Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
19

A questão do divórcio

Mc 10.1-12

191Quando Jesus acabou de proferir estas palavras,

19.1
Mt 7.28
11.1
13.53
deixou a Galileia e foi para o território da Judeia, além do Jordão. 2Grandes multidões o seguiram, e ele as curou ali.

3Alguns fariseus se aproximaram de Jesus e, testando-o, perguntaram:

— É lícito ao homem repudiar a sua mulher por qualquer motivo?

4Jesus respondeu:

— Vocês não leram que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher

19.4
Gn 1.27
5.2
5e que disse: “Por isso o homem deixará o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”?
19.5
Gn 2.24
6De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, que ninguém separe o que Deus ajuntou.

7Os fariseus perguntaram:

— Então por que Moisés

19.7
Dt 24.1-4
Mt 5.31
ordenou dar uma carta de divórcio e repudiar a mulher?

8Jesus respondeu:

— Foi por causa da dureza do coração de vocês que Moisés permitiu que vocês repudiassem a mulher, mas não foi assim desde o princípio. 9Eu, porém, lhes digo: quem repudiar

19.9
Mt 5.32
1Co 7.10-11
a sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério.

10Os discípulos de Jesus disseram:

— Se essa é a situação do homem em relação à sua mulher, não convém casar.

11Jesus, porém, lhes respondeu:

— Nem todos são aptos para aceitar este ensinamento, mas apenas aqueles a quem isso é dado. 12Porque há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que se fizeram eunucos, por causa do Reino dos Céus. Quem é apto para aceitar isto, que aceite.

Jesus abençoa as crianças

Mc 10.13-16; Lc 18.15-17

13Então trouxeram algumas crianças a Jesus para que ele lhes impusesse as mãos e orasse, mas os discípulos os repreendiam. 14Jesus, porém, disse:

— Deixem os pequeninos e não os impeçam de vir a mim, porque dos tais é o Reino dos Céus.

15E, tendo-lhes imposto as mãos, retirou-se dali.

O jovem rico

Mc 10.17-22; Lc 18.18-23

16E eis que alguém, aproximando-se de Jesus, lhe perguntou:

— Mestre, que farei de bom para alcançar a vida eterna?

17Jesus respondeu:

— Por que você me pergunta a respeito do que é bom? Bom só existe um. Mas, se você quer entrar na vida, guarde os mandamentos.

18E ele lhe perguntou:

— Quais?

Jesus respondeu:

— “Não mate,

19.18
Êx 20.13
Dt 5.17
não cometa adultério,
19.18
Êx 20.14
Dt 5.18
não furte,
19.18
Êx 20.15
Dt 5.19
não dê falso testemunho;
19.18
Êx 20.16
Dt 5.20
19honre o seu pai e a sua mãe
19.19
Êx 20.12
Dt 5.16
e ame o seu próximo
19.19
Lv 19.18
como você ama a si mesmo.”

20O jovem disse:

— Tudo isso tenho observado. O que me falta ainda?

21Jesus respondeu:

— Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens, dê o dinheiro aos pobres e você terá um tesouro nos céus; depois, venha e siga-me.

22Mas o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades.

O perigo das riquezas

Mc 10.23-31; Lc 18.24-30

23Então Jesus disse aos seus discípulos:

— Em verdade lhes digo que um rico dificilmente entrará no Reino dos Céus. 24E ainda lhes digo que é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.

25Ouvindo isto, os discípulos ficaram muito admirados e perguntaram:

— Sendo assim, quem pode ser salvo?

26Jesus, olhando para eles, disse:

— Para os seres humanos isto é impossível, mas para Deus tudo é possível.

19.26
Gn 18.14
Jó 42.2
Jr 32.17

27Então Pedro, tomando a palavra, disse:

— Eis que nós deixamos tudo e seguimos o senhor; que será, pois, de nós?

