Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
21

A oferta da viúva pobre

Mc 12.41-44

211Jesus estava observando e viu os ricos que lançavam seu dinheiro na caixa de ofertas. 2Viu também certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas. 3Então Jesus disse:

— Em verdade lhes digo que esta viúva pobre deu mais do que todos. 4Porque todos esses deram como oferta daquilo que lhes sobrava; esta, porém, da sua pobreza deu tudo o que possuía, todo o seu sustento.

21.4
2Co 8.2,12

A destruição do templo

Mt 24.1-2; Mc 13.1-2

5Alguns falavam a respeito do templo, como estava ornado de belas pedras e de dádivas. 6Então Jesus disse:

— Vocês estão vendo estas coisas? Virão dias em que não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada.

21.6
Lc 19.44

O princípio das dores

Mt 24.3-14; Mc 13.3-13

7Perguntaram a Jesus:

— Mestre, quando será isto? E que sinal haverá quando estas coisas estiverem para acontecer?

8Jesus respondeu:

— Tenham cuidado para não serem enganados. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: “Sou eu!” E também: “Chegou a hora!” Porém não vão atrás deles. 9Quando vocês ouvirem falar de guerras e revoluções, não fiquem assustados; pois é necessário que primeiro aconteçam estas coisas, mas o fim não será logo.

10Então Jesus lhes disse:

— Nação se levantará contra nação, e reino, contra reino. 11Haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais vindos do céu. 12Antes, porém, de todas estas coisas, vocês serão presos e perseguidos. Vocês serão entregues às sinagogas e lançados nas prisões; serão levados à presença de reis e de governadores, por causa do meu nome. 13Isto acontecerá para que vocês deem testemunho. 14Tomem, pois, a decisão de não se preocupar com o que irão responder, 15porque eu lhes darei palavras e sabedoria a que não poderão resistir nem contradizer todos os que se opuserem a vocês.

21.14-15
Lc 12.11-12
16E vocês serão entregues até por seus próprios pais, irmãos, parentes e amigos; e eles matarão alguns de vocês. 17Todos odiarão vocês por causa do meu nome. 18Mas não se perderá um só fio de cabelo da cabeça de vocês. 19É pela perseverança que vocês ganharão a sua alma.

Jerusalém sitiada

Mt 24.15-28; Mc 13.14-23

20— Quando, porém, vocês virem Jerusalém sitiada de exércitos, saibam que está próxima a sua devastação. 21Então os que estiverem na Judeia fujam para os montes; os que se encontrarem dentro da cidade saiam dela; e os que estiverem nos campos não entrem na cidade. 22Porque esses dias são de vingança,

21.22
Os 9.7
para se cumprir tudo o que está escrito. 23Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Porque haverá grande aflição na terra e ira contra este povo. 24Cairão a fio de espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles.
21.24
Is 63.18

A vinda do Filho do Homem

Mt 24.29-31; Mc 13.24-27

25— Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas;

21.25
Is 13.10
Ez 32.7
Jl 2.31
Ap 6.12-13
sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas. 26Haverá pessoas que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo, pois os poderes dos céus serão abalados. 27Então verão o Filho do Homem vindo numa nuvem,
21.27
Dn 7.13
Ap 1.7
com poder e grande glória. 28Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, levantem-se e fiquem de cabeça erguida, porque a redenção de vocês se aproxima.

A parábola da figueira

Mt 24.32-35; Mc 13.28-31

29Jesus ainda lhes contou uma parábola, dizendo:

— Olhem para a figueira e todas as árvores. 30Quando veem que começam a brotar, vocês mesmos sabem que o verão está próximo. 31Assim também, quando virem acontecer essas coisas, saibam que está próximo o Reino de Deus. 32Em verdade lhes digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. 33Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.

Exortação à vigilância

34— Tenham cuidado para não acontecer que o coração de vocês fique sobrecarregado com as consequências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vocês repentinamente, 35como uma armadilha. Pois sobrevirá a todos os que vivem sobre a face de toda a terra. 36Portanto, vigiem o tempo todo, orando, para que vocês possam escapar de todas essas coisas que têm de acontecer e para que possam estar em pé na presença do Filho do Homem.

21.34-36
Lc 12.35-40

37Jesus ensinava todos os dias no templo,

21.37
Lc 19.47
mas à noite saía e ficava no monte chamado das Oliveiras. 38E todo o povo madrugava para ir ao encontro dele no templo,
21.38
Jo 8.2
a fim de ouvi-lo.

