Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
8

A cura de um leproso

Mc 1.40-45; Lc 5.12-16

81Quando Jesus desceu do monte, grandes multidões o seguiram. 2E eis que um leproso aproximou-se e o adorou, dizendo:

— Senhor, se quiser, pode me purificar.

3E Jesus, estendendo a mão, tocou nele, dizendo:

— Quero, sim. Fique limpo!

E, no mesmo instante, ele ficou limpo da sua lepra. 4Então Jesus lhe disse:

— Olhe, não conte isso a ninguém, mas vá, apresente-se ao sacerdote e faça a oferta que Moisés ordenou,

8.4
Lv 14.1-32
para servir de testemunho ao povo.

A cura do servo de um centurião

Lc 7.1-10

5Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, um centurião se aproximou dele, implorando:

6— Senhor, o meu servo está na minha casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente.

7Jesus lhe disse:

— Eu vou lá curá-lo.

8Mas o centurião respondeu:

— Senhor, não sou digno de recebê-lo em minha casa. Mas apenas mande com uma palavra, e o meu servo será curado. 9Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: “Vá”, e ele vai; e a outro: “Venha”, e ele vem; e ao meu servo: “Faça isto”, e ele o faz.

10Ao ouvir isso, Jesus ficou admirado e disse aos que o acompanhavam:

— Em verdade lhes digo que nem mesmo em Israel encontrei fé como esta. 11Digo a vocês que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugar à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no Reino dos Céus.

8.11
Ml 1.11
12Mas os filhos do Reino serão lançados para fora, nas trevas;
8.11-12
Mt 22.13
25.30
Lc 13.28-29
ali haverá choro e ranger de dentes.

13Então Jesus disse ao centurião:

— Vá! E seja feito conforme você crê.

E, naquela mesma hora, o servo do centurião foi curado.

8.5-13
Jo 4.43-54

A cura da sogra de Pedro

Mc 1.29-31; Lc 4.38-39

14Tendo Jesus chegado à casa de Pedro, viu a sogra deste acamada, com febre. 15Mas Jesus tomou-a pela mão, e a febre a deixou. Ela se levantou e passou a servi-lo.

Muitas outras curas

Mc 1.32-34; Lc 4.40-41

16Ao cair da tarde, trouxeram a Jesus muitos endemoniados. E apenas com a palavra expulsou os espíritos e curou todos os que estavam doentes, 17para se cumprir o que foi dito por meio do profeta Isaías:

“Ele mesmo tomou

as nossas enfermidades

e carregou as nossas doenças.”

8.17
Is 53.4

Jesus põe à prova os que querem segui-lo

Lc 9.57-62

18Vendo Jesus muita gente ao seu redor, ordenou que passassem para a outra margem. 19Então, aproximando-se dele um escriba, disse a Jesus:

— Mestre, vou segui-lo para onde quer que o senhor for.

20Mas Jesus lhe respondeu:

— As raposas têm as suas tocas e as aves do céu têm os seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.

21E outro dos discípulos lhe disse:

— Senhor, deixe-me ir primeiro sepultar o meu pai.

22Mas Jesus respondeu:

— Siga-me e deixe que os mortos sepultem os seus mortos.

Jesus acalma uma tempestade

Mc 4.35-41; Lc 8.22-25

23Jesus entrou no barco e os seus discípulos o seguiram. 24E eis que levantou-se no mar uma grande tempestade, de modo que as ondas cobriam o barco. Jesus, porém, estava dormindo. 25Mas os discípulos foram acordá-lo, dizendo:

— Senhor, salve-nos! Estamos perecendo!

26Então Jesus perguntou:

— Por que vocês são tão medrosos, homens de pequena fé?

E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar; e tudo ficou bem calmo.

8.26
Sl 65.7
89.9
27E aqueles homens ficaram admirados, dizendo:

— Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?

A cura de dois endemoniados gadarenos

Mc 5.1-20; Lc 8.26-39

28Quando Jesus chegou à outra margem, à terra dos gadarenos, dois endemoniados foram ao seu encontro, saindo dentre os túmulos. Eles eram tão furiosos, que ninguém podia passar por aquele caminho. 29E eis que gritaram:

— O que você quer conosco, Filho de Deus? Você veio aqui nos atormentar antes do tempo?