28Jesus lhes respondeu:

— Em verdade lhes digo que, na regeneração, quando o Filho do Homem se assentar

19.28
Mt 25.31
no trono da sua glória, vocês que me seguiram também se assentarão em doze tronos
19.28
Lc 22.30
Ap 3.21
para julgar as doze tribos de Israel. 29E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna. 30Porém muitos primeiros serão últimos; e os últimos
19.30
Mt 20.16
Lc 13.30
serão primeiros.

20

A parábola dos trabalhadores na vinha

201— Porque o Reino dos Céus é semelhante a um homem, dono de terras, que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. 2E, tendo combinado com os trabalhadores o pagamento de um denário20.2 Moeda romana de prata, que era o pagamento por um dia de trabalho por dia, mandou-os para a vinha. 3Saindo por volta de nove horas da manhã, viu, na praça, outros que estavam desocupados 4e lhes disse: “Vão vocês também trabalhar na vinha, e eu lhes pagarei o que for justo.” 5Eles foram. Tendo saído de novo, perto do meio-dia e às três horas da tarde, fez a mesma coisa. 6E, saindo por volta de cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam desocupados e lhes perguntou: “Por que vocês ficaram desocupados o dia todo?” 7Eles responderam: “Porque ninguém nos contratou.” Então ele lhes disse: “Vão vocês também trabalhar na vinha.”

8— Ao cair da tarde, o dono da vinha disse ao seu administrador: “Chame os trabalhadores e pague-lhes o salário,

20.8
Lv 19.13
Dt 24.15
começando pelos últimos, indo até os primeiros.” 9Chegando os que foram contratados às cinco da tarde, cada um deles recebeu um denário. 10Ao chegarem os primeiros, pensaram que receberiam mais; porém também estes receberam um denário cada um. 11Mas, tendo-o recebido, começaram a murmurar contra o dono das terras, 12dizendo: “Estes últimos trabalharam apenas uma hora, mas você os igualou a nós, que suportamos a fadiga e o calor do dia.”

13— Então o dono disse a um deles: “Amigo, não estou sendo injusto com você. Você não combinou comigo trabalhar por um denário? 14Pegue o que é seu e saia daqui. Pois quero dar a este último tanto quanto dei a você. 15Será que não me é lícito fazer o que quero com o que é meu? Ou você ficou com inveja porque eu sou bom?”

16— Assim, os últimos serão primeiros,

20.16
Mt 19.30
Mc 10.31
Lc 13.30
e os primeiros serão últimos.

Jesus ainda outra vez prediz sua morte e ressurreição

Mc 10.32-34; Lc 18.31-34

17Estando Jesus para subir a Jerusalém, chamou os doze discípulos para um lado e, no caminho, lhes disse:

18— Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Eles vão condená-lo à morte 19e entregá-lo aos gentios para ser zombado, açoitado e crucificado; mas, ao terceiro dia, ressuscitará.

O pedido da mãe de Tiago e João

Mc 10.35-45

20Então se aproximou de Jesus a mulher de Zebedeu, com seus filhos, e, adorando-o, pediu-lhe um favor. 21Jesus lhe perguntou:

— O que você quer?

Ela respondeu:

— Mande que, no seu reino, estes meus dois filhos se assentem um à sua direita e o outro à sua esquerda.

22Mas Jesus disse:

— Vocês não sabem o que estão pedindo. Será que podem beber o cálice que eu estou para beber?

Eles responderam:

— Podemos.

23Então Jesus lhes disse:

— Vocês beberão o meu cálice. Quanto a sentar à minha direita e à minha esquerda, não me compete concedê-lo, pois é para aqueles a quem está preparado por meu Pai.

24Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram indignados com os dois irmãos. 25Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse:

— Vocês sabem que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. 26Mas entre vocês não será assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vocês, que se coloque a serviço dos outros; 27e quem quiser ser o primeiro entre vocês, que seja servo de vocês;

20.26-27
Mt 23.11
Mc 9.35
28tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.
20.24-28
Lc 22.24-27
2Co 8.9
Fp 2.7
1Tm 2.6
Tt 2.14
Hb 9.28

A cura de dois cegos de Jericó

Mc 10.46-52; Lc 18.35-43

29Saindo eles de Jericó, uma grande multidão seguia Jesus. 30E eis que dois cegos, sentados à beira do caminho, tendo ouvido que Jesus passava, começaram a gritar:

— Senhor, Filho de Davi,

20.30
Mt 9.27
15.22
tenha compaixão de nós!

31Mas a multidão os repreendia para que se calassem. Eles, porém, gritavam cada vez mais:

— Senhor, Filho de Davi, tenha compaixão de nós!

