Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
12

A parábola dos lavradores maus

Mt 21.33-46; Lc 20.9-19

121Depois Jesus começou a falar-lhes por parábola:

— Um homem plantou uma vinha.

12.1
Is 5.1-2
Pôs uma cerca em volta dela, construiu um lagar,12.1 Tanque para pisar as uvas e fazer suco e vinho edificou uma torre e arrendou a vinha a uns lavradores. Depois, ausentou-se do país. 2No tempo da colheita, mandou um servo para que recebesse dos lavradores a sua parte dos frutos da vinha. 3Mas os lavradores o agarraram, espancaram e o despacharam de mãos vazias. 4De novo, enviou-lhes outro servo, e eles bateram na cabeça dele e o insultaram. 5Mandou ainda outro servo, e a este mataram. Muitos outros lhes enviou, dos quais espancaram uns e mataram outros.

6— Restava-lhe ainda um: o seu filho amado. Por fim, mandou o filho, pensando: “O meu filho eles respeitarão.” 7Mas os tais lavradores disseram entre si: “Este é o herdeiro; venham, vamos matá-lo, e a herança será nossa.” 8E, agarrando o filho, mataram-no e o lançaram fora da vinha.

9— Que fará, pois, o dono da vinha? Virá, exterminará aqueles lavradores e entregará a vinha a outros. 10Vocês ainda não leram este trecho da Escritura:

“A pedra que os construtores

rejeitaram,

essa veio a ser a pedra angular.

11Isto procede do Senhor

e é maravilhoso

aos nossos olhos”?

12.10-11
Sl 118.22-23

12E procuravam prender Jesus, porque entenderam que ele havia contado essa parábola contra eles; mas temiam o povo. Então eles o deixaram e foram embora.

A questão do imposto

Mt 22.15-22; Lc 20.20-26

13E enviaram a Jesus alguns dos fariseus e dos herodianos, para que o apanhassem em alguma palavra. 14Chegando, disseram-lhe:

— Mestre, sabemos que o senhor é verdadeiro e não se importa com a opinião dos outros, porque não olha a aparência das pessoas, mas, segundo a verdade, ensina o caminho de Deus; é lícito pagar imposto a César ou não? Devemos ou não devemos pagar?

15Mas Jesus, percebendo a hipocrisia deles, respondeu:

— Por que vocês estão me pondo à prova? Tragam-me um denário12.15 Moeda romana de prata, que era o pagamento por um dia de trabalho para que eu o veja.

16Eles trouxeram. E Jesus lhes perguntou:

— De quem é esta figura e esta inscrição?

Eles responderam:

— De César.

17Então Jesus disse:

— Deem a César o que é de César

12.17
Rm 13.7
e a Deus o que é de Deus.

E muito se admiraram dele.

Os saduceus e a ressurreição

Mt 22.23-33; Lc 20.27-40

18Então alguns saduceus, que dizem não haver ressurreição,

12.18
At 23.8
aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram:

19— Mestre, Moisés nos deixou escrito

12.19
Dt 25.5
que, se um homem morrer e deixar mulher sem filhos, o irmão desse homem deve casar com a viúva e gerar descendentes para o falecido. 20Havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu sem deixar filhos; 21o segundo casou com a viúva e morreu, também sem deixar descendência; e o terceiro, da mesma forma. 22E, assim, os sete não deixaram descendência. Por fim, depois de todos, morreu também a mulher. 23Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de qual deles ela será a esposa? Porque os sete casaram com ela.

24Jesus respondeu:

— Será que o erro de vocês não está no fato de não conhecerem as Escrituras nem o poder de Deus? 25Pois, quando ressuscitarem dentre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos nos céus. 26Quanto aos mortos, que eles de fato ressuscitam, vocês nunca leram no Livro de Moisés, no trecho referente à sarça, como Deus lhe falou: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó”?

12.26
Êx 3.6
27Ele não é Deus de mortos, e sim de vivos. Vocês estão completamente enganados.

O grande mandamento

Mt 22.34-40; Lc 10.25-28

28Chegando um dos escribas, que ouviu a discussão entre eles e viu que Jesus tinha dado uma boa resposta, perguntou-lhe:

— Qual é o principal de todos os mandamentos?

29Jesus respondeu:

— O principal é: “Escute, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! 30Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e com toda a sua força.”

