Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
6

Ensino a respeito das esmolas

61— Evitem praticar as suas obras de justiça diante dos outros para serem vistos por eles;

6.1
Mt 23.5
porque, sendo assim, vocês já não terão nenhuma recompensa junto do Pai de vocês, que está nos céus.

2— Quando, pois, você der esmola, não fique tocando trombeta nas sinagogas e nas ruas, como fazem os hipócritas, para serem elogiados pelos outros. Em verdade lhes digo que eles já receberam a sua recompensa. 3Mas, ao dar esmola, que a sua mão esquerda ignore o que a mão direita está fazendo, 4para que a sua esmola fique em secreto. E o seu Pai, que vê em secreto, lhe dará a recompensa.

Ensino a respeito da oração

Lc 11.2-4

5— E, quando orarem, não sejam como os hipócritas, que gostam de orar em pé

6.5
Lc 18.10-14
nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos pelos outros. Em verdade lhes digo que eles já receberam a sua recompensa. 6Mas, ao orar, entre no seu quarto
6.6
Is 26.20
e, fechada a porta, ore ao seu Pai, que está em secreto. E o seu Pai, que vê em secreto, lhe dará a recompensa. 7E, orando, não usem vãs repetições, como os gentios; porque eles pensam que por muito falar serão ouvidos.
6.7
1Rs 18.26
8Não sejam, portanto, como eles; porque o Pai de vocês sabe o que vocês precisam, antes mesmo de lhe pedirem.
6.8
Sl 38.9

9— Portanto, orem assim:

“Pai nosso,

6.9
Is 63.16
que estás nos céus,

santificado seja o teu nome;

6.9
Is 29.23

10venha o teu Reino;

seja feita a tua vontade,

assim na terra como no céu;

6.10
Mt 26.42

11o pão nosso de cada dia

nos dá hoje;

6.11
Pv 30.8

12e perdoa-nos as nossas dívidas,

6.12
Sl 32.1

assim como nós

também perdoamos

aos nossos devedores;

13e não nos deixes

cair em tentação;

mas livra-nos do mal

6.13
Jo 17.15

[pois teu é o Reino,

6.13
1Cr 29.11

o poder e a glória

para sempre. Amém]!”6.13 O texto entre colchetes se encontra apenas em manuscritos mais recentes

14— Porque, se perdoarem aos outros as ofensas deles, também o Pai de vocês, que está no céu, perdoará vocês; 15se, porém, não perdoarem aos outros as ofensas deles, também o Pai de vocês não perdoará as ofensas de vocês.
6.14-15
Mc 11.25-26

Ensino a respeito do jejum

16— Quando vocês jejuarem, não fiquem com uma aparência triste, como os hipócritas;

6.16
Is 58.5
porque desfiguram o rosto a fim de parecer aos outros que estão jejuando. Em verdade lhes digo que eles já receberam a sua recompensa. 17Mas você, quando jejuar, unja a cabeça e lave o rosto, 18a fim de não parecer aos outros que você está jejuando, e sim ao seu Pai, em secreto. E o seu Pai, que vê em secreto, lhe dará a recompensa.

Os tesouros no céu

Lc 12.33-34

19— Não acumulem

6.19
Tg 5.2-3
tesouros sobre a terra, onde as traças e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; 20mas ajuntem tesouros no céu, onde as traças e a ferrugem não corroem, e onde ladrões não escavam, nem roubam.
6.20
1Tm 6.19
21Porque, onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração.

A luz do corpo

Lc 11.34-36

22— Os olhos são a lâmpada do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz; 23se, porém, os seus olhos forem maus, todo o seu corpo estará em trevas. Portanto, se a luz que existe em você são trevas, que grandes trevas serão!

Os dois senhores

Lc 16.13

24— Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou irá odiar um e amar o outro, ou irá se dedicar a um e desprezar o outro. Vocês não podem servir a Deus e às riquezas.

6.24
1Rs 18.21
Tg 4.4

As preocupações

Lc 12.22-34

25— Por isso, digo a vocês: não se preocupem com a sua vida, quanto ao que irão comer ou beber; nem com o corpo, quanto ao que irão vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e não é o corpo mais do que as roupas?

