Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
5

A pesca maravilhosa. Os primeiros discípulos

Mt 4.18-22; Mc 1.16-20

51Aconteceu que Jesus estava junto ao lago de Genesaré, e a multidão o apertava para ouvir a palavra de Deus. 2Então ele viu dois barcos junto à praia do lago. Os pescadores tinham desembarcado e estavam lavando as redes. 3Entrando num dos barcos, que era o de Simão, Jesus pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, do barco ensinava as multidões.

5.1-3
Mt 13.1-2
Mc 3.9-10
4.1
4Quando acabou de falar, Jesus disse a Simão:

— Leve o barco para o lugar mais fundo do lago e então lancem as redes de vocês para pescar.

5Em resposta, Simão disse:

— Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sob esta sua palavra, lançarei as redes.

6Fazendo isso, apanharam grande quantidade de peixes; e as redes deles começaram a se romper. 7Então fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase afundarem. 8Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo:

— Senhor, afaste-se de mim, porque sou pecador.

9Pois, à vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os seus companheiros, 10bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus sócios. Então Jesus disse a Simão:

— Não tenha medo! De agora em diante você será pescador de gente.

11E, arrastando eles os barcos para a praia, deixando tudo, o seguiram.

5.1-11
Jo 21.1-14

A cura de um leproso

Mt 8.1-4; Mc 1.40-45

12Aconteceu que, estando Jesus numa das cidades, um homem coberto de lepra veio à sua presença. Quando ele viu Jesus, prostrou-se com o rosto em terra e pediu:

— Senhor, se quiser, pode purificar-me.

13E Jesus, estendendo a mão, tocou nele, dizendo:

— Quero, sim. Fique limpo!

E, no mesmo instante, a lepra daquele homem desapareceu. 14Jesus ordenou-lhe que não contasse isso a ninguém. E acrescentou:

— Mas vá, apresente-se ao sacerdote e ofereça

5.14
Lv 14.1-32
pela purificação o sacrifício que Moisés ordenou, para servir de testemunho ao povo.

15Porém o que se dizia a respeito de Jesus se espalhava cada vez mais, e grandes multidões afluíam para o ouvir e para serem curadas de suas enfermidades. 16Jesus, porém, se retirava para lugares solitários e orava.

A cura de um paralítico em Cafarnaum

Mt 9.1-8; Mc 2.1-12

17E aconteceu que, num daqueles dias, Jesus estava ensinando, e achavam-se ali assentados fariseus e mestres da Lei, vindos de todas as aldeias da Galileia, da Judeia e de Jerusalém. E o poder do Senhor estava com ele para curar. 18Vieram, então, alguns homens trazendo um paralítico deitado num leito. Eles procuravam levá-lo para dentro e colocá-lo diante de Jesus. 19E, não encontrando uma forma de fazer isso por causa da multidão, subiram ao telhado e, por entre as telhas, desceram o paralítico no seu leito, deixando-o no meio das pessoas, diante de Jesus. 20Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico:

— Homem, os seus pecados estão perdoados.

21E os escribas e fariseus começaram a pensar:

— Quem é este que diz blasfêmias?

5.21
Jo 10.33
Quem pode perdoar pecados, a não ser um, que é Deus?
5.21
Is 43.25

22Jesus, porém, conhecendo os pensamentos deles, disse-lhes:

— O que vocês estão pensando em seu coração? 23O que é mais fácil? Dizer: “Os seus pecados estão perdoados”, ou dizer: “Levante-se e ande”? 24Mas isto é para que vocês saibam que o Filho do Homem tem autoridade sobre a terra para perdoar pecados.

E disse ao paralítico:

— Eu digo a você: Levante-se, pegue o seu leito e vá para casa.

25E imediatamente ele se levantou diante de todos e, pegando o leito em que até então estava deitado, voltou para casa, glorificando a Deus. 26Todos ficaram muito admirados, davam glória a Deus e, cheios de temor, diziam:

— Hoje vimos coisas extraordinárias!

O chamado de Levi

Mt 9.9-13; Mc 2.13-17

27Depois disso, Jesus saiu e viu um publicano, chamado Levi, sentado na coletoria. E lhe disse:

— Siga-me!

28Ele se levantou e, deixando tudo, o seguiu.

29Então Levi lhe ofereceu um grande banquete em sua casa; e era grande o número de publicanos e outras pessoas que estavam com eles à mesa. 30Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando:

— Por que vocês comem e bebem com os publicanos e pecadores?

5.29-30
Lc 15.1-2

31Jesus tomou a palavra e disse:

— Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. 32Não vim chamar justos, e sim pecadores,

5.32
1Tm 1.15
ao arrependimento.

A questão do jejum

Mt 9.14-17; Mc 2.18-22

33Então eles disseram a Jesus:

— Os discípulos de João frequentemente jejuam e fazem orações, e os discípulos dos fariseus fazem o mesmo; mas os seus discípulos comem e bebem.

