Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
7

A incredulidade dos irmãos de Jesus

71Passadas essas coisas, Jesus andava pela Galileia, porque não desejava andar pela Judeia, visto que os judeus queriam matá-lo.

7.1
Jo 5.18
2E a festa dos judeus, chamada de Festa dos Tabernáculos,
7.2
Lv 23.34
Dt 16.13
estava próxima. 3Então os irmãos de Jesus se dirigiram a ele e disseram:

— Deixe este lugar e vá para a Judeia, para que também os seus discípulos vejam as obras que você faz. 4Porque, se alguém quer ser conhecido, não pode realizar os seus feitos em segredo. Já que você faz essas coisas, manifeste-se ao mundo.

5Acontece que nem mesmo os irmãos de Jesus criam nele.

6Então Jesus lhes disse:

— O meu tempo ainda não chegou,

7.6
Jo 2.4
mas para vocês qualquer tempo é oportuno. 7O mundo não pode odiar vocês, mas a mim ele odeia, porque eu dou testemunho a respeito dele, dizendo que as suas obras são más.
7.7
Jo 3.19
8Vão vocês para a festa. Eu não vou,7.8 Alguns manuscritos trazem Eu ainda não vou, para harmonizar com 7.10 porque o meu tempo ainda não se cumpriu.

9Tendo dito isso, Jesus continuou na Galileia.

Jesus na Festa dos Tabernáculos

10Depois que seus irmãos tinham ido à festa, Jesus também foi, não publicamente, mas em segredo. 11Ora, os judeus o procuravam na festa e perguntavam:

— Onde estará ele?

12E havia grande murmuração a respeito de Jesus entre as multidões. Uns diziam:

— Ele é bom.

E outros afirmavam:

— Não, não é! Ele engana o povo.

13Entretanto, ninguém falava dele abertamente, por ter medo dos judeus.

A controvérsia entre Jesus e os judeus

14Quando a festa já estava na metade, Jesus foi ao templo e começou a ensinar. 15Então os judeus se maravilhavam e diziam:

— Como é que ele pode ser letrado, se não chegou a estudar?

16Jesus lhes respondeu:

— O meu ensino não é meu, mas daquele que me enviou. 17Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo. 18Quem fala por si mesmo está buscando a sua própria glória; mas o que busca a glória de quem o enviou, esse é verdadeiro, e nele não há falsidade. 19Não é fato que Moisés deu a Lei para vocês?

7.19
Jo 1.17
Contudo, nenhum de vocês a cumpre. Por que estão querendo me matar?

20A multidão respondeu:

— Você tem demônio. Quem é que está querendo matá-lo?

21Jesus respondeu:

— Um só feito realizei, e todos vocês ficaram admirados. 22Moisés lhes deu a circuncisão

7.22
Lv 12.3
— se bem que ela não vem de Moisés, mas dos patriarcas
7.22
Gn 17.10
—, e vocês fazem a circuncisão de um menino até mesmo no sábado. 23E, se um menino pode ser circuncidado em dia de sábado, para que a Lei de Moisés não seja desrespeitada, por que vocês ficam indignados contra mim, pelo fato de eu ter curado por completo um homem num sábado?
7.23
Jo 5.9
24Não julguem segundo a aparência, mas julguem pela reta justiça.

É Jesus o Cristo?

25Alguns de Jerusalém diziam:

— Não é este o homem que estão querendo matar? 26Eis que ele fala abertamente, e ninguém lhe diz nada. Será que as autoridades reconhecem de fato que este é o Cristo? 27Mas nós sabemos de onde este homem vem.

7.27
Jo 6.42
Quando, porém, o Cristo vier, ninguém saberá de onde ele é.

28Enquanto ensinava no templo, Jesus disse em voz alta:

— Vocês não somente me conhecem, mas também sabem de onde eu sou. Eu não vim porque eu, de mim mesmo, o quisesse, mas aquele que me enviou é verdadeiro, aquele a quem vocês não conhecem. 29Eu o conheço, porque venho da parte dele e ele me enviou.

