Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
12

Jesus é senhor do sábado

Mc 2.23-28; Lc 6.1-5

121Por aquele tempo, num sábado, Jesus passou pelas searas.12.1 Plantações de cereais Estando os seus discípulos com fome, começaram a colher espigas

12.1
Dt 23.25
e a comer. 2Os fariseus, vendo isso, disseram a Jesus:

— Olhe! Os seus discípulos estão fazendo o que não é lícito fazer num sábado.

3Mas Jesus lhes disse:

— Vocês não leram o que Davi fez

12.3
1Sm 21.1-6
quando ele e os seus companheiros tiveram fome? 4Como entrou na Casa de Deus, e comeram os pães da proposição, os quais não era lícito
12.4
Lv 24.9
comer, nem a ele nem aos que estavam com ele, mas exclusivamente aos sacerdotes? 5Ou vocês não leram na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo profanam o sábado
12.5
Nm 28.9-10
e ficam sem culpa? 6Pois eu lhes digo que aqui está quem é maior do que o templo. 7Mas, se vocês soubessem
12.7
Mt 9.13
o que significa: “Quero misericórdia, e não sacrifício”,
12.7
Os 6.6
não teriam condenado inocentes. 8Porque o Filho do Homem é senhor do sábado.

O homem da mão ressequida

Mc 3.1-6; Lc 6.6-11

9Tendo Jesus saído dali, entrou na sinagoga deles. 10Achava-se ali um homem que tinha uma das mãos ressequida. Então, a fim de o acusar, perguntaram a Jesus:

— É lícito curar no sábado?

11Ao que lhes respondeu:

— Quem de vocês será o homem

12.11
Lc 14.5
que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair numa cova, não fará todo o esforço para tirá-la dali? 12Ora, quanto mais vale um homem do que uma ovelha! Logo, é lícito nos sábados fazer o bem.

13Então Jesus disse ao homem:

— Estenda a mão.

O homem estendeu a mão, e ela foi restaurada e ficou sã como a outra. 14Mas os fariseus, saindo dali, conspiravam contra ele, procurando ver como o matariam.

12.14
Mt 26.4
27.1

O servo escolhido de Deus

15Mas Jesus, sabendo disto, afastou-se dali. Muitos o seguiram, e a todos ele curou, 16advertindo-lhes, porém, que não o expusessem à publicidade. 17Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito por meio do profeta Isaías:

18“Eis aqui o meu servo,

que escolhi,

o meu amado, em quem

a minha alma se agrada.

Farei repousar sobre ele

o meu Espírito,

e ele anunciará juízo aos gentios.

19Não entrará em discussões,

nem gritará,

nem fará ouvir nas praças

a sua voz.

20Não esmagará a cana quebrada,

nem apagará o pavio que fumega,

até que faça vencedor o juízo.

21E no seu nome os gentios

colocarão a sua esperança.”

12.18-21
Is 42.1-4

Jesus e Belzebu

Mc 3.20-30; Lc 11.14-23

22Então trouxeram a Jesus um endemoniado, cego e mudo. Jesus o curou, e o homem passou a falar e a ver. 23E toda a multidão se admirava e dizia:

— Não seria este, por acaso, o Filho de Davi?

12.23
Mt 9.27

24Mas os fariseus, ouvindo isto, diziam:

— Este não expulsa demônios senão pelo poder de Belzebu, o maioral dos demônios.

12.22-24
Mt 9.34
10.25

25Mas Jesus, sabendo o que eles pensavam, disse-lhes:

— Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá. 26Se Satanás expulsa Satanás, está dividido contra si mesmo; como, então, o seu reino subsistirá? 27E, se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os filhos de vocês os expulsam? Por isso, eles mesmos serão os juízes de vocês. 28Se, porém, eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o Reino de Deus sobre vocês. 29Ou como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens sem primeiro amarrá-lo? E só então saqueará a casa dele.

30— Quem não é por mim

12.30
Mc 9.40
é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha. 31Por isso, digo a vocês que todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. 32Se alguém disser
12.32
Mc 3.29
Lc 12.10
alguma palavra contra o Filho do Homem, isso lhe será perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, isso não lhe será perdoado, nem neste mundo nem no porvir.

As árvores e os seus frutos

Lc 6.43-45

33— Tornem a árvore

12.33
Mt 7.17-20
boa e o seu fruto será bom, ou tornem a árvore má e o seu fruto será mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. 34Raça de víboras! Como vocês podem falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração.
12.34
Mt 15.18
35A pessoa boa tira do tesouro bom coisas boas; mas a pessoa má do mau tesouro tira coisas más.

