Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
23

Jesus censura os escribas e os fariseus

Mc 12.38-40; Lc 11.37-52; 20.45-47

231Então Jesus falou às multidões e aos seus discípulos:

2— Na cadeira de Moisés se assentaram os escribas e os fariseus. 3Portanto, façam e observem tudo o que eles disserem a vocês, mas não os imitem em suas obras; porque dizem e não fazem. 4Atam fardos pesados, difíceis de carregar, e os põem sobre os ombros dos outros, mas eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. 5Praticam todas as suas obras

23.5
Mt 6.1
a fim de serem vistos pelos outros; pois alargam os seus filactérios
23.5
Dt 6.8
e alongam as franjas23.5 Enfeite de cordões trançados que os israelitas amarravam na barra da sua roupa a fim de lembrar que deviam ser fiéis a Deus de suas capas.
23.5
Nm 15.38-39
6Gostam do primeiro lugar nos banquetes e das primeiras cadeiras nas sinagogas, 7das saudações nas praças e de serem chamados de “mestre”. 8Mas vocês não serão chamados de “mestre”, porque um só é Mestre de vocês, e todos vocês são irmãos. 9Aqui na terra, não chamem ninguém de “pai”, porque só um é o Pai de vocês, aquele que está nos céus.
23.9
Mt 6.9
10Nem queiram ser chamados de “guias”, porque um só é o Guia de vocês, o Cristo. 11Mas o maior
23.11
Mt 20.26-27
Mc 9.35
10.43-44
Lc 22.26
entre vocês será o servo de vocês. 12Quem se exaltar
23.12
Lc 14.11
18.14
será humilhado; e quem se humilhar será exaltado.

13— Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês fecham o Reino dos Céus diante das pessoas; pois vocês mesmos não entram, nem deixam entrar os que estão entrando!

14[— Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês devoram as casas das viúvas

23.14
Is 10.2
e, para o justificar, fazem longas orações; por isso, vocês sofrerão juízo
23.14
Mc 12.40
muito mais severo!]23.14 O texto entre colchetes se encontra apenas em manuscritos mais recentes

15— Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês percorrem o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornam filho do inferno duas vezes mais do que vocês!

16— Ai de vocês, guias cegos, que dizem: “Se alguém jurar pelo santuário, isso não tem importância; mas, se alguém jurar pelo ouro do santuário, fica obrigado pelo que jurou!” 17Seus tolos e cegos! Qual é mais importante: o ouro ou o santuário que santifica o ouro? 18E vocês dizem: “Se alguém jurar pelo altar, isso não tem importância; mas, se alguém jurar pela oferta que está sobre o altar, fica obrigado pelo que jurou.” 19Cegos! Qual é mais importante: a oferta ou o altar que santifica a oferta? 20Portanto, quem jurar pelo altar jura por ele e por tudo o que está sobre ele. 21Quem jurar pelo santuário jura por ele e por aquele que nele habita; 22e quem jurar pelo céu jura pelo trono de Deus

23.22
Is 66.1
Mt 5.34
e por aquele que está sentado no trono.

23— Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês dão o dízimo

23.23
Lv 27.30
da hortelã, do endro e do cominho e desprezam os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Mas vocês deviam fazer estas coisas, sem omitir aquelas! 24Guias cegos! Coam um mosquito, mas engolem um camelo!

25— Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês limpam o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de roubo e de glutonaria! 26Fariseu cego! Limpe primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo!

27— Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês são semelhantes aos sepulcros pintados de branco,

23.27
At 23.3
que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! 28Assim também vocês, por fora, parecem justos aos olhos dos outros, mas, por dentro, estão cheios de hipocrisia e de maldade.

29— Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês edificam os sepulcros dos profetas, enfeitam os túmulos dos justos 30e dizem: “Se nós tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seus cúmplices, quando mataram os profetas!” 31Assim, vocês dão testemunho contra si mesmos de que são filhos dos que mataram os profetas. 32Portanto, tratem de terminar aquilo que os pais de vocês começaram.

33— Serpentes, raça de víboras!

23.33
Mt 3.7
Lc 3.7
Como esperam escapar da condenação do inferno? 34Por isso, eis que eu lhes envio profetas, sábios e escribas. A uns vocês matarão e a outros crucificarão; a outros ainda vocês açoitarão nas sinagogas e perseguirão de cidade em cidade; 35para que recaia sobre vocês todo o sangue justo derramado sobre a terra, desde o sangue do justo Abel
23.35
Gn 4.8
até o sangue de Zacarias,
23.35
2Cr 24.20-21
filho de Baraquias, a quem vocês mataram entre o santuário e o altar. 36Em verdade lhes digo que todas estas coisas hão de vir sobre a presente geração.

O lamento sobre Jerusalém

Lc 13.34-35

37— Jerusalém, Jerusalém! Você mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, mas vocês não quiseram! 38Eis que a casa de vocês ficará deserta.

