Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
24

O sermão profético

A destruição do templo

Mc 13.1-2; Lc 21.5-6

241Jesus saiu do templo e, enquanto caminhava, os seus discípulos se aproximaram para lhe mostrar as construções do templo. 2Ele, porém, lhes disse:

— Vocês estão vendo todas estas coisas? Em verdade lhes digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada.

O princípio das dores

Mc 13.3-13; Lc 21.7-19

3Jesus estava sentado no monte das Oliveiras quando os discípulos se aproximaram dele e, em particular, lhe pediram:

— Diga-nos quando essas coisas vão acontecer e que sinal haverá da sua vinda e do fim dos tempos.

4E Jesus respondeu:

— Tenham cuidado para que ninguém os engane. 5Porque muitos virão em meu nome, dizendo: “Eu sou o Cristo”; e enganarão a muitos. 6E vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras. Fiquem atentos e não se assustem, porque é necessário que isso aconteça, mas ainda não é o fim. 7Porque nação se levantará contra nação, e reino, contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. 8Porém todas essas coisas são o princípio das dores.

9— Vocês serão entregues para serem maltratados e eles os matarão. Vocês serão odiados por todas as nações por causa do meu nome. 10Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros. 11Muitos falsos profetas se levantarão e enganarão a muitos. 12E, por se multiplicar a maldade, o amor de muitos se esfriará. 13Aquele, porém, que ficar firme até o fim, esse será salvo.

24.13
Mt 10.22
14E será pregado este evangelho do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim.

A grande tribulação

Mc 13.14-24; Lc 21.20-23

15— Quando, pois, vocês virem, situado no lugar santo, o abominável da desolação

24.15
Dn 9.27
11.31
12.11
de que falou o profeta Daniel (quem lê entenda), 16então os que estiverem na Judeia fujam para os montes. 17Quem estiver no terraço não desça para tirar de casa alguma coisa. 18E quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. 19Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! 20Orem para que a fuga de vocês não aconteça no inverno, nem no sábado. 21Porque nesse tempo haverá grande tribulação,
24.21
Dn 12.1
Ap 7.14
como nunca houve desde o princípio do mundo até agora e nunca jamais haverá. 22Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados.

23— Então, se alguém disser a vocês: “Olhem! Aqui está o Cristo!” ou: “Ali está ele!”, não acreditem. 24Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, operando grandes sinais e prodígios, para enganar, se possível, os próprios eleitos. 25Eis que tenho predito isso a vocês. 26Portanto, se disserem a vocês: “Eis que ele está no deserto!”, não vão lá. Ou, se disserem: “Eis que ele está no interior da casa!”, não acreditem. 27Porque, assim como o relâmpago sai do Oriente e brilha até o Ocidente, assim será a vinda do Filho do Homem. 28Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres.

A vinda do Filho do Homem

Mc 13.24-27; Lc 21.25-28

29— Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá,

24.29
Is 13.10
Ez 32.7
Jl 2.31
Ap 6.12-13
a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus serão abalados. 30Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens
24.30
Dn 7.13
Ap 1.7
do céu, com poder e grande glória. 31E ele enviará os seus anjos, com grande som de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.

A parábola da figueira

Mc 13.28-31; Lc 21.29-33

32— Aprendam a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, vocês sabem que o verão está próximo. 33Assim, também vocês, quando virem todas estas coisas, saibam que está próximo, às portas. 34Em verdade lhes digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. 35Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.

Exortação à vigilância

Mc 13.32-37; Lc 17.26-30,34-36

36— Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai. 37Pois assim como foi nos dias de Noé,

24.37
Gn 6.5-8
assim será também a vinda do Filho do Homem. 38Pois assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, 39e não o perceberam, até que veio o dilúvio
24.39
Gn 7.6-24
e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem. 40Então dois estarão no campo: um será levado, e o outro será deixado; 41duas mulheres estarão trabalhando num moinho: uma será levada, e a outra será deixada.

42— Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o Senhor de vocês. 43Porém, considerem isto: se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44Por isso, estejam também vocês preparados, porque o Filho do Homem virá à hora em que vocês menos esperam.

24.42-44
Lc 12.35-40

A parábola do servo fiel e do servo mau

Lc 12.41-48

45— Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o senhor deixou encarregado dos demais servos, para lhes dar o sustento a seu tempo? 46Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. 47Em verdade lhes digo que lhe confiará todos os seus bens. 48Mas o que acontecerá se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: “Meu senhor demora para vir”, 49e começar a espancar os seus companheiros e a comer e beber com os bêbados? 50Virá o senhor daquele servo, em dia em que não o espera e em hora que não sabe, 51e irá aplicar-lhe um castigo severo, condenando-o com os hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes.

