Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
7

A cura do servo de um centurião

Mt 8.5-13

71Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. 2E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. 3Quando o centurião ouviu falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. 4Estes, aproximando-se de Jesus, lhe pediram com insistência:

— Ele merece a sua ajuda, 5porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo construiu a nossa sinagoga.

6Então Jesus foi com eles. Quando Jesus já estava perto da casa, o centurião enviou-lhe alguns amigos, dizendo:

— Senhor, não se incomode, porque não sou digno de recebê-lo em minha casa. 7Por isso, não me julguei digno de ir falar pessoalmente com o senhor; porém diga uma palavra, e o meu servo será curado. 8Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: “Vá”, e ele vai; e a outro: “Venha”, e ele vem; e ao meu servo: “Faça isto”, e ele o faz.

9Ao ouvir estas palavras, Jesus ficou admirado com aquele homem e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse:

— Eu lhes digo que nem mesmo em Israel encontrei fé como esta.

10E, quando os que tinham sido enviados voltaram para casa, encontraram o servo curado.

7.1-10
Jo 4.43-54

A ressurreição do filho de uma viúva

11Pouco depois, Jesus foi para uma cidade chamada Naim, e os seus discípulos e numerosa multidão iam com ele. 12Ao aproximar-se do portão da cidade, eis que saía o enterro do filho único de uma viúva; e grande multidão da cidade ia com ela. 13Ao vê-la, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse:

— Não chore!

14Chegando-se, tocou no caixão e os que o estavam carregando pararam. Então Jesus disse:

— Jovem, eu ordeno a você: levante-se!

15O que estava morto sentou-se e passou a falar; e Jesus o restituiu à sua mãe.

7.15
1Rs 17.23
16Todos ficaram possuídos de temor e glorificavam a Deus, dizendo:

— Grande profeta se levantou entre nós. Deus visitou o seu povo.

7.16
Lc 1.68

17Esta notícia a respeito de Jesus se espalhou por toda a Judeia e por toda aquela região.

Os mensageiros de João Batista

Mt 11.2-19

18Todas estas coisas foram relatadas a João pelos seus discípulos. E João, chamando dois deles, 19enviou-os ao Senhor para perguntar:

— Você é aquele que estava para vir ou devemos esperar outro?

20Quando os homens chegaram a Jesus, disseram:

— João Batista nos enviou para perguntar: O senhor é aquele que estava para vir ou devemos esperar outro?

21Naquela mesma hora, Jesus curou muitas pessoas de doenças, de sofrimentos e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos. 22Então Jesus lhes respondeu:

— Voltem e anunciem a João o que vocês viram e ouviram: os cegos veem,

7.22
Is 35.5-6
os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e aos pobres
7.22
Is 61.1
está sendo pregado o evangelho. 23E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço.

24Quando os mensageiros de João se retiraram, Jesus começou a dizer ao povo a respeito de João:

— O que vocês foram ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? 25O que vocês foram ver? Um homem vestido de roupas finas? Os que se vestem bem e vivem no luxo moram nos palácios reais. 26Sim, o que foram ver? Um profeta?

7.26
Lc 1.76
Sim, eu lhes digo, e muito mais do que um profeta. 27Este é aquele de quem está escrito: “Eis que envio adiante de você o meu mensageiro, o qual preparará o caminho diante de você.”
7.27
Ml 3.1

28— E eu lhes digo: entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João;

7.28
Lc 1.15
mas o menor no Reino de Deus é maior do que ele.

29Todo o povo que o ouviu e até os publicanos reconheceram a justiça de Deus, tendo sido batizados com o batismo de João; 30mas os fariseus e os intérpretes da Lei rejeitaram, quanto a si mesmos, o plano de Deus, não tendo sido batizados por ele.

7.29-30
Mt 21.32
Lc 3.12

31E Jesus continuou:

— A que, pois, compararei as pessoas desta geração? A que são semelhantes? 32São semelhantes a meninos que, sentados na praça, gritam uns para os outros:

“Nós tocamos flauta,

mas vocês não dançaram;

entoamos lamentações,

mas vocês não choraram.”

