Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
22

A parábola da festa de casamento

Lc 14.15-24

221De novo Jesus lhes falou por parábolas, dizendo:

2— O Reino dos Céus é semelhante a um rei que preparou uma festa de casamento para seu filho. 3Enviou os seus servos a chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram vir. 4Enviou ainda outros servos, dizendo: “Digam aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e animais da engorda já foram abatidos, e tudo está pronto; venham para a festa.” 5Mas os convidados não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio. 6Outros, agarrando os servos, os maltrataram e mataram.

7— O rei ficou furioso e, enviando as suas tropas, exterminou aqueles assassinos e incendiou a cidade deles. 8Então disse aos seus servos: “A festa está pronta, mas os convidados não eram dignos. 9Vão, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidem para o banquete todos os que vocês encontrarem.” 10E, saindo aqueles servos pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e a sala do banquete ficou cheia de convidados.

11— Mas, quando o rei entrou para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial 12e perguntou-lhe: “Amigo, como você entrou aqui sem veste nupcial?” E ele emudeceu. 13Então o rei ordenou aos serventes: “Amarrem os pés e as mãos dele e atirem-no para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.” 14Porque muitos são chamados, mas poucos são escolhidos.

A questão do imposto

Mc 12.13-17; Lc 20.20-26

15Então os fariseus se retiraram e consultaram entre si como surpreenderiam Jesus em alguma palavra. 16E enviaram-lhe discípulos, juntamente com os herodianos, para lhe dizer:

— Mestre, sabemos que o senhor é verdadeiro e que ensina o caminho de Deus de acordo com a verdade, sem se importar com a opinião dos outros, porque não olha para a aparência das pessoas. 17Assim sendo, diga-nos o que o senhor acha: é lícito pagar imposto a César ou não?

18Mas Jesus, percebendo a maldade deles, respondeu:

— Hipócritas, por que vocês estão me pondo à prova? 19Mostrem-me a moeda do imposto.

Trouxeram-lhe um denário.22.19 Moeda romana de prata, que era o pagamento por um dia de trabalho 20E Jesus lhes perguntou:

— De quem é esta figura e esta inscrição?

21Eles responderam:

— De César.

Então Jesus lhes disse:

— Deem, pois, a César o que é de César

22.21
Rm 13.7
e a Deus o que é de Deus.

22Ouvindo isto, se admiraram e, deixando-o, foram embora.

Os saduceus e a ressurreição

Mc 12.18-27; Lc 20.27-40

23Naquele dia, alguns saduceus, que dizem não haver ressurreição,

22.23
At 23.8
aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram:

24— Mestre, Moisés disse: “Se alguém morrer, não tendo filhos, o irmão desse homem deve casar com a viúva e gerar descendentes para o falecido.”

22.24
Dt 25.5
25Ora, havia entre nós sete irmãos. O primeiro, tendo casado, morreu e, não tendo descendência, deixou sua mulher para seu irmão. 26O mesmo aconteceu com o segundo, com o terceiro, até o sétimo. 27Por fim, depois de todos, morreu também a mulher. 28Portanto, na ressurreição, de qual dos sete ela será esposa? Porque todos casaram com ela.

29Jesus respondeu:

— O erro de vocês está no fato de não conhecerem as Escrituras nem o poder de Deus. 30Porque, na ressurreição, nem casam, nem se dão em casamento, mas são como os anjos no céu. 31Quanto à ressurreição dos mortos, vocês nunca leram o que Deus disse a vocês: 32“Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó”?

22.32
Êx 3.6
Ele não é Deus de mortos, e sim de vivos.

33Ouvindo isto, as multidões se maravilhavam da sua doutrina.

O grande mandamento

Mc 12.28-34; Lc 10.25-28

34Entretanto, os fariseus, sabendo que Jesus havia silenciado os saduceus, reuniram-se em conselho. 35E um deles, intérprete da Lei, querendo pôr Jesus à prova, perguntou-lhe:

36— Mestre, qual é o grande mandamento na Lei?

37Jesus respondeu:

— “Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento.”

22.37
Dt 6.5
38Este é o grande e primeiro mandamento. 39E o segundo, semelhante a este, é: “Ame o seu próximo como você ama a si mesmo.”
22.39
Lv 19.18
40Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.
22.40
Mt 7.12

O Cristo, filho de Davi

Mc 12.35-37; Lc 20.41-44

41Estando reunidos os fariseus, Jesus lhes perguntou:

42— O que vocês pensam do Cristo? De quem é filho?

Eles responderam:

— De Davi.

43E Jesus perguntou:

— Então, como é que Davi, pelo Espírito, chama o Cristo de Senhor, dizendo:

44“Disse o Senhor ao meu Senhor:

‘Sente-se à minha direita,

até que eu ponha os seus inimigos

debaixo dos seus pés’”?

22.44
Sl 110.1

45— Portanto, se Davi o chama de Senhor, como ele pode ser filho de Davi?

