Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
23

Jesus diante de Pilatos

Mt 27.2,11-14; Mc 15.2-5; Jo 18.28-38

231Levantando-se toda a assembleia, levaram Jesus a Pilatos. 2E ali começaram a acusá-lo, dizendo:

— Encontramos este homem pervertendo a nossa nação, impedindo que se pague imposto a César e afirmando ser ele o Cristo, o Rei.

3Então Pilatos perguntou a Jesus:

— Você é o rei dos judeus?

Jesus respondeu:

— O senhor está dizendo isso.

23.3
1Tm 6.13

4Então Pilatos disse aos principais sacerdotes e às multidões:

— Não vejo neste homem crime algum.

5Mas eles insistiam cada vez mais, dizendo:

— Ele agita o povo, ensinando por toda a Judeia. Começou na Galileia e agora chegou aqui.

Jesus diante de Herodes

6Quando Pilatos ouviu isso, perguntou se o homem era galileu. 7Ao saber que Jesus era da região governada por Herodes, e estando este em Jerusalém naqueles dias, Pilatos enviou Jesus a Herodes.

8Quando Herodes viu Jesus, ficou muito contente, pois havia muito queria vê-lo,

23.8
Lc 9.9
por ter ouvido falar a respeito dele. Esperava também vê-lo fazer algum sinal. 9E de muitas maneiras o interrogava, mas Jesus não lhe respondia nada. 10Os principais sacerdotes e os escribas ali presentes o acusavam com veemência. 11Mas Herodes, juntamente com os seus soldados, tratou Jesus com desprezo. E, para zombar de Jesus, mandou que o vestissem com um manto luxuoso, e o devolveu a Pilatos. 12Naquele mesmo dia, Herodes e Pilatos se reconciliaram,
23.12
At 4.27
pois antes eram inimigos.

Jesus é condenado à morte

Mt 27.15-26; Mc 15.6-15; Jo 18.39b—19.16

13Pilatos, então, reuniu os principais sacerdotes, as autoridades e o povo 14e lhes disse:

— Vocês me apresentaram este homem como sendo um agitador do povo. Mas, tendo-o interrogado na presença de vocês, nada verifiquei contra ele dos crimes de que vocês o acusam. 15Nem mesmo Herodes, pois o mandou de volta para cá. Assim, é claro que ele não fez nada que mereça a pena de morte. 16Portanto, após castigá-lo, ordenarei que seja solto.

17[E ele era obrigado a soltar-lhes um detento por ocasião da festa.]23.17 O texto entre colchetes se encontra apenas em manuscritos mais recentes 18Toda a multidão, porém, gritava:

— Fora com este! Solte-nos Barrabás!

19Barrabás estava preso por causa de uma revolta na cidade e também por homicídio.

23.19
At 3.14
20Pilatos, querendo soltar Jesus, falou outra vez ao povo. 21Eles, porém, gritavam mais ainda:

— Crucifique! Crucifique-o!

22Então, pela terceira vez,

23.22
Lc 23.4,14
Pilatos lhes perguntou:

— Que mal fez este? De fato, não achei nada contra ele para condená-lo à morte. Portanto, depois de o castigar, mandarei soltá-lo.

23Mas eles insistiam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E o clamor deles prevaleceu.

24Então Pilatos decidiu atender-lhes o pedido. 25Soltou aquele que estava encarcerado por causa da revolta e do homicídio, a quem eles pediam; e, quanto a Jesus, entregou-o à vontade deles.

A crucificação de Jesus

Mt 27.32-44; Mc 15.21-32; Jo 19.17-27

26E, enquanto o conduziam, eles agarraram um cireneu, chamado Simão, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz sobre os ombros, para que a levasse após Jesus.

27Uma grande multidão de povo o seguia, e também mulheres que batiam no peito e o lamentavam. 28Porém Jesus, voltando-se para elas, disse:

— Filhas de Jerusalém, não chorem por mim; chorem antes por vocês mesmas e por seus filhos! 29Porque virão dias em que se dirá: “Bem-aventuradas as estéreis, que não geraram, nem amamentaram.” 30Nesses dias, dirão

23.30
Os 10.8
Ap 6.16
aos montes: “Caiam em cima de nós!” E às colinas: “Cubram-nos!” 31Porque, se isto é feito com a madeira verde, o que será da madeira seca?
23.31
Pv 11.31
1Pe 4.17

32E também eram levados outros dois, que eram malfeitores, para serem executados com Jesus.

