Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
15

A parábola da ovelha perdida

Mt 18.12-14

151Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir. 2Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo:

— Este recebe pecadores e come com eles.

15.1-2
Lc 5.29-30

3Então Jesus lhes contou esta parábola:

4— Qual de vocês é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? 5E, quando a encontra, põe-na sobre os ombros, cheio de alegria. 6E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: “Alegrem-se comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.” 7Digo a vocês que, assim, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende

15.7
Lc 5.32
do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.

A parábola da dracma perdida

8— Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas,15.8 Moeda grega de prata, que era o pagamento por um dia de trabalho se perder uma delas, não acende a lamparina, varre a casa e a procura com muito empenho até encontrá-la? 9E, quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: “Alegrem-se comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido.” 10Eu afirmo a vocês que a mesma alegria existe diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.

A parábola do filho perdido

11Jesus continuou:

— Certo homem tinha dois filhos.

15.11
Mt 21.28
12O mais moço deles disse ao pai: “Pai, quero que o senhor me dê a parte dos bens que me cabe.” E o pai repartiu os bens entre eles.

13— Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá desperdiçou todos os seus bens, vivendo de forma desenfreada.

14— Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. 15Então foi pedir trabalho a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a fim de cuidar dos porcos.

15.15
Lv 11.7
16Ali, ele desejava alimentar-se das alfarrobas15.16 Vagem de uma árvore que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada. 17Então, caindo em si, disse: “Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui estou morrendo de fome! 18Vou me arrumar, voltar para o meu pai e lhe dizer: ‘Pai, pequei contra Deus e diante do senhor; 19já não sou digno de ser chamado de seu filho; trate-me como um dos seus trabalhadores.’” 20E, arrumando-se, foi para o seu pai.

— Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou e, compadecido dele, correndo, o abraçou e beijou. 21E o filho lhe disse: “Pai, pequei contra Deus e diante do senhor; já não sou digno de ser chamado de seu filho.” 22O pai, porém, disse aos servos: “Tragam depressa a melhor roupa e vistam nele. Ponham um anel no dedo dele e sandálias nos pés. 23Tragam e matem o bezerro gordo. Vamos comer e festejar, 24porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.” E começaram a festejar.

25— Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. 26Chamou um dos empregados e perguntou o que era aquilo. 27E ele informou: “O seu irmão voltou e, por tê-lo recuperado com saúde, o seu pai mandou matar o bezerro gordo.”

28— O filho mais velho se indignou e não queria entrar. Saindo, porém, o pai, procurava convencê-lo a entrar. 29Mas ele respondeu ao seu pai: “Faz tantos anos que sirvo o senhor e nunca transgredi um mandamento seu. Mas o senhor nunca me deu um cabrito sequer para fazer uma festa com os meus amigos. 30Mas, quando veio esse seu filho, que sumiu com os bens do senhor, gastando tudo com prostitutas, o senhor mandou matar o bezerro gordo para ele!”

31— Então o pai respondeu: “Meu filho, você está sempre comigo; tudo o que eu tenho é seu. 32Mas era preciso festejar e alegrar-se, porque este seu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.”

16

A parábola do administrador infiel

161Jesus disse também aos seus discípulos:

— Certo homem rico tinha um administrador. Um dia, ele recebeu uma denúncia de que esse administrador estava desperdiçando os bens dele.

16.1
Lc 15.13
2Então, chamando-o, lhe disse: “Que é isto que ouço a seu respeito? Preste contas da sua administração, porque você não pode mais ser o meu administrador.”

3— O administrador, então, se pôs a pensar: “Que farei,

16.3
Lc 12.17
agora que estou sendo demitido pelo meu patrão? Trabalhar na terra, não posso. De mendigar, tenho vergonha. 4Já sei o que vou fazer, para que, quando for demitido, as pessoas me recebam em suas casas.”

