Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
16

O pedido por um sinal

Mc 8.11-13; Lc 12.54-56

161Os fariseus e os saduceus se aproximaram de Jesus e, tentando-o, pediram-lhe que lhes mostrasse um sinal vindo do céu.

16.1
Mt 12.38
Jo 4.48
1Co 1.22
2Mas Jesus respondeu:

— Chegada a tarde, vocês dizem: “Teremos tempo bom, porque o céu está avermelhado.” 3E, pela manhã, vocês dizem: “Hoje teremos tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio.” Na verdade, vocês sabem interpretar a aparência do céu. Então como não são capazes de interpretar os sinais dos tempos? 4Uma geração perversa e adúltera pede um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, senão o de Jonas.

16.4
Jn 3.4-5

E, deixando-os, Jesus se retirou.

16.1-4
Mt 12.38-42
Lc 11.29-32

O fermento dos fariseus e dos saduceus

Mc 8.14-21

5Ora, tendo os discípulos passado para a outra margem do lago, esqueceram-se de levar pão. 6E Jesus lhes disse:

— Fiquem atentos e tenham cuidado com o fermento dos fariseus

16.6
Lc 12.1
e dos saduceus.

7Eles, porém, começaram a discutir entre si, dizendo:

— Ele diz isso porque não trouxemos pão.

8Jesus percebeu isso e perguntou:

— Por que estão discutindo entre vocês, homens de pequena fé, sobre o fato de não terem pão? 9Vocês ainda não percebem, nem se lembram dos cinco pães

16.9
Mt 14.17-21
para cinco mil homens e de quantos cestos vocês recolheram? 10Nem dos sete pães
16.10
Mt 15.34-38
para os quatro mil e de quantos cestos vocês recolheram? 11Como não compreendem que eu não estava falando com vocês a respeito de pães? Tenham cuidado com o fermento dos fariseus e dos saduceus.

12Então entenderam que Jesus lhes tinha dito que tivessem cuidado não com o fermento usado no pão, mas com a doutrina dos fariseus e saduceus.

A confissão de Pedro

Mc 8.27-30; Lc 9.18-21

13Indo Jesus para a região de Cesareia de Filipe, perguntou a seus discípulos:

— Quem os outros dizem que é o Filho do Homem?

14E eles responderam:

— Uns dizem que é João Batista;

16.14
Mt 14.1-2
Mc 6.14-15
Lc 9.7-8
outros dizem que é Elias; e outros dizem que é Jeremias ou um dos profetas.

15Ao que Jesus perguntou:

— E vocês, quem dizem que eu sou?

16Respondendo, Simão Pedro

16.16
Jo 6.68-69
disse:

— O senhor é o Cristo, o Filho do Deus vivo.

16.16
Sl 42.2

17Então Jesus lhe afirmou:

— Bem-aventurado é você, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que revelaram isso a você, mas meu Pai, que está nos céus. 18Também eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19Eu lhe darei as chaves do Reino dos Céus; o que você ligar

16.19
Mt 18.18
Jo 20.23
na terra terá sido ligado nos céus; e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus.

20Então Jesus ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Cristo.

Jesus prediz a sua morte e ressurreição

Mc 8.31-33; Lc 9.22

21Desde esse tempo, Jesus começou a mostrar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse para Jerusalém, sofresse muitas coisas nas mãos dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, fosse morto e, no terceiro dia, ressuscitasse. 22Então Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo, dizendo:

— Que Deus não permita, Senhor! Isso de modo nenhum irá lhe acontecer.

23Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro:

— Saia da minha frente, Satanás!

16.23
Mt 4.10
Você é para mim uma pedra de tropeço, porque não leva em consideração as coisas de Deus, e sim as dos homens.

Tome a sua cruz

Mc 8.34—9.1; Lc 9.23-27

24Então Jesus disse aos seus discípulos:

— Se alguém

16.24
Mt 10.38
Lc 14.27
quer vir após mim, negue a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. 25Pois quem quiser salvar
16.25
Mt 10.39
Lc 17.33
Jo 12.25
a sua vida a perderá; e quem perder a vida por minha causa, esse a achará. 26De que adiantará uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará uma pessoa em troca de sua alma? 27Porque o Filho do Homem há de vir
16.27
Mt 25.31
na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá
16.27
Sl 62.12
a cada um conforme as suas obras. 28Em verdade lhes digo que, dos que aqui se encontram, existem alguns que não passarão pela morte até que vejam o Filho do Homem vir no seu Reino.

