Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
11

Leis a respeito dos animais puros e impuros

Dt 14.3-20

111O Senhor falou a Moisés e a Arão, dizendo-lhes:

2— Digam aos filhos de Israel: De todos os animais que existem sobre a terra são estes que vocês podem comer: 3todos os que têm unhas fendidas, cujo casco se divide em dois e que ruminam, esses vocês podem comer. 4Mas dos que ruminam ou dos que têm casco dividido são estes que vocês não podem comer: o camelo, que rumina, mas não tem casco dividido; este será impuro para vocês; 5o arganaz,11.5 Roedor semelhante a um esquilo pequeno porque rumina, mas não tem casco dividido; este será impuro para vocês; 6a lebre, porque rumina, mas não tem casco dividido; esta será impura para vocês. 7Também o porco, porque tem unhas fendidas e o casco dividido, mas não rumina; este será impuro para vocês; 8não comam da sua carne, nem toquem no seu cadáver. Estes animais serão impuros para vocês.

9— De todos os animais que há nas águas vocês podem comer os seguintes: todo o que tem barbatanas e escamas, nos mares e nos rios; esses vocês podem comer. 10Porém todo o que não tem barbatanas nem escamas, nos mares e nos rios, todos os que enxameiam as águas e todo ser vivo que há nas águas, estes serão abominação para vocês. 11Vocês devem considerá-los uma abominação; não comam da sua carne e abominem o cadáver desses animais. 12Todo o que nas águas não tem barbatanas ou escamas será abominação para vocês.

13— Das aves, estas vocês abominarão; não se comerão, serão abominação: a águia, o urubu e a águia marinha; 14o milhano e o falcão, segundo a sua espécie; 15todo corvo, segundo a sua espécie; 16o avestruz, a coruja, a gaivota, o gavião, segundo a sua espécie; 17o mocho, o corvo marinho, a íbis, 18a gralha, o pelicano, o abutre, 19a cegonha, a garça, segundo a sua espécie; a poupa e o morcego.

20— Todo inseto que voa e que anda sobre quatro pés será abominação para vocês. 21Mas de todo inseto que voa, que anda sobre quatro pés, cujas pernas traseiras são mais compridas, para saltar com elas sobre a terra, estes vocês podem comer. 22Deles, vocês podem comer estes: a locusta, segundo a sua espécie; o gafanhoto devorador, segundo a sua espécie; o grilo, segundo a sua espécie; e o gafanhoto, segundo a sua espécie. 23Mas todos os outros insetos que voam e que têm quatro pés serão abominação para vocês.

24— E por estes vocês se tornam impuros; quem tocar o cadáver deles ficará impuro até a tarde. 25Quem levar o cadáver desses animais deverá lavar as suas roupas e ficará impuro até a tarde. 26Todo animal que tem unhas fendidas, mas o casco não dividido em dois e não rumina deve ser considerado impuro por vocês; quem tocar neles ficará impuro. 27Todo animal quadrúpede que anda na planta dos pés será impuro para vocês; quem tocar o cadáver desses animais ficará impuro até a tarde. 28E quem levar o cadáver desses animais deverá lavar as suas roupas e ficará impuro até a tarde; esses animais serão impuros para vocês.

29— Entre o enxame de criaturas que se movem sobre a terra, estas serão impuras para vocês: a doninha, o rato, o lagarto, segundo a sua espécie; 30o geco, o crocodilo da terra, a lagartixa, o lagarto da areia e o camaleão. 31Entre todas as criaturas que se movem sobre a terra, estas vocês devem considerar impuras; quem tocar nelas, estando elas mortas, ficará impuro até a tarde. 32E tudo aquilo sobre que cair qualquer um desses animais, estando eles mortos, ficará impuro, seja vaso de madeira, roupa, pele, pano de saco ou qualquer instrumento com que se faz alguma obra; deverá ser posto em água e ficará impuro até a tarde; depois, ficará puro. 33E todo vaso de barro, dentro do qual cair alguma coisa deles, tudo o que houver nele ficará impuro; o vaso deverá ser quebrado. 34Todo alimento que se come, preparado com aquela água, ficará impuro; e todo líquido que se bebe, se estiver naquele vaso, ficará impuro. 35E aquilo sobre o que cair alguma coisa do seu corpo morto ficará impuro; se for um forno ou um fogareiro de barro, serão quebrados; são impuros; portanto, vocês os devem considerar impuros. 36Porém a fonte ou cisterna, em que se recolhem águas, será pura; mas quem tocar no cadáver desses animais ficará impuro. 37Se do seu cadáver cair alguma coisa sobre alguma semente de semear, esta estará pura; 38mas, se alguém derramar água sobre a semente, e, se do cadáver cair alguma coisa sobre ela, será impura para vocês.

