Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
4

A tentação de Jesus

Mt 4.1-11; Mc 1.12-13

41Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, 2durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome. 3Então o diabo disse a Jesus:

— Se você é o Filho de Deus, mande que esta pedra se transforme em pão.

4Mas Jesus lhe respondeu:

— Está escrito: “O ser humano não viverá só de pão.”

4.4
Dt 8.3

5Então o diabo o levou para um lugar mais alto e num instante lhe mostrou todos os reinos do mundo. 6E disse:

— Eu lhe darei todo este poder e a glória destes reinos, porque isso me foi entregue, e posso dar a quem eu quiser. 7Portanto, se você me adorar, tudo isso será seu.

8Mas Jesus respondeu:

— Está escrito:

“Adore o Senhor, seu Deus,

e preste culto somente a ele.”

4.8
Dt 6.13

9Então o diabo levou Jesus a Jerusalém, colocou-o sobre o pináculo4.9 O lugar mais alto do templo e disse:

— Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui para baixo, 10porque está escrito:

“Aos seus anjos ele dará ordens

a seu respeito,

para que o guardem.”

4.10
Sl 91.11

11E:

“Eles o sustentarão nas suas mãos,

para que você não tropece

em alguma pedra.”

4.11
Sl 91.12

12Jesus respondeu ao diabo:

— Também foi dito: “Não ponha à prova o Senhor, seu Deus.”

4.12
Dt 6.16

13Tendo concluído todas as tentações, o diabo afastou-se de Jesus, até momento oportuno.

4.13
Lc 22.3,53

Jesus inicia a sua missão na Galileia

Mt 4.12-17; Mc 1.14-15

14Então Jesus, no poder do Espírito, voltou para a Galileia, e a sua fama correu por toda aquela região. 15E ensinava nas sinagogas, sendo elogiado por todos.

Jesus é rejeitado em Nazaré

Mt 13.53-58; Mc 6.1-6

16Jesus foi para Nazaré, onde havia sido criado. Num sábado, entrou na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. 17Então lhe deram o livro do profeta Isaías. E, abrindo o livro, achou o lugar onde está escrito:

18“O Espírito do Senhor

está sobre mim,

porque ele me ungiu

para evangelizar os pobres;

enviou-me para proclamar

libertação aos cativos

e restauração da vista aos cegos,

para pôr em liberdade

os oprimidos,

19e proclamar o ano aceitável

do Senhor.”

4.18-19
Is 61.1-2

20Tendo fechado o livro, Jesus o devolveu ao assistente e sentou-se. Todos na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21Então Jesus começou a dizer:

— Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabam de ouvir.

22Todos davam testemunho dele e se maravilhavam das palavras cheias de graça que lhe saíam dos lábios. E perguntavam:

— Não é este o filho de José?

23Então Jesus disse:

— Sem dúvida, vocês citarão para mim o provérbio: “Médico, cure-se a si mesmo.” Dirão: “Tudo o que ouvimos que você fez em Cafarnaum, faça-o também aqui na sua terra.”

24E Jesus prosseguiu:

— De fato, afirmo a vocês que nenhum profeta é bem recebido na sua própria terra.

4.24
Jo 4.44
25Na verdade lhes digo que havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou
4.25
1Rs 17.1
por três anos e seis meses, reinando grande fome em toda a terra, 26e Elias não foi enviado a nenhuma delas, a não ser a uma viúva de Sarepta
4.26
1Rs 17.8-16
de Sidom. 27Havia também muitos leprosos em Israel nos dias do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, a não ser Naamã, o sírio.
4.27
2Rs 5.1-14

28Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira. 29E, levantando-se, expulsaram Jesus da cidade e o levaram até o alto do monte sobre o qual a cidade estava edificada, para que, de lá, pudessem atirá-lo abaixo. 30Jesus, porém, passando pelo meio deles, foi embora.

4.30
Jo 8.59
10.39

A cura de um endemoniado em Cafarnaum

Mc 1.21-28

31E Jesus foi a Cafarnaum, cidade da Galileia, e os ensinava no sábado. 32E maravilhavam-se com a sua doutrina,

4.32
Mt 7.28-29
porque a sua palavra era com autoridade.

33E apareceu na sinagoga um homem possuído de um espírito de demônio imundo, o qual gritou em alta voz:

34— Ah! O que você quer conosco, Jesus Nazareno? Você veio para nos destruir? Sei muito bem quem você é: o Santo de Deus!

35Mas Jesus o repreendeu, dizendo:

— Cale-se e saia desse homem.

O demônio, depois de o ter jogado no chão no meio de todos, saiu daquele homem sem lhe fazer mal. 36Todos ficaram admirados e comentavam entre si:

— Que palavra é esta? Pois, com autoridade e poder, ele ordena aos espíritos imundos, e eles saem.