33— Pois veio João Batista, não comendo pão nem bebendo vinho,

7.33
Mt 3.4
e vocês dizem: “Ele tem demônio!” 34Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e vocês dizem: “Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores!” 35Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos.

A pecadora que ungiu os pés de Jesus

36Um dos fariseus convidou Jesus para que fosse jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa. 37E eis que uma mulher da cidade, pecadora, sabendo que ele estava jantando na casa do fariseu, foi até lá com um frasco feito de alabastro cheio de perfume. 38E, estando por detrás, aos pés de Jesus, chorando, molhava-os com as suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos. Ela beijava os pés de Jesus e os ungia com o perfume. 39Ao ver isto, o fariseu que o havia convidado disse consigo mesmo:

— Se este fosse profeta, bem saberia quem e que tipo de mulher é esta que está tocando nele, porque é uma pecadora.

40Jesus se dirigiu ao fariseu e lhe disse:

— Simão, tenho uma coisa para lhe dizer.

Ele respondeu:

— Diga, Mestre.

41Jesus continuou:

— Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários,7.41 Moeda romana de prata, que era o pagamento por um dia de trabalho e o outro devia cinquenta. 42E, como eles não tinham com que pagar, o credor perdoou a dívida de ambos. Qual deles, portanto, o amará mais?

43Simão respondeu:

— Penso que é aquele a quem mais perdoou.

Jesus disse:

— Você julgou bem.

44E, voltando-se para a mulher, Jesus disse a Simão:

— Você está vendo esta mulher? Quando entrei aqui em sua casa, você não me ofereceu água para lavar os pés; esta, porém, molhou os meus pés com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. 45Você não me recebeu com um beijo na face; ela, porém, desde que entrei, não deixou de me beijar os pés. 46Você não ungiu a minha cabeça com óleo, mas esta, com perfume, ungiu os meus pés. 47Por isso, afirmo a você que os muitos pecados dela foram perdoados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama.

48Então Jesus disse à mulher:

— Os seus pecados estão perdoados.

49Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer entre si:

— Quem é este que até perdoa pecados?

7.49
Lc 5.21

50Mas Jesus disse à mulher:

— A sua fé salvou você; vá em paz.

8

As mulheres que seguiam Jesus

81Aconteceu, depois disso, que Jesus andava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do Reino de Deus. Iam com ele os doze discípulos, 2e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; 3Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes; Suzana e muitas outras, as quais, com os seus bens, ajudavam Jesus e os seus discípulos.

A parábola do semeador

Mt 13.1-9; Mc 4.1-9

4Quando uma grande multidão se reuniu e pessoas de todas as cidades vieram até Jesus, ele disse por parábola:

5— Um semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, foi pisada, e as aves do céu a comeram. 6Outra parte caiu sobre a pedra e, tendo crescido, secou por falta de umidade. 7Outra caiu no meio dos espinhos; e os espinhos, ao crescerem com ela, a sufocaram. 8Outra, enfim, caiu em boa terra; cresceu e produziu a cem por um.

8.8
Is 55.11

Dizendo isto, Jesus clamou:

— Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

Por que Jesus usava parábolas

Mt 13.10-17; Mc 4.10-12

9Então os discípulos de Jesus lhe perguntaram o que significava essa parábola. 10Jesus respondeu:

— A vocês é dado conhecer os mistérios do Reino de Deus, mas aos demais fala-se por parábolas, para que, vendo, não vejam

8.10
Is 6.9-10
e, ouvindo, não entendam.

A explicação da parábola

Mt 13.18-23; Mc 4.13-20

11— Este é o significado da parábola: a semente é a palavra de Deus. 12Os que estão à beira do caminho são os que a ouviram; depois vem o diabo e tira-lhes a palavra do coração, para não acontecer que, crendo, sejam salvos. 13Os que estão sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria. Estes não têm raiz, creem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam. 14A parte que caiu entre espinhos, estes são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com as preocupações, as riquezas e os prazeres desta vida; os seus frutos não chegam a amadurecer. 15A parte que caiu na terra boa, estes são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança.

