Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
26

O plano para matar Jesus

Mc 14.1-2; Lc 22.1-2; Jo 11.45-53

261Quando Jesus acabou de proferir estas palavras,

26.1
Mt 7.28
11.1
13.53
19.1
disse aos seus discípulos:

2— Vocês sabem que, daqui a dois dias, será celebrada a Páscoa, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.

3Então os principais sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, chamado Caifás, 4e deliberaram prender Jesus, à traição, e matá-lo.

26.4
Mt 12.14
5Mas diziam:

— Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.

Jesus é ungido em Betânia

Mc 14.3-9; Jo 12.1-8

6Quando Jesus estava em Betânia, na casa de Simão, o leproso, 7aproximou-se dele uma mulher, trazendo um frasco feito de alabastro com um perfume precioso, que ela derramou sobre a cabeça de Jesus, estando ele à mesa. 8Vendo isto, os discípulos ficaram indignados e disseram:

— Para que este desperdício? 9Este perfume poderia ter sido vendido por muito dinheiro, para ser dado aos pobres.

10Mas Jesus, sabendo disto, lhes disse:

— Por que vocês estão incomodando esta mulher? Ela praticou uma boa ação para comigo. 11Porque os pobres

26.11
Dt 15.11
estarão sempre com vocês, mas a mim vocês nem sempre terão. 12Porque, derramando este perfume sobre o meu corpo, ela o fez para o meu sepultamento. 13Em verdade lhes digo que, onde for pregado em todo o mundo este evangelho, também será contado o que ela fez, para memória dela.

O pacto da traição

Mc 14.10-11; Lc 22.3-6

14Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi falar com os principais sacerdotes. 15Ele disse:

— Quanto me darão para que eu o entregue a vocês?

E pagaram-lhe trinta moedas de prata.

26.15
Zc 11.12
16E, desse momento em diante, Judas buscava uma boa ocasião para entregar Jesus.

Os discípulos preparam a Páscoa

Mc 14.12-16; Lc 22.7-13

17No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento,

26.17
Êx 12.1-27
os discípulos vieram a Jesus e lhe perguntaram:

— Onde quer que façamos os preparativos para que o senhor possa comer a Páscoa?

18E ele lhes respondeu:

— Vão até a cidade, procurem certo homem e digam: “O Mestre diz: O meu tempo está próximo. É em sua casa que celebrarei a Páscoa com os meus discípulos.”

19E eles fizeram como Jesus lhes havia ordenado e prepararam a Páscoa.

O traidor é indicado

Mc 14.17-21; Lc 22.21-23; Jo 13.21-30

20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21E, enquanto comiam, Jesus disse:

— Em verdade lhes digo que um de vocês vai me trair.

22E eles, muito entristecidos, começaram um por um a perguntar-lhe:

— Por acaso seria eu, Senhor?

23Jesus respondeu:

— O que comigo põe a mão no prato, esse vai me trair.

26.23
Sl 41.9
24O Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito; mas ai daquele por quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor seria para ele se nunca tivesse nascido!

25Então Judas, que o traía, perguntou:

— Por acaso sou eu, Mestre?

Jesus respondeu:

— Você acabou de dizer isso.

A Ceia do Senhor

Mc 14.22-26; Lc 22.14-20; 1Co 11.23-25

26Enquanto comiam, Jesus pegou um pão, e, abençoando-o, o partiu e deu aos discípulos, dizendo:

— Tomem, comam; isto é o meu corpo.

27A seguir, Jesus pegou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos seus discípulos, dizendo:

— Bebam todos dele; 28porque isto é o meu sangue,

26.28
Êx 24.6-8
o sangue da aliança,
26.28
Jr 31.31-34
derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. 29E digo a vocês que, desta hora em diante, nunca mais beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que beberei com vocês o vinho novo, no Reino de meu Pai.

30E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.

Pedro é avisado

Mc 14.27-31; Lc 22.31-34; Jo 13.36-38

31Então Jesus disse aos discípulos:

— Esta noite serei uma pedra de tropeço para todos vocês, porque está escrito: “Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas.”

26.31
Zc 13.7
32Mas, depois da minha ressurreição,
26.32
Mt 28.16
irei adiante de vocês para a Galileia.

33Mas Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus:

— Ainda que o senhor venha a ser um tropeço para todos, nunca o será para mim.