25

A parábola das dez virgens

251— Então o Reino dos Céus será semelhante a dez virgens que, pegando as suas lamparinas, saíram a encontrar-se com o noivo. 2Cinco delas eram imprudentes, e cinco, prudentes. 3As imprudentes, ao pegar as suas lamparinas, não levaram óleo consigo, 4mas as prudentes, além das lamparinas, levaram óleo nas vasilhas. 5E, como o noivo estava demorando, todas ficaram sonolentas e adormeceram. 6Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: “Eis o noivo! Saiam ao encontro dele!”

7— Então todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lamparinas. 8E as imprudentes disseram às prudentes: “Deem a nós um pouco do óleo que vocês trouxeram, porque as nossas lamparinas estão se apagando.” 9Mas as prudentes responderam: “Não! Porque então vai faltar tanto para nós como para vocês! Vão aos que o vendem e comprem óleo para vocês.” 10E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa do casamento. E fechou-se a porta. 11Mais tarde, chegaram as virgens imprudentes, dizendo: “Senhor, senhor, abra a porta para nós!” 12Mas o noivo respondeu: “Em verdade lhes digo que não as conheço.”

25.10-12
Lc 13.25
13Portanto, vigiem, porque vocês não sabem o dia nem a hora.

A parábola dos talentos

Lc 19.11-27

14— Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens. 15A um deu cinco talentos,25.15 Peça de ouro ou prata usada como dinheiro, pesando cerca de 34 quilos a outro deu dois e a outro deu um, de acordo com a capacidade de cada um deles; e então partiu. 16O servo que tinha recebido cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco. 17Do mesmo modo, o que tinha recebido dois ganhou outros dois. 18Mas o servo que tinha recebido um talento, saindo, fez um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.

19— Depois de muito tempo, o senhor daqueles servos voltou e fez um ajuste de contas com eles. 20Aproximando-se o que tinha recebido cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: “O senhor me confiou cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei.” 21O senhor disse: “Muito bem, servo bom e fiel; você foi fiel no pouco, sobre o muito o colocarei; venha participar da alegria do seu senhor.”

22— E, aproximando-se também o que tinha recebido dois talentos, disse: “O senhor me confiou dois talentos; eis aqui outros dois que ganhei.” 23Então o senhor disse: “Muito bem, servo bom e fiel; você foi fiel no pouco, sobre o muito o colocarei; venha participar da alegria do seu senhor.”

24— Chegando, por fim, o que tinha recebido um talento, disse: “Sabendo que o senhor é um homem severo, que colhe onde não plantou e ajunta onde não espalhou, 25fiquei com medo e escondi o seu talento na terra; aqui está o que é seu.” 26Mas o senhor respondeu: “Servo mau e preguiçoso! Você sabia que eu colho onde não plantei e ajunto onde não espalhei? 27Então você devia ter entregado o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu.”

28— “Portanto, tirem dele o talento e deem ao que tem dez. 29Porque a todo o que tem, mais será dado,

25.29
Mt 13.12
Mc 4.25
Lc 8.18
e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. 30Quanto ao servo inútil, lancem-no
25.30
Mt 8.12
22.13
para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.”

O grande julgamento

31— Quando o Filho do Homem vier na sua majestade

25.31
Mt 16.27
e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória.
25.31
Mt 19.28
32Todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos: 33porá as ovelhas à sua direita e os cabritos, à sua esquerda.

34— Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: “Venham, benditos de meu Pai! Venham herdar o Reino que está preparado para vocês desde a fundação do mundo.

25.34
Ef 1.4
35Porque tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; eu era forasteiro, e vocês me hospedaram; 36eu estava nu, e vocês me vestiram; enfermo, e me visitaram; preso, e foram me ver.”

37— Então os justos perguntarão: “Quando foi que vimos o senhor com fome e lhe demos de comer? Ou com sede e lhe demos de beber? 38E quando foi que vimos o senhor como forasteiro e o hospedamos? Ou nu e o vestimos? 39E quando foi que vimos o senhor enfermo ou preso e fomos visitá-lo?”

40— O Rei, respondendo, lhes dirá: “Em verdade lhes digo que, sempre que o fizeram a um destes meus pequeninos irmãos, foi a mim que o fizeram.”

41— Então o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: “Afastem-se de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. 42Porque tive fome, e vocês não me deram de comer; tive sede, e vocês não me deram de beber; 43sendo forasteiro, vocês não me hospedaram; estando nu, vocês não me vestiram; achando-me enfermo e preso, vocês não foram me ver.”

44— E eles lhe perguntarão: “Quando foi que vimos o senhor com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não o socorremos?”