A luz

Mc 4.21-25

16— Ninguém, depois de acender

8.16
Mt 5.15
Lc 11.33
uma lamparina, a cobre com um vaso ou a põe debaixo de uma cama; pelo contrário, coloca-a num lugar em que ilumina bem, a fim de que os que entram vejam a luz. 17Não há nada oculto
8.17
Mt 10.26
Lc 12.2
que não venha a ser manifesto, nem escondido que não venha a ser conhecido e revelado. 18Portanto, vejam como vocês ouvem. Porque ao que tiver, mais será dado;
8.18
Mt 25.29
Lc 19.26
e ao que não tiver, até aquilo que julga ter lhe será tirado.

A mãe e os irmãos de Jesus

Mt 12.46-50; Mc 3.31-35

19A mãe e os irmãos de Jesus chegaram até onde ele estava, mas não podiam aproximar-se por causa da multidão. 20E lhe comunicaram:

— A sua mãe e os seus irmãos estão lá fora e querem vê-lo.

21Jesus, porém, lhes respondeu:

— Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam.

Jesus acalma uma tempestade

Mt 8.23-27; Mc 4.35-41

22Aconteceu que, num daqueles dias, Jesus entrou num barco em companhia dos seus discípulos e lhes disse:

— Vamos passar para a outra margem do lago.

E partiram. 23Enquanto navegavam, ele adormeceu. E sobreveio uma tempestade de vento no lago, e eles corriam perigo. 24Chegando-se a Jesus, os discípulos o despertaram, dizendo:

— Mestre, Mestre, estamos perecendo!

Levantando-se, Jesus repreendeu o vento e a fúria da água. Tudo cessou e ficou bem calmo.

8.24
Sl 65.7
89.9
25Então Jesus lhes perguntou:

— Vocês não têm fé?

Eles, possuídos de temor e admiração, diziam uns aos outros:

— Quem é este que até manda nos ventos e nas ondas, e lhe obedecem?

A cura do endemoniado geraseno

Mt 8.28-34; Mc 5.1-20

26Então rumaram para a terra dos gerasenos, que fica de frente para a Galileia. 27Logo que Jesus desembarcou, veio da cidade ao seu encontro um homem possuído de demônios que, havia muito, não se vestia, nem habitava em casa alguma, porém vivia nos túmulos. 28Quando ele viu Jesus, prostrou-se diante dele, dizendo com voz forte:

— O que você quer comigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-lhe que não me atormente.

29Porque Jesus havia ordenado ao espírito imundo que saísse do homem, pois muitas vezes se havia apoderado dele. E, embora procurassem conservá-lo preso com cadeias e correntes, despedaçava tudo e era impelido pelo demônio para o deserto. 30Jesus perguntou a ele:

— Qual é o seu nome?

Ele respondeu:

— Legião.

Isto porque muitos demônios tinham entrado nele. 31Estes pediram a Jesus que não os mandasse para o abismo. 32Ora, uma grande manada de porcos estava pastando ali no monte. E os demônios pediram a Jesus que os deixasse entrar naqueles porcos. E Jesus o permitiu. 33Tendo os demônios saído do homem, entraram nos porcos, e a manada precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do lago, e se afogou. 34Vendo o que tinha acontecido, os que tratavam dos porcos fugiram e foram anunciá-lo na cidade e pelos campos.

35Então o povo saiu para ver o que tinha acontecido. Aproximando-se de Jesus, encontraram o homem de quem tinham saído os demônios, vestido, em perfeito juízo, sentado aos pés de Jesus; e temeram. 36E algumas pessoas que tinham presenciado os fatos contaram-lhes também como o endemoniado tinha sido salvo. 37Todo o povo da terra dos gerasenos pediu a Jesus que se retirasse, pois ficaram com muito medo. E Jesus, entrando de novo no barco, voltou. 38O homem de quem tinham saído os demônios lhe pediu que o deixasse estar com ele. Jesus, porém, o despediu, dizendo:

39— Volte para a sua casa e conte tudo o que Deus fez por você.