34Mas Jesus lhe disse:

— Em verdade lhe digo que, nesta noite, antes que o galo cante, você me negará três vezes.

35Pedro insistiu:

— Ainda que me seja necessário morrer com o senhor, de modo nenhum o negarei.

E todos os discípulos disseram o mesmo.

Jesus no Getsêmani

Mc 14.32-42; Lc 22.39-46

36Em seguida, Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani. E disse aos discípulos:

— Sentem-se aqui, enquanto eu vou ali orar.

37E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a sentir-se tomado de tristeza e de angústia. 38Então lhes disse:

— A minha alma está profundamente triste até a morte;

26.38
Jo 12.27
fiquem aqui e vigiem comigo.

39E, adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo:

— Meu Pai, se é possível, que passe de mim este cálice! Contudo, não seja como eu quero, e sim como tu queres.

26.39
Jo 6.38

40E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo. E disse a Pedro:

— Então nem uma hora vocês puderam vigiar comigo? 41Vigiem e orem, para que não caiam em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.

42Retirando-se pela segunda vez, orou de novo, dizendo:

— Meu Pai, se não é possível que este cálice passe de mim sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.

43E, voltando, achou-os outra vez dormindo; porque os olhos deles estavam pesados. 44Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. 45Então voltou para os discípulos e lhes disse:

— Vocês ainda estão dormindo e descansando! Eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos de pecadores. 46Levantem-se, vamos embora! Eis que o traidor se aproxima.

Jesus é preso

Mc 14.43-50; Lc 22.47-53; Jo 18.1-11

47E enquanto Jesus ainda falava, eis que chegou Judas, um dos doze, e, com ele, grande multidão com espadas e porretes, vinda da parte dos principais sacerdotes e dos anciãos do povo. 48Ora, o traidor tinha dado a eles um sinal: “Aquele que eu beijar, é esse; prendam-no.” 49E logo, aproximando-se de Jesus, Judas disse:

— Salve, Mestre!

E o beijou. 50Jesus, porém, lhe disse:

— Amigo, o que você veio fazer?

Nisto, aproximando-se eles, agarraram Jesus e o prenderam. 51E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, sacou da espada e, golpeando o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha. 52Então Jesus lhe disse:

— Coloque a espada de volta no seu lugar, pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão. 53Ou você acha que não posso pedir a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos? 54Mas como, então, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim deve acontecer?

55Naquele momento, Jesus disse às multidões:

— Vocês vieram com espadas e porretes para prender-me, como se eu fosse um salteador? Todos os dias, no templo, eu me assentava ensinando,

26.55
Lc 19.47
21.37
e vocês não me prenderam. 56Tudo isto, porém, aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas.

Então todos os discípulos o deixaram e fugiram.

Jesus diante do Sinédrio

Mc 14.53-65; Lc 22.63-71; Jo 18.12-14,19-24

57E os que prenderam Jesus o levaram à casa de Caifás, o sumo sacerdote, onde se haviam reunido os escribas e os anciãos. 58Pedro o seguia de longe até o pátio do sumo sacerdote. E, tendo entrado, assentou-se entre os servos, para ver como aquilo ia terminar. 59E os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte. 60E não acharam, apesar de terem sido apresentadas muitas testemunhas falsas. Mas, afinal, compareceram duas, afirmando:

61— Este disse: “Posso destruir o santuário de Deus e reconstruí-lo em três dias.”

26.61
Jo 2.19

62E, levantando-se o sumo sacerdote, perguntou a Jesus:

— Você não diz nada em resposta ao que estes depõem contra você?

63Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse:

— Eu exijo que nos diga, tendo o Deus vivo por testemunha, se você é o Cristo, o Filho de Deus.

64Jesus respondeu:

— É o senhor mesmo quem está dizendo isso. Mas eu lhes digo que, desde agora, vocês verão o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens

26.64
Dn 7.13
do céu.

65Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes e disse:

— Blasfemou! Por que ainda precisamos de testemunhas? Eis que agora mesmo vocês ouviram a blasfêmia! 66O que vocês acham?

E eles responderam:

— É réu de morte.

