Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
20

A autoridade de Jesus

Mt 21.23-27; Mc 11.27-33

201Aconteceu que, num daqueles dias, estando Jesus a ensinar o povo no templo e a evangelizar, chegaram os principais sacerdotes e os escribas, juntamente com os anciãos, 2e lhe perguntaram:

— Diga-nos com que autoridade você faz estas coisas? Ou quem lhe deu esta autoridade?

3Jesus respondeu:

— Eu também vou fazer uma pergunta a vocês. Digam: 4O batismo de João era do céu ou dos homens?

5Então discutiram entre si:

— Se dissermos: “Do céu”, ele dirá: “Por que não acreditaram nele?” 6Mas, se dissermos: “Dos homens”, o povo todo nos apedrejará, porque está convicto de que João era profeta.

20.6
Lc 1.76
7.29

7Por fim, responderam que não sabiam de onde era. 8E Jesus lhes disse:

— Então eu também não lhes digo com que autoridade faço estas coisas.

A parábola dos lavradores maus

Mt 21.33-46; Mc 12.1-12

9A seguir, Jesus passou a contar ao povo esta parábola:

— Certo homem plantou uma vinha,

20.9
Is 5.1-2
arrendou-a para uns lavradores e ausentou-se do país por prazo considerável. 10No devido tempo, mandou um servo aos lavradores para que lhe dessem do fruto da vinha. Mas os lavradores, depois de espancá-lo, o despacharam de mãos vazias. 11Em vista disso, enviou-lhes outro servo, mas também a este espancaram e, depois de insultá-lo, despacharam de mãos vazias. 12Mandou ainda um terceiro; também a este, depois de feri-lo, expulsaram. 13Então o dono da vinha disse: “Que farei? Enviarei o meu filho amado; talvez o respeitem.”

14— Mas, quando os lavradores viram o filho, começaram a discutir entre si: “Este é o herdeiro; vamos matá-lo, para que a herança seja nossa.” 15E, lançando-o fora da vinha, o mataram.

— Que lhes fará, pois, o dono da vinha? 16Virá, exterminará aqueles lavradores e entregará a vinha a outros.

Ao ouvir isto, disseram:

— Que tal não aconteça!

17Mas Jesus, com o olhar fixo neles, disse:

— Que quer dizer então o que está escrito: “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a pedra angular”?

20.17
Sl 118.22
18Todo o que cair sobre esta pedra ficará em pedaços; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó.

19Naquela mesma hora, os escribas e os principais sacerdotes procuravam prender Jesus,

20.19
Mt 21.45-46
Mc 12.12
porque entenderam que ele havia contado essa parábola contra eles; mas temiam o povo.

A questão do imposto

Mt 22.15-22; Mc 12.13-17

20Eles passaram a vigiar Jesus. Enviaram espiões que se fingiam de justos para ver se o apanhavam em alguma palavra,

20.20
Lc 11.54
a fim de entregá-lo à jurisdição e à autoridade do governador. 21Então lhe perguntaram:

— Mestre, sabemos que o senhor fala e ensina corretamente e não se deixa levar pela aparência das pessoas, mas ensina o caminho de Deus segundo a verdade. 22É lícito pagar imposto a César ou não?

23Mas Jesus, percebendo a artimanha deles, respondeu:

24— Mostrem-me um denário.20.24 Moeda romana de prata, que era o pagamento por um dia de trabalho De quem é a figura e a inscrição?

Eles responderam:

— De César.

Então Jesus lhes disse:

25— Pois deem a César o que é de César

20.25
Rm 13.7
e a Deus o que é de Deus.

26Não puderam apanhá-lo em palavra alguma diante do povo; e, admirados da sua resposta, calaram-se.

Os saduceus e a ressurreição

Mt 22.23-33; Mc 12.18-27

27Chegando alguns dos saduceus, que dizem não haver ressurreição,

20.27
At 23.8
28perguntaram a Jesus:

— Mestre, Moisés nos deixou escrito

20.28
Dt 25.5
que, se um homem casado morrer sem deixar filhos, o irmão desse homem deve casar com a viúva e gerar descendentes para o falecido. 29Ora, havia sete irmãos: o primeiro casou e morreu sem filhos; 30o segundo 31e o terceiro também casaram com a viúva, e assim foi com os sete. Todos morreram sem deixar filhos. 32Por fim, morreu também a mulher. 33Portanto, na ressurreição, de qual deles a mulher será esposa? Porque os sete casaram com ela.

