Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
11

Jesus prega nas cidades

111Quando Jesus acabou de dar estas instruções

11.1
Mt 7.28
a seus doze discípulos, saiu dali para ir ensinar e pregar nas cidades deles.

Os mensageiros de João Batista

Lc 7.18-35

2Quando João, no cárcere, ouviu falar das obras de Cristo, mandou que seus discípulos fossem perguntar:

3— Você é aquele que estava para vir ou devemos esperar outro?

4Então Jesus lhes respondeu:

— Voltem e anunciem a João o que estão ouvindo e vendo: 5os cegos

11.5
Is 35.5-6
veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e aos pobres está sendo pregado o evangelho.
11.5
Is 61.1
6E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço.

7Quando os discípulos de João foram embora, Jesus começou a dizer ao povo a respeito de João:

— O que vocês foram ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? 8O que vocês foram ver? Um homem vestido de roupas finas? Os que vestem roupas finas moram nos palácios reais. 9Sim, o que foram ver? Um profeta? Sim, eu lhes digo, e muito mais do que um profeta. 10Este é aquele de quem está escrito:

“Eis que eu envio adiante de você

o meu mensageiro,

que preparará o caminho

diante de você.”

11.10
Ml 3.1

11— Em verdade lhes digo: entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Batista; mas o menor no Reino dos Céus é maior do que ele. 12Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e os que usam de força se apoderam dele. 13Porque todos os Profetas e a Lei profetizaram até João.

11.12-13
Lc 16.16
14E, se vocês o querem reconhecer, ele mesmo é Elias,
11.14
Ml 4.5
Mt 17.10-13
Mc 9.11-13
que estava para vir. 15Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

16— Mas a que compararei esta geração? É semelhante a meninos que, sentados nas praças, gritam aos companheiros:

17“Nós tocamos flauta,

mas vocês não dançaram;

entoamos lamentações,

mas vocês não prantearam.”

18— Pois veio João, que não comia nem bebia,

11.18
Mt 3.4
e as pessoas dizem: “Ele tem demônio!” 19Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e as pessoas dizem: “Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores!”
11.19
Mt 9.11
Lc 15.2
Mas a sabedoria é justificada por suas obras.

Ai das cidades impenitentes!

Lc 10.13-15

20Então Jesus começou a repreender as cidades nas quais ele tinha feito muitos milagres, pelo fato de não terem se arrependido:

21— Ai de você, Corazim! Ai de você, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que foram feitos em vocês, há muito que elas teriam se arrependido com pano de saco e cinza. 22Mas eu digo a vocês que, no Dia do Juízo, haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para vocês.

11.21-22
Is 23.1-18
Ez 26.1—28.26
Jl 3.4-8
Am 1.9-10
Zc 9.2-4

23— E você, Cafarnaum, pensa que será elevada até o céu?

11.23
Is 14.13-15
Será jogada no inferno! Porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que foram feitos em você, ela teria permanecido até o dia de hoje. 24Mas eu digo a vocês que, no Dia do Juízo, haverá menos rigor para a terra de Sodoma do que para você.
11.23-24
Gn 19.24-28
Mt 10.15
Lc 10.12

Jesus, Salvador dos humildes

Lc 10.21-22

25Por aquele tempo, Jesus exclamou:

— Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e instruídos

11.25
Is 29.14
e as revelaste aos pequeninos.
11.25
1Co 1.26
26Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue
11.27
Jo 3.35
por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, a não ser o Pai;
11.27
Jo 10.15
e ninguém conhece o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.

Venham a mim

28— Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei.

11.28
Jo 7.37
29Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim,
11.29
Jo 13.15
1Pe 2.21
1Jo 2.6
porque sou manso e humilde de coração;
11.29
Fp 2.5
e vocês acharão descanso para a sua alma. 30Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.
11.30
1Jo 5.3

12

Jesus é senhor do sábado

Mc 2.23-28; Lc 6.1-5

121Por aquele tempo, num sábado, Jesus passou pelas searas.12.1 Plantações de cereais Estando os seus discípulos com fome, começaram a colher espigas

12.1
Dt 23.25
e a comer. 2Os fariseus, vendo isso, disseram a Jesus:

— Olhe! Os seus discípulos estão fazendo o que não é lícito fazer num sábado.