26.65-66
Lv 24.16

67Então alguns cuspiram no rosto de Jesus e bateram nele. E outros o esbofeteavam, dizendo:

68— Profetize para nós, ó Cristo! Quem foi que bateu em você?

Pedro nega Jesus

Mc 14.66-72; Lc 22.55-62; Jo 18.15-18,25-27

69Pedro estava sentado fora no pátio. Uma empregada se aproximou e lhe disse:

— Você também estava com Jesus, o galileu.

70Mas ele negou diante de todos e disse:

— Não sei o que você está dizendo.

71Quando se dirigia para a porta, Pedro foi visto por outra empregada, que disse aos que estavam ali:

— Este também estava com Jesus, o Nazareno.

72E ele negou outra vez, com juramento:

— Não conheço esse homem.

73Pouco depois, aproximando-se os que estavam ali, disseram a Pedro:

— Com certeza você também é um deles, porque o seu modo de falar o denuncia.

74Então ele começou a praguejar e a jurar:

— Não conheço esse homem!

E no mesmo instante o galo cantou. 75Então Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe tinha dito: “Antes que o galo cante, você me negará três vezes.”

26.75
Mt 26.34
E Pedro, saindo dali, chorou amargamente.

27

Jesus entregue a Pilatos

Mc 15.1; Lc 23.1-2; Jo 18.28-32

271Ao romper o dia, todos os principais sacerdotes e os anciãos do povo entraram em conselho contra Jesus, para o matarem; 2e, amarrando-o, levaram-no e o entregaram ao governador Pilatos.

A morte de Judas

3Então Judas, que o traiu, vendo que Jesus havia sido condenado, tocado de remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciãos, dizendo:

4— Pequei, traindo sangue inocente.

Eles, porém, responderam:

— Que nos importa? Isso é com você.

5Então Judas, atirando as moedas de prata para dentro do templo, retirou-se e se enforcou. 6E os principais sacerdotes, pegando as moedas, disseram:

— Não é lícito colocá-las no cofre das ofertas, porque é preço de sangue.

7E, tendo deliberado, compraram com elas o campo do oleiro, para cemitério de forasteiros. 8Por isso, aquele campo é chamado, até o dia de hoje, Campo de Sangue.

27.6-8
At 1.18-19
9Então se cumpriu o que foi dito por meio do profeta Jeremias: “Pegaram as trinta moedas de prata, preço em que foi estimado aquele a quem alguns dos filhos de Israel avaliaram, 10e as deram pelo campo do oleiro, assim como me ordenou o Senhor.”
27.9-10
Zc 11.12-13

Jesus diante de Pilatos

Mc 15.2-5; Lc 23.3-5; Jo 18.33-38a

11Jesus estava em pé diante do governador, e este o interrogou, dizendo:

— Você é o rei dos judeus?

Jesus respondeu:

— O senhor está dizendo isso.

12E, sendo acusado pelos principais sacerdotes e pelos anciãos, Jesus nada respondeu. 13Então Pilatos perguntou:

— Não está ouvindo quantas acusações fazem contra você?

14Mas Jesus não respondeu nem uma palavra, a ponto de o governador ficar muito admirado.

Jesus é condenado à morte

Mc 15.6-15; Lc 23.13-25; Jo 18.38b—19.16

15Ora, por ocasião da festa, o governador costumava soltar ao povo um preso, conforme eles quisessem. 16Naquela ocasião, eles tinham um preso muito conhecido, chamado Barrabás. 17Estando, pois, o povo reunido, Pilatos lhes perguntou:

— Quem vocês querem que eu solte: Barrabás ou Jesus, chamado Cristo?

18Porque sabia que era por inveja que eles tinham entregado Jesus.

19E, estando Pilatos sentado no tribunal, a mulher dele mandou dizer-lhe:

— Não se envolva com esse justo, porque hoje, em sonho, sofri muito por causa dele.

20Mas os principais sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo a que pedisse Barrabás e condenasse Jesus à morte.

27.20
At 3.14
21De novo, o governador perguntou:

— Qual dos dois vocês querem que eu solte?

Eles responderam:

— Barrabás!

22Pilatos lhes perguntou:

— Que farei, então, com Jesus, chamado Cristo?