37E a fama de Jesus se espalhava por todos os lugares daquela região.

A cura da sogra de Pedro

Mt 8.14-15; Mc 1.29-31

38Deixando a sinagoga, Jesus foi para a casa de Simão. A sogra de Simão estava doente, com febre muito alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39E inclinando-se para ela, Jesus repreendeu a febre, e esta a deixou. E imediatamente ela se levantou e passou a servi-los.

Muitas outras curas

Mt 8.16-17; Mc 1.32-34

40Ao pôr do sol, todos os que tinham enfermos, com diferentes tipos de doença, os trouxeram a Jesus. E ele os curava, impondo as mãos sobre cada um deles. 41Também de muitos saíam demônios, gritando e dizendo:

— Você é o Filho de Deus!

4.41
Mc 3.11

Ele, porém, os repreendia para que não falassem, pois sabiam que ele era o Cristo.

Jesus prega nas sinagogas

Mc 1.35-39

42Quando amanheceu, Jesus saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam, foram até junto dele e não queriam deixar que ele fosse embora. 43Jesus, porém, lhes disse:

— É necessário que eu anuncie o evangelho do Reino de Deus também nas outras cidades, pois é para isso que fui enviado.

44E pregava nas sinagogas da Judeia.

4.44
Mt 4.23
9.35

5

A pesca maravilhosa. Os primeiros discípulos

Mt 4.18-22; Mc 1.16-20

51Aconteceu que Jesus estava junto ao lago de Genesaré, e a multidão o apertava para ouvir a palavra de Deus. 2Então ele viu dois barcos junto à praia do lago. Os pescadores tinham desembarcado e estavam lavando as redes. 3Entrando num dos barcos, que era o de Simão, Jesus pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, do barco ensinava as multidões.

5.1-3
Mt 13.1-2
Mc 3.9-10
4.1
4Quando acabou de falar, Jesus disse a Simão:

— Leve o barco para o lugar mais fundo do lago e então lancem as redes de vocês para pescar.

5Em resposta, Simão disse:

— Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sob esta sua palavra, lançarei as redes.

6Fazendo isso, apanharam grande quantidade de peixes; e as redes deles começaram a se romper. 7Então fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase afundarem. 8Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo:

— Senhor, afaste-se de mim, porque sou pecador.

9Pois, à vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os seus companheiros, 10bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus sócios. Então Jesus disse a Simão:

— Não tenha medo! De agora em diante você será pescador de gente.

11E, arrastando eles os barcos para a praia, deixando tudo, o seguiram.

5.1-11
Jo 21.1-14

A cura de um leproso

Mt 8.1-4; Mc 1.40-45

12Aconteceu que, estando Jesus numa das cidades, um homem coberto de lepra veio à sua presença. Quando ele viu Jesus, prostrou-se com o rosto em terra e pediu:

— Senhor, se quiser, pode purificar-me.

13E Jesus, estendendo a mão, tocou nele, dizendo:

— Quero, sim. Fique limpo!

E, no mesmo instante, a lepra daquele homem desapareceu. 14Jesus ordenou-lhe que não contasse isso a ninguém. E acrescentou:

— Mas vá, apresente-se ao sacerdote e ofereça

5.14
Lv 14.1-32
pela purificação o sacrifício que Moisés ordenou, para servir de testemunho ao povo.

15Porém o que se dizia a respeito de Jesus se espalhava cada vez mais, e grandes multidões afluíam para o ouvir e para serem curadas de suas enfermidades. 16Jesus, porém, se retirava para lugares solitários e orava.

A cura de um paralítico em Cafarnaum

Mt 9.1-8; Mc 2.1-12

17E aconteceu que, num daqueles dias, Jesus estava ensinando, e achavam-se ali assentados fariseus e mestres da Lei, vindos de todas as aldeias da Galileia, da Judeia e de Jerusalém. E o poder do Senhor estava com ele para curar. 18Vieram, então, alguns homens trazendo um paralítico deitado num leito. Eles procuravam levá-lo para dentro e colocá-lo diante de Jesus. 19E, não encontrando uma forma de fazer isso por causa da multidão, subiram ao telhado e, por entre as telhas, desceram o paralítico no seu leito, deixando-o no meio das pessoas, diante de Jesus. 20Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico:

— Homem, os seus pecados estão perdoados.

21E os escribas e fariseus começaram a pensar:

— Quem é este que diz blasfêmias?

5.21
Jo 10.33
Quem pode perdoar pecados, a não ser um, que é Deus?
5.21
Is 43.25

22Jesus, porém, conhecendo os pensamentos deles, disse-lhes:

— O que vocês estão pensando em seu coração? 23O que é mais fácil? Dizer: “Os seus pecados estão perdoados”, ou dizer: “Levante-se e ande”? 24Mas isto é para que vocês saibam que o Filho do Homem tem autoridade sobre a terra para perdoar pecados.