3Mas Jesus lhes disse:

— Vocês não leram o que Davi fez

12.3
1Sm 21.1-6
quando ele e os seus companheiros tiveram fome? 4Como entrou na Casa de Deus, e comeram os pães da proposição, os quais não era lícito
12.4
Lv 24.9
comer, nem a ele nem aos que estavam com ele, mas exclusivamente aos sacerdotes? 5Ou vocês não leram na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo profanam o sábado
12.5
Nm 28.9-10
e ficam sem culpa? 6Pois eu lhes digo que aqui está quem é maior do que o templo. 7Mas, se vocês soubessem
12.7
Mt 9.13
o que significa: “Quero misericórdia, e não sacrifício”,
12.7
Os 6.6
não teriam condenado inocentes. 8Porque o Filho do Homem é senhor do sábado.

O homem da mão ressequida

Mc 3.1-6; Lc 6.6-11

9Tendo Jesus saído dali, entrou na sinagoga deles. 10Achava-se ali um homem que tinha uma das mãos ressequida. Então, a fim de o acusar, perguntaram a Jesus:

— É lícito curar no sábado?

11Ao que lhes respondeu:

— Quem de vocês será o homem

12.11
Lc 14.5
que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair numa cova, não fará todo o esforço para tirá-la dali? 12Ora, quanto mais vale um homem do que uma ovelha! Logo, é lícito nos sábados fazer o bem.

13Então Jesus disse ao homem:

— Estenda a mão.

O homem estendeu a mão, e ela foi restaurada e ficou sã como a outra. 14Mas os fariseus, saindo dali, conspiravam contra ele, procurando ver como o matariam.

12.14
Mt 26.4
27.1

O servo escolhido de Deus

15Mas Jesus, sabendo disto, afastou-se dali. Muitos o seguiram, e a todos ele curou, 16advertindo-lhes, porém, que não o expusessem à publicidade. 17Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito por meio do profeta Isaías:

18“Eis aqui o meu servo,

que escolhi,

o meu amado, em quem

a minha alma se agrada.

Farei repousar sobre ele

o meu Espírito,

e ele anunciará juízo aos gentios.

19Não entrará em discussões,

nem gritará,

nem fará ouvir nas praças

a sua voz.

20Não esmagará a cana quebrada,

nem apagará o pavio que fumega,

até que faça vencedor o juízo.

21E no seu nome os gentios

colocarão a sua esperança.”

12.18-21
Is 42.1-4

Jesus e Belzebu

Mc 3.20-30; Lc 11.14-23

22Então trouxeram a Jesus um endemoniado, cego e mudo. Jesus o curou, e o homem passou a falar e a ver. 23E toda a multidão se admirava e dizia:

— Não seria este, por acaso, o Filho de Davi?

12.23
Mt 9.27

24Mas os fariseus, ouvindo isto, diziam:

— Este não expulsa demônios senão pelo poder de Belzebu, o maioral dos demônios.

12.22-24
Mt 9.34
10.25

25Mas Jesus, sabendo o que eles pensavam, disse-lhes:

— Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá. 26Se Satanás expulsa Satanás, está dividido contra si mesmo; como, então, o seu reino subsistirá? 27E, se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os filhos de vocês os expulsam? Por isso, eles mesmos serão os juízes de vocês. 28Se, porém, eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o Reino de Deus sobre vocês. 29Ou como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens sem primeiro amarrá-lo? E só então saqueará a casa dele.

30— Quem não é por mim

12.30
Mc 9.40
é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha. 31Por isso, digo a vocês que todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. 32Se alguém disser
12.32
Mc 3.29
Lc 12.10
alguma palavra contra o Filho do Homem, isso lhe será perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, isso não lhe será perdoado, nem neste mundo nem no porvir.

As árvores e os seus frutos

Lc 6.43-45

33— Tornem a árvore

12.33
Mt 7.17-20
boa e o seu fruto será bom, ou tornem a árvore má e o seu fruto será mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. 34Raça de víboras! Como vocês podem falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração.
12.34
Mt 15.18
35A pessoa boa tira do tesouro bom coisas boas; mas a pessoa má do mau tesouro tira coisas más.

36— Digo a vocês que, no Dia do Juízo, as pessoas darão conta de toda palavra inútil que proferirem; 37porque, pelas suas palavras, você será justificado e, pelas suas palavras, você será condenado.