30Ora, uma grande manada de porcos estava pastando não longe deles. 31Então os demônios pediram a Jesus com insistência:

— Se você vai nos expulsar, mande-nos para a manada de porcos.

32Jesus disse:

— Pois vão.

E eles, saindo, entraram nos porcos; e eis que toda a manada se precipitou, despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, e morreram nas águas.

33Os que tratavam dos porcos fugiram e, chegando à cidade, anunciaram todas estas coisas e o que tinha acontecido com os endemoniados. 34Então a cidade toda saiu para encontrar-se com Jesus. E, ao vê-lo, pediram-lhe com insistência que se retirasse da terra deles.

9

A cura de um paralítico em Cafarnaum

Mc 2.1-12; Lc 5.17-26

91Entrando num barco, Jesus passou para o outro lado do mar e foi para a sua própria cidade. 2E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Jesus, vendo a fé que eles tinham, disse ao paralítico:

— Coragem, filho; os seus pecados estão perdoados.

3Mas alguns escribas diziam entre si:

— Ele está blasfemando.

9.3
Jo 10.33

4Jesus, porém, conhecendo os pensamentos deles, disse:

— Por que vocês estão pensando o mal em seu coração? 5Pois o que é mais fácil? Dizer: “Os seus pecados estão perdoados”, ou dizer: “Levante-se e ande”? 6Mas isto é para que vocês saibam que o Filho do Homem tem autoridade sobre a terra para perdoar pecados.

Então disse ao paralítico:

— Levante-se, pegue o seu leito e vá para casa.

7E o homem se levantou e voltou para casa. 8Vendo isto, as multidões, possuídas de temor, deram glória a Deus, que tinha dado tal autoridade aos homens.

O chamado de Mateus

Mc 2.13-17; Lc 5.27-32

9Quando Jesus saiu dali, viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria9.9 Lugar onde eram pagos os impostos e lhe disse:

— Siga-me!

Ele se levantou e o seguiu.

10Estando Jesus à mesa, na casa de Mateus, muitos publicanos e pecadores vieram e tomaram lugares com Jesus e os seus discípulos. 11Vendo isto, os fariseus perguntavam aos discípulos de Jesus:

— Por que o Mestre de vocês come com os publicanos e pecadores?

9.10-11
Lc 15.1-2

12Mas Jesus, ouvindo, disse:

— Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. 13Vão e aprendam

9.13
Mt 12.7
o que significa: “Quero misericórdia, e não sacrifício.”
9.13
Os 6.6
Pois não vim chamar justos, e sim pecadores.
9.13
1Tm 1.15

A questão do jejum

Mc 2.18-22; Lc 5.33-39

14Vieram, depois, os discípulos de João e perguntaram a Jesus:

— Por que nós e os fariseus jejuamos muitas vezes, mas os seus discípulos não jejuam?

15Jesus respondeu:

— Como podem os convidados para o casamento estar tristes enquanto o noivo está com eles? No entanto, virão dias em que o noivo lhes será tirado, e então eles vão jejuar. 16Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha; porque o remendo tira um pedaço da roupa, e o buraco fica ainda maior. 17Nem se põe vinho novo em odres9.17 Vasilha de couro para transportar líquidos velhos, porque, se alguém fizer isso, os odres se rompem, o vinho se derrama, e os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam.

O pedido do chefe da sinagoga

Mc 5.21-24a; Lc 8.40-42a

18Enquanto Jesus lhes dizia estas coisas, eis que um chefe da sinagoga, aproximando-se, o adorou e disse:

— Minha filha morreu agora mesmo; mas venha impor a mão sobre ela, e ela viverá.

19E Jesus se levantou e o seguiu, juntamente com os seus discípulos.