17

A transfiguração de Jesus

Mc 9.2-8; Lc 9.28-36

171Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro e os irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. 2E Jesus foi transfigurado diante deles. O seu rosto resplandecia como o sol,

17.2
Êx 34.29
e as suas roupas se tornaram brancas como a luz. 3E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com Jesus. 4Então Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus:

— Senhor, bom é estarmos aqui. Se o senhor quiser, farei aqui três tendas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias.

5Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia:

— Este é o meu Filho amado, em quem me agrado;

17.5
Is 42.1
escutem o que ele diz!
17.5
Mt 3.17
12.18
Mc 1.11
Lc 3.22

6Ao ouvirem aquela voz, os discípulos caíram de bruços, tomados de grande medo.

17.1-6
2Pe 1.17-18
7Jesus aproximou-se e tocou neles, dizendo:

— Levantem-se e não tenham medo!

8Então eles, levantando os olhos, não viram mais ninguém, a não ser Jesus.

A vinda de Elias

Mc 9.9-13

9Ao descerem do monte, Jesus lhes ordenou:

— Não contem a ninguém o que vocês viram, até que o Filho do Homem ressuscite dentre os mortos.

10Mas os discípulos perguntaram a Jesus:

— Por que, então, os escribas dizem ser necessário que Elias

17.10
Ml 4.5
venha primeiro?

11Jesus respondeu:

— De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas. 12Eu, porém, lhes digo que Elias

17.12
Mt 11.14
já veio, e não o reconheceram; pelo contrário, fizeram com ele tudo o que quiseram. Assim também o Filho do Homem irá sofrer nas mãos deles.

13Então os discípulos entenderam que ele estava se referindo a João Batista.

A cura de um menino

Mc 9.14-29; Lc 9.37-43a

14Quando eles chegaram para junto da multidão, um homem se aproximou de Jesus, ajoelhou-se e disse:

15— Senhor, tenha compaixão do meu filho, porque ele tem convulsões e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo e outras tantas cai na água. 16Apresentei-o aos seus discípulos, mas eles não puderam curá-lo.

17Jesus exclamou:

— Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei com vocês? Até quando terei de suportá-los? Tragam o menino até aqui.

18E Jesus repreendeu o demônio, e este saiu do menino; e, desde aquela hora, o menino ficou curado.

19Então os discípulos, aproximando-se de Jesus, perguntaram em particular:

— Por que motivo nós não pudemos expulsá-lo?

20Jesus respondeu:

— Por causa da pequenez da fé que vocês têm. Pois em verdade lhes digo que, se tiverem fé

17.20
Mt 21.21
Mc 11.23
1Co 13.2
como um grão de mostarda, dirão a este monte: “Mude-se daqui para lá”, e ele se mudará. Nada lhes será impossível. 21[Mas esse tipo de demônio só pode ser expulso por meio de oração
17.21
Mc 9.29
e jejum.]17.21 O texto entre colchetes se encontra apenas em manuscritos mais recentes

De novo Jesus prediz a sua morte e ressurreição

Mc 9.30-32; Lc 9.43b-45

22Quando eles estavam reunidos na Galileia, Jesus lhes disse:

— O Filho do Homem está para ser entregue nas mãos dos homens, 23e estes o matarão; mas, ao terceiro dia, ressuscitará.

Então os discípulos ficaram muito tristes.

Jesus paga imposto

24Quando Jesus e os discípulos chegaram a Cafarnaum, os que cobravam o imposto

17.24
Êx 30.13
38.26
das duas dracmas17.24 Trata-se do imposto do templo se dirigiram a Pedro e perguntaram:

— O Mestre de vocês não paga as duas dracmas?

25Pedro respondeu:

— Claro que paga!

Quando Pedro estava entrando em casa, Jesus se adiantou, dizendo:

— Simão, o que você acha? De quem os reis da terra cobram impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos?

26Quando Pedro respondeu: “Dos estranhos”, Jesus lhe disse:

— Logo, os filhos estão isentos. 27Mas, para que não os escandalizemos, vá ao mar, jogue o anzol e puxe o primeiro peixe que fisgar. Ao abrir a boca do peixe, você encontrará uma moeda.17.27 Um estáter, moeda que valia quatro dracmas Pegue essa moeda e entregue aos cobradores, para pagar o meu imposto e o seu.