O sinal de Jonas

Mc 8.11-12; Lc 11.29-32

38Então alguns escribas e fariseus disseram a Jesus:

— Mestre, queremos ver algum sinal feito pelo senhor.

12.38
Jo 4.48
1Co 1.22

39Mas ele respondeu:

— Uma geração perversa e adúltera pede um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, senão o do profeta Jonas. 40Porque assim como Jonas esteve

12.40
Jn 1.17
três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra. 41Ninivitas se levantarão, no Juízo, com esta geração e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas.
12.41
Jn 3.5
E aqui está quem é maior do que Jonas. 42A rainha do Sul
12.42
1Rs 10.1-10
2Cr 9.1-12
se levantará, no Juízo, com esta geração e a condenará, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão.
12.38-42
Mt 16.1-4
Mc 8.11-13
Lc 12.54-56

A volta do espírito imundo

Lc 11.24-26

43— Quando o espírito imundo sai de uma pessoa, anda por lugares áridos procurando repouso, porém não encontra. 44Por isso, diz: “Voltarei para a minha casa, de onde saí.” E, voltando, ele a encontra vazia, varrida e arrumada. 45Então vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali. E o último estado daquela pessoa se torna pior do que o primeiro. Assim também acontecerá a esta geração perversa.

A mãe e os irmãos de Jesus

Mc 3.31-35; Lc 8.19-21

46Enquanto Jesus ainda falava ao povo, eis que a mãe e os irmãos dele estavam do lado de fora, procurando falar com ele. 47E alguém lhe disse:

— A sua mãe e os seus irmãos estão lá fora e querem falar com o senhor.

48Porém Jesus respondeu ao que lhe trouxe o aviso:

— Quem é a minha mãe e quem são os meus irmãos?

49E, estendendo a mão para os discípulos, disse:

— Eis minha mãe e meus irmãos. 50Portanto, aquele que fizer a vontade de meu Pai celeste,

12.50
Mt 7.21
esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

13

A parábola do semeador

Mc 4.1-9; Lc 8.4-8

131Naquele mesmo dia, Jesus saiu de casa e se assentou à beira-mar. 2E grandes multidões se reuniram em volta dele, de modo que entrou num barco e se assentou. E toda a multidão estava em pé na praia.

13.1-2
Lc 5.1-3
3E de muitas coisas lhes falou por parábolas, dizendo:

— Eis que o semeador saiu a semear. 4E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e, vindo as aves, a comeram. 5Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. 6Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se. 7Outra parte caiu entre os espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram. 8Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um.

13.8
Is 55.11
9Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

Por que Jesus usava parábolas

Mc 4.10-12; Lc 8.9-10

10Então os discípulos se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram:

— Por que o senhor fala com eles por meio de parábolas?

11Ao que Jesus respondeu:

— Porque a vocês é dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas àqueles isso não é concedido. 12Pois ao que tem,

13.12
Mt 25.29
Mc 4.25
Lc 8.18
19.26
mais será dado, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. 13Por isso, falo com eles por meio de parábolas: porque, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem. 14Assim, neles se cumpre a profecia de Isaías:

“Ouvindo, vocês ouvirão

e de modo nenhum

entenderão;

vendo, vocês verão

e de modo nenhum

perceberão.

15Porque o coração deste povo

está endurecido;

ouviram com os ouvidos tapados

e fecharam os olhos;

para não acontecer que

vejam com os olhos,

ouçam com os ouvidos,

entendam com o coração,

se convertam

e sejam por mim curados.”

13.14-15
Is 6.9-10
At 28.26-27

16— Bem-aventurados, porém, são os olhos de vocês, porque veem; e bem-aventurados são os ouvidos de vocês, porque ouvem. 17Pois em verdade lhes digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vocês estão vendo, mas não viram;

13.17
Jo 8.56
Hb 11.13
1Pe 1.10
e quiseram ouvir o que vocês estão ouvindo, mas não ouviram.
13.16-17
Lc 10.23-24

A explicação da parábola

Mc 4.13-20; Lc 8.11-15

18— Ouçam, portanto, o que significa a parábola do semeador. 19A todos os que ouvem a palavra do Reino e não a compreendem, vem o Maligno e arrebata o que lhes foi semeado no coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. 20O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e logo a recebe com alegria. 21Mas ele não tem raiz em si mesmo, sendo de pouca duração. Quando chega a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza. 22O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém as preocupações deste mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e ela fica infrutífera. 23Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um.