12.29-30
Dt 6.4-5
31O segundo é: “Ame o seu próximo como você ama a si mesmo.”
12.31
Lv 19.18
Não há outro mandamento maior do que estes.

32Então o escriba disse:

— Muito bem, Mestre! E com verdade o senhor disse que ele é o único, e não há outro além dele,

12.32
Dt 4.35
Is 45.21
33e que amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento e com todas as forças e amar o próximo como a si mesmo é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.
12.33
Os 6.6

34Vendo Jesus que o escriba havia respondido sabiamente, declarou-lhe:

— Você não está longe do Reino de Deus.

E ninguém mais ousava fazer perguntas a Jesus.

12.28-34
Lc 10.25-28

O Cristo, filho de Davi

Mt 22.41-46; Lc 20.41-44

35Jesus, ensinando no templo, perguntou:

— Como dizem os escribas que o Cristo é filho de Davi? 36O próprio Davi falou, pelo Espírito Santo:

“Disse o Senhor ao meu Senhor:

‘Sente-se à minha direita,

até que eu ponha os seus inimigos

debaixo dos seus pés.’”

12.36
Sl 110.1

37— O próprio Davi chama o Cristo de Senhor; então como ele pode ser filho de Davi?

E a grande multidão o ouvia com prazer.

Jesus censura os escribas

Mt 23.1-36; Lc 20.45-47

38E, ao ensinar, Jesus dizia:

— Cuidado com os escribas, que gostam de andar com vestes talares e das saudações nas praças; 39buscam as primeiras cadeiras nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes; 40devoram as casas das viúvas

12.40
Is 10.2
e, para o justificar, fazem longas orações. Estes sofrerão juízo muito mais severo.

A oferta da viúva pobre

Lc 21.1-4

41Sentado diante da caixa de ofertas, Jesus observava como o povo lançava ali o dinheiro. Ora, muitos ricos depositavam grandes quantias. 42Vindo, porém, uma viúva pobre, lançou duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante.12.42 Moeda de pequeno valor 43E, chamando os seus discípulos, Jesus disse:

— Em verdade lhes digo que esta viúva pobre lançou na caixa de ofertas mais do que todos os ofertantes. 44Porque todos eles deram daquilo que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo o que possuía, todo o seu sustento.

12.44
2Co 8.2,12

13

O sermão profético

A destruição do templo

Mt 24.1-2; Lc 21.5-6

131Quando Jesus estava saindo do templo, um dos seus discípulos lhe disse:

— Mestre! Que pedras, que construções!

2Mas Jesus respondeu:

— Você está vendo estas grandes construções? Não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada.

O princípio das dores

Mt 24.3-14; Lc 21.7-19

3Jesus estava sentado no monte das Oliveiras, diante do templo, quando Pedro, Tiago, João e André lhe perguntaram em particular:

4— Diga-nos quando essas coisas vão acontecer e que sinal haverá quando todas elas estiverem para se cumprir.

5Então Jesus começou a dizer-lhes:

— Tenham cuidado para que ninguém os engane. 6Muitos virão em meu nome, dizendo: “Sou eu”; e enganarão a muitos. 7Quando vocês ouvirem falar de guerras e rumores de guerras, não se assustem; é necessário que isso aconteça, mas ainda não é o fim. 8Porque nação se levantará contra nação, e reino, contra reino. Haverá terremotos em vários lugares e também fomes. Essas coisas são o princípio das dores.

9— Estejam de sobreaviso, porque as pessoas os entregarão aos tribunais e às sinagogas. Vocês serão açoitados e, por minha causa, serão levados à presença de governadores e reis, para lhes servir de testemunho. 10Mas é necessário que primeiro o evangelho seja pregado a todas as nações.

11— Quando, pois, levarem vocês para os entregar, não se preocupem com o que irão dizer, mas digam o que lhes for concedido naquela hora. Porque não são vocês que estão falando, mas o Espírito Santo. 12Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai entregará o filho. Haverá filhos que se levantarão contra os seus pais e os matarão. 13Todos odiarão vocês por causa do meu nome; aquele, porém, que ficar firme até o fim, esse será salvo.

