20

22Os escribas, que tinham vindo de Jerusalém, diziam:

— Ele está possuído de Belzebu.

3.22
Mt 9.34
10.25
Ele expulsa os demônios pelo poder do maioral dos demônios.

23Então, convocando-os, Jesus lhes disse, por meio de parábolas:

— Como pode Satanás expulsar Satanás? 24Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode subsistir. 25Se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir. 26Se Satanás se levantou contra si mesmo e está dividido, não pode subsistir; é o seu fim. 27Ninguém pode entrar na casa do valente para roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo; e só então saqueará a casa dele. 28Em verdade lhes digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. 29Mas aquele que blasfemar

3.29
Mt 12.32
Lc 12.10
contra o Espírito Santo nunca terá perdão, visto que é réu de pecado eterno.

30Jesus disse isto porque diziam: “Está possuído de um espírito imundo.”

A mãe e os irmãos de Jesus

Mt 12.46-50; Lc 8.19-21

31Nisto, chegaram a mãe e os irmãos de Jesus e, tendo ficado do lado de fora, mandaram chamá-lo. 32Muita gente estava sentada ao redor de Jesus, e alguns lhe disseram:

— Olhe, a sua mãe, os seus irmãos e as suas irmãs estão lá fora, procurando o senhor.

33Então Jesus perguntou:

— Quem é a minha mãe e quem são os meus irmãos?

34E, olhando em volta para os que estavam sentados ao seu redor, disse:

— Eis minha mãe e meus irmãos. 35Portanto, aquele que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.