Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
18

O maior no Reino dos Céus

Mc 9.33-37; Lc 9.46-48

181Naquela hora, os discípulos se aproximaram de Jesus e perguntaram:

— Quem é o maior

18.1
Lc 22.24
no Reino dos Céus?

2E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse:

— Em verdade lhes digo: se vocês não se converterem

18.3
Mc 10.15
Lc 18.17
e não se tornarem como crianças, de maneira nenhuma entrarão no Reino dos Céus. 4Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. 5E quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome, é a mim que recebe.

Os tropeços

Mc 9.42-48; Lc 17.1-2

6— E, se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, seria melhor para esse que uma grande pedra de moinho fosse pendurada ao seu pescoço e fosse afogado na profundeza do mar.

7— Ai do mundo por causa das pedras de tropeço! Porque é inevitável que elas existam, mas ai de quem é responsável por elas!

8— Se a sua mão

18.8
Mt 5.30
ou o seu pé leva você a tropeçar, corte-o e jogue fora; pois é melhor você entrar na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, ser lançado no fogo eterno. 9E, se um dos seus olhos
18.9
Mt 5.29
leva você a tropeçar, arranque-o e jogue fora; pois é melhor você entrar na vida com um só dos seus olhos do que, tendo os dois, ser lançado no inferno de fogo.

A ovelha desgarrada

Lc 15.3-7

10— Fiquem atentos, para não desprezarem nenhum destes pequeninos! Porque eu afirmo a vocês que os anjos deles, lá nos céus, veem incessantemente a face de meu Pai celeste. 11Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido.

18.11
Lc 19.10

12— O que vocês acham? Se um homem tiver cem ovelhas, e uma delas se desgarrar, não deixará ele nos montes as noventa e nove, indo procurar a que se desgarrou? 13E, se consegue encontrá-la, em verdade lhes digo que ficará mais alegre por causa desta do que pelas noventa e nove que não se desgarraram. 14Assim, não é da vontade do Pai de vocês, que está nos céus, que se perca um só destes pequeninos.

Como tratar um irmão que peca

Lc 17.3

15— Se o seu irmão pecar contra você, vá e repreenda-o em particular. Se ele ouvir, você ganhou o seu irmão. 16Mas, se não ouvir, leve ainda com você uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas,

18.16
Dt 17.6
19.15
toda questão seja decidida. 17E, se ele se recusar a ouvir essas pessoas, exponha o assunto à igreja; e, se ele se recusar a ouvir também a igreja, considere-o como gentio e publicano.

18— Em verdade lhes digo que tudo o que ligarem

18.18
Mt 16.19
Jo 20.23
na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligarem na terra terá sido desligado nos céus. 19Em verdade também lhes digo que, se dois de vocês, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que vierem a pedir, isso lhes será concedido por meu Pai, que está nos céus. 20Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.
18.20
Mt 28.20
1Co 5.4

A parábola do servo que não queria perdoar

Lc 17.4

21Então Pedro, aproximando-se, perguntou a Jesus:

— Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?

22Jesus respondeu:

— Não digo a você que perdoe até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

18.22
Gn 4.24

23— Por isso, o Reino dos Céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. 24E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.18.24 Quantia muito alta. Um talento equivalia a 34 quilos 25Não tendo ele, porém, com que pagar, o senhor desse servo ordenou que fossem vendidos ele, a mulher, os filhos e tudo o que possuía e que, assim, a dívida fosse paga. 26Então o servo, caindo aos pés dele, implorava: “Tenha paciência comigo, e pagarei tudo ao senhor.” 27E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida.

28— Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários.18.28 Moeda romana de prata, que era o pagamento por um dia de trabalho Agarrando-o, começou a sufocá-lo, dizendo: “Pague-me o que você me deve.” 29Então o seu conservo, caindo aos pés dele, pedia: “Tenha paciência comigo, e pagarei tudo a você.” 30Ele, porém, não quis. Pelo contrário, foi e o lançou na prisão, até que saldasse a dívida.

31— Vendo os seus companheiros o que havia acontecido, ficaram muito tristes e foram relatar ao seu senhor tudo o que havia acontecido. 32Então o senhor, chamando aquele servo, lhe disse: “Servo malvado, eu lhe perdoei aquela dívida toda porque você me implorou. 33Será que você também não devia ter compaixão do seu conservo, assim como eu tive compaixão de você?”

