Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
15

Jesus e a tradição dos anciãos

Mc 7.1-23

151Então alguns fariseus e escribas vieram de Jerusalém até Jesus e perguntaram:

2— Por que os seus discípulos transgridem a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos, quando comem.

3Jesus, porém, lhes respondeu:

— Por que também vocês transgridem o mandamento de Deus, por causa da tradição de vocês? 4Porque Deus disse: “Honre o seu pai e a sua mãe.”

15.4
Êx 20.12
E: “Quem maldisser o seu pai ou a sua mãe seja punido de morte.”
15.4
Êx 21.17
Lv 20.9
5Vocês, porém, dizem que, se alguém disser ao seu pai ou à sua mãe: “A ajuda que você poderia receber de mim é oferta ao Senhor”, 6esse não precisará mais honrar os seus pais. E, assim, vocês invalidam a palavra de Deus, por causa da tradição de vocês. 7Hipócritas! Bem profetizou Isaías a respeito de vocês, dizendo:

8“Este povo me honra

com os lábios,

mas o seu coração

está longe de mim.

9E em vão me adoram,

ensinando doutrinas

que são preceitos humanos.”

15.8-9
Is 29.13

10E, convocando a multidão, Jesus disse:

— Escutem e entendam: 11o que contamina a pessoa não é o que entra pela boca, mas o que sai da boca; isto, sim, contamina a pessoa.

12Então, aproximando-se dele os discípulos, disseram:

— Sabia que os fariseus, ouvindo o que o senhor disse, ficaram escandalizados?

13Mas ele respondeu:

— Toda planta que meu Pai celeste não plantou será arrancada. 14Esqueçam os fariseus; são cegos, guias de cegos.

15.14
Lc 6.39
Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão num buraco.

15Então Pedro disse a Jesus:

— Explique-nos esta parábola.

16Jesus, porém, disse:

— Também vocês ainda não entenderam? 17Não compreendem que tudo o que entra pela boca desce para o estômago e depois é eliminado? 18Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina a pessoa. 19Porque do coração procedem maus pensamentos, homicídios, adultérios, imoralidade sexual, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias.

15.19
Gl 5.19-21
20São estas as coisas que contaminam a pessoa; mas o comer sem lavar as mãos não a contamina.

A mulher cananeia

Mc 7.24-30

21Saindo dali, Jesus foi para a região de Tiro e Sidom. 22E eis que uma mulher cananeia, que tinha vindo daqueles lados, clamava:

— Senhor, Filho de Davi,

15.22
Mt 9.27
tenha compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente endemoniada.

23Jesus, porém, não lhe respondeu palavra. Então os seus discípulos, aproximando-se, disseram:

— Mande-a embora, pois vem gritando atrás de nós.

24Mas Jesus respondeu:

— Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.

15.24
Mt 10.6

25Ela, porém, veio e o adorou, dizendo:

— Senhor, me ajude!

26Jesus respondeu:

— Não é correto pegar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos.

27A mulher disse:

— É verdade, Senhor, pois os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos.

28Então Jesus exclamou:

— Mulher, que grande fé você tem! Que seja feito como você quer.

E, desde aquele momento, a filha dela ficou curada.

Jesus cura muitos enfermos

29Saindo dali, Jesus foi para junto do mar da Galileia; e, subindo ao monte, assentou-se ali. 30E vieram a ele muitas multidões trazendo consigo coxos, cegos, aleijados, mudos e muitos outros e os deixaram junto aos pés de Jesus; e ele os curou. 31O povo ficou maravilhado ao ver que os mudos falavam, os aleijados recuperavam a saúde, os coxos andavam e os cegos viam. E glorificavam o Deus de Israel.

A segunda multiplicação de pães e peixes

Mc 8.1-10

32Então Jesus chamou os seus discípulos e disse:

— Tenho compaixão desta gente, porque já faz três dias que eles estão comigo e não têm o que comer. E não quero mandá-los para casa em jejum, para que não desfaleçam pelo caminho.

33Mas os discípulos lhe disseram:

— Onde haverá neste deserto pão suficiente para saciar tão grande multidão?

34Jesus perguntou:

— Quantos pães vocês têm?

Eles responderam:

— Sete pães e alguns peixinhos.

35Então, tendo mandado o povo assentar-se no chão, 36pegou os sete pães e os peixes e, tendo dado graças, os partiu e deu aos discípulos, e estes distribuíram ao povo. 37Todos comeram e se fartaram; e, dos pedaços que sobraram, recolheram sete cestos cheios. 38Ora, os que comeram eram quatro mil homens, além de mulheres e crianças. 39E, tendo despedido as multidões, Jesus entrou no barco e foi para o território de Magadã.