Então ele foi, proclamando por toda a cidade o que Jesus lhe tinha feito.

O pedido de Jairo

Mt 9.18-19; Mc 5.21-24a

40Quando Jesus voltou, a multidão o recebeu com alegria, porque todos o estavam esperando. 41Eis que veio um homem chamado Jairo, que era chefe da sinagoga, e, prostrando-se aos pés de Jesus, suplicou-lhe que fosse até a sua casa. 42Pois tinha uma filha única de uns doze anos, que estava morrendo.

A cura de uma mulher enferma

Mt 9.20-22; Mc 5.24b-34

Enquanto Jesus caminhava, as multidões o apertavam. 43Certa mulher que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia

8.43
Lv 15.25
e que havia gastado todos os seus bens com os médicos, sem que ninguém a pudesse curar, 44veio por trás de Jesus e tocou na borda da capa dele. E logo a hemorragia dela estancou. 45Mas Jesus perguntou:

— Quem me tocou?

Como todos negassem, Pedro disse:

— Mestre, é a multidão que o rodeia e aperta!

46Mas Jesus insistiu:

— Alguém me tocou, porque senti que de mim saiu poder.

8.46
Lc 6.19

47A mulher, vendo que não podia passar despercebida, aproximou-se trêmula e, prostrando-se diante de Jesus, declarou, à vista de todo o povo, o motivo por que havia tocado nele e como imediatamente tinha sido curada. 48Então Jesus lhe disse:

— Filha, a sua fé salvou você. Vá em paz.

A ressurreição da filha de Jairo

Mt 9.23-26; Mc 5.35-43

49Enquanto Jesus ainda falava, veio uma pessoa da casa do chefe da sinagoga, dizendo:

— A sua filha já morreu; não incomode mais o Mestre.

50Mas Jesus, ouvindo isto, lhe disse:

— Não tenha medo; apenas creia, e ela será salva.

51Tendo chegado à casa, Jesus não permitiu que ninguém entrasse com ele, a não ser Pedro, João e Tiago, além do pai e da mãe da menina. 52E todos choravam e a pranteavam. Mas Jesus disse:

— Não chorem; ela não está morta, mas dorme.

53E riam-se dele, porque sabiam que ela estava morta. 54Mas Jesus, tomando-a pela mão, disse em voz alta:

— Menina, levante-se!

8.54
Lc 7.14

55Voltou-lhe o espírito, ela imediatamente se levantou, e Jesus mandou que lhe dessem de comer. 56Seus pais ficaram maravilhados, mas ele lhes advertiu que a ninguém contassem o que havia acontecido.

9

As instruções para os doze

Mt 10.5-15; Mc 6.7-13

91Tendo Jesus convocado os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças. 2Também os enviou a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos. 3E disse-lhes:

— Não levem nada para o caminho: nem bordão, nem sacola, nem pão, nem dinheiro; vocês também não devem ter duas túnicas. 4Na casa em que vocês entrarem, fiquem ali até saírem daquele lugar. 5E onde quer que não receberem vocês, ao saírem daquela cidade sacudam o pó dos pés

9.5
At 13.51
em testemunho contra eles.

6Então, saindo, percorriam todas as aldeias, anunciando o evangelho e fazendo curas por toda parte.

9.1-6
Lc 10.1-12

A dúvida de Herodes

Mt 14.1-12; Mc 6.14-29

7Ora, o tetrarca Herodes soube de tudo o que se passava e ficou perplexo, porque alguns diziam: “João ressuscitou dentre os mortos.” 8Outros diziam: “Elias apareceu.” E ainda outros diziam: “Um dos antigos profetas ressuscitou.”

9.7-8
Mt 16.14
Mc 8.28
Lc 9.19
9Herodes, porém, disse:

— Eu mandei decapitar João. Quem, então, é este a respeito do qual tenho ouvido tais coisas?

E se esforçava para vê-lo.

