Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
17

A transfiguração de Jesus

Mc 9.2-8; Lc 9.28-36

171Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro e os irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. 2E Jesus foi transfigurado diante deles. O seu rosto resplandecia como o sol,

17.2
Êx 34.29
e as suas roupas se tornaram brancas como a luz. 3E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com Jesus. 4Então Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus:

— Senhor, bom é estarmos aqui. Se o senhor quiser, farei aqui três tendas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias.

5Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia:

— Este é o meu Filho amado, em quem me agrado;

17.5
Is 42.1
escutem o que ele diz!
17.5
Mt 3.17
12.18
Mc 1.11
Lc 3.22

6Ao ouvirem aquela voz, os discípulos caíram de bruços, tomados de grande medo.

17.1-6
2Pe 1.17-18
7Jesus aproximou-se e tocou neles, dizendo:

— Levantem-se e não tenham medo!

8Então eles, levantando os olhos, não viram mais ninguém, a não ser Jesus.

A vinda de Elias

Mc 9.9-13

9Ao descerem do monte, Jesus lhes ordenou:

— Não contem a ninguém o que vocês viram, até que o Filho do Homem ressuscite dentre os mortos.

10Mas os discípulos perguntaram a Jesus:

— Por que, então, os escribas dizem ser necessário que Elias

17.10
Ml 4.5
venha primeiro?

11Jesus respondeu:

— De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas. 12Eu, porém, lhes digo que Elias

17.12
Mt 11.14
já veio, e não o reconheceram; pelo contrário, fizeram com ele tudo o que quiseram. Assim também o Filho do Homem irá sofrer nas mãos deles.

13Então os discípulos entenderam que ele estava se referindo a João Batista.

A cura de um menino

Mc 9.14-29; Lc 9.37-43a

14Quando eles chegaram para junto da multidão, um homem se aproximou de Jesus, ajoelhou-se e disse:

15— Senhor, tenha compaixão do meu filho, porque ele tem convulsões e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo e outras tantas cai na água. 16Apresentei-o aos seus discípulos, mas eles não puderam curá-lo.

17Jesus exclamou:

— Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei com vocês? Até quando terei de suportá-los? Tragam o menino até aqui.

18E Jesus repreendeu o demônio, e este saiu do menino; e, desde aquela hora, o menino ficou curado.

19Então os discípulos, aproximando-se de Jesus, perguntaram em particular:

— Por que motivo nós não pudemos expulsá-lo?

20Jesus respondeu:

— Por causa da pequenez da fé que vocês têm. Pois em verdade lhes digo que, se tiverem fé

17.20
Mt 21.21
Mc 11.23
1Co 13.2
como um grão de mostarda, dirão a este monte: “Mude-se daqui para lá”, e ele se mudará. Nada lhes será impossível. 21[Mas esse tipo de demônio só pode ser expulso por meio de oração
17.21
Mc 9.29
e jejum.]17.21 O texto entre colchetes se encontra apenas em manuscritos mais recentes

De novo Jesus prediz a sua morte e ressurreição

Mc 9.30-32; Lc 9.43b-45

22Quando eles estavam reunidos na Galileia, Jesus lhes disse:

— O Filho do Homem está para ser entregue nas mãos dos homens, 23e estes o matarão; mas, ao terceiro dia, ressuscitará.

Então os discípulos ficaram muito tristes.

Jesus paga imposto

24Quando Jesus e os discípulos chegaram a Cafarnaum, os que cobravam o imposto

17.24
Êx 30.13
38.26
das duas dracmas17.24 Trata-se do imposto do templo se dirigiram a Pedro e perguntaram:

— O Mestre de vocês não paga as duas dracmas?

25Pedro respondeu:

— Claro que paga!

Quando Pedro estava entrando em casa, Jesus se adiantou, dizendo:

— Simão, o que você acha? De quem os reis da terra cobram impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos?

26Quando Pedro respondeu: “Dos estranhos”, Jesus lhe disse:

— Logo, os filhos estão isentos. 27Mas, para que não os escandalizemos, vá ao mar, jogue o anzol e puxe o primeiro peixe que fisgar. Ao abrir a boca do peixe, você encontrará uma moeda.17.27 Um estáter, moeda que valia quatro dracmas Pegue essa moeda e entregue aos cobradores, para pagar o meu imposto e o seu.