Todos responderam:

— Que seja crucificado!

23Pilatos continuou:

— Que mal ele fez?

Porém eles gritavam cada vez mais:

— Que seja crucificado!

24Vendo Pilatos que nada conseguia e que, ao contrário, o tumulto aumentava, mandou trazer água e lavou as mãos

27.24
Dt 21.6-9
diante do povo, dizendo:

— Estou inocente do sangue deste homem; fique o caso com vocês!

25E o povo todo respondeu:

— Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos!

26Então Pilatos lhes soltou Barrabás. E, depois de mandar açoitar Jesus, entregou-o para ser crucificado.

Os soldados zombam de Jesus

Mc 15.16-20; Jo 19.2-3

27Logo a seguir, os soldados do governador, levando Jesus para o Pretório, reuniram em torno dele toda a tropa. 28Tiraram a roupa de Jesus e o vestiram com um manto escarlate. 29E, tecendo uma coroa de espinhos, a puseram na cabeça dele, e colocaram um caniço na sua mão direita. E, ajoelhando-se diante dele, zombavam, dizendo:

— Salve, rei dos judeus!

30E, cuspindo nele, pegaram o caniço e batiam na sua cabeça. 31Depois de terem zombado dele, tiraram-lhe o manto e o vestiram com as suas próprias roupas. Então o levaram para ser crucificado.

A crucificação de Jesus

Mc 15.21-32; Lc 23.26-43; Jo 19.17-27

32Ao saírem, encontraram um cireneu, chamado Simão, a quem obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33E, chegando a um lugar chamado Gólgota, que significa “Lugar da Caveira”, 34deram vinho com fel para Jesus beber;

27.34
Sl 69.21
mas ele, provando-o, não quis beber. 35Depois de o crucificarem, repartiram entre si as roupas dele,
27.35
Sl 22.18
tirando a sorte. 36E, assentados ali, o guardavam. 37Por cima da cabeça de Jesus puseram por escrito a acusação contra ele: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus”. 38E dois ladrões foram crucificados com ele, um à sua direita e outro à sua esquerda. 39Os que iam passando blasfemavam contra ele, balançando a cabeça
27.39
Sl 22.7
109.25
e dizendo:

40— Ei, você que destrói o santuário e em três dias o reedifica!

27.40
Mt 26.61
Jo 2.19
Salve a si mesmo, se você é o Filho de Deus, e desça da cruz!

41De igual modo, os principais sacerdotes com os escribas e anciãos, zombando, diziam:

42— Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar. É rei de Israel! Que ele desça da cruz, e então creremos nele. 43Confiou em Deus;

27.43
Sl 22.8
pois que Deus venha livrá-lo agora, se, de fato, lhe quer bem; porque ele disse: “Sou Filho de Deus.”

44Também os ladrões que haviam sido crucificados com ele o insultavam.

A morte de Jesus

Mc 15.33-41; Lc 23.44-49; Jo 19.28-30

45A partir do meio-dia, houve trevas sobre toda a terra até as três horas da tarde. 46Por volta de três horas da tarde, Jesus clamou em alta voz, dizendo:

— Eli, Eli, lemá sabactani? — Isso quer dizer: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”

27.46
Sl 22.1

47Alguns dos que estavam ali, ouvindo isto, diziam:

— Ele chama por Elias.

48E, logo, um deles correu a buscar uma esponja e, tendo-a embebido em vinagre

27.48
Sl 69.21
e colocado na ponta de um caniço, deu-lhe de beber. 49Os outros, porém, diziam:

— Espere! Vejamos se Elias vem salvá-lo.

50E Jesus, clamando outra vez em alta voz, entregou o espírito.

51Eis que o véu

27.51
Êx 26.31-33
do santuário se rasgou em duas partes, de alto a baixo; a terra tremeu e as rochas se partiram; 52os túmulos se abriram, e muitos corpos de santos já falecidos ressuscitaram; 53e, saindo dos túmulos depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos. 54O centurião e os que com ele guardavam Jesus, vendo o terremoto e tudo o que se passava, ficaram possuídos de grande temor e disseram:

— Verdadeiramente este era o Filho de Deus.