9.9
Lc 13.31
23.8

A primeira multiplicação de pães e peixes

Mt 14.13-21; Mc 6.30-44; Jo 6.1-14

10Ao regressarem, os apóstolos relataram a Jesus tudo o que tinham feito. Ele, levando-os consigo, retirou-se à parte para uma cidade chamada Betsaida. 11Mas as multidões souberam disso e o seguiram. Acolhendo-as, Jesus lhes falava a respeito do Reino de Deus e socorria os que tinham necessidade de cura. 12Mas o dia estava chegando ao fim. Então os doze se aproximaram de Jesus e disseram:

— Despeça a multidão, para que, indo às aldeias e campos ao redor, se hospedem e encontrem alimento; pois estamos aqui em lugar deserto.

13Jesus, porém, lhes disse:

— Deem vocês mesmos de comer a eles.

Os discípulos responderam:

— Não temos mais que cinco pães e dois peixes, a não ser que nós mesmos vamos e compremos comida para todo este povo.

14Porque estavam ali cerca de cinco mil homens. Então Jesus disse aos seus discípulos:

— Façam com que se assentem em grupos de cinquenta.

15Eles atenderam, fazendo com que todos se assentassem. 16E Jesus, pegando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos para o céu, os abençoou, partiu e deu aos discípulos para que os distribuíssem entre o povo. 17Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobraram foram recolhidos doze cestos.

A confissão de Pedro. Jesus prediz a própria morte

Mt 16.13-21; Mc 8.27-31

18E aconteceu que, enquanto Jesus estava orando em particular,

9.18
Lc 3.21
5.16
6.12
achavam-se presentes os discípulos, a quem perguntou:

— Quem as multidões dizem que eu sou?

19Eles responderam:

— Uns dizem que é João Batista;

9.19
Mt 14.1-2
Mc 6.14-15
Lc 9.7-8
outros dizem que é Elias; e ainda outros dizem que um dos antigos profetas ressuscitou.

20Então Jesus perguntou:

— E vocês, quem dizem que eu sou?

Respondendo, Pedro disse:

— O Cristo de Deus.

9.20
Jo 6.68-69

21Jesus, porém, advertindo-os, mandou que a ninguém declarassem tal coisa, 22dizendo:

— É necessário que o Filho do Homem sofra muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, seja morto e, no terceiro dia, ressuscite.

Tome a sua cruz

Mt 16.24-28; Mc 8.34—9.1

23Jesus dizia a todos:

— Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. 24Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; e quem perder a vida por minha causa, esse a salvará.

9.23-24
Mt 10.38-39
Lc 14.27
17.33
Jo 12.25
25De que adianta uma pessoa ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou causar dano a si mesma? 26Pois quem se envergonhar de mim e das minhas palavras, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na glória do Pai e dos santos anjos.
9.26
2Tm 2.12
27Em verdade lhes digo que alguns dos que aqui se encontram não passarão pela morte até que vejam o Reino de Deus.

A transfiguração de Jesus

Mt 17.1-13; Mc 9.2-8

28Cerca de oito dias depois de proferidas estas palavras, Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte com o propósito de orar.

9.28
Lc 9.18
29E aconteceu que, enquanto ele orava, a aparência do seu rosto se transfigurou e a roupa dele ficou de um branco brilhante. 30E eis que dois homens falavam com ele: eram Moisés e Elias, 31que apareceram em glória e falavam da morte de Jesus, que ele estava para cumprir em Jerusalém. 32Pedro e seus companheiros estavam caindo de sono; mas, conservando-se acordados, viram a glória de Jesus
9.32
Jo 1.14
2Pe 1.16
e os dois homens que estavam com ele. 33Quando estes começaram a se afastar de Jesus, Pedro lhe disse:

— Mestre, bom é estarmos aqui. Façamos três tendas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias.

Porém, Pedro não sabia o que estava dizendo. 34Enquanto assim falava, veio uma nuvem e os envolveu. E ficaram com medo ao entrar na nuvem. 35E dela veio uma voz que dizia:

— Este é o meu Filho,

9.35
Mt 3.17
12.18
Mc 1.11
Lc 3.22
o meu eleito;
9.35
Is 42.1
escutem o que ele diz!
9.28-35
2Pe 1.17-18

36Depois daquela voz, perceberam que Jesus estava sozinho. Eles ficaram calados e, naqueles dias, não contaram nada a ninguém a respeito do que tinham visto.