22

O plano para matar Jesus

Mt 26.1-5; Mc 14.1-2; Jo 11.45-53

221Estava próxima a Festa dos Pães sem Fermento, chamada Páscoa. 2Os principais sacerdotes e os escribas procuravam uma forma de matar Jesus; porque temiam o povo.

22.2
Lc 19.47
20.19

O pacto da traição

Mt 26.14-16; Mc 14.10-11

3Ora, Satanás entrou em Judas,

22.3
Jo 13.2,27
chamado Iscariotes, que era um dos doze. 4Judas foi entender-se com os principais sacerdotes e os capitães sobre como lhes entregaria Jesus. 5Eles se alegraram e combinaram em lhe dar dinheiro. 6Judas concordou e buscava uma boa ocasião para lhes entregar Jesus, longe da multidão.
22.6
Mt 26.5
Mc 14.2

Os discípulos preparam a Páscoa

Mt 26.17-25; Mc 14.12-21; Jo 13.21-30

7Chegou o dia da Festa dos Pães sem Fermento,

22.7
Êx 12.6,18
em que era necessário fazer o sacrifício do cordeiro pascal. 8Então Jesus enviou Pedro e João, dizendo:

— Vão e preparem a Páscoa para que a comamos.

9Eles lhe perguntaram:

— Onde o senhor quer que a preparemos?

10Jesus lhes explicou:

— Ao entrar na cidade, vocês encontrarão um homem com um cântaro de água; sigam esse homem até a casa em que ele entrar 11e digam ao dono da casa: “O Mestre pergunta: ‘Onde fica o aposento no qual comerei a Páscoa com os meus discípulos?’” 12Ele lhes mostrará um espaçoso cenáculo22.12 Lit., sala no andar superior mobiliado; ali façam os preparativos.

13E, indo, acharam tudo como Jesus lhes tinha dito

22.13
Lc 19.32
e prepararam a Páscoa.

A Ceia do Senhor

Mt 26.26-30; Mc 14.22-26; 1Co 11.23-25

14Chegada a hora, Jesus se pôs à mesa, e os apóstolos estavam com ele. 15Então Jesus lhes disse:

— Tenho desejado ansiosamente comer esta Páscoa com vocês, antes do meu sofrimento. 16Pois eu lhes digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no Reino de Deus.

17E, pegando um cálice, depois de ter dado graças, disse:

— Peguem e repartam entre vocês. 18Pois eu digo a vocês que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus.

19E, pegando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo:

— Isto é o meu corpo, que é dado por vocês; façam isto em memória de mim.

20Do mesmo modo, depois da ceia, pegou o cálice, dizendo:

— Este cálice é a nova aliança

22.20
Jr 31.31-34
no meu sangue
22.20
Êx 24.6-8
derramado por vocês.

21— Mas eis que a mão do traidor está comigo à mesa. 22Pois o Filho do Homem vai segundo o que está determinado,

22.22
Sl 41.9
mas ai daquele por quem ele está sendo traído!

23Então começaram a perguntar entre si qual deles seria o que estava para fazer isso.

Quem é o maior

24Houve também entre eles uma discussão

22.24
Mt 18.1
Mc 9.34
Lc 9.46
sobre qual deles parecia ser o maior. 25Mas Jesus lhes disse:

— Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados de benfeitores. 26Mas vocês não são assim; pelo contrário, o maior entre vocês seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve. 27Pois qual é maior: aquele que está à mesa ou aquele que serve? Não é verdade que é aquele que está à mesa? Pois, no meio de vocês, eu sou como quem serve.

22.24-27
Mt 20.24-28
Mc 10.41-45
28Vocês são os que têm permanecido comigo nas minhas tentações.
22.28
Hb 2.18
4.15
29E eu confio a vocês um reino,
22.29
Mt 25.34
2Tm 2.12
assim como o meu Pai confiou a mim, 30para que comam e bebam à minha mesa no meu Reino; e vocês se assentarão em tronos para julgar
22.30
Mt 19.28
as doze tribos de Israel.

Pedro é avisado

Mt 26.31-35; Mc 14.27-31; Jo 13.36-38

31— Simão, Simão, eis que Satanás pediu para peneirar vocês como trigo! 32Eu, porém, orei por você, para que a sua fé não desfaleça.

22.32
Jo 17.15
E você, quando voltar para mim, fortaleça os seus irmãos.
22.32
Jo 21.15

33Porém Pedro respondeu:

— Estou pronto para ir com o Senhor, tanto para a prisão como para a morte.