18

O maior no Reino dos Céus

Mc 9.33-37; Lc 9.46-48

181Naquela hora, os discípulos se aproximaram de Jesus e perguntaram:

— Quem é o maior

18.1
Lc 22.24
no Reino dos Céus?

2E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse:

— Em verdade lhes digo: se vocês não se converterem

18.3
Mc 10.15
Lc 18.17
e não se tornarem como crianças, de maneira nenhuma entrarão no Reino dos Céus. 4Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. 5E quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome, é a mim que recebe.

Os tropeços

Mc 9.42-48; Lc 17.1-2

6— E, se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, seria melhor para esse que uma grande pedra de moinho fosse pendurada ao seu pescoço e fosse afogado na profundeza do mar.

7— Ai do mundo por causa das pedras de tropeço! Porque é inevitável que elas existam, mas ai de quem é responsável por elas!

8— Se a sua mão

18.8
Mt 5.30
ou o seu pé leva você a tropeçar, corte-o e jogue fora; pois é melhor você entrar na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, ser lançado no fogo eterno. 9E, se um dos seus olhos
18.9
Mt 5.29
leva você a tropeçar, arranque-o e jogue fora; pois é melhor você entrar na vida com um só dos seus olhos do que, tendo os dois, ser lançado no inferno de fogo.

A ovelha desgarrada

Lc 15.3-7

10— Fiquem atentos, para não desprezarem nenhum destes pequeninos! Porque eu afirmo a vocês que os anjos deles, lá nos céus, veem incessantemente a face de meu Pai celeste. 11Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido.

18.11
Lc 19.10

12— O que vocês acham? Se um homem tiver cem ovelhas, e uma delas se desgarrar, não deixará ele nos montes as noventa e nove, indo procurar a que se desgarrou? 13E, se consegue encontrá-la, em verdade lhes digo que ficará mais alegre por causa desta do que pelas noventa e nove que não se desgarraram. 14Assim, não é da vontade do Pai de vocês, que está nos céus, que se perca um só destes pequeninos.

Como tratar um irmão que peca

Lc 17.3

15— Se o seu irmão pecar contra você, vá e repreenda-o em particular. Se ele ouvir, você ganhou o seu irmão. 16Mas, se não ouvir, leve ainda com você uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas,

18.16
Dt 17.6
19.15
toda questão seja decidida. 17E, se ele se recusar a ouvir essas pessoas, exponha o assunto à igreja; e, se ele se recusar a ouvir também a igreja, considere-o como gentio e publicano.

18— Em verdade lhes digo que tudo o que ligarem

18.18
Mt 16.19
Jo 20.23
na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligarem na terra terá sido desligado nos céus. 19Em verdade também lhes digo que, se dois de vocês, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que vierem a pedir, isso lhes será concedido por meu Pai, que está nos céus. 20Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.
18.20
Mt 28.20
1Co 5.4

A parábola do servo que não queria perdoar

Lc 17.4

21Então Pedro, aproximando-se, perguntou a Jesus:

— Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?

22Jesus respondeu:

— Não digo a você que perdoe até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

18.22
Gn 4.24

23— Por isso, o Reino dos Céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. 24E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.18.24 Quantia muito alta. Um talento equivalia a 34 quilos 25Não tendo ele, porém, com que pagar, o senhor desse servo ordenou que fossem vendidos ele, a mulher, os filhos e tudo o que possuía e que, assim, a dívida fosse paga. 26Então o servo, caindo aos pés dele, implorava: “Tenha paciência comigo, e pagarei tudo ao senhor.” 27E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida.

28— Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários.18.28 Moeda romana de prata, que era o pagamento por um dia de trabalho Agarrando-o, começou a sufocá-lo, dizendo: “Pague-me o que você me deve.” 29Então o seu conservo, caindo aos pés dele, pedia: “Tenha paciência comigo, e pagarei tudo a você.” 30Ele, porém, não quis. Pelo contrário, foi e o lançou na prisão, até que saldasse a dívida.

31— Vendo os seus companheiros o que havia acontecido, ficaram muito tristes e foram relatar ao seu senhor tudo o que havia acontecido. 32Então o senhor, chamando aquele servo, lhe disse: “Servo malvado, eu lhe perdoei aquela dívida toda porque você me implorou. 33Será que você também não devia ter compaixão do seu conservo, assim como eu tive compaixão de você?”