13.13
Ap 2.10

A grande tribulação

Mt 24.15-28; Lc 21.20-24

14— Quando, pois, vocês virem

13.14
Dn 9.27
11.31
12.11
o abominável da desolação13.14 Algo abominável ou nojento que causa desolação, ou seja, faz com o que aquele lugar fique abandonado situado onde não deve estar (quem lê entenda), então os que estiverem na Judeia fujam para os montes. 15Quem estiver no terraço não desça nem entre para tirar de casa alguma coisa. 16E quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. 17Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! 18Orem para que isso não aconteça no inverno. 19Porque aqueles dias serão de tamanha tribulação,
13.19
Dn 12.1
Ap 7.14
como nunca houve desde o princípio do mundo criado por Deus até agora e nunca jamais haverá. 20Se o Senhor não tivesse abreviado aqueles dias, ninguém seria salvo. Mas, por causa dos eleitos que ele escolheu, Deus abreviou tais dias. 21Então, se alguém disser a vocês: “Olhem! Aqui está o Cristo!” ou: “Olhem! Ali está ele!”, não acreditem. 22Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, operando sinais e prodígios, para enganar, se possível, os próprios eleitos. 23Estejam de sobreaviso; tudo isso tenho predito a vocês.

A vinda do Filho do Homem

Mt 24.29-31; Lc 21.25-28

24— Mas, naqueles dias, após a referida tribulação, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, 25as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus serão abalados.

13.24-25
Is 13.10
Ez 32.7
Jl 2.31
Ap 6.12-13
26Então verão o Filho do Homem vindo nas nuvens,
13.26
Dn 7.13
Ap 1.7
com grande poder e glória. 27E então ele enviará os anjos e reunirá os seus escolhidos dos quatro ventos, da extremidade da terra até a extremidade do céu.

A parábola da figueira

Mt 24.32-35; Lc 21.29-33

28— Aprendam, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, vocês sabem que o verão está próximo. 29Assim, também vocês, quando virem acontecer essas coisas, saibam que está próximo, às portas. 30Em verdade lhes digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. 31Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.

Exortação à vigilância

Mt 24.36-44; Lc 17.26-30,34-36

32— Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai.

33— Estejam de sobreaviso e vigiem, porque vocês não sabem quando será o tempo. 34É como um homem que, ausentando-se do país, deixa a sua casa, dá autoridade aos seus servos, a cada um a sua obrigação, e ao porteiro ordena que vigie. 35Portanto, vigiem, porque vocês não sabem quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã; 36para que, vindo ele inesperadamente, não encontre vocês dormindo. 37O que, porém, digo a vocês, digo a todos: vigiem!

13.32-37
Lc 12.35-40

14

O plano para matar Jesus

Mt 26.1-5; Lc 22.1-2; Jo 11.45-53

141Dois dias depois seria celebrada a Páscoa e a Festa dos Pães sem Fermento. Os principais sacerdotes e os escribas procuravam uma forma de prender Jesus, à traição, para matá-lo. 2Pois diziam:

— Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.

Jesus é ungido em Betânia

Mt 26.6-13; Jo 12.1-8

3Quando Jesus estava em Betânia, fazendo uma refeição na casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, trazendo um frasco feito de alabastro com um perfume muito valioso, de nardo puro; e, quebrando o frasco, derramou o perfume sobre a cabeça de Jesus. 4Alguns dos que estavam ali ficaram indignados e diziam entre si:

— Para que este desperdício de perfume? 5Este perfume poderia ter sido vendido por mais de trezentos denários,14.5 Moeda romana de prata, que era o pagamento por um dia de trabalho para ser dado aos pobres.

E murmuravam contra ela. 6Mas Jesus disse:

— Deixem a mulher em paz! Por que vocês a estão incomodando? Ela praticou uma boa ação para comigo. 7Porque os pobres estarão sempre com vocês, e, quando quiserem, podem fazer-lhes o bem, mas a mim vocês nem sempre terão. 8Ela fez o que pôde: ungiu o meu corpo antecipadamente para a sepultura. 9Em verdade lhes digo que, onde for pregado em todo o mundo o evangelho, também será contado o que ela fez, para memória dela.

O pacto da traição

Mt 26.14-16; Lc 22.3-6

10E Judas Iscariotes, um dos doze, foi falar com os principais sacerdotes, para lhes entregar Jesus. 11Eles, ouvindo isto, se alegraram e prometeram dar dinheiro a ele; nesse meio-tempo, Judas buscava uma boa ocasião para entregar Jesus.