34Mas Jesus lhe disse:

— Eu lhe digo, Pedro, que hoje, antes que o galo cante, você negará três vezes que me conhece.

As duas espadas

35A seguir, Jesus perguntou aos discípulos:

— Quando eu os enviei sem bolsa,

22.35
Mt 10.9-10
Mc 6.8-9
Lc 9.3
10.4
sem sacola e sem sandálias, por acaso faltou-lhes alguma coisa?

Eles responderam:

— Não faltou nada!

36Então Jesus lhes disse:

— Agora, porém, quem tem bolsa, pegue-a, e faça o mesmo com a sacola; e o que não tem espada, venda a sua capa e compre uma. 37Pois eu lhes digo que é preciso que se cumpra em mim o que está escrito: “Ele foi contado com os malfeitores.”

22.37
Is 53.12
Pois o que a mim se refere está sendo cumprido.

38Então lhe disseram:

— Senhor, aqui estão duas espadas!

Jesus lhes respondeu:

— Basta!

Jesus no monte das Oliveiras

Mt 26.36-46; Mc 14.32-42

39E, saindo, Jesus foi, como de costume, para o monte das Oliveiras;

22.39
Lc 21.37
Jo 18.1
e os discípulos o acompanharam. 40Chegando ao lugar escolhido, Jesus lhes disse:

— Orem, para que vocês não caiam em tentação.

22.40
Lc 11.4

41Ele, por sua vez, se afastou um pouco,22.41 Lit., cerca de um tiro de pedra e, de joelhos, orava, 42dizendo:

— Pai, se queres, afasta de mim este cálice! Contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.

22.42
Jo 6.38

43Então lhe apareceu um anjo do céu que o confortava. 44E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o suor dele se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.22.43-44 Alguns manuscritos não trazem os vs. 43-44 45Levantando-se da oração, Jesus foi até onde os discípulos estavam, e os encontrou dormindo de tristeza. 46E disse:

— Por que vocês estão dormindo? Levantem-se e orem, para que não caiam em tentação.

Jesus é preso

Mt 26.47-56; Mc 14.43-50; Jo 18.1-11

47Enquanto Jesus ainda falava, eis que chegou uma multidão. E um dos doze, que se chamava Judas, vinha à frente deles e se aproximou de Jesus para o beijar. 48Jesus, porém, lhe disse:

— Judas, com um beijo você trai o Filho do Homem?

49Os que estavam ao redor de Jesus, vendo o que estava por acontecer, perguntaram:

— Senhor, devemos atacar com as espadas?

22.49
Lc 22.38

50Um deles golpeou o servo do sumo sacerdote e cortou-lhe a orelha direita. 51Mas Jesus interveio, dizendo:

— Deixem! Basta!

E, tocando na orelha do homem, o curou. 52Então Jesus disse aos principais sacerdotes, capitães do templo e anciãos que vieram prendê-lo:

— Vocês vieram com espadas e porretes como para prender um salteador? 53Todos os dias, estando eu com vocês no templo,

22.53
Lc 19.47
21.37
vocês não tentaram me prender. Esta, porém, é a hora de vocês e a hora do poder das trevas.

Pedro nega Jesus

Mt 26.57-58,69-75; Mc 14.53-54,66-72; Jo 18.12-18,25-27

54Então, prendendo Jesus, levaram-no e o introduziram na casa do sumo sacerdote. Pedro seguia de longe. 55Quando acenderam um fogo no meio do pátio e se assentaram juntos, Pedro tomou lugar entre eles. 56Uma empregada, vendo-o sentado perto do fogo, fixou os olhos nele e disse:

— Este também estava com ele.

57Mas Pedro negou,

22.57
Lc 12.9
dizendo:

— Mulher, não o conheço.

58Pouco depois, outro homem, ao ver Pedro, disse:

— Você também é um deles.

Mas Pedro disse:

— Homem, eu não sou um deles.

59E, tendo passado cerca de uma hora, outro afirmou, dizendo:

— Com certeza este também estava com ele, porque também é galileu.

60Mas Pedro insistiu:

— Homem, não sei do que você está falando.

E logo, enquanto Pedro ainda falava, o galo cantou. 61Então, o Senhor voltou-se e fixou os olhos em Pedro. E Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe tinha dito: “Hoje, antes que o galo cante, você me negará três vezes.”

