Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
24

Os maus roubam

241“Por que o Todo-Poderoso

não designa

tempos de julgamento?

E por que os que o conhecem

não veem tais dias?

2Há os que removem

os marcos de divisa,

roubam os rebanhos

e os apascentam.

3Levam o jumento

que pertence ao órfão,

e, como penhor,

ficam com o boi da viúva.

4Desviam do caminho

os necessitados,

e os pobres da terra

todos têm de se esconder.”

Os pobres são explorados pelos maus

5“Como jumentos selvagens

no deserto,

os pobres saem

para o seu trabalho,

à procura de alimento;

em campo aberto

encontram comida

para eles e para os seus filhos.

6Cortam o seu pasto no campo,

e apanham as uvas que ficaram

nas vinhas dos ímpios.

24.6
Dt 24.21

7Passam a noite nus

por falta de roupa

e não têm cobertas contra o frio.

8São encharcados

pelas chuvas das montanhas

e, por falta de abrigo,

abraçam-se às rochas.

9Orfãozinhos são arrancados

do peito,

e dos pobres se toma penhor.

10Os pobres andam nus,

sem roupa,

e, famintos, carregam os feixes.

11Entre os muros desses perversos

espremem o azeite;

pisam as uvas no lagar,

enquanto padecem sede.

12Desde as cidades gemem

os que estão para morrer,

e a alma dos feridos pede socorro,

mas Deus não considera isso

anormal.”

Perversos, assassinos, adúlteros, ladrões

13“Os perversos são

inimigos da luz,

não conhecem os seus caminhos,

nem permanecem

nas suas veredas.

14O assassino se levanta

de madrugada,

mata o pobre e o necessitado,

e de noite se torna ladrão.

15O olho do adúltero

aguarda o crepúsculo,

dizendo: ‘Ninguém me verá’;

e cobre o rosto.

16Nas trevas,

ladrões invadem as casas,

mas de dia ficam escondidos;

não querem nada com a luz.

17Pois a manhã é para todos eles

como sombra de morte,

mas os terrores da noite

lhes são familiares.”

Deus atenta ao perverso

18“Os perversos são levados

rapidamente

na superfície das águas;

a porção deles na terra é maldita,

e por isso já não andam

pelo caminho das vinhas.

19A seca e o calor

desfazem as águas da neve;

a sepultura faz o mesmo

com os que pecaram.

20A mãe se esquecerá deles,

os vermes os comerão com gosto;

nunca mais haverá

lembrança deles.

A injustiça será quebrada

como uma árvore.

21Maltratam as estéreis,

que não têm filhos,

e não fazem o bem às viúvas.

22Mas Deus, por sua força,

prolonga os dias dos valentes;

eles se veem em pé

quando desesperavam da vida.

23Ele lhes dá descanso,

e nisso se apoiam;

mas os olhos de Deus

estão atentos

aos caminhos deles.

24São exaltados por breve tempo;

depois, passam, colhidos

como todos os demais;

são cortados

como as espigas do trigo.

25Se não é assim,

quem me desmentirá

e anulará as minhas palavras?”

25

Terceira fala de Bildade

Cap. 25

Pode o homem ser justo diante de Deus?

251Então Bildade, o suíta, tomou a palavra e disse:

2“A Deus pertence o domínio

e o poder;

ele faz reinar a paz

nas alturas celestes.

3Será que é possível contar

os seus exércitos?

E sobre quem não se levanta

a sua luz?

4Como pode o mortal ser justo

diante de Deus?

E como pode ser puro

aquele que nasce de mulher?

25.4
Jó 4.17
9.2
15.14

5Eis que até a lua não tem brilho,

e as estrelas não são puras

aos olhos dele.

6Quanto menos o homem,

que é larva,

e o filho do homem, que é verme!”

26

Jó critica Bildade

26.1-4

261Então Jó respondeu:

2“Como você sabe ajudar

o que não tem força!

Como você sabe socorrer o braço

que não tem vigor!

3Como você sabe aconselhar

o que não tem sabedoria

e revelar plenitude

de verdadeiro conhecimento!

4Com a ajuda de quem

você profere tais palavras?

E de quem é o espírito

que fala em você?”

Continuação da terceira fala de Bildade

26.5-14

A grandeza do poder de Deus

5“Os mortos tremem

debaixo das águas

com os seus moradores.

6O mundo dos mortos

está desnudo

diante de Deus,

e não há coberta para o abismo.

7Ele estende o norte sobre o vazio

e faz a terra pairar sobre o nada.

8Prende as águas

em densas nuvens,

e as nuvens não se rasgam

debaixo delas.

9Encobre a face do seu trono

e sobre ele estende a sua nuvem.

10Traçou um círculo

sobre a superfície das águas,

no limite entre a luz e as trevas.

11As colunas do céu tremem

e se espantam

diante da sua ameaça.

12Com a sua força dominou o mar

e com o seu entendimento

despedaçou o monstro Raabe.

26.12
Jó 9.13

13Pelo seu sopro o céu se aclarou,

a sua mão feriu a serpente veloz.26.13 Referência ao Leviatã (Jó 3.8)

14Eis que isto são apenas

as bordas dos seus caminhos!

Dele temos ouvido

apenas um leve sussurro!

26.14
Jó 4.12

Mas o trovão do seu poder,

quem o entenderá?”

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