34Jesus respondeu:

— Os filhos deste mundo casam e se dão em casamento, 35mas os que são considerados dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos não casam, nem se dão em casamento. 36Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição. 37E que os mortos ressuscitam, Moisés o indicou no trecho referente à sarça, quando afirma que o Senhor

20.37
Êx 3.6
é o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. 38Ora, Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos; porque para ele todos vivem.

39Então alguns dos escribas disseram:

— Boa resposta, Mestre!

40E não ousaram mais fazer perguntas a Jesus.

O Cristo, filho de Davi

Mt 22.41-46; Mc 12.35-37

41Mas Jesus lhes perguntou:

— Como se pode dizer que o Cristo é filho de Davi? 42Pois o próprio Davi afirma no Livro dos Salmos:

“Disse o Senhor ao meu Senhor:

‘Sente-se à minha direita,

43até que eu ponha os seus inimigos

por estrado dos seus pés.’”

20.42-43
Sl 110.1

44— Portanto, Davi o chama de Senhor. Então como ele pode ser filho de Davi?

Jesus censura os escribas

Mt 23.1-36; Mc 12.38-40; Lc 11.37-54

45Quando todo o povo estava ouvindo, Jesus disse aos seus discípulos:

46— Cuidado com os escribas, que gostam de andar com vestes talares e muito apreciam as saudações nas praças, as primeiras cadeiras nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. 47Eles devoram as casas das viúvas

20.47
Is 10.2
e, para o justificar, fazem longas orações. Estes sofrerão juízo muito mais severo.

21

A oferta da viúva pobre

Mc 12.41-44

211Jesus estava observando e viu os ricos que lançavam seu dinheiro na caixa de ofertas. 2Viu também certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas. 3Então Jesus disse:

— Em verdade lhes digo que esta viúva pobre deu mais do que todos. 4Porque todos esses deram como oferta daquilo que lhes sobrava; esta, porém, da sua pobreza deu tudo o que possuía, todo o seu sustento.

21.4
2Co 8.2,12

A destruição do templo

Mt 24.1-2; Mc 13.1-2

5Alguns falavam a respeito do templo, como estava ornado de belas pedras e de dádivas. 6Então Jesus disse:

— Vocês estão vendo estas coisas? Virão dias em que não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada.

21.6
Lc 19.44

O princípio das dores

Mt 24.3-14; Mc 13.3-13

7Perguntaram a Jesus:

— Mestre, quando será isto? E que sinal haverá quando estas coisas estiverem para acontecer?

8Jesus respondeu:

— Tenham cuidado para não serem enganados. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: “Sou eu!” E também: “Chegou a hora!” Porém não vão atrás deles. 9Quando vocês ouvirem falar de guerras e revoluções, não fiquem assustados; pois é necessário que primeiro aconteçam estas coisas, mas o fim não será logo.

10Então Jesus lhes disse:

— Nação se levantará contra nação, e reino, contra reino. 11Haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais vindos do céu. 12Antes, porém, de todas estas coisas, vocês serão presos e perseguidos. Vocês serão entregues às sinagogas e lançados nas prisões; serão levados à presença de reis e de governadores, por causa do meu nome. 13Isto acontecerá para que vocês deem testemunho. 14Tomem, pois, a decisão de não se preocupar com o que irão responder, 15porque eu lhes darei palavras e sabedoria a que não poderão resistir nem contradizer todos os que se opuserem a vocês.

21.14-15
Lc 12.11-12
16E vocês serão entregues até por seus próprios pais, irmãos, parentes e amigos; e eles matarão alguns de vocês. 17Todos odiarão vocês por causa do meu nome. 18Mas não se perderá um só fio de cabelo da cabeça de vocês. 19É pela perseverança que vocês ganharão a sua alma.

