Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
3

A pregação de João Batista

Mt 3.1-12; Mc 1.1-8; Jo 1.19-28

31No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judeia, Herodes, tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe, tetrarca da região da Itureia e Traconites, e Lisânias, tetrarca de Abilene, 2sendo sumos sacerdotes Anás e Caifás, a palavra de Deus veio a João, filho de Zacarias, no deserto.

3.2
Lc 1.80
3Ele percorreu toda a região nas imediações do rio Jordão, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados,
3.3
Lc 1.77
4conforme está escrito no livro das palavras do profeta Isaías:

“Voz do que clama no deserto:

Preparem o caminho do Senhor,

endireitem as suas veredas.

5Todos os vales serão aterrados,

e todos os montes e colinas

serão nivelados;

os caminhos tortuosos

serão retificados,

e as estradas irregulares

serão aplanadas;

6e toda a humanidade verá

a salvação que vem de Deus.”

3.4-6
Is 40.3-5

7João dizia às multidões que saíam para ser batizadas:

— Raça de víboras!

3.7
Mt 23.33
Quem deu a entender que vocês podem fugir da ira vindoura? 8Produzam frutos dignos de arrependimento! E não comecem a dizer uns aos outros: “Temos por pai Abraão”,
3.8
Jo 8.33
porque eu afirmo a vocês que Deus pode fazer com que destas pedras surjam filhos a Abraão. 9E também o machado já está posto à raiz das árvores. Portanto, toda árvore
3.9
Mt 7.19
que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo.

10Então as multidões perguntaram a João:

— O que é que devemos fazer?

11Ele respondeu:

— Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem, e quem tiver comida faça o mesmo.

3.11
Is 58.7
1Tm 6.17-18

12Também alguns publicanos

3.12
Lc 7.29
chegaram para ser batizados e perguntaram a João:

— Mestre, o que devemos fazer?

13Ele respondeu:

— Não cobrem mais do que o estipulado.

3.13
Mq 6.8

14Também soldados lhe perguntaram:

— E nós, o que devemos fazer?

E ele lhes disse:

— Não pratiquem extorsão, não façam denúncias falsas e contentem-se com o salário que vocês recebem.

3.14
Hb 13.5

15Estando o povo na expectativa, e pensando todos em seu íntimo a respeito de João, se por acaso ele não seria o próprio Cristo,

3.15
Jo 1.20
16João tratou de explicar a todos:

— Eu, na verdade, batizo vocês com3.16 Ou em água, mas vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desamarrar as correias das suas sandálias;

3.16
At 13.25
ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo. 17Ele tem a pá em suas mãos, para limpar a sua eira3.17 Área usada para secar e limpar cereais e recolher o trigo no seu celeiro; porém queimará a palha num fogo que nunca se apaga.

18E assim, com muitas outras exortações, João anunciava o evangelho ao povo.

3.18
Jo 1.15,29,34
19Mas Herodes, o tetrarca, sendo repreendido por João por causa de Herodias, mulher de seu irmão, e por todas as maldades que o mesmo Herodes havia feito, 20acrescentou a todas as outras ainda esta: mandou prender João.
3.19-20
Mt 14.3-4
Mc 6.17-18

O batismo de Jesus

Mt 3.13-17; Mc 1.9-11

21Ao ser todo o povo batizado, Jesus também foi batizado. E aconteceu que, enquanto ele orava, o céu se abriu, 22o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba, e do céu veio uma voz, que dizia:

— Você é o meu Filho amado;