A cura de um jovem

Mt 17.14-21; Mc 9.14-29

37No dia seguinte, quando eles desceram do monte, uma grande multidão veio ao encontro de Jesus. 38E eis que, do meio da multidão, surgiu um homem, dizendo em alta voz:

— Mestre, peço que o senhor olhe o meu filho, porque é o único que tenho. 39Um espírito se apodera dele, e, de repente, o menino grita, e o espírito o convulsiona até espumar; e dificilmente o deixa, depois de o ter maltratado. 40Pedi aos seus discípulos que o expulsassem, mas eles não puderam.

41Jesus exclamou:

— Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei com vocês e terei de suportá-los? Traga o seu filho aqui.

42Quando o menino estava se aproximando, o demônio o atirou no chão e o convulsionou; mas Jesus repreendeu o espírito imundo, curou o menino e o entregou ao pai. 43E todos ficaram maravilhados com a majestade de Deus.

De novo Jesus prediz a sua morte

Mt 17.22-23; Mc 9.30-32

Como todos estavam admirados com tudo o que Jesus fazia, ele disse aos seus discípulos:

44— Prestem bem atenção nas seguintes palavras: o Filho do Homem está para ser entregue nas mãos dos homens.

45Eles, porém, não entendiam isso, e lhes foi encoberto para que não o compreendessem. E temiam fazer perguntas a Jesus a respeito deste assunto.

O maior no Reino de Deus

Mt 18.1-5; Mc 9.33-37

46Surgiu entre os discípulos uma discussão

9.46
Lc 22.24
sobre qual deles seria o maior. 47Mas Jesus, sabendo o que se passava no coração deles, pegou uma criança, colocou-a junto de si 48e lhes disse:

— Quem receber esta criança em meu nome é a mim que recebe; e quem receber a mim

9.48
Mt 10.40
Lc 10.16
Jo 13.20
recebe aquele que me enviou; porque aquele que for o menor de todos entre vocês, esse é que é grande.

Quem não é contra vocês é a favor de vocês

Mc 9.38-40

49João tomou a palavra e disse:

— Mestre, vimos certo homem que expulsava demônios em seu nome, mas nós o proibimos de fazer isso, porque não segue conosco.

50Mas Jesus lhe disse:

— Não proíbam, pois quem não é contra vocês é a favor de vocês.

Os samaritanos não recebem Jesus

51E aconteceu que, ao se completarem os dias em que seria elevado ao céu, Jesus manifestou, no semblante, a firme resolução de ir para Jerusalém. 52E enviou mensageiros que fossem na frente. Indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos para lhe preparar pousada. 53Mas não o receberam, porque o aspecto dele era de quem, decisivamente, ia para Jerusalém. 54Vendo isto, os discípulos Tiago e João perguntaram:

— Senhor, quer que mandemos descer fogo do céu

9.54
2Rs 1.9-16
para os consumir?

55Mas Jesus, voltando-se, os repreendeu. 56E seguiram para outra aldeia.

Jesus põe à prova os que querem segui-lo

Mt 8.19-22

57Enquanto seguiam pelo caminho, alguém disse a Jesus:

— Vou segui-lo para onde quer que o senhor for.

58Mas Jesus lhe respondeu:

— As raposas têm as suas tocas e as aves do céu têm os seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.

59A outro Jesus disse:

— Siga-me!

Mas ele respondeu:

— Senhor, deixe-me ir primeiro sepultar o meu pai.

60Mas Jesus insistiu:

— Deixe que os mortos sepultem os seus mortos. Você, porém, vá e anuncie o Reino de Deus.

61Outro lhe disse:

— Senhor, quero segui-lo, mas permita que antes disso eu me despeça das pessoas da minha casa.

9.61
1Rs 19.20

62Mas Jesus lhe respondeu:

— Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus.

9.62
Fp 3.13