Jerusalém sitiada

Mt 24.15-28; Mc 13.14-23

20— Quando, porém, vocês virem Jerusalém sitiada de exércitos, saibam que está próxima a sua devastação. 21Então os que estiverem na Judeia fujam para os montes; os que se encontrarem dentro da cidade saiam dela; e os que estiverem nos campos não entrem na cidade. 22Porque esses dias são de vingança,

21.22
Os 9.7
para se cumprir tudo o que está escrito. 23Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Porque haverá grande aflição na terra e ira contra este povo. 24Cairão a fio de espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles.
21.24
Is 63.18

A vinda do Filho do Homem

Mt 24.29-31; Mc 13.24-27

25— Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas;

21.25
Is 13.10
Ez 32.7
Jl 2.31
Ap 6.12-13
sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas. 26Haverá pessoas que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo, pois os poderes dos céus serão abalados. 27Então verão o Filho do Homem vindo numa nuvem,
21.27
Dn 7.13
Ap 1.7
com poder e grande glória. 28Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, levantem-se e fiquem de cabeça erguida, porque a redenção de vocês se aproxima.

A parábola da figueira

Mt 24.32-35; Mc 13.28-31

29Jesus ainda lhes contou uma parábola, dizendo:

— Olhem para a figueira e todas as árvores. 30Quando veem que começam a brotar, vocês mesmos sabem que o verão está próximo. 31Assim também, quando virem acontecer essas coisas, saibam que está próximo o Reino de Deus. 32Em verdade lhes digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. 33Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.

Exortação à vigilância

34— Tenham cuidado para não acontecer que o coração de vocês fique sobrecarregado com as consequências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vocês repentinamente, 35como uma armadilha. Pois sobrevirá a todos os que vivem sobre a face de toda a terra. 36Portanto, vigiem o tempo todo, orando, para que vocês possam escapar de todas essas coisas que têm de acontecer e para que possam estar em pé na presença do Filho do Homem.

21.34-36
Lc 12.35-40

37Jesus ensinava todos os dias no templo,

21.37
Lc 19.47
mas à noite saía e ficava no monte chamado das Oliveiras. 38E todo o povo madrugava para ir ao encontro dele no templo,
21.38
Jo 8.2
a fim de ouvi-lo.

22

O plano para matar Jesus

Mt 26.1-5; Mc 14.1-2; Jo 11.45-53

221Estava próxima a Festa dos Pães sem Fermento, chamada Páscoa. 2Os principais sacerdotes e os escribas procuravam uma forma de matar Jesus; porque temiam o povo.

22.2
Lc 19.47
20.19

O pacto da traição

Mt 26.14-16; Mc 14.10-11

3Ora, Satanás entrou em Judas,

22.3
Jo 13.2,27
chamado Iscariotes, que era um dos doze. 4Judas foi entender-se com os principais sacerdotes e os capitães sobre como lhes entregaria Jesus. 5Eles se alegraram e combinaram em lhe dar dinheiro. 6Judas concordou e buscava uma boa ocasião para lhes entregar Jesus, longe da multidão.
22.6
Mt 26.5
Mc 14.2

Os discípulos preparam a Páscoa

Mt 26.17-25; Mc 14.12-21; Jo 13.21-30

7Chegou o dia da Festa dos Pães sem Fermento,

22.7
Êx 12.6,18
em que era necessário fazer o sacrifício do cordeiro pascal. 8Então Jesus enviou Pedro e João, dizendo:

— Vão e preparem a Páscoa para que a comamos.

9Eles lhe perguntaram:

— Onde o senhor quer que a preparemos?

10Jesus lhes explicou:

— Ao entrar na cidade, vocês encontrarão um homem com um cântaro de água; sigam esse homem até a casa em que ele entrar 11e digam ao dono da casa: “O Mestre pergunta: ‘Onde fica o aposento no qual comerei a Páscoa com os meus discípulos?’” 12Ele lhes mostrará um espaçoso cenáculo22.12 Lit., sala no andar superior mobiliado; ali façam os preparativos.