30Então quiseram prendê-lo, mas ninguém lhe pôs as mãos, porque a sua hora ainda não havia chegado. 31Porém muitos dentre a multidão creram nele e diziam:

— Quando o Cristo vier, será que vai fazer maiores sinais do que este homem tem feito?

7.31
Jo 2.23

Os guardas mandados para prender Jesus

32Os fariseus, ouvindo a multidão murmurar essas coisas a respeito de Jesus, juntamente com os principais sacerdotes enviaram guardas para o prender. 33Jesus disse:

— Ainda por um pouco de tempo estou com vocês e depois irei para junto daquele que me enviou. 34Vocês irão me procurar, mas não me acharão; vocês também não podem ir para onde eu estou.

35Então os judeus disseram uns aos outros:

— Para onde ele irá que não o possamos achar? Será que pretende ir para a diáspora entre os gregos, a fim de ensinar os gregos? 36Que significa isso que ele diz: “Vocês irão me procurar, mas não me acharão; vocês também não podem ir para onde eu estou?”

Jesus, a fonte da água viva

37No último dia, o grande dia da festa,

7.37
Lv 23.36
Jesus se levantou e disse em voz alta:

— Se alguém tem sede, venha a mim e beba.

7.37
Jo 4.14
38Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.
7.38
Is 58.11
Ez 47.1
Zc 14.8

39Isso ele disse a respeito do Espírito que os que nele cressem haviam de receber; pois o Espírito até aquele momento não tinha sido dado, porque Jesus ainda não havia sido glorificado.

O povo se divide

40Quando ouviram essas palavras, alguns do meio do povo diziam:

— Este é verdadeiramente o profeta.

7.40
Jo 4.19
6.14

41Outros diziam:

— Ele é o Cristo.

7.41
Jo 1.41

Outros, porém, perguntavam:

— Por acaso o Cristo virá da Galileia? 42Não diz a Escritura que o Cristo vem da descendência de Davi e da aldeia de Belém,

7.42
Mq 5.2
de onde era Davi?

43Assim, houve divisão entre o povo por causa dele. 44Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém lhe pôs as mãos.

As autoridades não creem

45Os guardas voltaram à presença dos principais sacerdotes e fariseus, e estes lhes perguntaram:

— Por que vocês não o trouxeram?

46Eles responderam:

— Jamais alguém falou como este homem.

47Os fariseus disseram aos guardas:

— Será que também vocês foram enganados? 48Por acaso alguma das autoridades ou algum dos fariseus creu nele? 49Mas esse povo que nada sabe da lei é maldito.

50Nicodemos, um deles, que antes tinha ido conversar com Jesus,

7.50
Jo 3.1
perguntou-lhes:

51— Será que a nossa lei condena um homem sem primeiro ouvi-lo e saber o que ele fez?

52Eles responderam:

— Por acaso também você é da Galileia? Examine e verá que da Galileia não se levanta profeta.

A mulher adúltera

53E cada um foi para a sua casa.

8

81Jesus, no entanto, foi para o monte das Oliveiras. 2De madrugada, voltou novamente para o templo, e todo o povo se reuniu em volta dele; e Jesus, assentado, os ensinava. 3Então os escribas e fariseus trouxeram à presença dele uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar em pé no meio de todos, 4disseram a Jesus:

— Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. 5Na Lei, Moisés nos ordenou que tais mulheres sejam apedrejadas.

8.5
Lv 20.10
Dt 22.22-24
E o senhor, o que tem a dizer?

6Eles diziam isso tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. 7Como eles insistiam na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse:

— Quem de vocês estiver sem pecado seja o primeiro a atirar uma pedra nela.

8E, inclinando-se novamente, continuou a escrever no chão. 9Mas eles, ouvindo essa resposta, foram saindo um por um, a começar pelos mais velhos até os últimos, ficando só Jesus e a mulher em pé diante dele. 10Levantando-se, Jesus perguntou a ela:

— Mulher, onde estão eles? Ninguém condenou você?