39— Se morrer algum dos animais que vocês podem comer, quem tocar no seu cadáver ficará impuro até a tarde. 40Quem comer do cadáver desse animal lavará as suas roupas e ficará impuro até a tarde; e quem levar o corpo morto desse animal deverá lavar as suas roupas e ficará impuro até a tarde.

41— Também dos que se movem sobre a terra, todo animal que rasteja sobre o chão será impuro; não se comerá. 42Tudo o que anda sobre o ventre, e tudo o que anda sobre quatro pés ou que tem muitos pés, entre todas as criaturas que se movem sobre a terra, não comam, porque são abominação. 43Não se façam abomináveis por nenhuma dessas criaturas, nem se contaminem por meio delas, para que vocês não fiquem impuros. 44Eu sou o Senhor, o Deus de vocês; portanto, consagrem-se e sejam santos, porque eu sou santo; e não se contaminem por nenhuma dessas criaturas que rastejam sobre o chão, entre todas as criaturas que se movem sobre a terra. 45Eu sou o Senhor, que os tirei da terra do Egito, para que eu seja o Deus de vocês; portanto, sejam santos, porque eu sou santo.

11.44-45
Lv 19.2
1Pe 1.16

46— Esta é a lei a respeito dos animais, das aves, de todo ser vivo que se move nas águas e de toda criatura que rasteja sobre o chão, 47para fazer diferença entre o impuro e o puro e entre os animais que podem ser comidos e os animais que não podem ser comidos.

12

A purificação da mulher depois do parto

121O Senhor disse a Moisés:

2— Diga aos filhos de Israel: Se uma mulher conceber e tiver um menino, ficará impura durante sete dias; como nos dias da sua menstruação, ficará impura. 3E, no oitavo dia,

12.3
Gn 17.12
o menino será circuncidado. 4Depois, ela ficará trinta e três dias a purificar-se do seu sangue; nenhuma coisa santa tocará, nem entrará no santuário até que se cumpram os dias da sua purificação. 5Mas, se tiver uma menina, ficará impura durante duas semanas, como na sua menstruação; depois, ficará sessenta e seis dias a purificar-se do seu sangue.

6— E, cumpridos os dias da sua purificação pelo nascimento de um filho ou de uma filha, trará ao sacerdote, à porta da tenda do encontro, um cordeiro de um ano, por holocausto, e um pombinho ou uma rolinha, por oferta pelo pecado; 7o sacerdote oferecerá esse sacrifício diante do Senhor e, pela mulher, fará expiação; e ela será purificada do fluxo do seu sangue. Esta é a lei a respeito da que der à luz um menino ou uma menina. 8Mas, se as suas posses não lhe permitirem trazer um cordeiro, então a mulher trará duas rolinhas

12.8
Lc 2.22-24
ou dois pombinhos, um para o holocausto e o outro para a oferta pelo pecado; assim, o sacerdote fará expiação pela mulher, e ela ficará pura.

13

Leis a respeito da lepra

131O Senhor disse a Moisés e a Arão:

2— Quando uma pessoa tiver na sua pele inchação, pústula ou mancha lustrosa, e isto se tornar na sua pele como praga de lepra, essa pessoa será levada a Arão, o sacerdote, ou a um de seus filhos, sacerdotes. 3O sacerdote examinará a praga na pele, e, se os pelos na praga se tornaram brancos e a praga parecer mais profunda do que a pele da sua carne, é praga de lepra; o sacerdote examinará a pessoa e a declarará impura. 4Se a mancha lustrosa na pele for branca e não parecer mais profunda do que a pele, e os pelos não se tornaram brancos, então o sacerdote encerrará por sete dias a pessoa que tem a praga. 5No sétimo dia, o sacerdote a examinará. Se, na opinião dele, a praga tiver parado e não se espalhou na pele daquela pessoa, então o sacerdote a encerrará por mais sete dias. 6No sétimo dia, o sacerdote a examinará outra vez. Se a lepra se tornou pálida e não se espalhou na pele, então o sacerdote a declarará pura; é apenas uma pústula. A pessoa lavará as suas roupas e estará pura. 7Mas, se a pústula se espalha muito na pele, depois que a pessoa se mostrou ao sacerdote para a sua purificação, terá de se mostrar outra vez ao sacerdote. 8Este a examinará, e se a pústula tiver se alastrado pela pele, o sacerdote declarará que a pessoa está impura; é lepra.