13E, indo, acharam tudo como Jesus lhes tinha dito

22.13
Lc 19.32
e prepararam a Páscoa.

A Ceia do Senhor

Mt 26.26-30; Mc 14.22-26; 1Co 11.23-25

14Chegada a hora, Jesus se pôs à mesa, e os apóstolos estavam com ele. 15Então Jesus lhes disse:

— Tenho desejado ansiosamente comer esta Páscoa com vocês, antes do meu sofrimento. 16Pois eu lhes digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no Reino de Deus.

17E, pegando um cálice, depois de ter dado graças, disse:

— Peguem e repartam entre vocês. 18Pois eu digo a vocês que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus.

19E, pegando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo:

— Isto é o meu corpo, que é dado por vocês; façam isto em memória de mim.

20Do mesmo modo, depois da ceia, pegou o cálice, dizendo:

— Este cálice é a nova aliança

22.20
Jr 31.31-34
no meu sangue
22.20
Êx 24.6-8
derramado por vocês.

21— Mas eis que a mão do traidor está comigo à mesa. 22Pois o Filho do Homem vai segundo o que está determinado,

22.22
Sl 41.9
mas ai daquele por quem ele está sendo traído!

23Então começaram a perguntar entre si qual deles seria o que estava para fazer isso.

Quem é o maior

24Houve também entre eles uma discussão

22.24
Mt 18.1
Mc 9.34
Lc 9.46
sobre qual deles parecia ser o maior. 25Mas Jesus lhes disse:

— Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados de benfeitores. 26Mas vocês não são assim; pelo contrário, o maior entre vocês seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve. 27Pois qual é maior: aquele que está à mesa ou aquele que serve? Não é verdade que é aquele que está à mesa? Pois, no meio de vocês, eu sou como quem serve.

22.24-27
Mt 20.24-28
Mc 10.41-45
28Vocês são os que têm permanecido comigo nas minhas tentações.
22.28
Hb 2.18
4.15
29E eu confio a vocês um reino,
22.29
Mt 25.34
2Tm 2.12
assim como o meu Pai confiou a mim, 30para que comam e bebam à minha mesa no meu Reino; e vocês se assentarão em tronos para julgar
22.30
Mt 19.28
as doze tribos de Israel.

Pedro é avisado

Mt 26.31-35; Mc 14.27-31; Jo 13.36-38

31— Simão, Simão, eis que Satanás pediu para peneirar vocês como trigo! 32Eu, porém, orei por você, para que a sua fé não desfaleça.

22.32
Jo 17.15
E você, quando voltar para mim, fortaleça os seus irmãos.
22.32
Jo 21.15

33Porém Pedro respondeu:

— Estou pronto para ir com o Senhor, tanto para a prisão como para a morte.

34Mas Jesus lhe disse:

— Eu lhe digo, Pedro, que hoje, antes que o galo cante, você negará três vezes que me conhece.

As duas espadas

35A seguir, Jesus perguntou aos discípulos:

— Quando eu os enviei sem bolsa,

22.35
Mt 10.9-10
Mc 6.8-9
Lc 9.3
10.4
sem sacola e sem sandálias, por acaso faltou-lhes alguma coisa?

Eles responderam:

— Não faltou nada!

36Então Jesus lhes disse:

— Agora, porém, quem tem bolsa, pegue-a, e faça o mesmo com a sacola; e o que não tem espada, venda a sua capa e compre uma. 37Pois eu lhes digo que é preciso que se cumpra em mim o que está escrito: “Ele foi contado com os malfeitores.”

22.37
Is 53.12
Pois o que a mim se refere está sendo cumprido.

38Então lhe disseram:

— Senhor, aqui estão duas espadas!

Jesus lhes respondeu:

— Basta!

Jesus no monte das Oliveiras

Mt 26.36-46; Mc 14.32-42

39E, saindo, Jesus foi, como de costume, para o monte das Oliveiras;

22.39
Lc 21.37
Jo 18.1
e os discípulos o acompanharam. 40Chegando ao lugar escolhido, Jesus lhes disse:

— Orem, para que vocês não caiam em tentação.

22.40
Lc 11.4

41Ele, por sua vez, se afastou um pouco,22.41 Lit., cerca de um tiro de pedra e, de joelhos, orava, 42dizendo:

— Pai, se queres, afasta de mim este cálice! Contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.