18.33
Ef 4.32
34E, indignando-se, o senhor entregou aquele servo aos carrascos, até que lhe pagasse toda a dívida. 35Assim também o meu Pai, que está no céu, fará com vocês, se do íntimo não perdoarem cada um a seu irmão.
18.35
Mt 6.14-15

19

A questão do divórcio

Mc 10.1-12

191Quando Jesus acabou de proferir estas palavras,

19.1
Mt 7.28
11.1
13.53
deixou a Galileia e foi para o território da Judeia, além do Jordão. 2Grandes multidões o seguiram, e ele as curou ali.

3Alguns fariseus se aproximaram de Jesus e, testando-o, perguntaram:

— É lícito ao homem repudiar a sua mulher por qualquer motivo?

4Jesus respondeu:

— Vocês não leram que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher

19.4
Gn 1.27
5.2
5e que disse: “Por isso o homem deixará o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”?
19.5
Gn 2.24
6De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, que ninguém separe o que Deus ajuntou.

7Os fariseus perguntaram:

— Então por que Moisés

19.7
Dt 24.1-4
Mt 5.31
ordenou dar uma carta de divórcio e repudiar a mulher?

8Jesus respondeu:

— Foi por causa da dureza do coração de vocês que Moisés permitiu que vocês repudiassem a mulher, mas não foi assim desde o princípio. 9Eu, porém, lhes digo: quem repudiar

19.9
Mt 5.32
1Co 7.10-11
a sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério.

10Os discípulos de Jesus disseram:

— Se essa é a situação do homem em relação à sua mulher, não convém casar.

11Jesus, porém, lhes respondeu:

— Nem todos são aptos para aceitar este ensinamento, mas apenas aqueles a quem isso é dado. 12Porque há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que se fizeram eunucos, por causa do Reino dos Céus. Quem é apto para aceitar isto, que aceite.

Jesus abençoa as crianças

Mc 10.13-16; Lc 18.15-17

13Então trouxeram algumas crianças a Jesus para que ele lhes impusesse as mãos e orasse, mas os discípulos os repreendiam. 14Jesus, porém, disse:

— Deixem os pequeninos e não os impeçam de vir a mim, porque dos tais é o Reino dos Céus.

15E, tendo-lhes imposto as mãos, retirou-se dali.

O jovem rico

Mc 10.17-22; Lc 18.18-23

16E eis que alguém, aproximando-se de Jesus, lhe perguntou:

— Mestre, que farei de bom para alcançar a vida eterna?

17Jesus respondeu:

— Por que você me pergunta a respeito do que é bom? Bom só existe um. Mas, se você quer entrar na vida, guarde os mandamentos.

18E ele lhe perguntou:

— Quais?

Jesus respondeu:

— “Não mate,

19.18
Êx 20.13
Dt 5.17
não cometa adultério,
19.18
Êx 20.14
Dt 5.18
não furte,
19.18
Êx 20.15
Dt 5.19
não dê falso testemunho;
19.18
Êx 20.16
Dt 5.20
19honre o seu pai e a sua mãe
19.19
Êx 20.12
Dt 5.16
e ame o seu próximo
19.19
Lv 19.18
como você ama a si mesmo.”

20O jovem disse:

— Tudo isso tenho observado. O que me falta ainda?

21Jesus respondeu:

— Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens, dê o dinheiro aos pobres e você terá um tesouro nos céus; depois, venha e siga-me.

22Mas o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades.

O perigo das riquezas

Mc 10.23-31; Lc 18.24-30

23Então Jesus disse aos seus discípulos:

— Em verdade lhes digo que um rico dificilmente entrará no Reino dos Céus. 24E ainda lhes digo que é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.

25Ouvindo isto, os discípulos ficaram muito admirados e perguntaram:

— Sendo assim, quem pode ser salvo?

26Jesus, olhando para eles, disse:

— Para os seres humanos isto é impossível, mas para Deus tudo é possível.

19.26
Gn 18.14
Jó 42.2
Jr 32.17

27Então Pedro, tomando a palavra, disse:

— Eis que nós deixamos tudo e seguimos o senhor; que será, pois, de nós?

28Jesus lhes respondeu:

— Em verdade lhes digo que, na regeneração, quando o Filho do Homem se assentar

19.28
Mt 25.31
no trono da sua glória, vocês que me seguiram também se assentarão em doze tronos
19.28
Lc 22.30
Ap 3.21
para julgar as doze tribos de Israel. 29E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna. 30Porém muitos primeiros serão últimos; e os últimos
19.30
Mt 20.16
Lc 13.30
serão primeiros.