45— Então o Rei responderá: “Em verdade lhes digo que, sempre que o deixaram de fazer a um destes mais pequeninos, foi a mim que o deixaram de fazer.” 46E estes irão para o castigo eterno,

25.46
Dn 12.2
porém os justos irão para a vida eterna.

26

O plano para matar Jesus

Mc 14.1-2; Lc 22.1-2; Jo 11.45-53

261Quando Jesus acabou de proferir estas palavras,

26.1
Mt 7.28
11.1
13.53
19.1
disse aos seus discípulos:

2— Vocês sabem que, daqui a dois dias, será celebrada a Páscoa, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.

3Então os principais sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, chamado Caifás, 4e deliberaram prender Jesus, à traição, e matá-lo.

26.4
Mt 12.14
5Mas diziam:

— Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.

Jesus é ungido em Betânia

Mc 14.3-9; Jo 12.1-8

6Quando Jesus estava em Betânia, na casa de Simão, o leproso, 7aproximou-se dele uma mulher, trazendo um frasco feito de alabastro com um perfume precioso, que ela derramou sobre a cabeça de Jesus, estando ele à mesa. 8Vendo isto, os discípulos ficaram indignados e disseram:

— Para que este desperdício? 9Este perfume poderia ter sido vendido por muito dinheiro, para ser dado aos pobres.

10Mas Jesus, sabendo disto, lhes disse:

— Por que vocês estão incomodando esta mulher? Ela praticou uma boa ação para comigo. 11Porque os pobres

26.11
Dt 15.11
estarão sempre com vocês, mas a mim vocês nem sempre terão. 12Porque, derramando este perfume sobre o meu corpo, ela o fez para o meu sepultamento. 13Em verdade lhes digo que, onde for pregado em todo o mundo este evangelho, também será contado o que ela fez, para memória dela.

O pacto da traição

Mc 14.10-11; Lc 22.3-6

14Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi falar com os principais sacerdotes. 15Ele disse:

— Quanto me darão para que eu o entregue a vocês?

E pagaram-lhe trinta moedas de prata.

26.15
Zc 11.12
16E, desse momento em diante, Judas buscava uma boa ocasião para entregar Jesus.

Os discípulos preparam a Páscoa

Mc 14.12-16; Lc 22.7-13

17No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento,

26.17
Êx 12.1-27
os discípulos vieram a Jesus e lhe perguntaram:

— Onde quer que façamos os preparativos para que o senhor possa comer a Páscoa?

18E ele lhes respondeu:

— Vão até a cidade, procurem certo homem e digam: “O Mestre diz: O meu tempo está próximo. É em sua casa que celebrarei a Páscoa com os meus discípulos.”

19E eles fizeram como Jesus lhes havia ordenado e prepararam a Páscoa.

O traidor é indicado

Mc 14.17-21; Lc 22.21-23; Jo 13.21-30

20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21E, enquanto comiam, Jesus disse:

— Em verdade lhes digo que um de vocês vai me trair.

22E eles, muito entristecidos, começaram um por um a perguntar-lhe:

— Por acaso seria eu, Senhor?

23Jesus respondeu:

— O que comigo põe a mão no prato, esse vai me trair.

26.23
Sl 41.9
24O Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito; mas ai daquele por quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor seria para ele se nunca tivesse nascido!

25Então Judas, que o traía, perguntou:

— Por acaso sou eu, Mestre?

Jesus respondeu:

— Você acabou de dizer isso.

A Ceia do Senhor

Mc 14.22-26; Lc 22.14-20; 1Co 11.23-25

26Enquanto comiam, Jesus pegou um pão, e, abençoando-o, o partiu e deu aos discípulos, dizendo:

— Tomem, comam; isto é o meu corpo.

27A seguir, Jesus pegou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos seus discípulos, dizendo:

— Bebam todos dele; 28porque isto é o meu sangue,

26.28
Êx 24.6-8
o sangue da aliança,
26.28
Jr 31.31-34
derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. 29E digo a vocês que, desta hora em diante, nunca mais beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que beberei com vocês o vinho novo, no Reino de meu Pai.

30E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.

Pedro é avisado

Mc 14.27-31; Lc 22.31-34; Jo 13.36-38

31Então Jesus disse aos discípulos:

— Esta noite serei uma pedra de tropeço para todos vocês, porque está escrito: “Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas.”

26.31
Zc 13.7
32Mas, depois da minha ressurreição,
26.32
Mt 28.16
irei adiante de vocês para a Galileia.

33Mas Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus:

— Ainda que o senhor venha a ser um tropeço para todos, nunca o será para mim.

34Mas Jesus lhe disse:

— Em verdade lhe digo que, nesta noite, antes que o galo cante, você me negará três vezes.

35Pedro insistiu:

— Ainda que me seja necessário morrer com o senhor, de modo nenhum o negarei.

E todos os discípulos disseram o mesmo.

Jesus no Getsêmani

Mc 14.32-42; Lc 22.39-46

36Em seguida, Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani. E disse aos discípulos:

— Sentem-se aqui, enquanto eu vou ali orar.