22.42
Jo 6.38

43Então lhe apareceu um anjo do céu que o confortava. 44E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o suor dele se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.22.43-44 Alguns manuscritos não trazem os vs. 43-44 45Levantando-se da oração, Jesus foi até onde os discípulos estavam, e os encontrou dormindo de tristeza. 46E disse:

— Por que vocês estão dormindo? Levantem-se e orem, para que não caiam em tentação.

Jesus é preso

Mt 26.47-56; Mc 14.43-50; Jo 18.1-11

47Enquanto Jesus ainda falava, eis que chegou uma multidão. E um dos doze, que se chamava Judas, vinha à frente deles e se aproximou de Jesus para o beijar. 48Jesus, porém, lhe disse:

— Judas, com um beijo você trai o Filho do Homem?

49Os que estavam ao redor de Jesus, vendo o que estava por acontecer, perguntaram:

— Senhor, devemos atacar com as espadas?

22.49
Lc 22.38

50Um deles golpeou o servo do sumo sacerdote e cortou-lhe a orelha direita. 51Mas Jesus interveio, dizendo:

— Deixem! Basta!

E, tocando na orelha do homem, o curou. 52Então Jesus disse aos principais sacerdotes, capitães do templo e anciãos que vieram prendê-lo:

— Vocês vieram com espadas e porretes como para prender um salteador? 53Todos os dias, estando eu com vocês no templo,

22.53
Lc 19.47
21.37
vocês não tentaram me prender. Esta, porém, é a hora de vocês e a hora do poder das trevas.

Pedro nega Jesus

Mt 26.57-58,69-75; Mc 14.53-54,66-72; Jo 18.12-18,25-27

54Então, prendendo Jesus, levaram-no e o introduziram na casa do sumo sacerdote. Pedro seguia de longe. 55Quando acenderam um fogo no meio do pátio e se assentaram juntos, Pedro tomou lugar entre eles. 56Uma empregada, vendo-o sentado perto do fogo, fixou os olhos nele e disse:

— Este também estava com ele.

57Mas Pedro negou,

22.57
Lc 12.9
dizendo:

— Mulher, não o conheço.

58Pouco depois, outro homem, ao ver Pedro, disse:

— Você também é um deles.

Mas Pedro disse:

— Homem, eu não sou um deles.

59E, tendo passado cerca de uma hora, outro afirmou, dizendo:

— Com certeza este também estava com ele, porque também é galileu.

60Mas Pedro insistiu:

— Homem, não sei do que você está falando.

E logo, enquanto Pedro ainda falava, o galo cantou. 61Então, o Senhor voltou-se e fixou os olhos em Pedro. E Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe tinha dito: “Hoje, antes que o galo cante, você me negará três vezes.”

22.61
Lc 22.34
62E Pedro, saindo dali, chorou amargamente.

Os guardas zombam de Jesus

Mt 26.67-68; Mc 14.65

63Os homens que detinham Jesus zombavam dele, davam-lhe pancadas e, 64colocando uma venda sobre os olhos dele, diziam:

— Profetize! Quem foi que bateu em você?

65E muitas outras coisas diziam contra ele, blasfemando.

Jesus diante do Sinédrio

Mt 26.63-65; 27.1; Mc 14.61-64; 15.1

66Logo que amanheceu, reuniu-se a assembleia dos anciãos do povo, tanto os principais sacerdotes como os escribas, e o conduziram ao Sinédrio, onde lhe disseram:

67— Se você é o Cristo, diga-nos.

22.67
Jo 10.24

Então Jesus lhes respondeu:

— Se disser, vocês não vão acreditar. 68E, se eu perguntar, vocês não me darão resposta. 69Desde agora, o Filho do Homem estará sentado à direita do Deus Todo-Poderoso.

70Todos perguntaram:

— Então você é o Filho de Deus?

Jesus respondeu:

— Vocês dizem que eu sou.

71Eles disseram:

— Que necessidade ainda temos de testemunho? Porque nós mesmos ouvimos o que ele falou.

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