11Ela respondeu:

— Ninguém, Senhor!

Então Jesus disse:

— Também eu não a condeno; vá e não peque

8.11
Jo 5.14
mais.7.53—8.11 O texto de 7.53—8.11 se encontra apenas em manuscritos mais recentes

Jesus, a luz do mundo

12De novo, Jesus lhes falou, dizendo:

— Eu sou a luz do mundo.

8.12
Jo 1.4
9.5
Quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.

13Então os fariseus lhe disseram:

— Você dá testemunho de si mesmo.

8.13
Jo 5.31
O testemunho que você dá não é verdadeiro.

14Jesus respondeu:

— Ainda que eu dê testemunho a respeito de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, porque sei de onde vim e para onde vou; mas vocês não sabem de onde venho, nem para onde vou. 15Vocês julgam segundo a carne; eu não julgo ninguém. 16E, se eu julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou só eu que julgo, mas eu e o Pai, que me enviou. 17Também na Lei de vocês está escrito que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro.

8.17
Dt 17.6
19.15
18Eu dou testemunho de mim mesmo, e o Pai, que me enviou, também dá testemunho de mim.
8.18
Jo 5.37

19Então eles lhe perguntaram:

— Onde está o seu Pai?

Jesus respondeu:

— Vocês não conhecem a mim e não conhecem o meu Pai; se conhecessem a mim, também conheceriam o meu Pai.

20Jesus proferiu essas palavras perto da caixa de ofertas, quando ensinava no templo. Ninguém o prendeu, porque ainda não havia chegado a sua hora.

8.20
Jo 7.30

Jesus defende a sua missão e autoridade

21Outra vez Jesus lhes falou, dizendo:

— Eu vou embora, e vocês vão me procurar, mas perecerão no seu pecado. Para onde eu vou vocês não podem ir.

8.21
Jo 7.34

22Então os judeus diziam:

— Será que ele tem a intenção de se suicidar? Porque diz: “Para onde eu vou vocês não podem ir.”

8.22
Jo 7.35

23Jesus lhes disse:

— Vocês são daqui de baixo, eu sou lá de cima. Vocês são deste mundo, eu deste mundo não sou. 24Por isso, eu lhes disse que vocês morrerão em seus pecados. Porque, se não crerem que Eu Sou, vocês morrerão nos seus pecados.

25Então lhe perguntaram:

— Quem é você?

Jesus respondeu:

— O que é que eu tenho dito a vocês desde o princípio? 26Muitas coisas tenho para falar e julgar a respeito de vocês. Porém aquele que me enviou é verdadeiro, de modo que as coisas que dele ouvi, essas digo ao mundo.

27Eles não entenderam que Jesus lhes falava do Pai. 28Então Jesus disse:

— Quando vocês levantarem o Filho do Homem,

8.28
Jo 3.14
12.32
então saberão que Eu Sou e que nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou. 29E aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada.
8.29
Jo 5.30
6.38

30Quando Jesus disse isto, muitos creram nele.

A verdade liberta

31Então Jesus disse aos judeus que haviam crido nele:

— Se vocês permanecerem na minha palavra,

8.31
Jo 15.7
2Jo 9
são verdadeiramente meus discípulos, 32conhecerão a verdade, e a verdade os libertará.

33Eles responderam:

— Somos descendência de Abraão

8.33
Mt 3.9
Lc 3.8
e jamais fomos escravos de ninguém. Como você pode dizer que seremos livres?

34Jesus respondeu:

— Em verdade, em verdade lhes digo que todo o que comete pecado é escravo do pecado. 35O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, fica para sempre. 36Se, pois, o Filho os libertar, vocês serão verdadeiramente livres. 37Bem sei que vocês são descendência de Abraão; no entanto, estão querendo me matar, porque a minha palavra não está em vocês. 38Eu falo das coisas que vi junto de meu Pai; vocês, porém, fazem o que ouviram do pai de vocês.

39Então lhe disseram:

— Nosso pai é Abraão.