33Quando chegaram ao lugar chamado Calvário,23.33 Lit., caveira ali o crucificaram, bem como aos malfeitores, um à sua direita, outro à sua esquerda. 34Mas Jesus dizia:

— Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.23.34 Alguns manuscritos não trazem as palavras: Mas Jesus dizia: — Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem

Então, para repartir as roupas

23.34
Sl 22.18
dele, lançaram sortes. 35O povo estava ali e observava tudo. Também as autoridades zombavam e diziam:

— Salvou os outros. Que salve a si mesmo, se é, de fato, o Cristo de Deus, o escolhido.

23.35
Is 42.1

36Igualmente os soldados zombavam dele e, aproximando-se, trouxeram-lhe vinagre,

23.36
Sl 69.21
dizendo:

37— Se você é o rei dos judeus, salve a si mesmo.

38Acima de Jesus estava a seguinte inscrição: “Este é o Rei dos Judeus”.

Os dois malfeitores

39Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Jesus, dizendo:

— Você não é o Cristo? Salve a si mesmo e a nós também.

40Porém o outro malfeitor o repreendeu, dizendo:

— Você nem ao menos teme a Deus, estando sob igual sentença? 41A nossa punição é justa, porque estamos recebendo o castigo que os nossos atos merecem; mas este não fez mal nenhum.

42E acrescentou:

— Jesus, lembre-se de mim quando você vier no seu Reino.

43Jesus lhe respondeu:

— Em verdade lhe digo que hoje você estará comigo no paraíso.

A morte de Jesus

Mt 27.45-56; Mc 15.33-41; Jo 19.28-30

44Já era quase meio-dia, e, escurecendo-se o sol, houve trevas sobre toda a terra até as três horas da tarde. 45E o véu

23.45
Êx 26.31-33
do santuário se rasgou pelo meio. 46Então Jesus clamou em alta voz:

— Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!

23.46
Sl 31.5

E, dito isto, expirou.

47O centurião, vendo o que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo:

— Verdadeiramente este homem era justo.

48E todas as multidões reunidas para aquele espetáculo, vendo o que havia acontecido, retiraram-se, batendo no peito. 49Entretanto, todos os conhecidos de Jesus e as mulheres

23.49
Lc 8.2-3
que o tinham seguido desde a Galileia ficaram de longe, contemplando estas coisas.

O sepultamento de Jesus

Mt 27.57-61; Mc 15.42-47; Jo 19.38-42

50E eis que havia um homem, chamado José, membro do Sinédrio, homem bom e justo, 51que não tinha concordado com o plano e a ação dos outros; era natural de Arimateia, cidade dos judeus, e esperava o Reino de Deus.

23.51
Lc 2.38
52Ele foi até Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. 53E, tirando-o da cruz, envolveu-o num lençol de linho e o depositou num túmulo aberto numa rocha, onde ninguém havia sido sepultado ainda. 54Era o dia da preparação, e o sábado estava para começar. 55As mulheres que tinham vindo com Jesus desde a Galileia seguiram José e viram o túmulo e como o corpo foi colocado ali. 56Então se retiraram para preparar óleos aromáticos e perfumes.

E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento.

23.56
Êx 20.10
Dt 5.14

24

A ressurreição de Jesus

Mt 28.1-10; Mc 16.1-8; Jo 20.1-10

241Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, as mulheres foram ao túmulo, levando os óleos aromáticos que haviam preparado. 2Encontraram a pedra removida do túmulo, 3mas, ao entrar, não acharam o corpo do Senhor Jesus. 4Aconteceu que, perplexas a esse respeito, apareceram-lhes dois homens com roupas resplandecentes. 5Estando elas com muito medo e baixando os olhos para o chão, eles disseram:

— Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que vive?

24.5
Ap 1.18
6Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrem-se do que ele falou para vocês, estando ainda na Galileia: 7“É necessário que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de pecadores, seja crucificado e ressuscite no terceiro dia.”
24.6-7
Mt 16.21
17.22-23
20.18-19
Mc 8.31
9.31
10.33-34
Lc 9.22
18.31-33

8Então elas se lembraram das palavras de Jesus.

24.8
Jo 2.22
9E, voltando do túmulo, anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos os outros que estavam com eles. 10Essas mulheres eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago; também as demais que estavam com elas confirmaram estas coisas aos apóstolos. 11Mas para eles tais palavras pareciam um delírio; eles não acreditaram no que as mulheres diziam. 12Pedro, porém, levantando-se, correu ao túmulo. E, abaixando-se, viu somente os lençóis de linho e nada mais; e retirou-se para casa, admirado com o que tinha acontecido.

