Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
14

O plano para matar Jesus

Mt 26.1-5; Lc 22.1-2; Jo 11.45-53

141Dois dias depois seria celebrada a Páscoa e a Festa dos Pães sem Fermento. Os principais sacerdotes e os escribas procuravam uma forma de prender Jesus, à traição, para matá-lo. 2Pois diziam:

— Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.

Jesus é ungido em Betânia

Mt 26.6-13; Jo 12.1-8

3Quando Jesus estava em Betânia, fazendo uma refeição na casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, trazendo um frasco feito de alabastro com um perfume muito valioso, de nardo puro; e, quebrando o frasco, derramou o perfume sobre a cabeça de Jesus. 4Alguns dos que estavam ali ficaram indignados e diziam entre si:

— Para que este desperdício de perfume? 5Este perfume poderia ter sido vendido por mais de trezentos denários,14.5 Moeda romana de prata, que era o pagamento por um dia de trabalho para ser dado aos pobres.

E murmuravam contra ela. 6Mas Jesus disse:

— Deixem a mulher em paz! Por que vocês a estão incomodando? Ela praticou uma boa ação para comigo. 7Porque os pobres estarão sempre com vocês, e, quando quiserem, podem fazer-lhes o bem, mas a mim vocês nem sempre terão. 8Ela fez o que pôde: ungiu o meu corpo antecipadamente para a sepultura. 9Em verdade lhes digo que, onde for pregado em todo o mundo o evangelho, também será contado o que ela fez, para memória dela.

O pacto da traição

Mt 26.14-16; Lc 22.3-6

10E Judas Iscariotes, um dos doze, foi falar com os principais sacerdotes, para lhes entregar Jesus. 11Eles, ouvindo isto, se alegraram e prometeram dar dinheiro a ele; nesse meio-tempo, Judas buscava uma boa ocasião para entregar Jesus.

Os discípulos preparam a Páscoa

Mt 26.17-19; Lc 22.7-13

12E, no primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento,

14.12
Êx 12.1-27
quando se fazia o sacrifício do cordeiro pascal, os discípulos de Jesus lhe perguntaram:

— Onde quer que façamos os preparativos para que o senhor possa comer a Páscoa?

13Então Jesus enviou dois dos seus discípulos, dizendo-lhes:

— Vão até a cidade. Ali, um homem trazendo um cântaro de água sairá ao encontro de vocês. 14Sigam esse homem e digam ao dono da casa em que ele entrar que o Mestre pergunta: “Onde fica o meu aposento no qual comerei a Páscoa com os meus discípulos?” 15E ele lhes mostrará um espaçoso cenáculo14.15 Lit., sala no andar superior mobiliado e pronto; ali façam os preparativos.

16Os discípulos saíram, foram à cidade e, achando tudo como Jesus lhes tinha dito, prepararam a Páscoa.

O traidor é indicado

Mt 26.20-25; Lc 22.21-23; Jo 13.21-30

17Ao cair da tarde, Jesus chegou com os doze. 18Quando estavam à mesa e comiam, Jesus disse:

— Em verdade lhes digo que um de vocês, o que come comigo, vai me trair.

19E eles começaram a entristecer-se e a perguntar-lhe, um por um:

— Por acaso seria eu?

20Jesus respondeu:

— É um dos doze, o que comigo põe a mão no prato. 21Pois o Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito;

14.21
Sl 41.9
mas ai daquele por quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor seria para ele se nunca tivesse nascido!

A Ceia do Senhor

Mt 26.26-30; Lc 22.14-20; 1Co 11.23-25

22E, enquanto comiam, Jesus pegou um pão e, abençoando-o, o partiu e lhes deu, dizendo:

— Tomem; isto é o meu corpo.

23A seguir, Jesus pegou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos seus discípulos; e todos beberam dele. 24Então lhes disse:

— Isto é o meu sangue,

14.24
Êx 24.6-8
o sangue da aliança,
14.24
Jr 31.31-34
derramado em favor de muitos. 25Em verdade lhes digo que nunca mais beberei do fruto da videira, até aquele dia em que beberei o vinho novo, no Reino de Deus.

26E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.

Pedro é avisado

Mt 26.31-35; Lc 22.31-34; Jo 13.36-38

27E Jesus disse aos discípulos:

— Serei uma pedra de tropeço para todos vocês, porque está escrito: “Ferirei o pastor, e as ovelhas ficarão dispersas.”

14.27
Zc 13.7
28Mas, depois da minha ressurreição, irei adiante de vocês para a Galileia.
14.28
Mt 28.16

29Então Pedro disse a Jesus:

— Ainda que o senhor venha a ser um tropeço para todos, não o será para mim!