23.38
Jr 22.5
39Pois eu lhes afirmo que, desde agora, não me verão mais, até que venham a dizer: “Bendito o que vem em nome do Senhor!”
23.39
Sl 118.26

24

O sermão profético

A destruição do templo

Mc 13.1-2; Lc 21.5-6

241Jesus saiu do templo e, enquanto caminhava, os seus discípulos se aproximaram para lhe mostrar as construções do templo. 2Ele, porém, lhes disse:

— Vocês estão vendo todas estas coisas? Em verdade lhes digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada.

O princípio das dores

Mc 13.3-13; Lc 21.7-19

3Jesus estava sentado no monte das Oliveiras quando os discípulos se aproximaram dele e, em particular, lhe pediram:

— Diga-nos quando essas coisas vão acontecer e que sinal haverá da sua vinda e do fim dos tempos.

4E Jesus respondeu:

— Tenham cuidado para que ninguém os engane. 5Porque muitos virão em meu nome, dizendo: “Eu sou o Cristo”; e enganarão a muitos. 6E vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras. Fiquem atentos e não se assustem, porque é necessário que isso aconteça, mas ainda não é o fim. 7Porque nação se levantará contra nação, e reino, contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. 8Porém todas essas coisas são o princípio das dores.

9— Vocês serão entregues para serem maltratados e eles os matarão. Vocês serão odiados por todas as nações por causa do meu nome. 10Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros. 11Muitos falsos profetas se levantarão e enganarão a muitos. 12E, por se multiplicar a maldade, o amor de muitos se esfriará. 13Aquele, porém, que ficar firme até o fim, esse será salvo.

24.13
Mt 10.22
14E será pregado este evangelho do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim.

A grande tribulação

Mc 13.14-24; Lc 21.20-23

15— Quando, pois, vocês virem, situado no lugar santo, o abominável da desolação

24.15
Dn 9.27
11.31
12.11
de que falou o profeta Daniel (quem lê entenda), 16então os que estiverem na Judeia fujam para os montes. 17Quem estiver no terraço não desça para tirar de casa alguma coisa. 18E quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. 19Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! 20Orem para que a fuga de vocês não aconteça no inverno, nem no sábado. 21Porque nesse tempo haverá grande tribulação,
24.21
Dn 12.1
Ap 7.14
como nunca houve desde o princípio do mundo até agora e nunca jamais haverá. 22Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados.

23— Então, se alguém disser a vocês: “Olhem! Aqui está o Cristo!” ou: “Ali está ele!”, não acreditem. 24Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, operando grandes sinais e prodígios, para enganar, se possível, os próprios eleitos. 25Eis que tenho predito isso a vocês. 26Portanto, se disserem a vocês: “Eis que ele está no deserto!”, não vão lá. Ou, se disserem: “Eis que ele está no interior da casa!”, não acreditem. 27Porque, assim como o relâmpago sai do Oriente e brilha até o Ocidente, assim será a vinda do Filho do Homem. 28Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres.

A vinda do Filho do Homem

Mc 13.24-27; Lc 21.25-28

29— Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá,

24.29
Is 13.10
Ez 32.7
Jl 2.31
Ap 6.12-13
a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus serão abalados. 30Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens
24.30
Dn 7.13
Ap 1.7
do céu, com poder e grande glória. 31E ele enviará os seus anjos, com grande som de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.

A parábola da figueira

Mc 13.28-31; Lc 21.29-33

32— Aprendam a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, vocês sabem que o verão está próximo. 33Assim, também vocês, quando virem todas estas coisas, saibam que está próximo, às portas. 34Em verdade lhes digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. 35Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.

Exortação à vigilância

Mc 13.32-37; Lc 17.26-30,34-36

36— Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai. 37Pois assim como foi nos dias de Noé,

24.37
Gn 6.5-8
assim será também a vinda do Filho do Homem. 38Pois assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, 39e não o perceberam, até que veio o dilúvio
24.39
Gn 7.6-24
e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem. 40Então dois estarão no campo: um será levado, e o outro será deixado; 41duas mulheres estarão trabalhando num moinho: uma será levada, e a outra será deixada.

42— Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o Senhor de vocês. 43Porém, considerem isto: se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44Por isso, estejam também vocês preparados, porque o Filho do Homem virá à hora em que vocês menos esperam.

24.42-44
Lc 12.35-40

A parábola do servo fiel e do servo mau

Lc 12.41-48

45— Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o senhor deixou encarregado dos demais servos, para lhes dar o sustento a seu tempo? 46Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. 47Em verdade lhes digo que lhe confiará todos os seus bens. 48Mas o que acontecerá se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: “Meu senhor demora para vir”, 49e começar a espancar os seus companheiros e a comer e beber com os bêbados? 50Virá o senhor daquele servo, em dia em que não o espera e em hora que não sabe, 51e irá aplicar-lhe um castigo severo, condenando-o com os hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes.