18

O maior no Reino dos Céus

Mc 9.33-37; Lc 9.46-48

181Naquela hora, os discípulos se aproximaram de Jesus e perguntaram:

— Quem é o maior

18.1
Lc 22.24
no Reino dos Céus?

2E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse:

— Em verdade lhes digo: se vocês não se converterem

18.3
Mc 10.15
Lc 18.17
e não se tornarem como crianças, de maneira nenhuma entrarão no Reino dos Céus. 4Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. 5E quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome, é a mim que recebe.

Os tropeços

Mc 9.42-48; Lc 17.1-2

6— E, se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, seria melhor para esse que uma grande pedra de moinho fosse pendurada ao seu pescoço e fosse afogado na profundeza do mar.

7— Ai do mundo por causa das pedras de tropeço! Porque é inevitável que elas existam, mas ai de quem é responsável por elas!

8— Se a sua mão

18.8
Mt 5.30
ou o seu pé leva você a tropeçar, corte-o e jogue fora; pois é melhor você entrar na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, ser lançado no fogo eterno. 9E, se um dos seus olhos
18.9
Mt 5.29
leva você a tropeçar, arranque-o e jogue fora; pois é melhor você entrar na vida com um só dos seus olhos do que, tendo os dois, ser lançado no inferno de fogo.

A ovelha desgarrada

Lc 15.3-7

10— Fiquem atentos, para não desprezarem nenhum destes pequeninos! Porque eu afirmo a vocês que os anjos deles, lá nos céus, veem incessantemente a face de meu Pai celeste. 11Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido.

18.11
Lc 19.10

12— O que vocês acham? Se um homem tiver cem ovelhas, e uma delas se desgarrar, não deixará ele nos montes as noventa e nove, indo procurar a que se desgarrou? 13E, se consegue encontrá-la, em verdade lhes digo que ficará mais alegre por causa desta do que pelas noventa e nove que não se desgarraram. 14Assim, não é da vontade do Pai de vocês, que está nos céus, que se perca um só destes pequeninos.

Como tratar um irmão que peca

Lc 17.3

15— Se o seu irmão pecar contra você, vá e repreenda-o em particular. Se ele ouvir, você ganhou o seu irmão. 16Mas, se não ouvir, leve ainda com você uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas,

18.16
Dt 17.6
19.15
toda questão seja decidida. 17E, se ele se recusar a ouvir essas pessoas, exponha o assunto à igreja; e, se ele se recusar a ouvir também a igreja, considere-o como gentio e publicano.

18— Em verdade lhes digo que tudo o que ligarem

18.18
Mt 16.19
Jo 20.23
na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligarem na terra terá sido desligado nos céus. 19Em verdade também lhes digo que, se dois de vocês, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que vierem a pedir, isso lhes será concedido por meu Pai, que está nos céus. 20Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.
18.20
Mt 28.20
1Co 5.4

A parábola do servo que não queria perdoar

Lc 17.4

21Então Pedro, aproximando-se, perguntou a Jesus:

— Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?

22Jesus respondeu:

— Não digo a você que perdoe até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

18.22
Gn 4.24

23— Por isso, o Reino dos Céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. 24E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.18.24 Quantia muito alta. Um talento equivalia a 34 quilos 25Não tendo ele, porém, com que pagar, o senhor desse servo ordenou que fossem vendidos ele, a mulher, os filhos e tudo o que possuía e que, assim, a dívida fosse paga. 26Então o servo, caindo aos pés dele, implorava: “Tenha paciência comigo, e pagarei tudo ao senhor.” 27E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida.

28— Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários.18.28 Moeda romana de prata, que era o pagamento por um dia de trabalho Agarrando-o, começou a sufocá-lo, dizendo: “Pague-me o que você me deve.” 29Então o seu conservo, caindo aos pés dele, pedia: “Tenha paciência comigo, e pagarei tudo a você.” 30Ele, porém, não quis. Pelo contrário, foi e o lançou na prisão, até que saldasse a dívida.

31— Vendo os seus companheiros o que havia acontecido, ficaram muito tristes e foram relatar ao seu senhor tudo o que havia acontecido. 32Então o senhor, chamando aquele servo, lhe disse: “Servo malvado, eu lhe perdoei aquela dívida toda porque você me implorou. 33Será que você também não devia ter compaixão do seu conservo, assim como eu tive compaixão de você?”

18.33
Ef 4.32
34E, indignando-se, o senhor entregou aquele servo aos carrascos, até que lhe pagasse toda a dívida. 35Assim também o meu Pai, que está no céu, fará com vocês, se do íntimo não perdoarem cada um a seu irmão.
18.35
Mt 6.14-15

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