30Mas Jesus lhe disse:

— Em verdade lhe digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, você me negará três vezes.

31Mas Pedro insistia com mais veemência:

— Ainda que me seja necessário morrer com o senhor, de modo nenhum o negarei.

E todos os outros diziam a mesma coisa.

Jesus no Getsêmani

Mt 26.36-46; Lc 22.39-46

32Então foram a um lugar chamado Getsêmani. Ali, Jesus disse aos seus discípulos:

— Sentem-se aqui, enquanto eu vou orar.

33E, levando consigo Pedro, Tiago e João, começou a sentir-se tomado de pavor e de angústia. 34E lhes disse:

— A minha alma está profundamente triste até a morte;

14.34
Jo 12.27
fiquem aqui e vigiem.

35E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora. 36E dizia:

— Aba,14.36 Termo aramaico para Pai Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice! Porém não seja o que eu quero, e sim o que tu queres.

14.36
Jo 6.38

37E, voltando, achou-os dormindo. E disse a Pedro:

— Simão, você está dormindo? Não conseguiu vigiar nem uma hora? 38Vigiem e orem, para que não caiam em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.

39Retirando-se de novo, orou repetindo as mesmas palavras. 40E voltando, achou-os outra vez dormindo, porque os olhos deles estavam pesados; e não sabiam o que lhe responder. 41E, quando voltou pela terceira vez, Jesus lhes disse:

— Vocês ainda estão dormindo e descansando! Basta! Chegou a hora; o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores. 42Levantem-se, vamos embora! Eis que o traidor se aproxima.

Jesus é preso

Mt 26.47-56; Lc 22.47-53; Jo 18.1-12

43E logo, enquanto Jesus ainda falava, chegou Judas, um dos doze, e, com ele, uma multidão com espadas e porretes, vinda da parte dos principais sacerdotes, escribas e anciãos. 44Ora, o traidor tinha dado a eles um sinal: “Aquele que eu beijar, é esse; prendam e levem-no com segurança.” 45E logo que chegou, aproximando-se de Jesus, Judas disse:

— Mestre!14.45 Lit., Rabi

E o beijou. 46Então eles agarraram Jesus e o prenderam. 47Nisto, um dos que estavam ali, sacando da espada, feriu o servo do sumo sacerdote e cortou-lhe a orelha. 48Jesus lhes disse:

— Vocês vieram com espadas e porretes para prender-me, como se eu fosse um salteador? 49Todos os dias eu estava com vocês no templo, ensinando,

14.49
Lc 19.47
21.37
e vocês não me prenderam; mas isto é para que se cumprissem as Escrituras.

50Então todos o deixaram e fugiram.

Jesus seguido por um jovem

51Um jovem, coberto unicamente com um lençol, seguia Jesus. Eles o agarraram, 52mas ele largou o lençol e fugiu nu.

Jesus diante do Sinédrio

Mt 26.57-68; Lc 22.54-55,63-71; Jo 18.12-14,19-24

53E levaram Jesus ao sumo sacerdote, e então se reuniram todos os principais sacerdotes, os anciãos e os escribas.

54Pedro seguiu Jesus de longe até o interior do pátio do sumo sacerdote e estava assentado entre os servos, aquentando-se ao fogo. 55E os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho contra Jesus para o condenar à morte, mas não achavam nada. 56Pois muitos testemunhavam falsamente contra Jesus, mas os depoimentos não eram coerentes. 57E, levantando-se alguns, testemunhavam falsamente, dizendo:

58— Nós o ouvimos declarar: “Eu destruirei este santuário edificado por mãos humanas e, em três dias, construirei outro, não por mãos humanas.”

14.58
Jo 2.19

59Nem assim o testemunho deles era coerente. 60E, levantando-se o sumo sacerdote, no meio, perguntou a Jesus:

— Você não diz nada em resposta ao que estes depõem contra você?

61Jesus, porém, guardou silêncio e nada respondeu. O sumo sacerdote tornou a interrogá-lo:

— Você é o Cristo, o Filho do Deus Bendito?

62Jesus respondeu:

— Eu sou, e vocês verão o Filho do Homem

14.62
Dn 7.13
sentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu.

63O sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse:

— Por que ainda precisamos de testemunhas? 64Vocês ouviram a blasfêmia. Qual é o parecer de vocês?

E todos o julgaram réu de morte.

14.64
Lv 24.16
65Alguns começaram a cuspir nele, a cobrir-lhe o rosto, a bater nele e a dizer-lhe:

— Profetize!

E os guardas davam-lhe bofetadas.

Pedro nega Jesus

Mt 26.69-75; Lc 22.55-62; Jo 18.15-18,25-27

66Estando Pedro embaixo no pátio, veio uma das empregadas do sumo sacerdote 67e, vendo Pedro, que se aquecia, fixou os olhos nele e disse:

— Você também estava com Jesus, o Nazareno.