Os discípulos preparam a Páscoa

Mt 26.17-19; Lc 22.7-13

12E, no primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento,

14.12
Êx 12.1-27
quando se fazia o sacrifício do cordeiro pascal, os discípulos de Jesus lhe perguntaram:

— Onde quer que façamos os preparativos para que o senhor possa comer a Páscoa?

13Então Jesus enviou dois dos seus discípulos, dizendo-lhes:

— Vão até a cidade. Ali, um homem trazendo um cântaro de água sairá ao encontro de vocês. 14Sigam esse homem e digam ao dono da casa em que ele entrar que o Mestre pergunta: “Onde fica o meu aposento no qual comerei a Páscoa com os meus discípulos?” 15E ele lhes mostrará um espaçoso cenáculo14.15 Lit., sala no andar superior mobiliado e pronto; ali façam os preparativos.

16Os discípulos saíram, foram à cidade e, achando tudo como Jesus lhes tinha dito, prepararam a Páscoa.

O traidor é indicado

Mt 26.20-25; Lc 22.21-23; Jo 13.21-30

17Ao cair da tarde, Jesus chegou com os doze. 18Quando estavam à mesa e comiam, Jesus disse:

— Em verdade lhes digo que um de vocês, o que come comigo, vai me trair.

19E eles começaram a entristecer-se e a perguntar-lhe, um por um:

— Por acaso seria eu?

20Jesus respondeu:

— É um dos doze, o que comigo põe a mão no prato. 21Pois o Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito;

14.21
Sl 41.9
mas ai daquele por quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor seria para ele se nunca tivesse nascido!

A Ceia do Senhor

Mt 26.26-30; Lc 22.14-20; 1Co 11.23-25

22E, enquanto comiam, Jesus pegou um pão e, abençoando-o, o partiu e lhes deu, dizendo:

— Tomem; isto é o meu corpo.

23A seguir, Jesus pegou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos seus discípulos; e todos beberam dele. 24Então lhes disse:

— Isto é o meu sangue,

14.24
Êx 24.6-8
o sangue da aliança,
14.24
Jr 31.31-34
derramado em favor de muitos. 25Em verdade lhes digo que nunca mais beberei do fruto da videira, até aquele dia em que beberei o vinho novo, no Reino de Deus.

26E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.

Pedro é avisado

Mt 26.31-35; Lc 22.31-34; Jo 13.36-38

27E Jesus disse aos discípulos:

— Serei uma pedra de tropeço para todos vocês, porque está escrito: “Ferirei o pastor, e as ovelhas ficarão dispersas.”

14.27
Zc 13.7
28Mas, depois da minha ressurreição, irei adiante de vocês para a Galileia.
14.28
Mt 28.16

29Então Pedro disse a Jesus:

— Ainda que o senhor venha a ser um tropeço para todos, não o será para mim!

30Mas Jesus lhe disse:

— Em verdade lhe digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, você me negará três vezes.

31Mas Pedro insistia com mais veemência:

— Ainda que me seja necessário morrer com o senhor, de modo nenhum o negarei.

E todos os outros diziam a mesma coisa.

Jesus no Getsêmani

Mt 26.36-46; Lc 22.39-46

32Então foram a um lugar chamado Getsêmani. Ali, Jesus disse aos seus discípulos:

— Sentem-se aqui, enquanto eu vou orar.

33E, levando consigo Pedro, Tiago e João, começou a sentir-se tomado de pavor e de angústia. 34E lhes disse:

— A minha alma está profundamente triste até a morte;

14.34
Jo 12.27
fiquem aqui e vigiem.

35E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora. 36E dizia:

— Aba,14.36 Termo aramaico para Pai Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice! Porém não seja o que eu quero, e sim o que tu queres.

14.36
Jo 6.38

37E, voltando, achou-os dormindo. E disse a Pedro:

— Simão, você está dormindo? Não conseguiu vigiar nem uma hora? 38Vigiem e orem, para que não caiam em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.

