Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
14

A morte de João Batista

Mc 6.14-29; Lc 9.7-9

141Por aquele tempo, o tetrarca14.1 Um rei que governava a quarta parte de um reino Herodes soube da fama de Jesus 2e disse aos que o serviam:

— Este é João Batista. Ele ressuscitou dos mortos, e, por isso, forças miraculosas operam nele.

3Porque Herodes, havendo prendido João,

14.3-4
Lc 3.19-20
o amarrou e pôs na prisão, por causa de Herodias, mulher do seu irmão Filipe. 4Pois João lhe dizia: “Você não tem o direito de viver com ela.”
14.4
Lv 18.16
20.21
5Embora Herodes quisesse matá-lo, tinha medo do povo, porque consideravam João como profeta.

6Mas, quando chegou o dia do aniversário de Herodes, a filha de Herodias dançou diante de todos e agradou a Herodes. 7Este prometeu, com juramento, dar-lhe o que ela pedisse. 8Então ela, instigada por sua mãe, disse:

— Dê-me, aqui, num prato, a cabeça de João Batista.

9O rei ficou triste, mas, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, ordenou que o pedido fosse atendido. 10Assim, deu ordens para que João fosse decapitado na prisão. 11A cabeça foi trazida num prato e dada à jovem, que a levou à sua mãe. 12Então vieram os discípulos de João, levaram o corpo e o sepultaram; depois, foram e anunciaram isso a Jesus.

A primeira multiplicação de pães e peixes

Mc 6.30-44; Lc 9.10-17; Jo 6.1-14

13Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco para um lugar deserto, à parte. Ao saberem disso, as multidões vieram das cidades seguindo-o por terra. 14Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão, compadeceu-se dela e curou os seus enfermos.

15Ao cair da tarde, os discípulos se aproximaram de Jesus e disseram:

— Este lugar é deserto, e já é tarde. Mande as multidões embora, para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer.

16Jesus, porém, lhes disse:

— Não precisam ir embora; deem vocês mesmos de comer a eles.

17Mas eles responderam:

— Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.

18Então Jesus disse:

— Tragam esses pães e peixes aqui para mim.

19E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a relva, pegando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos para o céu, os abençoou. Depois, tendo partido os pães, deu-os aos discípulos, e estes deram às multidões. 20Todos comeram e se fartaram, e ainda recolheram doze cestos cheios dos pedaços que sobraram. 21E os que comeram eram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças.

Jesus anda sobre o mar

Mc 6.45-52; Jo 6.15-21

22Logo a seguir, Jesus fez com que os discípulos entrassem no barco e fossem adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multidões. 23E, tendo despedido as multidões, ele subiu ao monte, a fim de orar sozinho.

14.23
Mc 6.46
Lc 6.12
Ao cair da tarde, lá estava ele, só. 24Entretanto, o barco já estava longe, a uma boa distância da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário. 25De madrugada, Jesus foi até onde eles estavam, andando sobre o mar. 26Os discípulos, porém, vendo-o andar sobre o mar, ficaram apavorados e disseram:

— É um fantasma!

E, tomados de medo, gritaram. 27Mas Jesus imediatamente lhes disse:

— Coragem! Sou eu. Não tenham medo!

28Então Pedro disse:

— Se é o Senhor mesmo, mande que eu vá até aí, andando sobre as águas.

29Jesus disse:

— Venha!

E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas e foi até Jesus. 30Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a afundar, gritou:

— Salve-me, Senhor!

31E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, o segurou e disse:

— Homem de pequena fé, por que você duvidou?

32Subindo ambos para o barco, o vento cessou. 33E os que estavam no barco o adoraram, dizendo:

— Verdadeiramente o senhor é o Filho de Deus!

Jesus cura em Genesaré

Mc 6.53-56

34Estando já no outro lado, chegaram à terra de Genesaré. 35Quando as pessoas daquela terra o reconheceram, mandaram avisar em todos aqueles arredores e lhe trouxeram todos os enfermos. 36E pediam-lhe que ao menos pudessem tocar na borda da sua roupa. E todos os que tocaram nela ficaram curados.