32Jesus parou, chamou-os e perguntou:

— O que vocês querem que eu lhes faça?

33Eles responderam:

— Senhor, que se abram os nossos olhos.

34Profundamente compadecido, Jesus tocou nos olhos deles. E imediatamente recuperaram a vista e o seguiram.

21

Jesus entra em Jerusalém

Mc 11.1-11; Lc 19.28-40; Jo 12.12-19

211Quando se aproximaram de Jerusalém e chegaram a Betfagé, ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos, 2dizendo-lhes:

— Vão até a aldeia que está diante de vocês e logo encontrarão presa uma jumenta e, com ela, um jumentinho. Desprendam e tragam para mim. 3E, se alguém disser alguma coisa, respondam: “O Senhor precisa deles.” E logo ele deixará que vocês tragam os animais.

4Ora, isto aconteceu para se cumprir o que foi dito por meio do profeta:

5“Digam à filha de Sião:

Eis que o seu Rei vem até você,

humilde, montado em jumenta,

e num jumentinho,

cria de animal de carga.”

21.5
Zc 9.9

6Indo os discípulos e tendo feito como Jesus lhes havia ordenado, 7trouxeram a jumenta e o jumentinho. Então puseram em cima deles as suas capas, e sobre elas Jesus montou. 8E a maior parte da multidão estendeu as suas capas no caminho, e outros cortavam ramos de árvores, espalhando-os pelo caminho. 9E as multidões, tanto as que iam adiante dele como as que o seguiam, clamavam:

“Hosana

21.9
Sl 118.25-26
ao Filho de Davi!

Bendito o que vem

em nome do Senhor!

Hosana nas maiores alturas!”

10E, quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou. E perguntavam:

— Quem é este?

11E as multidões respondiam:

— Este é o profeta

21.11
Lc 7.16
Jo 7.40
Jesus, de Nazaré da Galileia!

A purificação do templo

Mc 11.15-19; Lc 19.45-48; Jo 2.13-22

12Jesus entrou no templo e expulsou todos os que ali vendiam e compravam. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. 13E disse-lhes:

— Está escrito: “A minha casa será chamada ‘Casa de Oração’.”

21.13
Is 56.7
Mas vocês estão fazendo dela um covil de salteadores.
21.13
Jr 7.11

14Cegos e coxos se aproximaram de Jesus, no templo, e ele os curou. 15Mas, quando os principais sacerdotes e os escribas viram as maravilhas que Jesus fazia e as crianças que gritavam no templo: “Hosana ao Filho de Davi!”, ficaram indignados e perguntaram a Jesus:

16— Você está ouvindo o que estão dizendo?

Jesus respondeu:

— Sim! Vocês nunca leram: “Da boca de pequeninos e crianças de peito tiraste o perfeito louvor”?

21.16
Sl 8.2

17E, deixando-os, saiu da cidade e foi para Betânia, onde passou a noite.

A figueira sem fruto

Mc 11.12-14,20-24

18Cedo de manhã, ao voltar para a cidade, Jesus teve fome. 19E, vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela, mas não encontrou nada, a não ser folhas. Então Jesus disse à figueira:

— Nunca mais nasça fruto de você!

E a figueira secou imediatamente. 20Quando os discípulos viram isso, ficaram admirados e disseram:

— Como a figueira secou depressa!

21Ao que Jesus lhes disse:

— Em verdade lhes digo que, se tiverem fé

21.21
Mt 17.20
1Co 13.2
e não duvidarem, não somente farão o que foi feito à figueira, mas até mesmo, se disserem a este monte: “Levante-se e jogue-se no mar”, assim será feito. 22E tudo o que pedirem em oração, crendo, vocês receberão.