39Retirando-se de novo, orou repetindo as mesmas palavras. 40E voltando, achou-os outra vez dormindo, porque os olhos deles estavam pesados; e não sabiam o que lhe responder. 41E, quando voltou pela terceira vez, Jesus lhes disse:

— Vocês ainda estão dormindo e descansando! Basta! Chegou a hora; o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores. 42Levantem-se, vamos embora! Eis que o traidor se aproxima.

Jesus é preso

Mt 26.47-56; Lc 22.47-53; Jo 18.1-12

43E logo, enquanto Jesus ainda falava, chegou Judas, um dos doze, e, com ele, uma multidão com espadas e porretes, vinda da parte dos principais sacerdotes, escribas e anciãos. 44Ora, o traidor tinha dado a eles um sinal: “Aquele que eu beijar, é esse; prendam e levem-no com segurança.” 45E logo que chegou, aproximando-se de Jesus, Judas disse:

— Mestre!14.45 Lit., Rabi

E o beijou. 46Então eles agarraram Jesus e o prenderam. 47Nisto, um dos que estavam ali, sacando da espada, feriu o servo do sumo sacerdote e cortou-lhe a orelha. 48Jesus lhes disse:

— Vocês vieram com espadas e porretes para prender-me, como se eu fosse um salteador? 49Todos os dias eu estava com vocês no templo, ensinando,

14.49
Lc 19.47
21.37
e vocês não me prenderam; mas isto é para que se cumprissem as Escrituras.

50Então todos o deixaram e fugiram.

Jesus seguido por um jovem

51Um jovem, coberto unicamente com um lençol, seguia Jesus. Eles o agarraram, 52mas ele largou o lençol e fugiu nu.

Jesus diante do Sinédrio

Mt 26.57-68; Lc 22.54-55,63-71; Jo 18.12-14,19-24

53E levaram Jesus ao sumo sacerdote, e então se reuniram todos os principais sacerdotes, os anciãos e os escribas.

54Pedro seguiu Jesus de longe até o interior do pátio do sumo sacerdote e estava assentado entre os servos, aquentando-se ao fogo. 55E os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho contra Jesus para o condenar à morte, mas não achavam nada. 56Pois muitos testemunhavam falsamente contra Jesus, mas os depoimentos não eram coerentes. 57E, levantando-se alguns, testemunhavam falsamente, dizendo:

58— Nós o ouvimos declarar: “Eu destruirei este santuário edificado por mãos humanas e, em três dias, construirei outro, não por mãos humanas.”

14.58
Jo 2.19

59Nem assim o testemunho deles era coerente. 60E, levantando-se o sumo sacerdote, no meio, perguntou a Jesus:

— Você não diz nada em resposta ao que estes depõem contra você?

61Jesus, porém, guardou silêncio e nada respondeu. O sumo sacerdote tornou a interrogá-lo:

— Você é o Cristo, o Filho do Deus Bendito?

62Jesus respondeu:

— Eu sou, e vocês verão o Filho do Homem

14.62
Dn 7.13
sentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu.

63O sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse:

— Por que ainda precisamos de testemunhas? 64Vocês ouviram a blasfêmia. Qual é o parecer de vocês?

E todos o julgaram réu de morte.

14.64
Lv 24.16
65Alguns começaram a cuspir nele, a cobrir-lhe o rosto, a bater nele e a dizer-lhe:

— Profetize!

E os guardas davam-lhe bofetadas.

Pedro nega Jesus

Mt 26.69-75; Lc 22.55-62; Jo 18.15-18,25-27

66Estando Pedro embaixo no pátio, veio uma das empregadas do sumo sacerdote 67e, vendo Pedro, que se aquecia, fixou os olhos nele e disse:

— Você também estava com Jesus, o Nazareno.

68Mas ele negou, dizendo:

— Não o conheço, nem compreendo o que você está falando.

E saiu para o pórtico. E o galo cantou. 69E a empregada, vendo-o, tornou a dizer aos que estavam ali:

— Este é um deles.

70Mas ele negou outra vez. E, pouco depois, os que estavam ali disseram outra vez a Pedro:

— Com certeza você é um deles, porque também é galileu.

71Ele, porém, começou a praguejar e a jurar:

— Não conheço esse homem de quem vocês estão falando!

72E no mesmo instante o galo cantou pela segunda vez. Então Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe tinha dito: “Antes que o galo cante duas vezes, você me negará três vezes.” E, caindo em si, começou a chorar.

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