E disse ao paralítico:

— Eu digo a você: Levante-se, pegue o seu leito e vá para casa.

25E imediatamente ele se levantou diante de todos e, pegando o leito em que até então estava deitado, voltou para casa, glorificando a Deus. 26Todos ficaram muito admirados, davam glória a Deus e, cheios de temor, diziam:

— Hoje vimos coisas extraordinárias!

O chamado de Levi

Mt 9.9-13; Mc 2.13-17

27Depois disso, Jesus saiu e viu um publicano, chamado Levi, sentado na coletoria. E lhe disse:

— Siga-me!

28Ele se levantou e, deixando tudo, o seguiu.

29Então Levi lhe ofereceu um grande banquete em sua casa; e era grande o número de publicanos e outras pessoas que estavam com eles à mesa. 30Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando:

— Por que vocês comem e bebem com os publicanos e pecadores?

5.29-30
Lc 15.1-2

31Jesus tomou a palavra e disse:

— Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. 32Não vim chamar justos, e sim pecadores,

5.32
1Tm 1.15
ao arrependimento.

A questão do jejum

Mt 9.14-17; Mc 2.18-22

33Então eles disseram a Jesus:

— Os discípulos de João frequentemente jejuam e fazem orações, e os discípulos dos fariseus fazem o mesmo; mas os seus discípulos comem e bebem.

34Jesus, porém, lhes disse:

— Será que vocês podem fazer com que os convidados para o casamento jejuem enquanto o noivo está com eles? 35No entanto, virão dias em que o noivo lhes será tirado, e então, naqueles dias, eles vão jejuar.

36Também lhes contou uma parábola:

— Ninguém tira um pedaço de uma roupa nova para colocar sobre roupa velha; pois, se o fizer, rasgará a roupa nova, e, além disso, o remendo da roupa nova não combinará com a roupa velha. 37E ninguém põe vinho novo em odres5.37 Vasilha de couro para transportar líquidos velhos, porque, se fizer isso, o vinho novo romperá os odres, o vinho se derramará, e os odres se estragarão. 38Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos. 39E ninguém, tendo bebido o vinho velho, prefere o novo, porque diz: “O velho é excelente.”

6

Jesus é senhor do sábado

Mt 12.1-8; Mc 2.23-28

61Aconteceu que, num sábado, Jesus passava pelas searas,6.1 Plantações de cereais e os seus discípulos colhiam e comiam espigas,

6.1
Dt 23.25
debulhando-as com as mãos. 2E alguns dos fariseus lhes disseram:

— Por que vocês fazem o que não é lícito aos sábados?

3Jesus tomou a palavra e disse:

— Vocês nem ao menos leram o que Davi fez

6.3
1Sm 21.1-6
quando teve fome, ele e os seus companheiros? 4Como entrou na casa de Deus e, pegando os pães da proposição, comeu e deu também aos que estavam com ele, pães que não lhes era lícito comer, mas exclusivamente aos sacerdotes?
6.4
Lv 24.9

5Então Jesus lhes disse:

— O Filho do Homem é senhor do sábado.

O homem da mão ressequida

Mt 12.9-14; Mc 3.1-6

6Aconteceu que, em outro sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Estava ali um homem que tinha a mão direita ressequida. 7Os escribas e os fariseus observavam Jesus, procurando ver se ele faria uma cura no sábado, a fim de acharem de que o acusar. 8Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles,

6.8
Lc 5.22
disse ao homem da mão ressequida:

— Levante-se e venha para o meio.

E ele, levantando-se, ficou em pé. 9Então Jesus disse a eles:

— Vou fazer uma pergunta a vocês: é lícito no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixar que se perca?

10Então Jesus, olhando para todos que estavam ao seu redor, disse ao homem:

— Estenda a mão!

Ele assim o fez, e a mão lhe foi restaurada. 11Mas eles se encheram de furor e discutiam entre si quanto ao que fariam contra Jesus.

Os doze apóstolos

Mt 10.1-4; Mc 3.13-19

12Naqueles dias, Jesus se retirou para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus.

6.12
Lc 3.21
5.16
9.18
13E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos:
6.13
At 1.13
14Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou traidor.

Jesus ensina e cura muitas pessoas

Mt 4.23-25

17E, descendo com eles do monte, Jesus parou num lugar plano onde se encontravam muitos discípulos seus e grande multidão do povo, de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidom, 18que vieram para o ouvir e para ser curados de suas doenças. Também os atormentados por espíritos imundos eram curados. 19E todos da multidão procuravam tocar em Jesus, porque dele saía poder; e curava todos.