6.25
Fp 4.6
1Pe 5.7
26Observem as aves do céu, que não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, as sustenta.
6.26
Sl 145.15
Será que vocês não valem muito mais do que as aves? 27Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar um côvado6.27 Ou um côvado à sua estatura (o côvado equivale a 44 cm) ao curso da sua vida?
6.27
Sl 39.5

28— E por que se preocupam com o que vão vestir? Observem como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. 29Eu, porém, afirmo a vocês que nem Salomão,

6.29
1Rs 10.4-7
2Cr 9.3-6
em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. 30Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não fará muito mais por vocês, homens de pequena fé? 31Portanto, não se preocupem, dizendo: “Que comeremos?”, “Que beberemos?” ou “Com que nos vestiremos?” 32Porque os gentios é que procuram todas estas coisas. O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de todas elas. 33Mas busquem em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas lhes serão acrescentadas.

34— Portanto, não se preocupem com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.

7

O hábito de julgar os outros

Lc 6.37-38,41-42

71— Não julguem, para que vocês não sejam julgados. 2Pois com o critério com que vocês julgarem vocês serão julgados; e com a medida com que vocês tiverem medido vocês também serão medidos.

7.2
Mc 4.24

3— Por que você vê o cisco no olho do seu irmão, mas não repara na trave que está no seu próprio? 4Ou como você dirá a seu irmão: “Deixe que eu tire o cisco do seu olho”, quando você tem uma trave no seu próprio? 5Hipócrita! Tire primeiro a trave do seu olho e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.

6— Não deem aos cães o que é santo, nem joguem as suas pérolas diante dos porcos, para que estes não as pisem com os pés e aqueles, voltando-se, não estraçalhem vocês.

Jesus encoraja a oração

Lc 11.9-13

7— Peçam e lhes será dado; busquem e acharão; batam, e a porta será aberta para vocês. 8Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, a porta será aberta. 9Ou quem de vocês, se o filho pedir pão, lhe dará uma pedra? 10Ou, se pedir um peixe, lhe dará uma cobra? 11Ora, se vocês, que são maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem?

7.11
Tg 1.17

12— Portanto, tudo o que vocês querem que os outros façam a vocês, façam também vocês a eles;

7.12
Lc 6.31
porque esta é a Lei e os Profetas.

A porta estreita

Lc 13.24

13— Entrem pela porta estreita! Porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela. 14Estreita é a porta e apertado é o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que o encontram.

Os falsos profetas

Lc 6.43-44

15— Cuidado com os falsos profetas, que se apresentam a vocês disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. 16Pelos seus frutos vocês os conhecerão. Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de ervas daninhas?

7.16
Tg 3.12
17Assim, toda árvore boa produz frutos bons, porém a árvore má produz frutos maus. 18A árvore boa não pode produzir frutos maus,
7.18
1Jo 3.9
e a árvore má não pode produzir frutos bons. 19Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e jogada no fogo. 20Assim, pois, pelos seus frutos vocês os conhecerão.
7.17-20
Mt 3.10
12.33
Lc 3.9

Quem entra no Reino dos Céus

Lc 13.25-27

21— Nem todo o que me diz: “Senhor, Senhor!” entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

7.21
Rm 2.13
Tg 1.22
22Muitos, naquele dia, vão me dizer: “Senhor, Senhor, nós não profetizamos em seu nome? E em seu nome não expulsamos demônios? E em seu nome não fizemos muitos milagres?” 23Então lhes direi claramente: “Eu nunca conheci vocês. Afastem-se de mim, vocês que praticam o mal.”
7.23
Sl 6.8
Mt 25.41

Os dois fundamentos

Lc 6.47-49

24— Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica

7.24
Tg 1.22
será comparado a um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e bateram com força contra aquela casa, e ela não desabou, porque tinha sido construída sobre a rocha. 26E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que construiu a sua casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e bateram com força contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.

O fim do sermão do monte

28Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, as multidões estavam maravilhadas com a sua doutrina, 29porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas.

7.28-29
Mc 1.22
Lc 4.32

8

A cura de um leproso

Mc 1.40-45; Lc 5.12-16

81Quando Jesus desceu do monte, grandes multidões o seguiram. 2E eis que um leproso aproximou-se e o adorou, dizendo:

— Senhor, se quiser, pode me purificar.

3E Jesus, estendendo a mão, tocou nele, dizendo:

— Quero, sim. Fique limpo!