9— Quando uma pessoa tiver praga de lepra, será levada ao sacerdote. 10Este a examinará, e, se houver inchação branca na pele, a qual tornou brancos os pelos, e houver carne viva na inchação, 11é lepra crônica na pele; portanto, o sacerdote declarará que a pessoa está impura; não encerrará essa pessoa, porque está impura. 12Se a lepra se espalhar de todo na pele e cobrir a pele da pessoa que tem a lepra, desde a cabeça até os pés, quanto podem ver os olhos do sacerdote, 13então este a examinará. Se a lepra cobriu toda a carne, o sacerdote declarará que a pessoa que tem a mancha está pura; a lepra tornou-se branca; a pessoa está pura. 14Mas, no dia em que aparecer nela carne viva, será impura. 15Ao ver a carne viva, o sacerdote declarará que a pessoa está impura; a carne viva é impura; é lepra. 16Se a carne viva mudar e ficar de novo branca, então a pessoa virá ao sacerdote, 17e este a examinará. Se a lepra se tornou branca, então o sacerdote declarará que a pessoa que tem a praga está pura.

18— Quando sarar a carne em cuja pele houver uma úlcera, 19e no lugar da úlcera aparecer uma inchação branca ou mancha lustrosa, de um branco que puxa para o vermelho, a pessoa terá de se mostrar ao sacerdote. 20O sacerdote examinará a inchação, e, se ela parece mais profunda do que a pele, e os seus pelos se tornaram brancos, o sacerdote declarará que a pessoa está impura; é praga de lepra, que brotou da úlcera. 21Porém, se o sacerdote a examinar, e nela não houver pelos brancos, e ela não estiver mais profunda do que a pele, porém pálida, então o sacerdote encerrará essa pessoa por sete dias. 22Se a inchação se espalhar na pele, o sacerdote declarará que a pessoa está impura; é lepra. 23Mas, se a mancha lustrosa parar no seu lugar, não se espalhando, é cicatriz da úlcera; o sacerdote, pois, declarará que a pessoa está pura.

24— Quando, na pele, houver queimadura de fogo, e a carne viva da queimadura se tornar em mancha lustrosa, de um branco que puxa para o vermelho ou para o branco, 25o sacerdote a examinará. Se os pelos da mancha lustrosa se tornaram brancos, e ela parece mais profunda do que a pele, é lepra que brotou na queimadura. O sacerdote declarará que a pessoa está impura; é a praga de lepra. 26Porém, se o sacerdote a examinar, e não houver pelos brancos na mancha lustrosa, e ela não estiver mais profunda do que a pele, mas for de cor pálida, o sacerdote encerrará a pessoa por sete dias. 27Depois, no sétimo dia, o sacerdote a examinará, e, se a mancha tiver se alastrado pela pele, o sacerdote declarará que a pessoa está impura; é praga de lepra. 28Mas, se a mancha lustrosa parar no seu lugar e não se espalhar na pele, mas se tornou pálida, é inchação da queimadura; portanto, o sacerdote declarará que a pessoa está pura, porque é cicatriz da queimadura.