As bem-aventuranças e os ais

Mt 5.1-12

20Então, olhando para os seus discípulos, Jesus lhes disse:

— Bem-aventurados são vocês,

os pobres,

porque o Reino de Deus

é de vocês.

6.20
Lc 12.32

21— Bem-aventurados são vocês

que agora têm fome,

porque serão saciados.

— Bem-aventurados são vocês

que agora choram,

porque vocês hão de rir.

22— Bem-aventurados

6.22
1Pe 4.14
são vocês quando as pessoas os odiarem, expulsarem da sua companhia, insultarem e rejeitarem o nome de vocês como indigno, por causa do Filho do Homem. 23Alegrem-se naquele dia e exultem, porque grande é a recompensa de vocês no céu; porque os pais dessas pessoas fizeram o mesmo com os profetas.
6.23
2Cr 36.16
At 7.52

24— Mas ai de vocês, os ricos,

6.24
Tg 5.1

porque vocês já receberam

a consolação!

25— Ai de vocês

que agora estão fartos,

porque vocês vão passar fome!

— Ai de vocês

que agora estão rindo,

porque vocês vão lamentar

e chorar!

6.25
Tg 4.9

26— Ai de vocês, quando todos os elogiarem, porque os pais dessas pessoas fizeram o mesmo com os falsos profetas!

6.26
Jr 5.31

O amor aos inimigos

Mt 5.38-48

27— Digo, porém, a vocês que me ouvem: amem os seus inimigos, façam o bem aos que odeiam vocês. 28Abençoem aqueles que os amaldiçoam, orem pelos que maltratam vocês. 29Ao que lhe bate numa face, ofereça também a outra; e, ao que lhe tirar a capa, deixe que leve também a túnica.6.29 Peça de roupa, parecida com uma camisola, que se usava por cima da pele e por baixo da capa 30Dê a todo o que lhe pedir alguma coisa; e, se alguém levar o que é seu, não exija que seja devolvido. 31Façam aos outros o mesmo que vocês querem

6.31
Mt 7.12
que eles façam a vocês.

32— Se vocês amam aqueles que os amam, que recompensa terão? Porque até os pecadores amam aqueles que os amam. 33Se fizerem o bem aos que lhes fazem o bem, que recompensa terão? Até os pecadores fazem isso. 34E, se emprestam àqueles de quem esperam receber, que recompensa terão? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto. 35Vocês, porém, amem os seus inimigos, façam o bem e emprestem, sem esperar nada em troca; vocês terão uma grande recompensa e serão filhos do Altíssimo. Pois ele é bondoso até para os ingratos e maus. 36Sejam misericordiosos, como também é misericordioso o Pai de vocês.

O hábito de julgar os outros

Mt 7.1-5

37— Não julguem e vocês não serão julgados; não condenem e vocês não serão condenados; perdoem e serão perdoados; 38deem e lhes será dado; boa medida, prensada, sacudida e transbordante será dada a vocês; porque com a medida com que tiverem medido vocês serão medidos também.

39Jesus lhes contou também uma parábola:

— Será que um cego pode guiar outro cego? Não é fato que ambos cairão num buraco?

6.39
Mt 15.14

40— O discípulo

6.40
Mt 10.24
Jo 13.16
15.20
não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem-instruído será como o seu mestre.

41— Por que você vê o cisco no olho do seu irmão, mas não repara na trave que está no seu próprio olho? 42Como você poderá dizer a seu irmão: “Deixe, irmão, que eu tire o cisco que está no seu olho”, se você não repara na trave que está no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave do seu olho e então você verá claramente para tirar o cisco que está no olho do seu irmão.

6.41-42
Mt 7.3-5

As árvores e os seus frutos

Mt 7.17-20; 12.33-35

43— Não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto. 44Porque cada árvore é conhecida pelos frutos que produz. Porque não se colhem figos de ervas daninhas, nem se apanham uvas dos espinheiros. 45A pessoa boa tira o bem do bom tesouro do coração, e a pessoa má tira o mal do mau tesouro; porque a boca fala do que está cheio o coração.

6.45
Pv 4.23
Ef 4.29

Os dois fundamentos

Mt 7.24-27

46— Por que vocês me chamam “Senhor, Senhor!”, e não fazem o que eu mando? 47Eu vou mostrar a vocês a quem é semelhante todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as pratica.

6.47
Tg 1.22
48Esse é semelhante a um homem que, ao construir uma casa, cavou, abriu profunda vala e lançou o alicerce sobre a rocha. Quando veio a enchente, as águas bateram contra aquela casa e não a puderam abalar, por ter sido bem-construída. 49Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que construiu uma casa sobre a terra, sem alicerces, e, quando as águas bateram contra ela, logo desabou; e aconteceu que foi grande a ruína daquela casa.