Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)

A parábola do administrador infiel

161Jesus disse também aos seus discípulos:

— Certo homem rico tinha um administrador. Um dia, ele recebeu uma denúncia de que esse administrador estava desperdiçando os bens dele.

16.1
Lc 15.13
2Então, chamando-o, lhe disse: “Que é isto que ouço a seu respeito? Preste contas da sua administração, porque você não pode mais ser o meu administrador.”

3— O administrador, então, se pôs a pensar: “Que farei,

16.3
Lc 12.17
agora que estou sendo demitido pelo meu patrão? Trabalhar na terra, não posso. De mendigar, tenho vergonha. 4Já sei o que vou fazer, para que, quando for demitido, as pessoas me recebam em suas casas.”

5— Tendo chamado cada um dos devedores do seu patrão, perguntou ao primeiro: “Quanto você deve ao meu patrão?” 6Ele respondeu: “Cem barris de azeite.” Então o administrador disse: “Pegue a sua conta, sente-se depressa e escreva cinquenta.” 7Depois, perguntou a outro: “E você, quanto deve?” Ele respondeu: “Cem sacos de trigo.” O administrador lhe disse: “Pegue a sua conta e escreva oitenta.” 8E o patrão elogiou o administrador infiel por sua esperteza. Porque os filhos do mundo são mais espertos na sua própria geração do que os filhos da luz.

9— E eu recomendo a vocês: usem a riqueza injusta para fazer amigos, para que, quando a riqueza faltar, vocês sejam recebidos nos tabernáculos eternos.

10— Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. 11Portanto, se vocês não forem fiéis na aplicação da riqueza injusta, quem lhes confiará a verdadeira riqueza? 12Se vocês não são fiéis na aplicação do que é dos outros, quem lhes dará o que é de vocês? 13Nenhum servo pode servir

16.13
Mt 6.24
a dois senhores; porque irá odiar um e amar o outro ou irá se dedicar a um e desprezar o outro. Vocês não podem servir a Deus e à riqueza.

A Lei e o Reino de Deus

Mt 11.12-13

14Os fariseus, que eram avarentos, ouviam tudo isto e zombavam de Jesus. 15Mas Jesus lhes disse:

— Vocês são os que se justificam diante dos homens, mas Deus conhece o coração de vocês;

16.15
1Sm 16.7
Pv 21.2
pois aquilo que é elevado entre homens é abominação diante de Deus.

16— A Lei e os Profetas duraram até João; desde esse tempo o evangelho do Reino de Deus vem sendo anunciado, e todos se esforçam para entrar nele. 17E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei.

16.17
Mt 5.18

A respeito do divórcio

Mt 5.31-32; 19.9; Mc 10.10-12

18— Quem repudiar a sua mulher

16.18
Mt 5.32
1Co 7.10-11
e casar com outra comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério.

O rico e o mendigo

19— Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que se alegrava todos os dias com grande ostentação. 20Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de feridas, que ficava deitado à porta da casa do rico. 21Ele desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico,

16.21
Mt 15.27
e até os cães vinham lamber-lhe as feridas. 22E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado.

23— No inferno, estando em tormentos, o rico levantou os olhos e viu ao longe Abraão, e Lázaro junto dele. 24Então, gritando, disse: “Pai Abraão, tenha misericórdia de mim! E mande que Lázaro molhe a ponta do dedo em água e me refresque a língua, porque estou atormentado neste fogo.”

16.24
Mt 25.41
25Mas Abraão disse: “Filho, lembre-se de que você recebeu os seus bens durante a sua vida,
16.25
Lc 6.24
enquanto Lázaro só teve males. Agora, porém, ele está consolado aqui, enquanto você está em tormentos. 26E, além de tudo, há um grande abismo entre nós e vocês, de modo que os que querem passar daqui até vocês não podem, nem os de lá passar para cá.” 27Então o rico disse: “Pai, eu peço que mande Lázaro à minha casa paterna, 28porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.” 29Abraão respondeu: “Eles têm Moisés e os Profetas;
16.29
Lc 16.16
ouçam-nos.” 30Mas ele insistiu: “Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for até lá, eles irão se arrepender.” 31Abraão, porém, lhe respondeu: “Se não ouvem Moisés e os Profetas, também não se deixarão convencer, mesmo que ressuscite alguém dentre os mortos.”