46E ninguém podia lhe responder uma palavra; e a partir daquele dia ninguém mais ousou fazer perguntas.

23

Jesus censura os escribas e os fariseus

Mc 12.38-40; Lc 11.37-52; 20.45-47

231Então Jesus falou às multidões e aos seus discípulos:

2— Na cadeira de Moisés se assentaram os escribas e os fariseus. 3Portanto, façam e observem tudo o que eles disserem a vocês, mas não os imitem em suas obras; porque dizem e não fazem. 4Atam fardos pesados, difíceis de carregar, e os põem sobre os ombros dos outros, mas eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. 5Praticam todas as suas obras

23.5
Mt 6.1
a fim de serem vistos pelos outros; pois alargam os seus filactérios
23.5
Dt 6.8
e alongam as franjas23.5 Enfeite de cordões trançados que os israelitas amarravam na barra da sua roupa a fim de lembrar que deviam ser fiéis a Deus de suas capas.
23.5
Nm 15.38-39
6Gostam do primeiro lugar nos banquetes e das primeiras cadeiras nas sinagogas, 7das saudações nas praças e de serem chamados de “mestre”. 8Mas vocês não serão chamados de “mestre”, porque um só é Mestre de vocês, e todos vocês são irmãos. 9Aqui na terra, não chamem ninguém de “pai”, porque só um é o Pai de vocês, aquele que está nos céus.
23.9
Mt 6.9
10Nem queiram ser chamados de “guias”, porque um só é o Guia de vocês, o Cristo. 11Mas o maior
23.11
Mt 20.26-27
Mc 9.35
10.43-44
Lc 22.26
entre vocês será o servo de vocês. 12Quem se exaltar
23.12
Lc 14.11
18.14
será humilhado; e quem se humilhar será exaltado.

13— Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês fecham o Reino dos Céus diante das pessoas; pois vocês mesmos não entram, nem deixam entrar os que estão entrando!

14[— Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês devoram as casas das viúvas

23.14
Is 10.2
e, para o justificar, fazem longas orações; por isso, vocês sofrerão juízo
23.14
Mc 12.40
muito mais severo!]23.14 O texto entre colchetes se encontra apenas em manuscritos mais recentes

15— Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês percorrem o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornam filho do inferno duas vezes mais do que vocês!

16— Ai de vocês, guias cegos, que dizem: “Se alguém jurar pelo santuário, isso não tem importância; mas, se alguém jurar pelo ouro do santuário, fica obrigado pelo que jurou!” 17Seus tolos e cegos! Qual é mais importante: o ouro ou o santuário que santifica o ouro? 18E vocês dizem: “Se alguém jurar pelo altar, isso não tem importância; mas, se alguém jurar pela oferta que está sobre o altar, fica obrigado pelo que jurou.” 19Cegos! Qual é mais importante: a oferta ou o altar que santifica a oferta? 20Portanto, quem jurar pelo altar jura por ele e por tudo o que está sobre ele. 21Quem jurar pelo santuário jura por ele e por aquele que nele habita; 22e quem jurar pelo céu jura pelo trono de Deus

23.22
Is 66.1
Mt 5.34
e por aquele que está sentado no trono.

23— Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês dão o dízimo

23.23
Lv 27.30
da hortelã, do endro e do cominho e desprezam os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Mas vocês deviam fazer estas coisas, sem omitir aquelas! 24Guias cegos! Coam um mosquito, mas engolem um camelo!

25— Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês limpam o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de roubo e de glutonaria! 26Fariseu cego! Limpe primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo!

27— Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês são semelhantes aos sepulcros pintados de branco,

23.27
At 23.3
que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! 28Assim também vocês, por fora, parecem justos aos olhos dos outros, mas, por dentro, estão cheios de hipocrisia e de maldade.

29— Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês edificam os sepulcros dos profetas, enfeitam os túmulos dos justos 30e dizem: “Se nós tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seus cúmplices, quando mataram os profetas!” 31Assim, vocês dão testemunho contra si mesmos de que são filhos dos que mataram os profetas. 32Portanto, tratem de terminar aquilo que os pais de vocês começaram.

33— Serpentes, raça de víboras!

23.33
Mt 3.7
Lc 3.7
Como esperam escapar da condenação do inferno? 34Por isso, eis que eu lhes envio profetas, sábios e escribas. A uns vocês matarão e a outros crucificarão; a outros ainda vocês açoitarão nas sinagogas e perseguirão de cidade em cidade; 35para que recaia sobre vocês todo o sangue justo derramado sobre a terra, desde o sangue do justo Abel
23.35
Gn 4.8
até o sangue de Zacarias,
23.35
2Cr 24.20-21
filho de Baraquias, a quem vocês mataram entre o santuário e o altar. 36Em verdade lhes digo que todas estas coisas hão de vir sobre a presente geração.

O lamento sobre Jerusalém

Lc 13.34-35

37— Jerusalém, Jerusalém! Você mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, mas vocês não quiseram! 38Eis que a casa de vocês ficará deserta.