36— Digo a vocês que, no Dia do Juízo, as pessoas darão conta de toda palavra inútil que proferirem; 37porque, pelas suas palavras, você será justificado e, pelas suas palavras, você será condenado.

O sinal de Jonas

Mc 8.11-12; Lc 11.29-32

38Então alguns escribas e fariseus disseram a Jesus:

— Mestre, queremos ver algum sinal feito pelo senhor.

12.38
Jo 4.48
1Co 1.22

39Mas ele respondeu:

— Uma geração perversa e adúltera pede um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, senão o do profeta Jonas. 40Porque assim como Jonas esteve

12.40
Jn 1.17
três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra. 41Ninivitas se levantarão, no Juízo, com esta geração e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas.
12.41
Jn 3.5
E aqui está quem é maior do que Jonas. 42A rainha do Sul
12.42
1Rs 10.1-10
2Cr 9.1-12
se levantará, no Juízo, com esta geração e a condenará, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão.
12.38-42
Mt 16.1-4
Mc 8.11-13
Lc 12.54-56

A volta do espírito imundo

Lc 11.24-26

43— Quando o espírito imundo sai de uma pessoa, anda por lugares áridos procurando repouso, porém não encontra. 44Por isso, diz: “Voltarei para a minha casa, de onde saí.” E, voltando, ele a encontra vazia, varrida e arrumada. 45Então vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali. E o último estado daquela pessoa se torna pior do que o primeiro. Assim também acontecerá a esta geração perversa.

A mãe e os irmãos de Jesus

Mc 3.31-35; Lc 8.19-21

46Enquanto Jesus ainda falava ao povo, eis que a mãe e os irmãos dele estavam do lado de fora, procurando falar com ele. 47E alguém lhe disse:

— A sua mãe e os seus irmãos estão lá fora e querem falar com o senhor.

48Porém Jesus respondeu ao que lhe trouxe o aviso:

— Quem é a minha mãe e quem são os meus irmãos?

49E, estendendo a mão para os discípulos, disse:

— Eis minha mãe e meus irmãos. 50Portanto, aquele que fizer a vontade de meu Pai celeste,

12.50
Mt 7.21
esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

13

A parábola do semeador

Mc 4.1-9; Lc 8.4-8

131Naquele mesmo dia, Jesus saiu de casa e se assentou à beira-mar. 2E grandes multidões se reuniram em volta dele, de modo que entrou num barco e se assentou. E toda a multidão estava em pé na praia.

13.1-2
Lc 5.1-3
3E de muitas coisas lhes falou por parábolas, dizendo:

— Eis que o semeador saiu a semear. 4E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e, vindo as aves, a comeram. 5Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. 6Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se. 7Outra parte caiu entre os espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram. 8Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um.

13.8
Is 55.11
9Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

Por que Jesus usava parábolas

Mc 4.10-12; Lc 8.9-10

10Então os discípulos se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram:

— Por que o senhor fala com eles por meio de parábolas?

11Ao que Jesus respondeu:

— Porque a vocês é dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas àqueles isso não é concedido. 12Pois ao que tem,

13.12
Mt 25.29
Mc 4.25
Lc 8.18
19.26
mais será dado, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. 13Por isso, falo com eles por meio de parábolas: porque, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem. 14Assim, neles se cumpre a profecia de Isaías:

“Ouvindo, vocês ouvirão

e de modo nenhum

entenderão;

vendo, vocês verão

e de modo nenhum

perceberão.

15Porque o coração deste povo

está endurecido;

ouviram com os ouvidos tapados

e fecharam os olhos;

para não acontecer que

vejam com os olhos,

ouçam com os ouvidos,

entendam com o coração,

se convertam

e sejam por mim curados.”

13.14-15
Is 6.9-10
At 28.26-27

16— Bem-aventurados, porém, são os olhos de vocês, porque veem; e bem-aventurados são os ouvidos de vocês, porque ouvem. 17Pois em verdade lhes digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vocês estão vendo, mas não viram;

13.17
Jo 8.56
Hb 11.13
1Pe 1.10
e quiseram ouvir o que vocês estão ouvindo, mas não ouviram.
13.16-17
Lc 10.23-24

A explicação da parábola

Mc 4.13-20; Lc 8.11-15

18— Ouçam, portanto, o que significa a parábola do semeador. 19A todos os que ouvem a palavra do Reino e não a compreendem, vem o Maligno e arrebata o que lhes foi semeado no coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. 20O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e logo a recebe com alegria. 21Mas ele não tem raiz em si mesmo, sendo de pouca duração. Quando chega a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza. 22O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém as preocupações deste mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e ela fica infrutífera. 23Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um.