29— Quando um homem ou uma mulher tiver praga na cabeça ou no queixo, 30o sacerdote examinará a praga. Se ela parece mais profunda do que a pele, e se nela houver pelos finos amarelados, o sacerdote declarará que a pessoa está impura; é micose, é lepra da cabeça ou do queixo. 31Mas, se o sacerdote, havendo examinado a praga da micose, achar que ela não parece mais profunda do que a pele, e, se nela não houver pelos pretos, então o sacerdote encerrará a pessoa que tem a praga da micose por sete dias. 32No sétimo dia, o sacerdote examinará a praga; se a micose não tiver se espalhado, e nela não houver pelos amarelos, e a micose não parecer mais profunda do que a pele, 33então a pessoa será rapada; mas não se rapará a micose. O sacerdote, por mais sete dias, encerrará a pessoa que tem a micose. 34No sétimo dia, o sacerdote examinará a micose; se ela não tiver se alastrado pela pele e não parecer mais profunda do que a pele, o sacerdote declarará pura essa pessoa; ela lavará as suas roupas e estará pura. 35Mas, se a micose, depois da sua purificação, tiver se espalhado muito na pele, 36então o sacerdote a examinará; se a micose tiver se espalhado na pele, o sacerdote não precisa procurar pelos amarelados; está impura. 37Mas, se, na opinião do sacerdote, a micose parou, e pelos pretos cresceram nela, a micose está sarada; a pessoa está pura, e o sacerdote declarará que ela está pura.

38— E, quando um homem ou uma mulher tiver manchas lustrosas na pele, 39então o sacerdote examinará a pessoa. Se na pele aparecerem manchas pálidas, brancas, é uma pequena ferida branca que brotou na pele; a pessoa está pura.

40— Quando os cabelos do homem lhe caírem da cabeça, é calva; contudo, está puro. 41Se lhe caírem na frente da cabeça, é antecalva; contudo, está puro. 42Porém, se, na calva ou na antecalva, houver praga branca, que puxa para o vermelho, é lepra, brotando na calva ou na antecalva. 43O sacerdote examinará o homem, e, se a inchação da praga, na sua calva ou antecalva, está branca, puxando para o vermelho, como parece a lepra na pele, 44aquele homem é leproso, está impuro; o sacerdote declarará que ele está impuro; a sua praga está na cabeça.

45— As roupas do leproso, em quem está a praga, serão rasgadas, e os seus cabelos deixados sem pentear; com a mão sobre a boca, gritará: Impuro! Impuro! 46Será impuro durante os dias em que a praga estiver nele; está impuro, habitará só; a sua habitação será fora do arraial.

Leis a respeito do mofo

47— Quando também em alguma roupa houver praga de mofo, roupa de lã ou de linho, 48seja na urdidura, seja na trama, de linho ou de lã, em couro ou em qualquer objeto feito de couro, 49se a praga for esverdeada ou avermelhada na roupa, na pele, na urdidura ou na trama, em qualquer coisa feita de couro, é a praga de mofo, e deverá ser mostrada ao sacerdote. 50O sacerdote examinará a praga e encerrará, por sete dias, aquilo que tem a praga. 51Então, no sétimo dia, examinará a praga; se ela tiver se alastrado pela roupa, na urdidura ou na trama, seja no couro, seja qual for a obra em que se empregue, é mofo que se espalha; isso é impuro. 52Ele queimará aquela roupa, seja a urdidura, seja a trama, de lã, de linho ou qualquer coisa feita de couro, em que se acha a praga, pois é mofo que se espalha; tudo deverá ser queimado.

53— Mas, se o sacerdote examinar e a praga não tiver se espalhado na roupa, nem na urdidura, nem na trama, nem em qualquer coisa feita de couro, 54então o sacerdote ordenará que se lave aquilo em que havia a praga e o encerrará por mais sete dias. 55O sacerdote, examinando a coisa em que havia praga, depois de lavada aquela, se a praga não mudou a sua cor, nem se espalhou, está impura; terá de ser queimada com fogo; é mofo que se espalha, seja no avesso ou no direito. 56Mas, se o sacerdote examinar a mancha, e esta se tornou pálida depois de lavada, então rasgará aquela parte da roupa, do couro, da urdidura ou da trama. 57Se a praga ainda aparecer na roupa, quer na urdidura, quer na trama, ou em qualquer coisa feita de couro, é mofo que se espalha; com fogo terá de ser queimado aquilo em que está a praga. 58Mas a roupa, quer na urdidura, quer na trama, ou qualquer coisa feita de couro, que você lavar e de que a praga desaparecer, deve ser lavada mais uma vez e estará pura.

59Esta é a lei a respeito da praga do mofo da roupa de lã ou de linho, quer na urdidura, quer na trama; ou de qualquer coisa feita de couro, para se poder declará-las puras ou impuras.