E, no mesmo instante, ele ficou limpo da sua lepra. 4Então Jesus lhe disse:

— Olhe, não conte isso a ninguém, mas vá, apresente-se ao sacerdote e faça a oferta que Moisés ordenou,

8.4
Lv 14.1-32
para servir de testemunho ao povo.

A cura do servo de um centurião

Lc 7.1-10

5Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, um centurião se aproximou dele, implorando:

6— Senhor, o meu servo está na minha casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente.

7Jesus lhe disse:

— Eu vou lá curá-lo.

8Mas o centurião respondeu:

— Senhor, não sou digno de recebê-lo em minha casa. Mas apenas mande com uma palavra, e o meu servo será curado. 9Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: “Vá”, e ele vai; e a outro: “Venha”, e ele vem; e ao meu servo: “Faça isto”, e ele o faz.

10Ao ouvir isso, Jesus ficou admirado e disse aos que o acompanhavam:

— Em verdade lhes digo que nem mesmo em Israel encontrei fé como esta. 11Digo a vocês que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugar à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no Reino dos Céus.

8.11
Ml 1.11
12Mas os filhos do Reino serão lançados para fora, nas trevas;
8.11-12
Mt 22.13
25.30
Lc 13.28-29
ali haverá choro e ranger de dentes.

13Então Jesus disse ao centurião:

— Vá! E seja feito conforme você crê.

E, naquela mesma hora, o servo do centurião foi curado.

8.5-13
Jo 4.43-54

A cura da sogra de Pedro

Mc 1.29-31; Lc 4.38-39

14Tendo Jesus chegado à casa de Pedro, viu a sogra deste acamada, com febre. 15Mas Jesus tomou-a pela mão, e a febre a deixou. Ela se levantou e passou a servi-lo.

Muitas outras curas

Mc 1.32-34; Lc 4.40-41

16Ao cair da tarde, trouxeram a Jesus muitos endemoniados. E apenas com a palavra expulsou os espíritos e curou todos os que estavam doentes, 17para se cumprir o que foi dito por meio do profeta Isaías:

“Ele mesmo tomou

as nossas enfermidades

e carregou as nossas doenças.”

8.17
Is 53.4

Jesus põe à prova os que querem segui-lo

Lc 9.57-62

18Vendo Jesus muita gente ao seu redor, ordenou que passassem para a outra margem. 19Então, aproximando-se dele um escriba, disse a Jesus:

— Mestre, vou segui-lo para onde quer que o senhor for.

20Mas Jesus lhe respondeu:

— As raposas têm as suas tocas e as aves do céu têm os seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.

21E outro dos discípulos lhe disse:

— Senhor, deixe-me ir primeiro sepultar o meu pai.

22Mas Jesus respondeu:

— Siga-me e deixe que os mortos sepultem os seus mortos.

Jesus acalma uma tempestade

Mc 4.35-41; Lc 8.22-25

23Jesus entrou no barco e os seus discípulos o seguiram. 24E eis que levantou-se no mar uma grande tempestade, de modo que as ondas cobriam o barco. Jesus, porém, estava dormindo. 25Mas os discípulos foram acordá-lo, dizendo:

— Senhor, salve-nos! Estamos perecendo!

26Então Jesus perguntou:

— Por que vocês são tão medrosos, homens de pequena fé?

E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar; e tudo ficou bem calmo.

8.26
Sl 65.7
89.9
27E aqueles homens ficaram admirados, dizendo:

— Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?

A cura de dois endemoniados gadarenos

Mc 5.1-20; Lc 8.26-39

28Quando Jesus chegou à outra margem, à terra dos gadarenos, dois endemoniados foram ao seu encontro, saindo dentre os túmulos. Eles eram tão furiosos, que ninguém podia passar por aquele caminho. 29E eis que gritaram:

— O que você quer conosco, Filho de Deus? Você veio aqui nos atormentar antes do tempo?

30Ora, uma grande manada de porcos estava pastando não longe deles. 31Então os demônios pediram a Jesus com insistência:

— Se você vai nos expulsar, mande-nos para a manada de porcos.

32Jesus disse:

— Pois vão.

E eles, saindo, entraram nos porcos; e eis que toda a manada se precipitou, despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, e morreram nas águas.

33Os que tratavam dos porcos fugiram e, chegando à cidade, anunciaram todas estas coisas e o que tinha acontecido com os endemoniados. 34Então a cidade toda saiu para encontrar-se com Jesus. E, ao vê-lo, pediram-lhe com insistência que se retirasse da terra deles.