18.33
Ef 4.32
34E, indignando-se, o senhor entregou aquele servo aos carrascos, até que lhe pagasse toda a dívida. 35Assim também o meu Pai, que está no céu, fará com vocês, se do íntimo não perdoarem cada um a seu irmão.
18.35
Mt 6.14-15

19

A questão do divórcio

Mc 10.1-12

191Quando Jesus acabou de proferir estas palavras,

19.1
Mt 7.28
11.1
13.53
deixou a Galileia e foi para o território da Judeia, além do Jordão. 2Grandes multidões o seguiram, e ele as curou ali.

3Alguns fariseus se aproximaram de Jesus e, testando-o, perguntaram:

— É lícito ao homem repudiar a sua mulher por qualquer motivo?

4Jesus respondeu:

— Vocês não leram que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher

19.4
Gn 1.27
5.2
5e que disse: “Por isso o homem deixará o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”?
19.5
Gn 2.24
6De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, que ninguém separe o que Deus ajuntou.

7Os fariseus perguntaram:

— Então por que Moisés

19.7
Dt 24.1-4
Mt 5.31
ordenou dar uma carta de divórcio e repudiar a mulher?

8Jesus respondeu:

— Foi por causa da dureza do coração de vocês que Moisés permitiu que vocês repudiassem a mulher, mas não foi assim desde o princípio. 9Eu, porém, lhes digo: quem repudiar

19.9
Mt 5.32
1Co 7.10-11
a sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério.

10Os discípulos de Jesus disseram:

— Se essa é a situação do homem em relação à sua mulher, não convém casar.

11Jesus, porém, lhes respondeu:

— Nem todos são aptos para aceitar este ensinamento, mas apenas aqueles a quem isso é dado. 12Porque há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que se fizeram eunucos, por causa do Reino dos Céus. Quem é apto para aceitar isto, que aceite.

Jesus abençoa as crianças

Mc 10.13-16; Lc 18.15-17

13Então trouxeram algumas crianças a Jesus para que ele lhes impusesse as mãos e orasse, mas os discípulos os repreendiam. 14Jesus, porém, disse:

— Deixem os pequeninos e não os impeçam de vir a mim, porque dos tais é o Reino dos Céus.

15E, tendo-lhes imposto as mãos, retirou-se dali.

O jovem rico

Mc 10.17-22; Lc 18.18-23

16E eis que alguém, aproximando-se de Jesus, lhe perguntou:

— Mestre, que farei de bom para alcançar a vida eterna?

17Jesus respondeu:

— Por que você me pergunta a respeito do que é bom? Bom só existe um. Mas, se você quer entrar na vida, guarde os mandamentos.

18E ele lhe perguntou:

— Quais?

Jesus respondeu:

— “Não mate,

19.18
Êx 20.13
Dt 5.17
não cometa adultério,
19.18
Êx 20.14
Dt 5.18
não furte,
19.18
Êx 20.15
Dt 5.19
não dê falso testemunho;
19.18
Êx 20.16
Dt 5.20
19honre o seu pai e a sua mãe
19.19
Êx 20.12
Dt 5.16
e ame o seu próximo
19.19
Lv 19.18
como você ama a si mesmo.”

20O jovem disse:

— Tudo isso tenho observado. O que me falta ainda?

21Jesus respondeu:

— Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens, dê o dinheiro aos pobres e você terá um tesouro nos céus; depois, venha e siga-me.

22Mas o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades.

O perigo das riquezas

Mc 10.23-31; Lc 18.24-30

23Então Jesus disse aos seus discípulos:

— Em verdade lhes digo que um rico dificilmente entrará no Reino dos Céus. 24E ainda lhes digo que é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.

25Ouvindo isto, os discípulos ficaram muito admirados e perguntaram:

— Sendo assim, quem pode ser salvo?

26Jesus, olhando para eles, disse:

— Para os seres humanos isto é impossível, mas para Deus tudo é possível.

19.26
Gn 18.14
Jó 42.2
Jr 32.17

27Então Pedro, tomando a palavra, disse:

— Eis que nós deixamos tudo e seguimos o senhor; que será, pois, de nós?

28Jesus lhes respondeu:

— Em verdade lhes digo que, na regeneração, quando o Filho do Homem se assentar

19.28
Mt 25.31
no trono da sua glória, vocês que me seguiram também se assentarão em doze tronos
19.28
Lc 22.30
Ap 3.21
para julgar as doze tribos de Israel. 29E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna. 30Porém muitos primeiros serão últimos; e os últimos
19.30
Mt 20.16
Lc 13.30
serão primeiros.