A cura de uma mulher enferma

Mc 5.24b-34; Lc 8.42b-48

20E eis que uma mulher, que durante doze anos vinha sofrendo de uma hemorragia,

9.20
Lv 15.25
veio por trás de Jesus e tocou na borda da capa dele. 21Porque dizia consigo mesma: “Se eu apenas tocar na capa dele, ficarei curada.” 22Então Jesus, voltando-se e vendo-a, disse:

— Coragem, filha, a sua fé salvou você.

E, desde aquele instante, a mulher ficou sã.

A ressurreição da filha do chefe da sinagoga

Mc 5.35-43; Lc 8.49-56

23Tendo Jesus chegado à casa do chefe e vendo os tocadores de flauta e o povo em alvoroço, disse:

24— Saiam daqui! Porque a menina não está morta, mas dorme.

E riam-se dele. 25Mas, quando o povo tinha sido colocado para fora, Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou. 26E a notícia deste acontecimento se espalhou por toda aquela terra.

A cura de dois cegos

27Saindo Jesus dali, dois cegos o seguiram, gritando:

— Tenha compaixão de nós, Filho de Davi!

28Quando ele entrou em casa, os cegos se aproximaram, e Jesus lhes perguntou:

— Vocês creem que eu posso fazer isso?

Eles responderam:

— Sim, Senhor!

29Então Jesus tocou nos olhos deles, dizendo:

— Que se faça com vocês conforme a fé que vocês têm.

30E os olhos deles se abriram. Jesus, porém, os advertiu severamente, dizendo:

— Tenham cuidado para que ninguém fique sabendo disto.

31Eles, porém, saíram e espalharam a notícia a respeito de Jesus por toda aquela terra.

A cura de um mudo endemoniado

32Quando eles saíram, eis que trouxeram a Jesus um mudo endemoniado. 33E, assim que o demônio foi expulso, o mudo passou a falar. E as multidões se admiravam, dizendo:

— Jamais se viu tal coisa em Israel!

34Mas os fariseus diziam:

— Ele expulsa os demônios pelo poder do maioral dos demônios.

9.32-34
Mt 10.25
12.22-24
Mc 3.22
Lc 11.14-15

A compaixão de Jesus

35E Jesus percorria

9.35
Mt 4.23
Mc 1.39
Lc 4.44
todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do Reino e curando todo tipo de doenças e enfermidades. 36Ao ver as multidões, Jesus se compadeceu delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.
9.36
Nm 22.17
1Rs 22.17
2Cr 18.16
Mc 6.34
37Então Jesus disse aos seus discípulos:

— A seara9.37 Plantação de cereais é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Por isso, peçam ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.

9.37-38
Lc 10.2

10

Os doze apóstolos

Os seus nomes

Mc 3.13-19; Lc 6.12-16

101Tendo Jesus chamado os seus doze discípulos, deu-lhes autoridade sobre espíritos imundos para os expulsar e para curar todo tipo de doenças e enfermidades. 2Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; 3Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4Simão, o Zelote, e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu.

10.4
Mt 26.14-15

As instruções para os doze

Mc 6.7-13; Lc 9.1-6

5Jesus enviou esses doze, dando-lhes as seguintes instruções:

— Não tomem o caminho que leva aos gentios, nem entrem nas cidades dos samaritanos, 6mas, de preferência, procurem as ovelhas perdidas da casa de Israel. 7Pelo caminho, preguem que está próximo o Reino dos Céus. 8Curem enfermos, ressuscitem mortos, purifiquem leprosos, expulsem demônios. Vocês receberam de graça; portanto, deem de graça. 9Não levem ouro, nem prata, nem cobre em seus cintos; 10nem sacola para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bordão; porque o trabalhador é digno do seu alimento.