34Jesus, porém, lhes disse:

— Será que vocês podem fazer com que os convidados para o casamento jejuem enquanto o noivo está com eles? 35No entanto, virão dias em que o noivo lhes será tirado, e então, naqueles dias, eles vão jejuar.

36Também lhes contou uma parábola:

— Ninguém tira um pedaço de uma roupa nova para colocar sobre roupa velha; pois, se o fizer, rasgará a roupa nova, e, além disso, o remendo da roupa nova não combinará com a roupa velha. 37E ninguém põe vinho novo em odres5.37 Vasilha de couro para transportar líquidos velhos, porque, se fizer isso, o vinho novo romperá os odres, o vinho se derramará, e os odres se estragarão. 38Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos. 39E ninguém, tendo bebido o vinho velho, prefere o novo, porque diz: “O velho é excelente.”

6

Jesus é senhor do sábado

Mt 12.1-8; Mc 2.23-28

61Aconteceu que, num sábado, Jesus passava pelas searas,6.1 Plantações de cereais e os seus discípulos colhiam e comiam espigas,

6.1
Dt 23.25
debulhando-as com as mãos. 2E alguns dos fariseus lhes disseram:

— Por que vocês fazem o que não é lícito aos sábados?

3Jesus tomou a palavra e disse:

— Vocês nem ao menos leram o que Davi fez

6.3
1Sm 21.1-6
quando teve fome, ele e os seus companheiros? 4Como entrou na casa de Deus e, pegando os pães da proposição, comeu e deu também aos que estavam com ele, pães que não lhes era lícito comer, mas exclusivamente aos sacerdotes?
6.4
Lv 24.9

5Então Jesus lhes disse:

— O Filho do Homem é senhor do sábado.

O homem da mão ressequida

Mt 12.9-14; Mc 3.1-6

6Aconteceu que, em outro sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Estava ali um homem que tinha a mão direita ressequida. 7Os escribas e os fariseus observavam Jesus, procurando ver se ele faria uma cura no sábado, a fim de acharem de que o acusar. 8Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles,

6.8
Lc 5.22
disse ao homem da mão ressequida:

— Levante-se e venha para o meio.

E ele, levantando-se, ficou em pé. 9Então Jesus disse a eles:

— Vou fazer uma pergunta a vocês: é lícito no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixar que se perca?

10Então Jesus, olhando para todos que estavam ao seu redor, disse ao homem:

— Estenda a mão!

Ele assim o fez, e a mão lhe foi restaurada. 11Mas eles se encheram de furor e discutiam entre si quanto ao que fariam contra Jesus.

Os doze apóstolos

Mt 10.1-4; Mc 3.13-19

12Naqueles dias, Jesus se retirou para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus.

6.12
Lc 3.21
5.16
9.18
13E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos:
6.13
At 1.13
14Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou traidor.

Jesus ensina e cura muitas pessoas

Mt 4.23-25

17E, descendo com eles do monte, Jesus parou num lugar plano onde se encontravam muitos discípulos seus e grande multidão do povo, de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidom, 18que vieram para o ouvir e para ser curados de suas doenças. Também os atormentados por espíritos imundos eram curados. 19E todos da multidão procuravam tocar em Jesus, porque dele saía poder; e curava todos.

As bem-aventuranças e os ais

Mt 5.1-12

20Então, olhando para os seus discípulos, Jesus lhes disse:

— Bem-aventurados são vocês,

os pobres,

porque o Reino de Deus

é de vocês.

6.20
Lc 12.32

21— Bem-aventurados são vocês

que agora têm fome,

porque serão saciados.

— Bem-aventurados são vocês

que agora choram,

porque vocês hão de rir.

22— Bem-aventurados

6.22
1Pe 4.14
são vocês quando as pessoas os odiarem, expulsarem da sua companhia, insultarem e rejeitarem o nome de vocês como indigno, por causa do Filho do Homem. 23Alegrem-se naquele dia e exultem, porque grande é a recompensa de vocês no céu; porque os pais dessas pessoas fizeram o mesmo com os profetas.
6.23
2Cr 36.16
At 7.52

24— Mas ai de vocês, os ricos,

6.24
Tg 5.1

porque vocês já receberam

a consolação!

25— Ai de vocês

que agora estão fartos,

porque vocês vão passar fome!

— Ai de vocês

que agora estão rindo,

porque vocês vão lamentar

e chorar!

6.25
Tg 4.9

26— Ai de vocês, quando todos os elogiarem, porque os pais dessas pessoas fizeram o mesmo com os falsos profetas!