3.22
Mt 12.18
17.5
Mc 9.7
Lc 9.35
em você me agrado.
3.22
Is 42.1

A genealogia de Jesus Cristo

Mt 1.1-17

23Ora, Jesus tinha cerca de trinta anos quando começou o seu ministério. Era, conforme se pensava, filho de José, filho de Eli, 24filho de Matate, filho de Levi, filho de Melqui, filho de Janai, filho de José, 25filho de Matatias, filho de Amós, filho de Naum, filho de Esli, filho de Nagai, 26filho de Maate, filho de Matatias, filho de Semei, filho de José, filho de Jodá, 27filho de Joanã, filho de Resa, filho de Zorobabel, filho de Salatiel, filho de Neri, 28filho de Melqui, filho de Adi, filho de Cosã, filho de Elmadã, filho de Er, 29filho de Josué, filho de Eliézer, filho de Jorim, filho de Matate, filho de Levi, 30filho de Simeão, filho de Judá, filho de José, filho de Jonã, filho de Eliaquim, 31filho de Meleá, filho de Mená, filho de Matatá, filho de Natã, filho de Davi, 32filho de Jessé, filho de Obede, filho de Boaz, filho de Salá, filho de Naassom, 33filho de Aminadabe, filho de Admim, filho de Arni, filho de Esrom, filho de Perez, filho de Judá, 34filho de Jacó, filho de Isaque, filho de Abraão, filho de Tera, filho de Naor, 35filho de Serugue, filho de Ragaú, filho de Faleque, filho de Éber, filho de Salá, 36filho de Cainã, filho de Arfaxade, filho de Sem, filho de Noé, filho de Lameque, 37filho de Metusalém, filho de Enoque, filho de Jarede, filho de Maalalel, filho de Cainã, 38filho de Enos, filho de Sete, filho de Adão, filho de Deus.

4

A tentação de Jesus

Mt 4.1-11; Mc 1.12-13

41Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, 2durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome. 3Então o diabo disse a Jesus:

— Se você é o Filho de Deus, mande que esta pedra se transforme em pão.

4Mas Jesus lhe respondeu:

— Está escrito: “O ser humano não viverá só de pão.”

4.4
Dt 8.3

5Então o diabo o levou para um lugar mais alto e num instante lhe mostrou todos os reinos do mundo. 6E disse:

— Eu lhe darei todo este poder e a glória destes reinos, porque isso me foi entregue, e posso dar a quem eu quiser. 7Portanto, se você me adorar, tudo isso será seu.

8Mas Jesus respondeu:

— Está escrito:

“Adore o Senhor, seu Deus,

e preste culto somente a ele.”

4.8
Dt 6.13

9Então o diabo levou Jesus a Jerusalém, colocou-o sobre o pináculo4.9 O lugar mais alto do templo e disse:

— Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui para baixo, 10porque está escrito:

“Aos seus anjos ele dará ordens

a seu respeito,

para que o guardem.”

4.10
Sl 91.11

11E:

“Eles o sustentarão nas suas mãos,

para que você não tropece

em alguma pedra.”

4.11
Sl 91.12

12Jesus respondeu ao diabo:

— Também foi dito: “Não ponha à prova o Senhor, seu Deus.”

4.12
Dt 6.16

13Tendo concluído todas as tentações, o diabo afastou-se de Jesus, até momento oportuno.

4.13
Lc 22.3,53

Jesus inicia a sua missão na Galileia

Mt 4.12-17; Mc 1.14-15

14Então Jesus, no poder do Espírito, voltou para a Galileia, e a sua fama correu por toda aquela região. 15E ensinava nas sinagogas, sendo elogiado por todos.

Jesus é rejeitado em Nazaré

Mt 13.53-58; Mc 6.1-6

16Jesus foi para Nazaré, onde havia sido criado. Num sábado, entrou na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. 17Então lhe deram o livro do profeta Isaías. E, abrindo o livro, achou o lugar onde está escrito:

18“O Espírito do Senhor

está sobre mim,

porque ele me ungiu

para evangelizar os pobres;

enviou-me para proclamar

libertação aos cativos

e restauração da vista aos cegos,

para pôr em liberdade

os oprimidos,

19e proclamar o ano aceitável

do Senhor.”

4.18-19
Is 61.1-2

20Tendo fechado o livro, Jesus o devolveu ao assistente e sentou-se. Todos na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21Então Jesus começou a dizer:

— Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabam de ouvir.

22Todos davam testemunho dele e se maravilhavam das palavras cheias de graça que lhe saíam dos lábios. E perguntavam:

— Não é este o filho de José?

23Então Jesus disse:

— Sem dúvida, vocês citarão para mim o provérbio: “Médico, cure-se a si mesmo.” Dirão: “Tudo o que ouvimos que você fez em Cafarnaum, faça-o também aqui na sua terra.”

24E Jesus prosseguiu:

— De fato, afirmo a vocês que nenhum profeta é bem recebido na sua própria terra.