A parábola do joio

24Jesus lhes propôs outra parábola, dizendo:

— O Reino dos Céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Mas, enquanto todos estavam dormindo, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e foi embora. 26E, quando as plantas cresceram e produziram fruto, apareceu também o joio. 27Então os servos do dono da casa chegaram e disseram: “Patrão, o senhor não semeou boa semente no seu campo? De onde, então, vem o joio?” 28Ele, porém, lhes respondeu: “Um inimigo fez isso.” Mas os servos lhe perguntaram: “O senhor quer que a gente vá e arranque o joio?” 29O dono da casa respondeu: “Não! Porque, ao separar o joio, vocês poderão arrancar também com ele o trigo. 30Deixem que cresçam juntos até a colheita. E, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros:13.30 Pessoa que trabalha na colheita ‘Ajuntem primeiro o joio e amarrem-no em feixes para ser queimado; mas recolham o trigo no meu celeiro.’”

A parábola do grão de mostarda

Mc 4.30-32; Lc 13.18-19

31Jesus lhes propôs outra parábola, dizendo:

— O Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem pegou e plantou no seu campo. 32Esse grão é, na verdade, a menor de todas as sementes, mas, quando cresce, é maior do que as hortaliças, e chega a ser uma árvore, de modo que as aves do céu vêm se aninhar nos seus ramos.

13.32
Ez 17.23

A parábola do fermento

Lc 13.20-21

33Jesus lhes contou ainda outra parábola:

— O Reino dos Céus é semelhante ao fermento que uma mulher pegou e misturou em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.

O uso das parábolas

Mc 4.33-34

34Jesus disse todas estas coisas às multidões por parábolas e sem parábolas nada lhes dizia. 35Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito por meio do profeta:

“Abrirei a minha boca

em parábolas;

publicarei coisas ocultas

desde a criação do mundo.”

13.35
Sl 78.2

A explicação da parábola do joio

36Então, despedindo as multidões, Jesus foi para casa. E, aproximando-se dele os seus discípulos, disseram:

— Explique-nos a parábola do joio do campo.

37E Jesus respondeu:

— O que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino; o joio são os filhos do Maligno. 39O inimigo que o semeou é o diabo. A colheita é o fim dos tempos, e os ceifeiros são os anjos. 40Pois, assim como o joio é colhido e jogado no fogo, assim será no fim dos tempos. 41O Filho do Homem mandará os seus anjos, que ajuntarão do seu Reino todos os que servem de pedra de tropeço e os que praticam o mal 42e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes. 43Então os justos resplandecerão como o sol,

13.43
Dn 12.3
no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

A parábola do tesouro escondido

44— O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido no campo, que um homem achou e escondeu. Então, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo.

A parábola da pérola

45— O Reino dos Céus é também semelhante a um homem que negocia e procura boas pérolas. 46Quando encontrou uma pérola de grande valor, ele foi, vendeu tudo o que tinha e comprou a pérola.

A parábola da rede

47— O Reino dos Céus é ainda semelhante a uma rede que foi lançada ao mar e apanhou peixes de toda espécie. 48E, quando já estava cheia, os pescadores a arrastaram para a praia e, assentados, escolheram os bons para os cestos e jogaram fora os ruins. 49Assim será no fim dos tempos: os anjos sairão, separarão os maus dentre os justos 50e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes.

Coisas novas e velhas

51Então Jesus perguntou:

— Vocês entenderam todas estas coisas?

Eles responderam:

— Sim!

52Então Jesus lhes disse:

— Por isso, todo escriba instruído no Reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu depósito coisas novas e coisas velhas.

Jesus é rejeitado em Nazaré

Mc 6.1-6; Lc 4.16-30

53Quando Jesus acabou de contar essas parábolas,

13.53
Mt 7.28
11.1
retirou-se dali. 54E, chegando à sua terra, ensinava-os na sinagoga, de modo que se maravilhavam e diziam:

— De onde lhe vêm esta sabedoria e estes poderes miraculosos? 55Não é este o filho do carpinteiro? A sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 56Todas as suas irmãs não vivem entre nós? Então, de onde lhe vem tudo isto?

57E escandalizavam-se por causa dele. Jesus, porém, lhes disse:

— Nenhum profeta é desprezado, a não ser na sua terra

13.57
Jo 4.44
e na sua casa.

58E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.

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