16

O pedido por um sinal

Mc 8.11-13; Lc 12.54-56

161Os fariseus e os saduceus se aproximaram de Jesus e, tentando-o, pediram-lhe que lhes mostrasse um sinal vindo do céu.

16.1
Mt 12.38
Jo 4.48
1Co 1.22
2Mas Jesus respondeu:

— Chegada a tarde, vocês dizem: “Teremos tempo bom, porque o céu está avermelhado.” 3E, pela manhã, vocês dizem: “Hoje teremos tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio.” Na verdade, vocês sabem interpretar a aparência do céu. Então como não são capazes de interpretar os sinais dos tempos? 4Uma geração perversa e adúltera pede um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, senão o de Jonas.

16.4
Jn 3.4-5

E, deixando-os, Jesus se retirou.

16.1-4
Mt 12.38-42
Lc 11.29-32

O fermento dos fariseus e dos saduceus

Mc 8.14-21

5Ora, tendo os discípulos passado para a outra margem do lago, esqueceram-se de levar pão. 6E Jesus lhes disse:

— Fiquem atentos e tenham cuidado com o fermento dos fariseus

16.6
Lc 12.1
e dos saduceus.

7Eles, porém, começaram a discutir entre si, dizendo:

— Ele diz isso porque não trouxemos pão.

8Jesus percebeu isso e perguntou:

— Por que estão discutindo entre vocês, homens de pequena fé, sobre o fato de não terem pão? 9Vocês ainda não percebem, nem se lembram dos cinco pães

16.9
Mt 14.17-21
para cinco mil homens e de quantos cestos vocês recolheram? 10Nem dos sete pães
16.10
Mt 15.34-38
para os quatro mil e de quantos cestos vocês recolheram? 11Como não compreendem que eu não estava falando com vocês a respeito de pães? Tenham cuidado com o fermento dos fariseus e dos saduceus.

12Então entenderam que Jesus lhes tinha dito que tivessem cuidado não com o fermento usado no pão, mas com a doutrina dos fariseus e saduceus.

A confissão de Pedro

Mc 8.27-30; Lc 9.18-21

13Indo Jesus para a região de Cesareia de Filipe, perguntou a seus discípulos:

— Quem os outros dizem que é o Filho do Homem?

14E eles responderam:

— Uns dizem que é João Batista;

16.14
Mt 14.1-2
Mc 6.14-15
Lc 9.7-8
outros dizem que é Elias; e outros dizem que é Jeremias ou um dos profetas.

15Ao que Jesus perguntou:

— E vocês, quem dizem que eu sou?

16Respondendo, Simão Pedro

16.16
Jo 6.68-69
disse:

— O senhor é o Cristo, o Filho do Deus vivo.

16.16
Sl 42.2

17Então Jesus lhe afirmou:

— Bem-aventurado é você, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que revelaram isso a você, mas meu Pai, que está nos céus. 18Também eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19Eu lhe darei as chaves do Reino dos Céus; o que você ligar

16.19
Mt 18.18
Jo 20.23
na terra terá sido ligado nos céus; e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus.

20Então Jesus ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Cristo.

Jesus prediz a sua morte e ressurreição

Mc 8.31-33; Lc 9.22

21Desde esse tempo, Jesus começou a mostrar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse para Jerusalém, sofresse muitas coisas nas mãos dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, fosse morto e, no terceiro dia, ressuscitasse. 22Então Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo, dizendo:

— Que Deus não permita, Senhor! Isso de modo nenhum irá lhe acontecer.

23Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro:

— Saia da minha frente, Satanás!

16.23
Mt 4.10
Você é para mim uma pedra de tropeço, porque não leva em consideração as coisas de Deus, e sim as dos homens.

Tome a sua cruz

Mc 8.34—9.1; Lc 9.23-27

24Então Jesus disse aos seus discípulos:

— Se alguém

16.24
Mt 10.38
Lc 14.27
quer vir após mim, negue a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. 25Pois quem quiser salvar
16.25
Mt 10.39
Lc 17.33
Jo 12.25
a sua vida a perderá; e quem perder a vida por minha causa, esse a achará. 26De que adiantará uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará uma pessoa em troca de sua alma? 27Porque o Filho do Homem há de vir
16.27
Mt 25.31
na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá
16.27
Sl 62.12
a cada um conforme as suas obras. 28Em verdade lhes digo que, dos que aqui se encontram, existem alguns que não passarão pela morte até que vejam o Filho do Homem vir no seu Reino.