22.61
Lc 22.34
62E Pedro, saindo dali, chorou amargamente.

Os guardas zombam de Jesus

Mt 26.67-68; Mc 14.65

63Os homens que detinham Jesus zombavam dele, davam-lhe pancadas e, 64colocando uma venda sobre os olhos dele, diziam:

— Profetize! Quem foi que bateu em você?

65E muitas outras coisas diziam contra ele, blasfemando.

Jesus diante do Sinédrio

Mt 26.63-65; 27.1; Mc 14.61-64; 15.1

66Logo que amanheceu, reuniu-se a assembleia dos anciãos do povo, tanto os principais sacerdotes como os escribas, e o conduziram ao Sinédrio, onde lhe disseram:

67— Se você é o Cristo, diga-nos.

22.67
Jo 10.24

Então Jesus lhes respondeu:

— Se disser, vocês não vão acreditar. 68E, se eu perguntar, vocês não me darão resposta. 69Desde agora, o Filho do Homem estará sentado à direita do Deus Todo-Poderoso.

70Todos perguntaram:

— Então você é o Filho de Deus?

Jesus respondeu:

— Vocês dizem que eu sou.

71Eles disseram:

— Que necessidade ainda temos de testemunho? Porque nós mesmos ouvimos o que ele falou.

23

Jesus diante de Pilatos

Mt 27.2,11-14; Mc 15.2-5; Jo 18.28-38

231Levantando-se toda a assembleia, levaram Jesus a Pilatos. 2E ali começaram a acusá-lo, dizendo:

— Encontramos este homem pervertendo a nossa nação, impedindo que se pague imposto a César e afirmando ser ele o Cristo, o Rei.

3Então Pilatos perguntou a Jesus:

— Você é o rei dos judeus?

Jesus respondeu:

— O senhor está dizendo isso.

23.3
1Tm 6.13

4Então Pilatos disse aos principais sacerdotes e às multidões:

— Não vejo neste homem crime algum.

5Mas eles insistiam cada vez mais, dizendo:

— Ele agita o povo, ensinando por toda a Judeia. Começou na Galileia e agora chegou aqui.

Jesus diante de Herodes

6Quando Pilatos ouviu isso, perguntou se o homem era galileu. 7Ao saber que Jesus era da região governada por Herodes, e estando este em Jerusalém naqueles dias, Pilatos enviou Jesus a Herodes.

8Quando Herodes viu Jesus, ficou muito contente, pois havia muito queria vê-lo,

23.8
Lc 9.9
por ter ouvido falar a respeito dele. Esperava também vê-lo fazer algum sinal. 9E de muitas maneiras o interrogava, mas Jesus não lhe respondia nada. 10Os principais sacerdotes e os escribas ali presentes o acusavam com veemência. 11Mas Herodes, juntamente com os seus soldados, tratou Jesus com desprezo. E, para zombar de Jesus, mandou que o vestissem com um manto luxuoso, e o devolveu a Pilatos. 12Naquele mesmo dia, Herodes e Pilatos se reconciliaram,
23.12
At 4.27
pois antes eram inimigos.

Jesus é condenado à morte

Mt 27.15-26; Mc 15.6-15; Jo 18.39b—19.16

13Pilatos, então, reuniu os principais sacerdotes, as autoridades e o povo 14e lhes disse:

— Vocês me apresentaram este homem como sendo um agitador do povo. Mas, tendo-o interrogado na presença de vocês, nada verifiquei contra ele dos crimes de que vocês o acusam. 15Nem mesmo Herodes, pois o mandou de volta para cá. Assim, é claro que ele não fez nada que mereça a pena de morte. 16Portanto, após castigá-lo, ordenarei que seja solto.

17[E ele era obrigado a soltar-lhes um detento por ocasião da festa.]23.17 O texto entre colchetes se encontra apenas em manuscritos mais recentes 18Toda a multidão, porém, gritava:

— Fora com este! Solte-nos Barrabás!

19Barrabás estava preso por causa de uma revolta na cidade e também por homicídio.

23.19
At 3.14
20Pilatos, querendo soltar Jesus, falou outra vez ao povo. 21Eles, porém, gritavam mais ainda:

— Crucifique! Crucifique-o!

22Então, pela terceira vez,

23.22
Lc 23.4,14
Pilatos lhes perguntou:

— Que mal fez este? De fato, não achei nada contra ele para condená-lo à morte. Portanto, depois de o castigar, mandarei soltá-lo.

23Mas eles insistiam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E o clamor deles prevaleceu.