68Mas ele negou, dizendo:

— Não o conheço, nem compreendo o que você está falando.

E saiu para o pórtico. E o galo cantou. 69E a empregada, vendo-o, tornou a dizer aos que estavam ali:

— Este é um deles.

70Mas ele negou outra vez. E, pouco depois, os que estavam ali disseram outra vez a Pedro:

— Com certeza você é um deles, porque também é galileu.

71Ele, porém, começou a praguejar e a jurar:

— Não conheço esse homem de quem vocês estão falando!

72E no mesmo instante o galo cantou pela segunda vez. Então Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe tinha dito: “Antes que o galo cante duas vezes, você me negará três vezes.” E, caindo em si, começou a chorar.

15

Jesus diante de Pilatos

Mt 27.1-2,11-14; Lc 23.1-5; Jo 18.28-38a

151Logo pela manhã, os principais sacerdotes entraram em conselho com os anciãos, os escribas e todo o Sinédrio; e, amarrando Jesus, levaram-no e o entregaram a Pilatos. 2Pilatos perguntou:

— Você é o rei dos judeus?

Jesus respondeu:

— O senhor está dizendo isso.

3E os principais sacerdotes o acusavam de muitas coisas. 4Então Pilatos tornou a perguntar:

— Você não vai responder nada? Veja quantas acusações fazem contra você!

5Jesus, porém, não disse mais nada, a ponto de Pilatos muito se admirar.

Jesus é condenado à morte

Mt 27.15-26; Lc 23.13-25; Jo 18.38b—19.16

6Ora, por ocasião da festa, era costume soltar ao povo um dos presos, aquele que eles pedissem. 7Havia um, chamado Barrabás, preso com rebeldes, os quais em um tumulto haviam cometido homicídio. 8Vindo a multidão, começou a pedir que Pilatos lhes fizesse como de costume. 9E Pilatos lhes respondeu, dizendo:

— Vocês querem que eu lhes solte o rei dos judeus?

10Pois ele bem percebia que era por inveja que os principais sacerdotes lhe haviam entregado Jesus. 11Mas os principais sacerdotes incitaram a multidão no sentido de que lhes soltasse, de preferência, Barrabás.

15.11
At 3.14
12E Pilatos lhes perguntou:

— O que, então, vocês querem que eu faça com este a quem vocês chamam de rei dos judeus?

13Eles gritaram:

— Crucifique-o!

14Mas Pilatos lhes disse:

— Que mal fez ele?

Porém eles gritavam cada vez mais:

— Crucifique-o!

15Então Pilatos, querendo contentar a multidão, lhes soltou Barrabás. E, depois de mandar açoitar Jesus, entregou-o para ser crucificado.

Os soldados zombam de Jesus

Mt 27.27-31; Jo 19.2-3

16Então os soldados levaram Jesus para dentro do palácio, que é o Pretório, e reuniram toda a tropa. 17Vestiram Jesus com um manto púrpura e, tecendo uma coroa de espinhos, a puseram na cabeça dele. 18E o saudavam, dizendo:

— Salve, rei dos judeus!

19Batiam na cabeça dele com um caniço, cuspiam nele e, pondo-se de joelhos, o adoravam. 20Depois de terem zombado dele, tiraram-lhe o manto púrpura e o vestiram com as suas próprias roupas. Então conduziram Jesus para fora a fim de o crucificarem.

A crucificação de Jesus

Mt 27.32-44; Lc 23.26-43; Jo 19.17-27

21E obrigaram Simão Cireneu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo,

15.21
Rm 16.13
a carregar a cruz de Jesus.

22E levaram Jesus para o Gólgota, que quer dizer “Lugar da Caveira”. 23Quiseram dar-lhe para beber vinho misturado com mirra,15.23 Remédio que, misturado com vinho, servia como calmante mas Jesus não aceitou. 24Então o crucificaram e repartiram entre si as roupas dele,

15.24
Sl 22.18
tirando a sorte, para ver o que cada um levaria. 25Eram nove horas da manhã quando o crucificaram. 26E a inscrição com a acusação contra ele dizia: “O Rei dos Judeus”. 27Com ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda. 28[E cumpriu-se a Escritura que diz: “Com malfeitores foi contado.”
15.28
Is 53.12
]15.28 O texto entre colchetes se encontra apenas em manuscritos mais recentes

29Os que iam passando blasfemavam contra ele, balançando a cabeça

15.29
Sl 22.7
109.25
e dizendo:

— Ah! Você que destrói o santuário

15.29
Mc 14.58
Jo 2.19
e em três dias o reedifica! 30Salve a si mesmo, descendo da cruz!

31De igual modo, os principais sacerdotes com os escribas, zombando, diziam entre si:

— Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar. 32Que o Cristo, o rei de Israel, desça agora da cruz para que vejamos e creiamos.