25

A parábola das dez virgens

251— Então o Reino dos Céus será semelhante a dez virgens que, pegando as suas lamparinas, saíram a encontrar-se com o noivo. 2Cinco delas eram imprudentes, e cinco, prudentes. 3As imprudentes, ao pegar as suas lamparinas, não levaram óleo consigo, 4mas as prudentes, além das lamparinas, levaram óleo nas vasilhas. 5E, como o noivo estava demorando, todas ficaram sonolentas e adormeceram. 6Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: “Eis o noivo! Saiam ao encontro dele!”

7— Então todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lamparinas. 8E as imprudentes disseram às prudentes: “Deem a nós um pouco do óleo que vocês trouxeram, porque as nossas lamparinas estão se apagando.” 9Mas as prudentes responderam: “Não! Porque então vai faltar tanto para nós como para vocês! Vão aos que o vendem e comprem óleo para vocês.” 10E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa do casamento. E fechou-se a porta. 11Mais tarde, chegaram as virgens imprudentes, dizendo: “Senhor, senhor, abra a porta para nós!” 12Mas o noivo respondeu: “Em verdade lhes digo que não as conheço.”

25.10-12
Lc 13.25
13Portanto, vigiem, porque vocês não sabem o dia nem a hora.

A parábola dos talentos

Lc 19.11-27

14— Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens. 15A um deu cinco talentos,25.15 Peça de ouro ou prata usada como dinheiro, pesando cerca de 34 quilos a outro deu dois e a outro deu um, de acordo com a capacidade de cada um deles; e então partiu. 16O servo que tinha recebido cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco. 17Do mesmo modo, o que tinha recebido dois ganhou outros dois. 18Mas o servo que tinha recebido um talento, saindo, fez um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.

19— Depois de muito tempo, o senhor daqueles servos voltou e fez um ajuste de contas com eles. 20Aproximando-se o que tinha recebido cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: “O senhor me confiou cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei.” 21O senhor disse: “Muito bem, servo bom e fiel; você foi fiel no pouco, sobre o muito o colocarei; venha participar da alegria do seu senhor.”

22— E, aproximando-se também o que tinha recebido dois talentos, disse: “O senhor me confiou dois talentos; eis aqui outros dois que ganhei.” 23Então o senhor disse: “Muito bem, servo bom e fiel; você foi fiel no pouco, sobre o muito o colocarei; venha participar da alegria do seu senhor.”

24— Chegando, por fim, o que tinha recebido um talento, disse: “Sabendo que o senhor é um homem severo, que colhe onde não plantou e ajunta onde não espalhou, 25fiquei com medo e escondi o seu talento na terra; aqui está o que é seu.” 26Mas o senhor respondeu: “Servo mau e preguiçoso! Você sabia que eu colho onde não plantei e ajunto onde não espalhei? 27Então você devia ter entregado o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu.”

28— “Portanto, tirem dele o talento e deem ao que tem dez. 29Porque a todo o que tem, mais será dado,

25.29
Mt 13.12
Mc 4.25
Lc 8.18
e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. 30Quanto ao servo inútil, lancem-no
25.30
Mt 8.12
22.13
para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.”

O grande julgamento

31— Quando o Filho do Homem vier na sua majestade

25.31
Mt 16.27
e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória.
25.31
Mt 19.28
32Todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos: 33porá as ovelhas à sua direita e os cabritos, à sua esquerda.

34— Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: “Venham, benditos de meu Pai! Venham herdar o Reino que está preparado para vocês desde a fundação do mundo.

25.34
Ef 1.4
35Porque tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; eu era forasteiro, e vocês me hospedaram; 36eu estava nu, e vocês me vestiram; enfermo, e me visitaram; preso, e foram me ver.”

37— Então os justos perguntarão: “Quando foi que vimos o senhor com fome e lhe demos de comer? Ou com sede e lhe demos de beber? 38E quando foi que vimos o senhor como forasteiro e o hospedamos? Ou nu e o vestimos? 39E quando foi que vimos o senhor enfermo ou preso e fomos visitá-lo?”

40— O Rei, respondendo, lhes dirá: “Em verdade lhes digo que, sempre que o fizeram a um destes meus pequeninos irmãos, foi a mim que o fizeram.”

41— Então o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: “Afastem-se de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. 42Porque tive fome, e vocês não me deram de comer; tive sede, e vocês não me deram de beber; 43sendo forasteiro, vocês não me hospedaram; estando nu, vocês não me vestiram; achando-me enfermo e preso, vocês não foram me ver.”

44— E eles lhe perguntarão: “Quando foi que vimos o senhor com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não o socorremos?”

45— Então o Rei responderá: “Em verdade lhes digo que, sempre que o deixaram de fazer a um destes mais pequeninos, foi a mim que o deixaram de fazer.” 46E estes irão para o castigo eterno,

25.46
Dn 12.2
porém os justos irão para a vida eterna.