A parábola do joio

24Jesus lhes propôs outra parábola, dizendo:

— O Reino dos Céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Mas, enquanto todos estavam dormindo, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e foi embora. 26E, quando as plantas cresceram e produziram fruto, apareceu também o joio. 27Então os servos do dono da casa chegaram e disseram: “Patrão, o senhor não semeou boa semente no seu campo? De onde, então, vem o joio?” 28Ele, porém, lhes respondeu: “Um inimigo fez isso.” Mas os servos lhe perguntaram: “O senhor quer que a gente vá e arranque o joio?” 29O dono da casa respondeu: “Não! Porque, ao separar o joio, vocês poderão arrancar também com ele o trigo. 30Deixem que cresçam juntos até a colheita. E, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros:13.30 Pessoa que trabalha na colheita ‘Ajuntem primeiro o joio e amarrem-no em feixes para ser queimado; mas recolham o trigo no meu celeiro.’”

A parábola do grão de mostarda

Mc 4.30-32; Lc 13.18-19

31Jesus lhes propôs outra parábola, dizendo:

— O Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem pegou e plantou no seu campo. 32Esse grão é, na verdade, a menor de todas as sementes, mas, quando cresce, é maior do que as hortaliças, e chega a ser uma árvore, de modo que as aves do céu vêm se aninhar nos seus ramos.

13.32
Ez 17.23

A parábola do fermento

Lc 13.20-21

33Jesus lhes contou ainda outra parábola:

— O Reino dos Céus é semelhante ao fermento que uma mulher pegou e misturou em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.

O uso das parábolas

Mc 4.33-34

34Jesus disse todas estas coisas às multidões por parábolas e sem parábolas nada lhes dizia. 35Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito por meio do profeta:

“Abrirei a minha boca

em parábolas;

publicarei coisas ocultas

desde a criação do mundo.”

13.35
Sl 78.2

A explicação da parábola do joio

36Então, despedindo as multidões, Jesus foi para casa. E, aproximando-se dele os seus discípulos, disseram:

— Explique-nos a parábola do joio do campo.

37E Jesus respondeu:

— O que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino; o joio são os filhos do Maligno. 39O inimigo que o semeou é o diabo. A colheita é o fim dos tempos, e os ceifeiros são os anjos. 40Pois, assim como o joio é colhido e jogado no fogo, assim será no fim dos tempos. 41O Filho do Homem mandará os seus anjos, que ajuntarão do seu Reino todos os que servem de pedra de tropeço e os que praticam o mal 42e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes. 43Então os justos resplandecerão como o sol,

13.43
Dn 12.3
no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

A parábola do tesouro escondido

44— O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido no campo, que um homem achou e escondeu. Então, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo.

A parábola da pérola

45— O Reino dos Céus é também semelhante a um homem que negocia e procura boas pérolas. 46Quando encontrou uma pérola de grande valor, ele foi, vendeu tudo o que tinha e comprou a pérola.

A parábola da rede

47— O Reino dos Céus é ainda semelhante a uma rede que foi lançada ao mar e apanhou peixes de toda espécie. 48E, quando já estava cheia, os pescadores a arrastaram para a praia e, assentados, escolheram os bons para os cestos e jogaram fora os ruins. 49Assim será no fim dos tempos: os anjos sairão, separarão os maus dentre os justos 50e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes.

Coisas novas e velhas

51Então Jesus perguntou:

— Vocês entenderam todas estas coisas?

Eles responderam:

— Sim!

52Então Jesus lhes disse:

— Por isso, todo escriba instruído no Reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu depósito coisas novas e coisas velhas.

Jesus é rejeitado em Nazaré

Mc 6.1-6; Lc 4.16-30

53Quando Jesus acabou de contar essas parábolas,

13.53
Mt 7.28
11.1
retirou-se dali. 54E, chegando à sua terra, ensinava-os na sinagoga, de modo que se maravilhavam e diziam:

— De onde lhe vêm esta sabedoria e estes poderes miraculosos? 55Não é este o filho do carpinteiro? A sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 56Todas as suas irmãs não vivem entre nós? Então, de onde lhe vem tudo isto?