4.24
Jo 4.44
25Na verdade lhes digo que havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou
4.25
1Rs 17.1
por três anos e seis meses, reinando grande fome em toda a terra, 26e Elias não foi enviado a nenhuma delas, a não ser a uma viúva de Sarepta
4.26
1Rs 17.8-16
de Sidom. 27Havia também muitos leprosos em Israel nos dias do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, a não ser Naamã, o sírio.
4.27
2Rs 5.1-14

28Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira. 29E, levantando-se, expulsaram Jesus da cidade e o levaram até o alto do monte sobre o qual a cidade estava edificada, para que, de lá, pudessem atirá-lo abaixo. 30Jesus, porém, passando pelo meio deles, foi embora.

4.30
Jo 8.59
10.39

A cura de um endemoniado em Cafarnaum

Mc 1.21-28

31E Jesus foi a Cafarnaum, cidade da Galileia, e os ensinava no sábado. 32E maravilhavam-se com a sua doutrina,

4.32
Mt 7.28-29
porque a sua palavra era com autoridade.

33E apareceu na sinagoga um homem possuído de um espírito de demônio imundo, o qual gritou em alta voz:

34— Ah! O que você quer conosco, Jesus Nazareno? Você veio para nos destruir? Sei muito bem quem você é: o Santo de Deus!

35Mas Jesus o repreendeu, dizendo:

— Cale-se e saia desse homem.

O demônio, depois de o ter jogado no chão no meio de todos, saiu daquele homem sem lhe fazer mal. 36Todos ficaram admirados e comentavam entre si:

— Que palavra é esta? Pois, com autoridade e poder, ele ordena aos espíritos imundos, e eles saem.

37E a fama de Jesus se espalhava por todos os lugares daquela região.

A cura da sogra de Pedro

Mt 8.14-15; Mc 1.29-31

38Deixando a sinagoga, Jesus foi para a casa de Simão. A sogra de Simão estava doente, com febre muito alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39E inclinando-se para ela, Jesus repreendeu a febre, e esta a deixou. E imediatamente ela se levantou e passou a servi-los.

Muitas outras curas

Mt 8.16-17; Mc 1.32-34

40Ao pôr do sol, todos os que tinham enfermos, com diferentes tipos de doença, os trouxeram a Jesus. E ele os curava, impondo as mãos sobre cada um deles. 41Também de muitos saíam demônios, gritando e dizendo:

— Você é o Filho de Deus!

4.41
Mc 3.11

Ele, porém, os repreendia para que não falassem, pois sabiam que ele era o Cristo.

Jesus prega nas sinagogas

Mc 1.35-39

42Quando amanheceu, Jesus saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam, foram até junto dele e não queriam deixar que ele fosse embora. 43Jesus, porém, lhes disse:

— É necessário que eu anuncie o evangelho do Reino de Deus também nas outras cidades, pois é para isso que fui enviado.

44E pregava nas sinagogas da Judeia.

4.44
Mt 4.23
9.35

5

A pesca maravilhosa. Os primeiros discípulos

Mt 4.18-22; Mc 1.16-20

51Aconteceu que Jesus estava junto ao lago de Genesaré, e a multidão o apertava para ouvir a palavra de Deus. 2Então ele viu dois barcos junto à praia do lago. Os pescadores tinham desembarcado e estavam lavando as redes. 3Entrando num dos barcos, que era o de Simão, Jesus pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, do barco ensinava as multidões.

5.1-3
Mt 13.1-2
Mc 3.9-10
4.1
4Quando acabou de falar, Jesus disse a Simão:

— Leve o barco para o lugar mais fundo do lago e então lancem as redes de vocês para pescar.

5Em resposta, Simão disse:

— Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sob esta sua palavra, lançarei as redes.

6Fazendo isso, apanharam grande quantidade de peixes; e as redes deles começaram a se romper. 7Então fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase afundarem. 8Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo:

— Senhor, afaste-se de mim, porque sou pecador.

9Pois, à vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os seus companheiros, 10bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus sócios. Então Jesus disse a Simão:

— Não tenha medo! De agora em diante você será pescador de gente.

11E, arrastando eles os barcos para a praia, deixando tudo, o seguiram.

5.1-11
Jo 21.1-14

A cura de um leproso

Mt 8.1-4; Mc 1.40-45

12Aconteceu que, estando Jesus numa das cidades, um homem coberto de lepra veio à sua presença. Quando ele viu Jesus, prostrou-se com o rosto em terra e pediu:

— Senhor, se quiser, pode purificar-me.