5— Tendo chamado cada um dos devedores do seu patrão, perguntou ao primeiro: “Quanto você deve ao meu patrão?” 6Ele respondeu: “Cem barris de azeite.” Então o administrador disse: “Pegue a sua conta, sente-se depressa e escreva cinquenta.” 7Depois, perguntou a outro: “E você, quanto deve?” Ele respondeu: “Cem sacos de trigo.” O administrador lhe disse: “Pegue a sua conta e escreva oitenta.” 8E o patrão elogiou o administrador infiel por sua esperteza. Porque os filhos do mundo são mais espertos na sua própria geração do que os filhos da luz.

9— E eu recomendo a vocês: usem a riqueza injusta para fazer amigos, para que, quando a riqueza faltar, vocês sejam recebidos nos tabernáculos eternos.

10— Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. 11Portanto, se vocês não forem fiéis na aplicação da riqueza injusta, quem lhes confiará a verdadeira riqueza? 12Se vocês não são fiéis na aplicação do que é dos outros, quem lhes dará o que é de vocês? 13Nenhum servo pode servir

16.13
Mt 6.24
a dois senhores; porque irá odiar um e amar o outro ou irá se dedicar a um e desprezar o outro. Vocês não podem servir a Deus e à riqueza.

A Lei e o Reino de Deus

Mt 11.12-13

14Os fariseus, que eram avarentos, ouviam tudo isto e zombavam de Jesus. 15Mas Jesus lhes disse:

— Vocês são os que se justificam diante dos homens, mas Deus conhece o coração de vocês;

16.15
1Sm 16.7
Pv 21.2
pois aquilo que é elevado entre homens é abominação diante de Deus.

16— A Lei e os Profetas duraram até João; desde esse tempo o evangelho do Reino de Deus vem sendo anunciado, e todos se esforçam para entrar nele. 17E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei.

16.17
Mt 5.18

A respeito do divórcio

Mt 5.31-32; 19.9; Mc 10.10-12

18— Quem repudiar a sua mulher

16.18
Mt 5.32
1Co 7.10-11
e casar com outra comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério.

O rico e o mendigo

19— Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que se alegrava todos os dias com grande ostentação. 20Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de feridas, que ficava deitado à porta da casa do rico. 21Ele desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico,

16.21
Mt 15.27
e até os cães vinham lamber-lhe as feridas. 22E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado.

23— No inferno, estando em tormentos, o rico levantou os olhos e viu ao longe Abraão, e Lázaro junto dele. 24Então, gritando, disse: “Pai Abraão, tenha misericórdia de mim! E mande que Lázaro molhe a ponta do dedo em água e me refresque a língua, porque estou atormentado neste fogo.”

16.24
Mt 25.41
25Mas Abraão disse: “Filho, lembre-se de que você recebeu os seus bens durante a sua vida,
16.25
Lc 6.24
enquanto Lázaro só teve males. Agora, porém, ele está consolado aqui, enquanto você está em tormentos. 26E, além de tudo, há um grande abismo entre nós e vocês, de modo que os que querem passar daqui até vocês não podem, nem os de lá passar para cá.” 27Então o rico disse: “Pai, eu peço que mande Lázaro à minha casa paterna, 28porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.” 29Abraão respondeu: “Eles têm Moisés e os Profetas;
16.29
Lc 16.16
ouçam-nos.” 30Mas ele insistiu: “Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for até lá, eles irão se arrepender.” 31Abraão, porém, lhe respondeu: “Se não ouvem Moisés e os Profetas, também não se deixarão convencer, mesmo que ressuscite alguém dentre os mortos.”

17

Os tropeços

Mt 18.6-7; Mc 9.42-50

171Jesus disse aos seus discípulos:

— É inevitável que existam pedras de tropeço, mas ai de quem é responsável por elas! 2Seria melhor para esse que uma pedra de moinho fosse pendurada ao seu pescoço e fosse atirado no mar do que fazer tropeçar um destes pequeninos.