57E escandalizavam-se por causa dele. Jesus, porém, lhes disse:

— Nenhum profeta é desprezado, a não ser na sua terra

13.57
Jo 4.44
e na sua casa.

58E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.

14

A morte de João Batista

Mc 6.14-29; Lc 9.7-9

141Por aquele tempo, o tetrarca14.1 Um rei que governava a quarta parte de um reino Herodes soube da fama de Jesus 2e disse aos que o serviam:

— Este é João Batista. Ele ressuscitou dos mortos, e, por isso, forças miraculosas operam nele.

3Porque Herodes, havendo prendido João,

14.3-4
Lc 3.19-20
o amarrou e pôs na prisão, por causa de Herodias, mulher do seu irmão Filipe. 4Pois João lhe dizia: “Você não tem o direito de viver com ela.”
14.4
Lv 18.16
20.21
5Embora Herodes quisesse matá-lo, tinha medo do povo, porque consideravam João como profeta.

6Mas, quando chegou o dia do aniversário de Herodes, a filha de Herodias dançou diante de todos e agradou a Herodes. 7Este prometeu, com juramento, dar-lhe o que ela pedisse. 8Então ela, instigada por sua mãe, disse:

— Dê-me, aqui, num prato, a cabeça de João Batista.

9O rei ficou triste, mas, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, ordenou que o pedido fosse atendido. 10Assim, deu ordens para que João fosse decapitado na prisão. 11A cabeça foi trazida num prato e dada à jovem, que a levou à sua mãe. 12Então vieram os discípulos de João, levaram o corpo e o sepultaram; depois, foram e anunciaram isso a Jesus.

A primeira multiplicação de pães e peixes

Mc 6.30-44; Lc 9.10-17; Jo 6.1-14

13Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco para um lugar deserto, à parte. Ao saberem disso, as multidões vieram das cidades seguindo-o por terra. 14Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão, compadeceu-se dela e curou os seus enfermos.

15Ao cair da tarde, os discípulos se aproximaram de Jesus e disseram:

— Este lugar é deserto, e já é tarde. Mande as multidões embora, para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer.

16Jesus, porém, lhes disse:

— Não precisam ir embora; deem vocês mesmos de comer a eles.

17Mas eles responderam:

— Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.

18Então Jesus disse:

— Tragam esses pães e peixes aqui para mim.

19E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a relva, pegando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos para o céu, os abençoou. Depois, tendo partido os pães, deu-os aos discípulos, e estes deram às multidões. 20Todos comeram e se fartaram, e ainda recolheram doze cestos cheios dos pedaços que sobraram. 21E os que comeram eram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças.

Jesus anda sobre o mar

Mc 6.45-52; Jo 6.15-21

22Logo a seguir, Jesus fez com que os discípulos entrassem no barco e fossem adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multidões. 23E, tendo despedido as multidões, ele subiu ao monte, a fim de orar sozinho.

14.23
Mc 6.46
Lc 6.12
Ao cair da tarde, lá estava ele, só. 24Entretanto, o barco já estava longe, a uma boa distância da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário. 25De madrugada, Jesus foi até onde eles estavam, andando sobre o mar. 26Os discípulos, porém, vendo-o andar sobre o mar, ficaram apavorados e disseram:

— É um fantasma!

E, tomados de medo, gritaram. 27Mas Jesus imediatamente lhes disse:

— Coragem! Sou eu. Não tenham medo!

28Então Pedro disse:

— Se é o Senhor mesmo, mande que eu vá até aí, andando sobre as águas.

29Jesus disse:

— Venha!

E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas e foi até Jesus. 30Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a afundar, gritou:

— Salve-me, Senhor!

31E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, o segurou e disse:

— Homem de pequena fé, por que você duvidou?

32Subindo ambos para o barco, o vento cessou. 33E os que estavam no barco o adoraram, dizendo:

— Verdadeiramente o senhor é o Filho de Deus!

Jesus cura em Genesaré

Mc 6.53-56

34Estando já no outro lado, chegaram à terra de Genesaré. 35Quando as pessoas daquela terra o reconheceram, mandaram avisar em todos aqueles arredores e lhe trouxeram todos os enfermos. 36E pediam-lhe que ao menos pudessem tocar na borda da sua roupa. E todos os que tocavam nela ficaram curados.