55Estavam ali muitas mulheres, observando de longe. Eram as que vinham seguindo Jesus desde a Galileia, para o servir. 56Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mulher de Zebedeu.

27.55-56
Lc 8.2-3

O sepultamento de Jesus

Mc 15.42-47; Lc 23.50-56; Jo 19.38-42

57Ao cair da tarde, veio um homem rico de Arimateia, chamado José, que era também discípulo de Jesus. 58Este foi até Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que o corpo lhe fosse entregue. 59E José, levando o corpo, envolveu-o num lençol limpo de linho 60e o depositou no seu túmulo novo, que ele tinha mandado abrir na rocha; e, rolando uma grande pedra para a entrada do túmulo, foi embora. 61Estavam ali, sentadas em frente do túmulo, Maria Madalena e a outra Maria.

A guarda do túmulo

62No dia seguinte, que é o dia depois da preparação,27.62 O dia da preparação é a sexta-feira os principais sacerdotes e os fariseus se reuniram com Pilatos 63e lhe disseram:

— Senhor, nós lembramos que aquele enganador, enquanto vivia, disse: “Depois de três dias ressuscitarei.”

27.63
Mt 16.21
17.23
20.19
Mc 8.31
9.31
10.33-34
Lc 9.22
18.31-33
64Portanto, mande que o túmulo seja guardado com segurança até o terceiro dia, para que não aconteça que, vindo os discípulos dele, o roubem e depois digam ao povo: “Ressuscitou dos mortos.” E este último engano será pior do que o primeiro.

65Pilatos respondeu:

— Uma escolta está à disposição de vocês. Vão e guardem o túmulo como bem entenderem.

66Indo eles, montaram guarda ao túmulo, selando a pedra e deixando ali a escolta.

28

A ressurreição de Jesus

Mc 16.1-8; Lc 24.1-12; Jo 20.1-10

281Passado o sábado, no começo do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o túmulo. 2E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu e, aproximando-se, removeu a pedra e sentou sobre ela. 3O aspecto dele era como um relâmpago, e a sua roupa era branca como a neve. 4E os guardas, com medo do anjo, tremeram e ficaram como se estivessem mortos. 5Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse:

— Não tenham medo! Sei que vocês procuram Jesus, que foi crucificado. 6Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Venham ver onde ele jazia. 7Agora vão depressa e digam aos seus discípulos que ele ressuscitou dos mortos e vai adiante de vocês para a Galileia; lá vocês o verão. É como acabei de dizer a vocês.

8E, retirando-se elas apressadamente do sepulcro, tomadas de medo e grande alegria, correram para anunciar isso aos discípulos. 9E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse:

— Salve!

E elas, aproximando-se, abraçaram os pés dele e o adoraram. 10Então Jesus lhes disse:

— Não tenham medo! Vão dizer aos meus irmãos que se dirijam à Galileia e lá eles me verão.

Os judeus subornam os guardas

11E, enquanto elas iam, eis que alguns da guarda foram à cidade e contaram aos principais sacerdotes tudo o que havia acontecido. 12Reunindo-se eles em conselho com os anciãos, deram grande soma de dinheiro aos soldados, 13recomendando-lhes:

— Digam isto: “Os discípulos dele vieram de noite, enquanto estávamos dormindo, e roubaram o corpo.” 14E, se isto chegar ao conhecimento do governador, nós o convenceremos e faremos com que vocês não tenham maiores preocupações.

15Os soldados receberam o dinheiro e fizeram como tinham sido instruídos. Esta versão se espalhou entre os judeus até o dia de hoje.

A Grande Comissão

Mc 16.14-18; Lc 24.36-49; Jo 20.19-23; At 1.6-8

16Os onze discípulos partiram para a Galileia,

28.16
Mt 26.32
Mc 14.28
para o monte que Jesus lhes havia designado. 17E, quando viram Jesus, o adoraram; mas alguns duvidaram. 18Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo:

— Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.

28.18
Ef 1.20-22
1Pe 3.22
19Portanto, vão
28.19
At 1.8
e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, 20ensinando-os a guardar todas as coisas que tenho ordenado a vocês. E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos.

Utilizamos cookies de acordo com o nossa Política de Privacidade, respeitando todos as suas informações pessoais.[ocultar]