Mas Jesus respondeu:

— Se vocês fossem filhos de Abraão, fariam as obras que ele fez. 40Mas agora vocês estão querendo me matar, a mim que lhes falei a verdade que ouvi de Deus; Abraão não fez isso. 41Vocês fazem as obras do pai de vocês.

Eles responderam:

— Nós não somos filhos ilegítimos. Temos um pai, que é Deus.

42Jesus disse:

— Se Deus fosse, de fato, o pai de vocês, certamente me amariam, porque eu vim de Deus e aqui estou; pois não vim de mim mesmo, mas ele me enviou. 43Por que vocês não compreendem a minha linguagem? É porque vocês são incapazes de ouvir a minha palavra. 44Vocês são do diabo,

8.44
1Jo 3.8
que é o pai de vocês, e querem satisfazer os desejos dele. Ele foi assassino desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. 45Mas, porque eu digo a verdade, vocês não creem em mim. 46Quem de vocês me convence de pecado?
8.46
2Co 5.21
Hb 4.15
1Pe 2.22
1Jo 3.5
Se digo a verdade, por que não creem em mim? 47Quem é de Deus ouve as palavras de Deus;
8.47
1Jo 4.6
por isso, vocês não me ouvem, porque não são de Deus.

Jesus e Abraão

48Os judeus disseram a Jesus:

— Será que não temos razão em dizer que você é samaritano e tem demônio?

8.48
Jo 7.20

49Jesus respondeu:

— Eu não tenho demônio; pelo contrário, honro o meu Pai, mas vocês me desonram. 50Eu não procuro a minha própria glória; há quem a busque e julgue. 51Em verdade, em verdade lhes digo que, se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte eternamente.

8.51
Jo 5.24

52Então os judeus disseram:

— Agora estamos certos de que você tem demônio. Abraão morreu, e também os profetas, e você diz: “Se alguém guardar a minha palavra, não provará a morte eternamente.” 53Você não está querendo dizer que é maior do que Abraão, o nosso pai, que morreu? Também os profetas morreram. Quem você pensa que é?

54Jesus respondeu:

— Se eu glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada. Quem me glorifica é o meu Pai, o qual vocês dizem que é o Deus de vocês. 55Entretanto, vocês não o conhecem; eu, porém, o conheço.

8.55
Jo 7.29
Se eu disser que não o conheço, serei como vocês: mentiroso; mas eu o conheço e guardo a sua palavra. 56Abraão, o pai de vocês, alegrou-se por ver o meu dia; e ele viu esse dia e ficou alegre.

57Então os judeus lhe perguntaram:

— Você não tem nem cinquenta anos e viu Abraão?

58Jesus respondeu:

— Em verdade, em verdade lhes digo que, antes que Abraão existisse, Eu Sou.

59Então pegaram pedras para atirar nele, mas Jesus se ocultou e saiu do templo.

9

A cura de um cego de nascença

91Enquanto Jesus caminhava, viu um homem cego de nascença. 2E os seus discípulos perguntaram:

— Mestre, quem pecou para que este homem nascesse cego? Ele ou os pais dele?

9.2
Lc 13.2

3Jesus respondeu:

— Nem ele pecou, nem os pais dele; mas isso aconteceu para que nele se manifestem as obras de Deus. 4É necessário que façamos as obras daquele que me enviou enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. 5Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.

9.5
Jo 1.4
8.12
12.46

6Depois de dizer isso, Jesus cuspiu na terra, fez lama com a saliva e com a lama untou os olhos do cego.

9.6
Mc 8.23
7Então disse ao cego:

— Vá lavar-se no tanque de Siloé.

Siloé quer dizer “Enviado”.

O cego foi, lavou-se e voltou vendo. 8Então os vizinhos e os que antes o conheciam de vista, como mendigo, perguntavam:

— Não é este o que ficava sentado pedindo esmolas?

9Uns diziam:

— É ele.

Outros:

— Não, mas se parece com ele.

O homem dizia:

— Sou eu.

10Então lhe perguntaram:

— Como foram abertos os seus olhos?