24Então Pilatos decidiu atender-lhes o pedido. 25Soltou aquele que estava encarcerado por causa da revolta e do homicídio, a quem eles pediam; e, quanto a Jesus, entregou-o à vontade deles.

A crucificação de Jesus

Mt 27.32-44; Mc 15.21-32; Jo 19.17-27

26E, enquanto o conduziam, eles agarraram um cireneu, chamado Simão, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz sobre os ombros, para que a levasse após Jesus.

27Uma grande multidão de povo o seguia, e também mulheres que batiam no peito e o lamentavam. 28Porém Jesus, voltando-se para elas, disse:

— Filhas de Jerusalém, não chorem por mim; chorem antes por vocês mesmas e por seus filhos! 29Porque virão dias em que se dirá: “Bem-aventuradas as estéreis, que não geraram, nem amamentaram.” 30Nesses dias, dirão

23.30
Os 10.8
Ap 6.16
aos montes: “Caiam em cima de nós!” E às colinas: “Cubram-nos!” 31Porque, se isto é feito com a madeira verde, o que será da madeira seca?
23.31
Pv 11.31
1Pe 4.17

32E também eram levados outros dois, que eram malfeitores, para serem executados com Jesus.

33Quando chegaram ao lugar chamado Calvário,23.33 Lit., caveira ali o crucificaram, bem como aos malfeitores, um à sua direita, outro à sua esquerda. 34Mas Jesus dizia:

— Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.23.34 Alguns manuscritos não trazem as palavras: Mas Jesus dizia: — Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem

Então, para repartir as roupas

23.34
Sl 22.18
dele, lançaram sortes. 35O povo estava ali e observava tudo. Também as autoridades zombavam e diziam:

— Salvou os outros. Que salve a si mesmo, se é, de fato, o Cristo de Deus, o escolhido.

23.35
Is 42.1

36Igualmente os soldados zombavam dele e, aproximando-se, trouxeram-lhe vinagre,

23.36
Sl 69.21
dizendo:

37— Se você é o rei dos judeus, salve a si mesmo.

38Acima de Jesus estava a seguinte inscrição: “Este é o Rei dos Judeus”.

Os dois malfeitores

39Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Jesus, dizendo:

— Você não é o Cristo? Salve a si mesmo e a nós também.

40Porém o outro malfeitor o repreendeu, dizendo:

— Você nem ao menos teme a Deus, estando sob igual sentença? 41A nossa punição é justa, porque estamos recebendo o castigo que os nossos atos merecem; mas este não fez mal nenhum.

42E acrescentou:

— Jesus, lembre-se de mim quando você vier no seu Reino.

43Jesus lhe respondeu:

— Em verdade lhe digo que hoje você estará comigo no paraíso.

A morte de Jesus

Mt 27.45-56; Mc 15.33-41; Jo 19.28-30

44Já era quase meio-dia, e, escurecendo-se o sol, houve trevas sobre toda a terra até as três horas da tarde. 45E o véu

23.45
Êx 26.31-33
do santuário se rasgou pelo meio. 46Então Jesus clamou em alta voz:

— Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!

23.46
Sl 31.5

E, dito isto, expirou.

47O centurião, vendo o que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo:

— Verdadeiramente este homem era justo.

48E todas as multidões reunidas para aquele espetáculo, vendo o que havia acontecido, retiraram-se, batendo no peito. 49Entretanto, todos os conhecidos de Jesus e as mulheres

23.49
Lc 8.2-3
que o tinham seguido desde a Galileia ficaram de longe, contemplando estas coisas.

O sepultamento de Jesus

Mt 27.57-61; Mc 15.42-47; Jo 19.38-42

50E eis que havia um homem, chamado José, membro do Sinédrio, homem bom e justo, 51que não tinha concordado com o plano e a ação dos outros; era natural de Arimateia, cidade dos judeus, e esperava o Reino de Deus.

23.51
Lc 2.38
52Ele foi até Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. 53E, tirando-o da cruz, envolveu-o num lençol de linho e o depositou num túmulo aberto numa rocha, onde ninguém havia sido sepultado ainda. 54Era o dia da preparação, e o sábado estava para começar. 55As mulheres que tinham vindo com Jesus desde a Galileia seguiram José e viram o túmulo e como o corpo foi colocado ali. 56Então se retiraram para preparar óleos aromáticos e perfumes.

E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento.

23.56
Êx 20.10
Dt 5.14

Utilizamos cookies de acordo com o nossa Política de Privacidade, respeitando todos as suas informações pessoais.[ocultar]