Também os que com ele foram crucificados o insultavam.

A morte de Jesus

Mt 27.45-56; Lc 23.44-49; Jo 19.28-30

33Chegado o meio-dia, houve trevas sobre toda a terra até as três horas da tarde. 34E às três horas, Jesus clamou em alta voz:

— Eloí, Eloí, lemá sabactani? — Isso quer dizer: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”

15.34
Sl 22.1

35E alguns dos que estavam ali, ouvindo isto, diziam:

— Vejam! Ele chama por Elias!

36E um deles correu para embeber uma esponja em vinagre

15.36
Sl 69.21
e, colocando-a na ponta de um caniço, deu-lhe de beber, dizendo:

— Esperem! Vejamos se Elias vem tirá-lo!

37Mas Jesus, dando um forte grito, expirou. 38E o véu

15.38
Êx 26.31-33
do santuário se rasgou em duas partes, de alto a baixo. 39O centurião que estava em frente de Jesus, vendo que assim havia expirado, disse:

— Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus.

40Estavam também ali algumas mulheres, observando de longe. Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e ainda Salomé. 41Quando Jesus estava na Galileia, essas mulheres o acompanhavam e serviam. E, além destas, havia muitas outras que tinham ido com ele para Jerusalém.

15.40-41
Lc 8.2-3

O sepultamento de Jesus

Mt 27.57-61; Lc 23.50-56; Jo 19.38-42

42Ao cair da tarde, por ser o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, 43José de Arimateia, ilustre membro do Sinédrio, que também esperava o Reino de Deus, dirigiu-se ousadamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. 44Mas Pilatos admirou-se de que ele já tivesse morrido. E, tendo chamado o centurião, perguntou-lhe se havia muito que Jesus tinha morrido. 45Após certificar-se, pela informação do comandante, cedeu o corpo a José. 46Este, baixando o corpo da cruz, envolveu-o num lençol que tinha comprado e o depositou num túmulo que tinha sido aberto numa rocha; e rolou uma pedra para a entrada do túmulo. 47Maria Madalena e Maria, mãe de José, observaram onde ele foi posto.

16

A ressurreição de Jesus

Mt 28.1-8; Lc 24.1-12; Jo 20.1-10

161Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram óleos aromáticos para ungir o corpo de Jesus. 2E, bem cedo, no primeiro dia da semana, ao nascer do sol, foram ao túmulo. 3Diziam umas às outras:

— Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo?

4E, olhando, viram que a pedra já estava removida. É que a pedra era muito grande. 5Entrando no túmulo, viram um jovem sentado ao lado direito, vestido de branco, e ficaram atemorizadas. 6Ele, porém, lhes disse:

— Não tenham medo! Vocês procuram Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não está aqui; vejam o lugar onde o tinham colocado. 7Mas vão e digam aos discípulos dele e a Pedro que ele vai adiante de vocês para a Galileia;

16.7
Mt 26.32
Mc 14.28
lá vocês o verão, como ele disse.

8E, saindo elas, fugiram do sepulcro, porque estavam tomadas de temor e assombro. E não contaram nada a ninguém, porque estavam com medo.

Jesus aparece a Maria Madalena

Mt 28.9-10; Jo 20.11-18

9[Havendo Jesus ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios. 10E, partindo ela, foi anunciá-lo àqueles que, tendo sido companheiros de Jesus, estavam tristes e choravam.

11Estes, ouvindo que ele vivia e que tinha sido visto por ela, não acreditaram.

Jesus aparece a dois discípulos

Lc 24.13-35

12Depois disso, Jesus manifestou-se em outra forma a dois deles que estavam a caminho do campo. 13E, indo, eles o anunciaram aos demais, mas também a estes dois eles não deram crédito.

A ordem para a evangelização

Mt 28.16-20; Lc 24.36-49; Jo 20.19-23; At 1.6-8

14Finalmente, Jesus apareceu aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e a dureza de coração, porque não deram crédito aos que o tinham visto já ressuscitado. 15E disse-lhes:

— Vão por todo o mundo

16.15
Mt 28.19
At 1.8
e preguem o evangelho a toda criatura. 16Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. 17Estes sinais acompanharão aqueles que creem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; 18pegarão em serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados.

A ascensão de Jesus

Lc 24.50-53; At 1.9-11

19De fato, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e sentou-se à direita de Deus. 20E eles foram e pregaram por toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam.]16.9-20 O texto entre colchetes se encontra apenas em manuscritos mais recentes