13E Jesus, estendendo a mão, tocou nele, dizendo:

— Quero, sim. Fique limpo!

E, no mesmo instante, a lepra daquele homem desapareceu. 14Jesus ordenou-lhe que não contasse isso a ninguém. E acrescentou:

— Mas vá, apresente-se ao sacerdote e ofereça

5.14
Lv 14.1-32
pela purificação o sacrifício que Moisés ordenou, para servir de testemunho ao povo.

15Porém o que se dizia a respeito de Jesus se espalhava cada vez mais, e grandes multidões afluíam para o ouvir e para serem curadas de suas enfermidades. 16Jesus, porém, se retirava para lugares solitários e orava.

A cura de um paralítico em Cafarnaum

Mt 9.1-8; Mc 2.1-12

17E aconteceu que, num daqueles dias, Jesus estava ensinando, e achavam-se ali assentados fariseus e mestres da Lei, vindos de todas as aldeias da Galileia, da Judeia e de Jerusalém. E o poder do Senhor estava com ele para curar. 18Vieram, então, alguns homens trazendo um paralítico deitado num leito. Eles procuravam levá-lo para dentro e colocá-lo diante de Jesus. 19E, não encontrando uma forma de fazer isso por causa da multidão, subiram ao telhado e, por entre as telhas, desceram o paralítico no seu leito, deixando-o no meio das pessoas, diante de Jesus. 20Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico:

— Homem, os seus pecados estão perdoados.

21E os escribas e fariseus começaram a pensar:

— Quem é este que diz blasfêmias?

5.21
Jo 10.33
Quem pode perdoar pecados, a não ser um, que é Deus?
5.21
Is 43.25

22Jesus, porém, conhecendo os pensamentos deles, disse-lhes:

— O que vocês estão pensando em seu coração? 23O que é mais fácil? Dizer: “Os seus pecados estão perdoados”, ou dizer: “Levante-se e ande”? 24Mas isto é para que vocês saibam que o Filho do Homem tem autoridade sobre a terra para perdoar pecados.

E disse ao paralítico:

— Eu digo a você: Levante-se, pegue o seu leito e vá para casa.

25E imediatamente ele se levantou diante de todos e, pegando o leito em que até então estava deitado, voltou para casa, glorificando a Deus. 26Todos ficaram muito admirados, davam glória a Deus e, cheios de temor, diziam:

— Hoje vimos coisas extraordinárias!

O chamado de Levi

Mt 9.9-13; Mc 2.13-17

27Depois disso, Jesus saiu e viu um publicano, chamado Levi, sentado na coletoria. E lhe disse:

— Siga-me!

28Ele se levantou e, deixando tudo, o seguiu.

29Então Levi lhe ofereceu um grande banquete em sua casa; e era grande o número de publicanos e outras pessoas que estavam com eles à mesa. 30Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando:

— Por que vocês comem e bebem com os publicanos e pecadores?

5.29-30
Lc 15.1-2

31Jesus tomou a palavra e disse:

— Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. 32Não vim chamar justos, e sim pecadores,

5.32
1Tm 1.15
ao arrependimento.

A questão do jejum

Mt 9.14-17; Mc 2.18-22

33Então eles disseram a Jesus:

— Os discípulos de João frequentemente jejuam e fazem orações, e os discípulos dos fariseus fazem o mesmo; mas os seus discípulos comem e bebem.

34Jesus, porém, lhes disse:

— Será que vocês podem fazer com que os convidados para o casamento jejuem enquanto o noivo está com eles? 35No entanto, virão dias em que o noivo lhes será tirado, e então, naqueles dias, eles vão jejuar.

36Também lhes contou uma parábola:

— Ninguém tira um pedaço de uma roupa nova para colocar sobre roupa velha; pois, se o fizer, rasgará a roupa nova, e, além disso, o remendo da roupa nova não combinará com a roupa velha. 37E ninguém põe vinho novo em odres5.37 Vasilha de couro para transportar líquidos velhos, porque, se fizer isso, o vinho novo romperá os odres, o vinho se derramará, e os odres se estragarão. 38Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos. 39E ninguém, tendo bebido o vinho velho, prefere o novo, porque diz: “O velho é excelente.”