10.10
1Co 9.14
1Tm 5.18

11— E, em qualquer cidade ou aldeia em que vocês entrarem, perguntem quem nelas é digno; e fiquem ali até saírem daquele lugar. 12Ao entrarem na casa, saúdem-na. 13Se a casa for digna, que a paz de vocês venha sobre ela; se, porém, não for digna, a paz voltará para vocês. 14Se alguém não quiser recebê-los nem ouvir as palavras de vocês, ao saírem daquela casa ou daquela cidade, sacudam o pó

10.14
At 13.51
dos pés. 15Em verdade lhes digo que haverá menos rigor
10.15
Mt 11.23-24
para Sodoma e Gomorra,
10.15
Gn 19.24-28
no Dia do Juízo, do que para aquela cidade.
10.5-15
Lc 10.1-12

As admoestações

Mc 13.9-13; Lc 21.12-17

16— Eis que eu os envio como ovelhas para o meio de lobos. Portanto, sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas. 17Tenham cuidado com os homens, porque eles os entregarão aos tribunais e os açoitarão nas suas sinagogas. 18Por minha causa vocês serão levados à presença de governadores e de reis, para lhes servir de testemunho, a eles e aos gentios. 19E, quando entregarem vocês, não se preocupem quanto a como ou o que irão falar, porque, naquela hora, lhes será concedido o que vocês dirão. 20Afinal, não são vocês que estão falando, mas o Espírito do Pai de vocês é quem fala por meio de vocês.

10.20
At 4.8
13.9

21— Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai entregará o filho. Haverá filhos que se levantarão contra os seus pais e os matarão. 22Todos odiarão vocês por causa do meu nome; aquele, porém, que ficar firme até o fim, esse será salvo.

10.22
Ap 2.10
23Quando, porém, perseguirem vocês numa cidade, fujam para outra. Porque em verdade lhes digo que não terão percorrido as cidades de Israel, até que venha o Filho do Homem.

24— O discípulo

10.24
Lc 6.40
não está acima do seu mestre, nem o servo
10.24
Jo 13.16
15.20
está acima do seu senhor. 25Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo ser como o seu senhor. Se chamaram o dono da casa de Belzebu,
10.25
Mt 9.34
12.24
Mc 3.22
Lc 11.15
quanto mais os membros da sua casa!

A quem temer

Lc 12.2-7

26— Portanto, não tenham medo deles. Pois não há nada encoberto que não venha a ser revelado,

10.26
Mc 4.22
Lc 8.17
nem oculto que não venha a ser conhecido. 27O que lhes digo às escuras, repitam a plena luz; e o que é dito para vocês ao pé do ouvido, proclamem dos telhados. 28Não temam os que matam o corpo, mas não podem matar a alma; pelo contrário, temam aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.
10.28
Is 8.12-13

29— Não se vendem dois pardais por uma moedinha? Entretanto, nenhum deles cairá no chão sem o consentimento do Pai de vocês. 30E, quanto a vocês, até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. 31Portanto, não temam! Vocês valem bem mais do que muitos pardais.

Confessar e negar a Cristo

Lc 12.8-9

32— Portanto, todo aquele que me confessar diante dos outros, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus;

10.32
Ap 3.5
33mas aquele que me negar
10.33
2Tm 2.12
diante das pessoas, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.

As dificuldades

Lc 12.51-53; 14.26-27

34— Não pensem que eu vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. 35Pois vim causar divisão entre o homem e o seu pai; entre a filha e a sua mãe e entre a nora e a sua sogra. 36Assim, os inimigos de uma pessoa serão os da sua própria casa.

10.35-36
Mq 7.6

37— Quem ama o seu pai ou a sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama o seu filho ou a sua filha mais do que a mim não é digno de mim; 38e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. 39Quem acha a sua vida a perderá;

10.39
Lc 17.33
Jo 12.25
e quem perde a vida por minha causa, esse a achará.
10.38-39
Mt 16.24-25
Mc 8.34-35
Lc 9.23-24
17.33
Jo 12.25

As recompensas

Mc 9.41

40— Quem recebe vocês é a mim que recebe;

10.40
Lc 10.16
Jo 13.20
e quem recebe a mim recebe aquele
10.40
Mc 9.37
Lc 9.48
que me enviou. 41Quem recebe um profeta, no caráter de profeta, receberá a recompensa de profeta; quem recebe um justo, no caráter de justo, receberá a recompensa de justo. 42E quem der de beber, ainda que seja um copo de água fria, a um destes pequeninos, por ser este meu discípulo, em verdade lhes digo que de modo nenhum perderá a sua recompensa.
10.42
Hb 6.10

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