11Ele respondeu:

— O homem chamado Jesus fez lama, passou nos meus olhos e disse: “Vá ao tanque de Siloé e lave-se.” Então fui, lavei-me e estou vendo.

12Eles perguntaram:

— Onde está ele?

Respondeu:

— Não sei.

Os fariseus interrogam o cego

13Levaram aos fariseus aquele que antes era cego. 14E era sábado o dia em que Jesus fez a lama e lhe abriu os olhos.

9.14
Jo 5.9
15Então os fariseus lhe perguntaram outra vez como podia ver. Ele respondeu:

— Ele pôs lama sobre os meus olhos, lavei-me e estou vendo.

16Por isso, alguns dos fariseus diziam:

— Esse homem não é de Deus, porque não guarda o sábado.

Mas outros diziam:

— Como pode um homem pecador fazer sinais como estes?

E houve divisão entre eles.

9.16
Jo 7.12,43
10.19

17De novo perguntaram ao cego:

— O que você diz a respeito dele, uma vez que lhe abriu os olhos?

Ele respondeu:

— É um profeta.

9.17
Jo 4.9
6.14

18Os judeus não acreditaram que ele tinha sido cego e que agora podia ver, enquanto não chamaram os pais dele 19e lhes perguntaram:

— É este o filho de vocês, que vocês dizem que nasceu cego? Como é que agora ele está vendo?

20Então os pais responderam:

— Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego, 21mas não sabemos como agora está vendo. E também não sabemos quem lhe abriu os olhos. Perguntem a ele, pois já tem idade e poderá falar por si mesmo.

22Os pais dele disseram isso porque estavam com medo dos judeus, pois estes já tinham combinado que, se alguém confessasse que Jesus era o Cristo, seria expulso da sinagoga. 23Foi por isso que os pais dele disseram: “Ele já tem idade e poderá falar por si mesmo.”

24Então chamaram, pela segunda vez, o homem que tinha sido cego e lhe disseram:

— Diga a verdade diante de Deus; nós sabemos que esse homem é pecador.

25Ele respondeu:

— Se é pecador, não sei. Uma coisa sei: eu era cego e agora vejo.

26Perguntaram-lhe outra vez:

— O que ele fez a você? Como lhe abriu os olhos?

27Ele respondeu:

— Já lhes disse, mas vocês não ouviram. Por que querem ouvir outra vez? Por acaso vocês também querem se tornar discípulos dele?

28Então o insultaram e lhe disseram:

— Discípulo dele é você! Nós somos discípulos de Moisés.

9.28
Jo 5.45
29Sabemos que Deus falou a Moisés, mas este nem sabemos de onde é.

30O homem respondeu:

— É estranho que vocês não saibam de onde ele é, mas ele me abriu os olhos. 31Sabemos que Deus não atende a pecadores.

9.31
Sl 66.18
Pelo contrário, se alguém teme a Deus e pratica a sua vontade, a este atende.
9.31
Sl 34.15
32Desde que o mundo existe, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. 33Se este homem não fosse de Deus, não poderia ter feito nada.
9.33
Jo 3.2

34Mas eles disseram:

— Você nasceu cheio de pecado

9.34
Jo 9.2
e quer nos ensinar?

E o expulsaram.

A cegueira espiritual

35Jesus ouviu que eles tinham expulsado o homem. Ao encontrá-lo, perguntou:

— Você crê no Filho do Homem?

36Ele respondeu:

— Quem é, Senhor, para que eu creia nele?

37E Jesus lhe disse:

— Você já o tem visto, e é aquele que está falando com você.

9.37
Jo 4.26

38Então ele afirmou:

— Eu creio, Senhor!

E o adorou.

39Jesus continuou:

Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos.

40Alguns dos fariseus que estavam perto dele perguntaram-lhe:

— Por acaso também nós somos cegos?

41Jesus respondeu:

— Se vocês fossem cegos, não teriam pecado algum. Mas, porque agora dizem: “Nós vemos”, o pecado de vocês permanece.