A autoridade de Jesus

Mc 11.27-33; Lc 20.1-8

23Jesus entrou no templo e, quando já estava ensinando, os principais sacerdotes e os anciãos do povo se aproximaram dele e perguntaram:

— Com que autoridade você faz estas coisas? E quem lhe deu esta autoridade?

24Jesus respondeu:

— Eu também vou fazer uma pergunta a vocês. Se me responderem, também eu lhes direi com que autoridade faço estas coisas. 25De onde era o batismo de João: do céu ou dos homens?

E eles discutiam entre si:

— Se dissermos: “Do céu”, ele nos dirá: “Então por que não acreditaram nele?” 26Mas, se dissermos: “Dos homens”, é de temer o povo. Porque todos consideram João um profeta.

27Então responderam a Jesus:

— Não sabemos.

E ele, por sua vez, lhes disse:

— Então eu também não lhes digo com que autoridade faço estas coisas.

A parábola dos dois filhos

28— O que vocês acham? Um homem tinha dois filhos. Chegando-se ao primeiro, disse: “Filho, vá hoje trabalhar na vinha.” 29Ele respondeu: “Não quero ir.” Mas depois, arrependido, foi. 30Dirigindo-se ao outro filho, o pai disse a mesma coisa. Ele respondeu: “Sim, senhor.” Mas não foi. 31Qual dos dois fez a vontade do pai?

Eles responderam:

— O primeiro.

Então Jesus disse:

— Em verdade lhes digo que os publicanos e as prostitutas estão entrando no Reino de Deus primeiro que vocês. 32Porque João veio até vocês no caminho da justiça, e vocês não acreditaram nele; no entanto, os publicanos

21.32
Lc 3.12
7.29-30
e as prostitutas acreditaram. Vocês, porém, mesmo vendo isso, não se arrependeram depois para acreditar nele.

A parábola dos lavradores maus

Mc 12.1-12; Lc 20.9-19

33— Escutem outra parábola. Havia um homem, dono de terras, que plantou uma vinha.

21.33
Is 5.1-2
Pôs uma cerca em volta dela, construiu nela um lagar,21.33 Tanque no qual se pisavam as uvas edificou uma torre e arrendou a vinha a uns lavradores. Depois, ausentou-se do país. 34Quando chegou o tempo da colheita, o dono da vinha mandou os seus servos aos lavradores, para receber os frutos que cabiam a ele. 35Mas os lavradores, agarrando os servos, espancaram um, mataram outro e apedrejaram ainda outro. 36O dono enviou ainda outros servos em maior número; e os lavradores fizeram a mesma coisa com eles. 37Por último, o dono da vinha enviou-lhes o seu próprio filho, pensando: “O meu filho eles respeitarão.” 38Mas os lavradores, vendo o filho, disseram uns aos outros: “Este é o herdeiro; venham, vamos matá-lo e ficar com a herança dele para nós.” 39E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e o mataram. 40Quando, pois, vier o dono da vinha, que fará àqueles lavradores?

41Eles responderam:

— Fará perecer horrivelmente aqueles malvados e arrendará a vinha a outros lavradores que lhe entregarão os frutos no tempo certo.

42Então Jesus perguntou:

— Vocês nunca leram nas Escrituras:

“A pedra que os construtores

rejeitaram,

essa veio a ser a pedra angular.

Isto procede do Senhor

e é maravilhoso

aos nossos olhos”?

21.42
Sl 118.22-23

43— Portanto, eu lhes digo que o Reino de Deus será tirado de vocês e entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos. 44Todo o que cair sobre esta pedra ficará em pedaços; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó.

45Os principais sacerdotes e os fariseus, ouvindo estas parábolas, entenderam que Jesus falava a respeito deles; 46e, embora quisessem prendê-lo, tinham medo das multidões, porque estas o consideravam como profeta.

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