Os discípulos no caminho de Emaús

Mc 16.12-13

13Naquele mesmo dia, dois discípulos estavam indo para uma aldeia chamada Emaús, que ficava a uns dez quilômetros de Jerusalém. 14E iam conversando a respeito de tudo o que tinha acontecido. 15Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles. 16Porém os olhos deles estavam como que impedidos de o reconhecer. 17Então ele lhes perguntou:

— O que é que vocês estão discutindo pelo caminho?

E eles pararam entristecidos. 18Um, porém, chamado Cleopas, respondeu:

— Será que você é o único que esteve em Jerusalém e não sabe o que aconteceu lá, nestes últimos dias?

19Ele lhes perguntou:

— Do que se trata?

Eles explicaram:

— Aquilo que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que era profeta,

24.19
Mt 21.11
Lc 7.16
Jo 6.14
poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo, 20e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21Nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir Israel. Mas, depois de tudo isto, já estamos no terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. 22É verdade também que algumas mulheres do nosso grupo nos surpreenderam. Indo de madrugada ao túmulo 23e não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo que tinham tido uma visão de anjos, os quais afirmam que ele vive. 24De fato, alguns dos nossos foram ao túmulo e verificaram a exatidão do que as mulheres disseram; mas não o viram.

25Então ele lhes disse:

— Como vocês são insensatos e demoram para crer em tudo o que os profetas disseram! 26Não é verdade que o Cristo tinha de sofrer e entrar na sua glória?

24.26
At 3.18
17.3

27E, começando por Moisés e todos os Profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras.

28Quando se aproximavam da aldeia para onde iam, ele fez menção de passar adiante. 29Mas eles o convenceram a ficar, dizendo:

— Fique conosco, porque é tarde, e o dia já está chegando ao fim.

E entrou para ficar com eles. 30E aconteceu que, quando estavam à mesa, ele pegou o pão e o abençoou; depois, partiu o pão e o deu a eles.

24.30
Mt 14.19
Lc 22.19
31Então os olhos deles se abriram, e eles reconheceram Jesus; mas ele desapareceu da presença deles. 32E disseram um ao outro:

— Não é verdade que o coração nos ardia no peito, quando ele nos falava pelo caminho, quando nos explicava as Escrituras?

33E, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém, onde acharam reunidos os onze e outros com eles, 34os quais diziam:

— De fato, o Senhor ressuscitou e já apareceu a Simão!

24.34
1Co 15.5

35Então os dois contaram o que lhes tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido o Senhor no partir do pão.

Jesus aparece aos discípulos

Mt 28.16-20; Mc 16.14-18; Jo 20.19-23; At 1.6-8

36Falavam eles ainda estas coisas quando Jesus apareceu no meio deles e lhes disse:

— Que a paz esteja com vocês!

24.36
Jo 20.19

37Eles, porém, ficaram assustados e com medo, pensando que estavam vendo um espírito.

24.37
Mt 14.26
38Mas ele lhes disse:

— Por que vocês estão assustados? E por que surgem dúvidas no coração de vocês? 39Vejam as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo. Toquem em mim

24.39
Jo 20.27
1Jo 1.1
e vejam que é verdade, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vocês estão vendo que eu tenho.

40Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. 41E, por não acreditarem eles ainda, por causa da alegria, e como estavam admirados, Jesus lhes disse:

— Vocês têm aqui alguma coisa para comer?

24.41
Jo 21.5

42Então lhe apresentaram um pedaço de peixe assado, 43e ele comeu na presença deles.

24.43
At 10.41

44A seguir, Jesus lhes disse:

— São estas as palavras que eu lhes falei, estando ainda com vocês: era necessário que se cumprisse tudo o que está escrito a respeito de mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.

24.44
Lc 18.31

45Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras. 46E disse-lhes:

— Assim está escrito que o Cristo tinha de sofrer,

24.46
Is 53.1-12
ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia,
24.46
Os 6.2
47e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando em Jerusalém. 48Vocês são testemunhas destas coisas.
24.48
At 1.8
2.32
3.15
5.32
10.39
13.31
1Pe 5.1
49Eis que envio sobre vocês a promessa de meu Pai;
24.49
At 1.4
permaneçam, pois, na cidade, até que vocês sejam revestidos do poder que vem do alto.
24.49
At 1.8

A ascensão de Jesus

Mc 16.19-20; At 1.9-11

50Então Jesus os levou para fora, até Betânia. E, erguendo as mãos, os abençoou. 51Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-se retirando deles, sendo elevado para o céu. 52Então eles, adorando-o, voltaram para Jerusalém cheios de alegria. 53E estavam sempre no templo,

24.53
At 2.46
louvando a Deus.