23.38
Jr 22.5
39Pois eu lhes afirmo que, desde agora, não me verão mais, até que venham a dizer: “Bendito o que vem em nome do Senhor!”
23.39
Sl 118.26

24

O sermão profético

A destruição do templo

Mc 13.1-2; Lc 21.5-6

241Jesus saiu do templo e, enquanto caminhava, os seus discípulos se aproximaram para lhe mostrar as construções do templo. 2Ele, porém, lhes disse:

— Vocês estão vendo todas estas coisas? Em verdade lhes digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada.

O princípio das dores

Mc 13.3-13; Lc 21.7-19

3Jesus estava sentado no monte das Oliveiras quando os discípulos se aproximaram dele e, em particular, lhe pediram:

— Diga-nos quando essas coisas vão acontecer e que sinal haverá da sua vinda e do fim dos tempos.

4E Jesus respondeu:

— Tenham cuidado para que ninguém os engane. 5Porque muitos virão em meu nome, dizendo: “Eu sou o Cristo”; e enganarão a muitos. 6E vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras. Fiquem atentos e não se assustem, porque é necessário que isso aconteça, mas ainda não é o fim. 7Porque nação se levantará contra nação, e reino, contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. 8Porém todas essas coisas são o princípio das dores.

9— Vocês serão entregues para serem maltratados e eles os matarão. Vocês serão odiados por todas as nações por causa do meu nome. 10Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros. 11Muitos falsos profetas se levantarão e enganarão a muitos. 12E, por se multiplicar a maldade, o amor de muitos se esfriará. 13Aquele, porém, que ficar firme até o fim, esse será salvo.

24.13
Mt 10.22
14E será pregado este evangelho do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim.

A grande tribulação

Mc 13.14-24; Lc 21.20-23

15— Quando, pois, vocês virem, situado no lugar santo, o abominável da desolação

24.15
Dn 9.27
11.31
12.11
de que falou o profeta Daniel (quem lê entenda), 16então os que estiverem na Judeia fujam para os montes. 17Quem estiver no terraço não desça para tirar de casa alguma coisa. 18E quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. 19Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! 20Orem para que a fuga de vocês não aconteça no inverno, nem no sábado. 21Porque nesse tempo haverá grande tribulação,
24.21
Dn 12.1
Ap 7.14
como nunca houve desde o princípio do mundo até agora e nunca jamais haverá. 22Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados.

23— Então, se alguém disser a vocês: “Olhem! Aqui está o Cristo!” ou: “Ali está ele!”, não acreditem. 24Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, operando grandes sinais e prodígios, para enganar, se possível, os próprios eleitos. 25Eis que tenho predito isso a vocês. 26Portanto, se disserem a vocês: “Eis que ele está no deserto!”, não vão lá. Ou, se disserem: “Eis que ele está no interior da casa!”, não acreditem. 27Porque, assim como o relâmpago sai do Oriente e brilha até o Ocidente, assim será a vinda do Filho do Homem. 28Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres.

A vinda do Filho do Homem

Mc 13.24-27; Lc 21.25-28

29— Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá,

24.29
Is 13.10
Ez 32.7
Jl 2.31
Ap 6.12-13
a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus serão abalados. 30Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens
24.30
Dn 7.13
Ap 1.7
do céu, com poder e grande glória. 31E ele enviará os seus anjos, com grande som de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.

A parábola da figueira

Mc 13.28-31; Lc 21.29-33

32— Aprendam a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, vocês sabem que o verão está próximo. 33Assim, também vocês, quando virem todas estas coisas, saibam que está próximo, às portas. 34Em verdade lhes digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. 35Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.

Exortação à vigilância

Mc 13.32-37; Lc 17.26-30,34-36

36— Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai. 37Pois assim como foi nos dias de Noé,

24.37
Gn 6.5-8
assim será também a vinda do Filho do Homem. 38Pois assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, 39e não o perceberam, até que veio o dilúvio
24.39
Gn 7.6-24
e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem. 40Então dois estarão no campo: um será levado, e o outro será deixado; 41duas mulheres estarão trabalhando num moinho: uma será levada, e a outra será deixada.

42— Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o Senhor de vocês. 43Porém, considerem isto: se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44Por isso, estejam também vocês preparados, porque o Filho do Homem virá à hora em que vocês menos esperam.

24.42-44
Lc 12.35-40

A parábola do servo fiel e do servo mau

Lc 12.41-48

45— Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o senhor deixou encarregado dos demais servos, para lhes dar o sustento a seu tempo? 46Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. 47Em verdade lhes digo que lhe confiará todos os seus bens. 48Mas o que acontecerá se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: “Meu senhor demora para vir”, 49e começar a espancar os seus companheiros e a comer e beber com os bêbados? 50Virá o senhor daquele servo, em dia em que não o espera e em hora que não sabe, 51e irá aplicar-lhe um castigo severo, condenando-o com os hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes.

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