37E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a sentir-se tomado de tristeza e de angústia. 38Então lhes disse:

— A minha alma está profundamente triste até a morte;

26.38
Jo 12.27
fiquem aqui e vigiem comigo.

39E, adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo:

— Meu Pai, se é possível, que passe de mim este cálice! Contudo, não seja como eu quero, e sim como tu queres.

26.39
Jo 6.38

40E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo. E disse a Pedro:

— Então nem uma hora vocês puderam vigiar comigo? 41Vigiem e orem, para que não caiam em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.

42Retirando-se pela segunda vez, orou de novo, dizendo:

— Meu Pai, se não é possível que este cálice passe de mim sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.

43E, voltando, achou-os outra vez dormindo; porque os olhos deles estavam pesados. 44Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. 45Então voltou para os discípulos e lhes disse:

— Vocês ainda estão dormindo e descansando! Eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos de pecadores. 46Levantem-se, vamos embora! Eis que o traidor se aproxima.

Jesus é preso

Mc 14.43-50; Lc 22.47-53; Jo 18.1-11

47E enquanto Jesus ainda falava, eis que chegou Judas, um dos doze, e, com ele, grande multidão com espadas e porretes, vinda da parte dos principais sacerdotes e dos anciãos do povo. 48Ora, o traidor tinha dado a eles um sinal: “Aquele que eu beijar, é esse; prendam-no.” 49E logo, aproximando-se de Jesus, Judas disse:

— Salve, Mestre!

E o beijou. 50Jesus, porém, lhe disse:

— Amigo, o que você veio fazer?

Nisto, aproximando-se eles, agarraram Jesus e o prenderam. 51E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, sacou da espada e, golpeando o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha. 52Então Jesus lhe disse:

— Coloque a espada de volta no seu lugar, pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão. 53Ou você acha que não posso pedir a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos? 54Mas como, então, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim deve acontecer?

55Naquele momento, Jesus disse às multidões:

— Vocês vieram com espadas e porretes para prender-me, como se eu fosse um salteador? Todos os dias, no templo, eu me assentava ensinando,

26.55
Lc 19.47
21.37
e vocês não me prenderam. 56Tudo isto, porém, aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas.

Então todos os discípulos o deixaram e fugiram.

Jesus diante do Sinédrio

Mc 14.53-65; Lc 22.63-71; Jo 18.12-14,19-24

57E os que prenderam Jesus o levaram à casa de Caifás, o sumo sacerdote, onde se haviam reunido os escribas e os anciãos. 58Pedro o seguia de longe até o pátio do sumo sacerdote. E, tendo entrado, assentou-se entre os servos, para ver como aquilo ia terminar. 59E os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte. 60E não acharam, apesar de terem sido apresentadas muitas testemunhas falsas. Mas, afinal, compareceram duas, afirmando:

61— Este disse: “Posso destruir o santuário de Deus e reconstruí-lo em três dias.”

26.61
Jo 2.19

62E, levantando-se o sumo sacerdote, perguntou a Jesus:

— Você não diz nada em resposta ao que estes depõem contra você?

63Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse:

— Eu exijo que nos diga, tendo o Deus vivo por testemunha, se você é o Cristo, o Filho de Deus.

64Jesus respondeu:

— É o senhor mesmo quem está dizendo isso. Mas eu lhes digo que, desde agora, vocês verão o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens

26.64
Dn 7.13
do céu.

65Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes e disse:

— Blasfemou! Por que ainda precisamos de testemunhas? Eis que agora mesmo vocês ouviram a blasfêmia! 66O que vocês acham?

E eles responderam:

— É réu de morte.

26.65-66
Lv 24.16

67Então alguns cuspiram no rosto de Jesus e bateram nele. E outros o esbofeteavam, dizendo:

68— Profetize para nós, ó Cristo! Quem foi que bateu em você?

Pedro nega Jesus

Mc 14.66-72; Lc 22.55-62; Jo 18.15-18,25-27

69Pedro estava sentado fora no pátio. Uma empregada se aproximou e lhe disse:

— Você também estava com Jesus, o galileu.

70Mas ele negou diante de todos e disse:

— Não sei o que você está dizendo.

71Quando se dirigia para a porta, Pedro foi visto por outra empregada, que disse aos que estavam ali:

— Este também estava com Jesus, o Nazareno.

72E ele negou outra vez, com juramento:

— Não conheço esse homem.

73Pouco depois, aproximando-se os que estavam ali, disseram a Pedro:

— Com certeza você também é um deles, porque o seu modo de falar o denuncia.

74Então ele começou a praguejar e a jurar:

— Não conheço esse homem!

E no mesmo instante o galo cantou. 75Então Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe tinha dito: “Antes que o galo cante, você me negará três vezes.”

26.75
Mt 26.34
E Pedro, saindo dali, chorou amargamente.