20

A parábola dos trabalhadores na vinha

201— Porque o Reino dos Céus é semelhante a um homem, dono de terras, que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. 2E, tendo combinado com os trabalhadores o pagamento de um denário20.2 Moeda romana de prata, que era o pagamento por um dia de trabalho por dia, mandou-os para a vinha. 3Saindo por volta de nove horas da manhã, viu, na praça, outros que estavam desocupados 4e lhes disse: “Vão vocês também trabalhar na vinha, e eu lhes pagarei o que for justo.” 5Eles foram. Tendo saído de novo, perto do meio-dia e às três horas da tarde, fez a mesma coisa. 6E, saindo por volta de cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam desocupados e lhes perguntou: “Por que vocês ficaram desocupados o dia todo?” 7Eles responderam: “Porque ninguém nos contratou.” Então ele lhes disse: “Vão vocês também trabalhar na vinha.”

8— Ao cair da tarde, o dono da vinha disse ao seu administrador: “Chame os trabalhadores e pague-lhes o salário,

20.8
Lv 19.13
Dt 24.15
começando pelos últimos, indo até os primeiros.” 9Chegando os que foram contratados às cinco da tarde, cada um deles recebeu um denário. 10Ao chegarem os primeiros, pensaram que receberiam mais; porém também estes receberam um denário cada um. 11Mas, tendo-o recebido, começaram a murmurar contra o dono das terras, 12dizendo: “Estes últimos trabalharam apenas uma hora, mas você os igualou a nós, que suportamos a fadiga e o calor do dia.”

13— Então o dono disse a um deles: “Amigo, não estou sendo injusto com você. Você não combinou comigo trabalhar por um denário? 14Pegue o que é seu e saia daqui. Pois quero dar a este último tanto quanto dei a você. 15Será que não me é lícito fazer o que quero com o que é meu? Ou você ficou com inveja porque eu sou bom?”

16— Assim, os últimos serão primeiros,

20.16
Mt 19.30
Mc 10.31
Lc 13.30
e os primeiros serão últimos.

Jesus ainda outra vez prediz sua morte e ressurreição

Mc 10.32-34; Lc 18.31-34

17Estando Jesus para subir a Jerusalém, chamou os doze discípulos para um lado e, no caminho, lhes disse:

18— Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Eles vão condená-lo à morte 19e entregá-lo aos gentios para ser zombado, açoitado e crucificado; mas, ao terceiro dia, ressuscitará.

O pedido da mãe de Tiago e João

Mc 10.35-45

20Então se aproximou de Jesus a mulher de Zebedeu, com seus filhos, e, adorando-o, pediu-lhe um favor. 21Jesus lhe perguntou:

— O que você quer?

Ela respondeu:

— Mande que, no seu reino, estes meus dois filhos se assentem um à sua direita e o outro à sua esquerda.

22Mas Jesus disse:

— Vocês não sabem o que estão pedindo. Será que podem beber o cálice que eu estou para beber?

Eles responderam:

— Podemos.

23Então Jesus lhes disse:

— Vocês beberão o meu cálice. Quanto a sentar à minha direita e à minha esquerda, não me compete concedê-lo, pois é para aqueles a quem está preparado por meu Pai.

24Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram indignados com os dois irmãos. 25Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse:

— Vocês sabem que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. 26Mas entre vocês não será assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vocês, que se coloque a serviço dos outros; 27e quem quiser ser o primeiro entre vocês, que seja servo de vocês;

20.26-27
Mt 23.11
Mc 9.35
28tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.
20.24-28
Lc 22.24-27
2Co 8.9
Fp 2.7
1Tm 2.6
Tt 2.14
Hb 9.28

A cura de dois cegos de Jericó

Mc 10.46-52; Lc 18.35-43

29Saindo eles de Jericó, uma grande multidão seguia Jesus. 30E eis que dois cegos, sentados à beira do caminho, tendo ouvido que Jesus passava, começaram a gritar:

— Senhor, Filho de Davi,

20.30
Mt 9.27
15.22
tenha compaixão de nós!

31Mas a multidão os repreendia para que se calassem. Eles, porém, gritavam cada vez mais:

— Senhor, Filho de Davi, tenha compaixão de nós!

32Jesus parou, chamou-os e perguntou:

— O que vocês querem que eu lhes faça?

33Eles responderam:

— Senhor, que se abram os nossos olhos.

34Profundamente compadecido, Jesus tocou nos olhos deles. E imediatamente recuperaram a vista e o seguiram.

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