Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
25

Terceira fala de Bildade

Cap. 25

Pode o homem ser justo diante de Deus?

251Então Bildade, o suíta, tomou a palavra e disse:

2“A Deus pertence o domínio

e o poder;

ele faz reinar a paz

nas alturas celestes.

3Será que é possível contar

os seus exércitos?

E sobre quem não se levanta

a sua luz?

4Como pode o mortal ser justo

diante de Deus?

E como pode ser puro

aquele que nasce de mulher?

25.4
Jó 4.17
9.2
15.14

5Eis que até a lua não tem brilho,

e as estrelas não são puras

aos olhos dele.

6Quanto menos o homem,

que é larva,

e o filho do homem, que é verme!”

26

Jó critica Bildade

26.1-4

261Então Jó respondeu:

2“Como você sabe ajudar

o que não tem força!

Como você sabe socorrer o braço

que não tem vigor!

3Como você sabe aconselhar

o que não tem sabedoria

e revelar plenitude

de verdadeiro conhecimento!

4Com a ajuda de quem

você profere tais palavras?

E de quem é o espírito

que fala em você?”

Continuação da terceira fala de Bildade

26.5-14

A grandeza do poder de Deus

5“Os mortos tremem

debaixo das águas

com os seus moradores.

6O mundo dos mortos

está desnudo

diante de Deus,

e não há coberta para o abismo.

7Ele estende o norte sobre o vazio

e faz a terra pairar sobre o nada.

8Prende as águas

em densas nuvens,

e as nuvens não se rasgam

debaixo delas.

9Encobre a face do seu trono

e sobre ele estende a sua nuvem.

10Traçou um círculo

sobre a superfície das águas,

no limite entre a luz e as trevas.

11As colunas do céu tremem

e se espantam

diante da sua ameaça.

12Com a sua força dominou o mar

e com o seu entendimento

despedaçou o monstro Raabe.

26.12
Jó 9.13

13Pelo seu sopro o céu se aclarou,

a sua mão feriu a serpente veloz.26.13 Referência ao Leviatã (Jó 3.8)

14Eis que isto são apenas

as bordas dos seus caminhos!

Dele temos ouvido

apenas um leve sussurro!

26.14
Jó 4.12

Mas o trovão do seu poder,

quem o entenderá?”

27

Resposta de Jó

Cap. 27

Nunca abrirei mão da minha integridade

271Jó continuou em sua fala, dizendo:

2“Tão certo como vive Deus,

que me tirou o direito,

o Todo-Poderoso,

que amargurou a minha alma,

3enquanto eu puder respirar

e o sopro de Deus estiver

nas minhas narinas,

4nunca os meus lábios

falarão injustiça,

nem a minha língua

pronunciará engano.

5Longe de mim

que eu dê razão a vocês!

Até morrer, nunca abrirei mão

da minha integridade.

27.5
Jó 2.9

6À minha justiça me apegarei

e não a largarei;

a minha consciência

não me acusará

em toda a minha vida.”

Que o meu inimigo seja castigado

7“Que o meu inimigo seja como o perverso,

e o que se levantar contra mim, como o injusto.

8Porque qual será a esperança do ímpio,

quando lhe for tirada a vida,

quando Deus lhe arrancar a alma?

9Será que Deus ouvirá o seu clamor,

quando lhe sobrevier a angústia?

10Será que o ímpio encontrará prazer

no Todo-Poderoso

e invocará a Deus a todo o momento?”

11“Vou ensinar a vocês

a respeito do poder de Deus

e não lhes ocultarei o que está na mente

do Todo-Poderoso.

12Eis que todos vocês já viram isso.

Por que, então, ficam repetindo palavras

que não fazem sentido?”

A porção que Deus dará ao perverso

13“Esta é a porção que Deus dará ao perverso,

a herança que os opressores receberão

do Todo-Poderoso:

14Se os filhos deles se multiplicarem,

será para que sejam mortos à espada;

e os seus descendentes passarão fome.

15Os que sobreviverem, a peste os sepultará,

e as suas viúvas não chorarão por eles.”

16“Se o perverso amontoar prata como pó

e acumular roupas como barro,

17poderá até acumular tudo isso,

mas o justo é que vestirá as roupas,

e o inocente ficará com a prata.

18A casa que ele edifica é como a da traça,

como a cabana que o vigia constrói.

19Rico, ele se deita com a sua riqueza,

mas, quando abre os olhos, ela já se foi.

20Pavores se apoderam dele como inundação,

de noite a tempestade o arrebata.

21O vento leste o leva, e ele se vai;

varre-o com ímpeto do seu lugar.

22Deus lança isto sobre ele e não o poupa,

a ele que procura fugir às pressas da sua mão.

23Diante de sua queda,

as pessoas batem palmas;

ao vê-lo ir embora o vaiam com assobios.”