O perdão e a fé

Mt 18.21-22

3— Tenham cuidado. Se o seu irmão pecar, repreenda-o; se ele se arrepender, perdoe-lhe. 4Se pecar contra você sete vezes num dia e sete vezes vier para lhe dizer: “Estou arrependido”, perdoe-lhe.

5Então os apóstolos disseram ao Senhor:

— Aumente-nos a fé.

17.5
Mc 9.24

6Ao que o Senhor respondeu:

— Se vocês tivessem fé como um grão de mostarda, diriam a esta amoreira: “Arranque-se e transplante-se no mar.” E ela obedeceria.

17.6
Mt 17.20

7— Qual de vocês, tendo um servo ocupado na lavoura ou em guardar o gado, lhe dirá quando ele voltar do campo: “Venha agora mesmo e sente-se à mesa”? 8Não é verdade que, ao contrário, lhe dirá: “Prepare o meu jantar. Apronte-se e sirva-me enquanto eu como e bebo. Depois, você pode comer e beber”? 9Será que ele terá de agradecer ao servo por ter feito o que lhe havia ordenado? 10Assim também vocês, depois de terem feito tudo o que lhes foi ordenado, digam: “Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer.”

A cura de dez leprosos

11De caminho para Jerusalém,

17.11
Lc 9.51
Jesus passava pelo meio de Samaria e da Galileia. 12Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, 13que ficaram de longe e gritaram:

— Jesus, Mestre, tenha compaixão de nós!

14Ao vê-los, Jesus disse:

— Vão e apresentem-se aos sacerdotes.

17.14
Lv 14.1-32

Aconteceu que, indo eles, foram purificados. 15Um dos dez, vendo que estava curado, voltou dando glória a Deus em alta voz 16e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe. E este era samaritano. 17Então Jesus perguntou:

— Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove? 18Não se achou quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?

19E lhe disse:

— Levante-se e vá; a sua fé salvou você.

A vinda do Reino de Deus

Mt 24.23-28,37-41

20Indagado pelos fariseus sobre quando viria o Reino de Deus, Jesus lhes respondeu:

— O Reino de Deus não vem com visível aparência. 21Nem dirão: “Ele está aqui!” Ou: “Lá está ele!” Porque o Reino de Deus está entre17.21 Ou dentro de vocês.

22A seguir, Jesus disse aos seus discípulos:

— Virá o tempo em que vocês desejarão ver um dos dias do Filho do Homem, mas não verão. 23E dirão a vocês: “Ele está aqui!” Ou: “Lá está ele!” Não saiam nem sigam essa gente. 24Porque assim como o relâmpago, que resplandece e brilha de uma extremidade do céu até a outra, assim será, no seu dia, o Filho do Homem. 25Mas é necessário que primeiro ele padeça muitas coisas e seja rejeitado por esta geração. 26Assim como foi nos dias de Noé,

17.26
Gn 6.5-8
será também nos dias do Filho do Homem: 27comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca,
17.27
Gn 7.6-24
veio o dilúvio e destruiu todos. 28O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; 29mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu todos.
17.28-29
Gn 18.20—19.25
30Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar.

31— Naquele dia, quem estiver no terraço e tiver os seus bens em casa não desça para tirá-los; e, de igual modo, quem estiver no campo não volte para trás. 32Lembrem-se da mulher de Ló.

17.32
Gn 19.26
33Quem tentar preservar a sua vida
17.33
Mt 10.39
16.25
Mc 8.35
Lc 9.24
Jo 12.25
a perderá; e quem a perder, esse a salvará. 34Digo a vocês que, naquela noite, duas pessoas estarão numa cama: uma será levada, e a outra será deixada. 35Duas mulheres estarão juntas moendo trigo: uma será tomada, e a outra será deixada. 36[Dois estarão no campo: um será tomado, e o outro será deixado.]17.36 O texto entre colchetes se encontra apenas em manuscritos mais recentes

37Então perguntaram a Jesus:

— Onde será isso, Senhor?

Ele respondeu:

— Onde estiver o corpo, aí se ajuntarão também os abutres.

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