17

A transfiguração de Jesus

Mc 9.2-8; Lc 9.28-36

171Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro e os irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. 2E Jesus foi transfigurado diante deles. O seu rosto resplandecia como o sol,

17.2
Êx 34.29
e as suas roupas se tornaram brancas como a luz. 3E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com Jesus. 4Então Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus:

— Senhor, bom é estarmos aqui. Se o senhor quiser, farei aqui três tendas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias.

5Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia:

— Este é o meu Filho amado, em quem me agrado;

17.5
Is 42.1
escutem o que ele diz!
17.5
Mt 3.17
12.18
Mc 1.11
Lc 3.22

6Ao ouvirem aquela voz, os discípulos caíram de bruços, tomados de grande medo.

17.1-6
2Pe 1.17-18
7Jesus aproximou-se e tocou neles, dizendo:

— Levantem-se e não tenham medo!

8Então eles, levantando os olhos, não viram mais ninguém, a não ser Jesus.

A vinda de Elias

Mc 9.9-13

9Ao descerem do monte, Jesus lhes ordenou:

— Não contem a ninguém o que vocês viram, até que o Filho do Homem ressuscite dentre os mortos.

10Mas os discípulos perguntaram a Jesus:

— Por que, então, os escribas dizem ser necessário que Elias

17.10
Ml 4.5
venha primeiro?

11Jesus respondeu:

— De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas. 12Eu, porém, lhes digo que Elias

17.12
Mt 11.14
já veio, e não o reconheceram; pelo contrário, fizeram com ele tudo o que quiseram. Assim também o Filho do Homem irá sofrer nas mãos deles.

13Então os discípulos entenderam que ele estava se referindo a João Batista.

A cura de um menino

Mc 9.14-29; Lc 9.37-43a

14Quando eles chegaram para junto da multidão, um homem se aproximou de Jesus, ajoelhou-se e disse:

15— Senhor, tenha compaixão do meu filho, porque ele tem convulsões e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo e outras tantas cai na água. 16Apresentei-o aos seus discípulos, mas eles não puderam curá-lo.

17Jesus exclamou:

— Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei com vocês? Até quando terei de suportá-los? Tragam o menino até aqui.

18E Jesus repreendeu o demônio, e este saiu do menino; e, desde aquela hora, o menino ficou curado.

19Então os discípulos, aproximando-se de Jesus, perguntaram em particular:

— Por que motivo nós não pudemos expulsá-lo?

20Jesus respondeu:

— Por causa da pequenez da fé que vocês têm. Pois em verdade lhes digo que, se tiverem fé

17.20
Mt 21.21
Mc 11.23
1Co 13.2
como um grão de mostarda, dirão a este monte: “Mude-se daqui para lá”, e ele se mudará. Nada lhes será impossível. 21[Mas esse tipo de demônio só pode ser expulso por meio de oração
17.21
Mc 9.29
e jejum.]17.21 O texto entre colchetes se encontra apenas em manuscritos mais recentes

De novo Jesus prediz a sua morte e ressurreição

Mc 9.30-32; Lc 9.43b-45

22Quando eles estavam reunidos na Galileia, Jesus lhes disse:

— O Filho do Homem está para ser entregue nas mãos dos homens, 23e estes o matarão; mas, ao terceiro dia, ressuscitará.

Então os discípulos ficaram muito tristes.

Jesus paga imposto

24Quando Jesus e os discípulos chegaram a Cafarnaum, os que cobravam o imposto

17.24
Êx 30.13
38.26
das duas dracmas17.24 Trata-se do imposto do templo se dirigiram a Pedro e perguntaram:

— O Mestre de vocês não paga as duas dracmas?

25Pedro respondeu:

— Claro que paga!

Quando Pedro estava entrando em casa, Jesus se adiantou, dizendo:

— Simão, o que você acha? De quem os reis da terra cobram impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos?

26Quando Pedro respondeu: “Dos estranhos”, Jesus lhe disse:

— Logo, os filhos estão isentos. 27Mas, para que não os escandalizemos, vá ao mar, jogue o anzol e puxe o primeiro peixe que fisgar. Ao abrir a boca do peixe, você encontrará uma moeda.17.27 Um estáter, moeda que valia quatro dracmas Pegue essa moeda e entregue aos cobradores, para pagar o meu imposto e o seu.