6.26
Jr 5.31

O amor aos inimigos

Mt 5.38-48

27— Digo, porém, a vocês que me ouvem: amem os seus inimigos, façam o bem aos que odeiam vocês. 28Abençoem aqueles que os amaldiçoam, orem pelos que maltratam vocês. 29Ao que lhe bate numa face, ofereça também a outra; e, ao que lhe tirar a capa, deixe que leve também a túnica.6.29 Peça de roupa, parecida com uma camisola, que se usava por cima da pele e por baixo da capa 30Dê a todo o que lhe pedir alguma coisa; e, se alguém levar o que é seu, não exija que seja devolvido. 31Façam aos outros o mesmo que vocês querem

6.31
Mt 7.12
que eles façam a vocês.

32— Se vocês amam aqueles que os amam, que recompensa terão? Porque até os pecadores amam aqueles que os amam. 33Se fizerem o bem aos que lhes fazem o bem, que recompensa terão? Até os pecadores fazem isso. 34E, se emprestam àqueles de quem esperam receber, que recompensa terão? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto. 35Vocês, porém, amem os seus inimigos, façam o bem e emprestem, sem esperar nada em troca; vocês terão uma grande recompensa e serão filhos do Altíssimo. Pois ele é bondoso até para os ingratos e maus. 36Sejam misericordiosos, como também é misericordioso o Pai de vocês.

O hábito de julgar os outros

Mt 7.1-5

37— Não julguem e vocês não serão julgados; não condenem e vocês não serão condenados; perdoem e serão perdoados; 38deem e lhes será dado; boa medida, prensada, sacudida e transbordante será dada a vocês; porque com a medida com que tiverem medido vocês serão medidos também.

39Jesus lhes contou também uma parábola:

— Será que um cego pode guiar outro cego? Não é fato que ambos cairão num buraco?

6.39
Mt 15.14

40— O discípulo

6.40
Mt 10.24
Jo 13.16
15.20
não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem-instruído será como o seu mestre.

41— Por que você vê o cisco no olho do seu irmão, mas não repara na trave que está no seu próprio olho? 42Como você poderá dizer a seu irmão: “Deixe, irmão, que eu tire o cisco que está no seu olho”, se você não repara na trave que está no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave do seu olho e então você verá claramente para tirar o cisco que está no olho do seu irmão.

6.41-42
Mt 7.3-5

As árvores e os seus frutos

Mt 7.17-20; 12.33-35

43— Não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto. 44Porque cada árvore é conhecida pelos frutos que produz. Porque não se colhem figos de ervas daninhas, nem se apanham uvas dos espinheiros. 45A pessoa boa tira o bem do bom tesouro do coração, e a pessoa má tira o mal do mau tesouro; porque a boca fala do que está cheio o coração.

6.45
Pv 4.23
Ef 4.29

Os dois fundamentos

Mt 7.24-27

46— Por que vocês me chamam “Senhor, Senhor!”, e não fazem o que eu mando? 47Eu vou mostrar a vocês a quem é semelhante todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as pratica.

6.47
Tg 1.22
48Esse é semelhante a um homem que, ao construir uma casa, cavou, abriu profunda vala e lançou o alicerce sobre a rocha. Quando veio a enchente, as águas bateram contra aquela casa e não a puderam abalar, por ter sido bem-construída. 49Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que construiu uma casa sobre a terra, sem alicerces, e, quando as águas bateram contra ela, logo desabou; e aconteceu que foi grande a ruína daquela casa.

7

A cura do servo de um centurião

Mt 8.5-13

71Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. 2E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. 3Quando o centurião ouviu falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. 4Estes, aproximando-se de Jesus, lhe pediram com insistência:

— Ele merece a sua ajuda, 5porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo construiu a nossa sinagoga.

6Então Jesus foi com eles. Quando Jesus já estava perto da casa, o centurião enviou-lhe alguns amigos, dizendo:

— Senhor, não se incomode, porque não sou digno de recebê-lo em minha casa. 7Por isso, não me julguei digno de ir falar pessoalmente com o senhor; porém diga uma palavra, e o meu servo será curado. 8Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: “Vá”, e ele vai; e a outro: “Venha”, e ele vem; e ao meu servo: “Faça isto”, e ele o faz.

9Ao ouvir estas palavras, Jesus ficou admirado com aquele homem e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse:

— Eu lhes digo que nem mesmo em Israel encontrei fé como esta.

10E, quando os que tinham sido enviados voltaram para casa, encontraram o servo curado.

7.1-10
Jo 4.43-54

A ressurreição do filho de uma viúva

11Pouco depois, Jesus foi para uma cidade chamada Naim, e os seus discípulos e numerosa multidão iam com ele. 12Ao aproximar-se do portão da cidade, eis que saía o enterro do filho único de uma viúva; e grande multidão da cidade ia com ela. 13Ao vê-la, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse:

— Não chore!

14Chegando-se, tocou no caixão e os que o estavam carregando pararam. Então Jesus disse:

— Jovem, eu ordeno a você: levante-se!

15O que estava morto sentou-se e passou a falar; e Jesus o restituiu à sua mãe.

7.15
1Rs 17.23
16Todos ficaram possuídos de temor e glorificavam a Deus, dizendo:

— Grande profeta se levantou entre nós. Deus visitou o seu povo.

7.16
Lc 1.68

17Esta notícia a respeito de Jesus se espalhou por toda a Judeia e por toda aquela região.

Os mensageiros de João Batista

Mt 11.2-19

18Todas estas coisas foram relatadas a João pelos seus discípulos. E João, chamando dois deles, 19enviou-os ao Senhor para perguntar:

— Você é aquele que estava para vir ou devemos esperar outro?

20Quando os homens chegaram a Jesus, disseram:

— João Batista nos enviou para perguntar: O senhor é aquele que estava para vir ou devemos esperar outro?

21Naquela mesma hora, Jesus curou muitas pessoas de doenças, de sofrimentos e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos. 22Então Jesus lhes respondeu:

— Voltem e anunciem a João o que vocês viram e ouviram: os cegos veem,

7.22
Is 35.5-6
os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e aos pobres
7.22
Is 61.1
está sendo pregado o evangelho. 23E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço.

24Quando os mensageiros de João se retiraram, Jesus começou a dizer ao povo a respeito de João:

— O que vocês foram ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? 25O que vocês foram ver? Um homem vestido de roupas finas? Os que se vestem bem e vivem no luxo moram nos palácios reais. 26Sim, o que foram ver? Um profeta?

7.26
Lc 1.76
Sim, eu lhes digo, e muito mais do que um profeta. 27Este é aquele de quem está escrito: “Eis que envio adiante de você o meu mensageiro, o qual preparará o caminho diante de você.”
7.27
Ml 3.1

28— E eu lhes digo: entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João;

7.28
Lc 1.15
mas o menor no Reino de Deus é maior do que ele.

29Todo o povo que o ouviu e até os publicanos reconheceram a justiça de Deus, tendo sido batizados com o batismo de João; 30mas os fariseus e os intérpretes da Lei rejeitaram, quanto a si mesmos, o plano de Deus, não tendo sido batizados por ele.

7.29-30
Mt 21.32
Lc 3.12

31E Jesus continuou:

— A que, pois, compararei as pessoas desta geração? A que são semelhantes? 32São semelhantes a meninos que, sentados na praça, gritam uns para os outros:

“Nós tocamos flauta,

mas vocês não dançaram;

entoamos lamentações,

mas vocês não choraram.”

33— Pois veio João Batista, não comendo pão nem bebendo vinho,

7.33
Mt 3.4
e vocês dizem: “Ele tem demônio!” 34Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e vocês dizem: “Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores!” 35Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos.

A pecadora que ungiu os pés de Jesus

36Um dos fariseus convidou Jesus para que fosse jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa. 37E eis que uma mulher da cidade, pecadora, sabendo que ele estava jantando na casa do fariseu, foi até lá com um frasco feito de alabastro cheio de perfume. 38E, estando por detrás, aos pés de Jesus, chorando, molhava-os com as suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos. Ela beijava os pés de Jesus e os ungia com o perfume. 39Ao ver isto, o fariseu que o havia convidado disse consigo mesmo:

— Se este fosse profeta, bem saberia quem e que tipo de mulher é esta que está tocando nele, porque é uma pecadora.

40Jesus se dirigiu ao fariseu e lhe disse:

— Simão, tenho uma coisa para lhe dizer.

Ele respondeu:

— Diga, Mestre.

41Jesus continuou:

— Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários,7.41 Moeda romana de prata, que era o pagamento por um dia de trabalho e o outro devia cinquenta. 42E, como eles não tinham com que pagar, o credor perdoou a dívida de ambos. Qual deles, portanto, o amará mais?

43Simão respondeu:

— Penso que é aquele a quem mais perdoou.

Jesus disse:

— Você julgou bem.

44E, voltando-se para a mulher, Jesus disse a Simão:

— Você está vendo esta mulher? Quando entrei aqui em sua casa, você não me ofereceu água para lavar os pés; esta, porém, molhou os meus pés com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. 45Você não me recebeu com um beijo na face; ela, porém, desde que entrei, não deixou de me beijar os pés. 46Você não ungiu a minha cabeça com óleo, mas esta, com perfume, ungiu os meus pés. 47Por isso, afirmo a você que os muitos pecados dela foram perdoados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama.

48Então Jesus disse à mulher:

— Os seus pecados estão perdoados.

49Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer entre si:

— Quem é este que até perdoa pecados?

7.49
Lc 5.21

50Mas Jesus disse à mulher:

— A sua fé salvou você; vá em paz.