Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
3

Povos pagãos no meio de Israel

31São estas as nações que o Senhor deixou ficar para, por meio delas, pôr Israel à prova, isto é, para provar todos os israelitas que não sabiam de todas as guerras de Canaã. 2Ele fez isso tão somente para que as gerações dos filhos de Israel conhecessem a guerra, para lhes ensinar a guerra, pelo menos às gerações que, anteriormente, não sabiam disso. 3Os que ficaram foram: cinco governantes dos filisteus, todos os cananeus, sidônios e heveus que habitavam as montanhas do Líbano, desde o monte de Baal-Hermom até a entrada de Hamate. 4Estes ficaram para, por meio deles, o Senhor pôr Israel à prova, para saber se dariam ouvidos aos mandamentos que havia ordenado a seus pais por meio de Moisés. 5Assim, os filhos de Israel moravam no meio dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus. 6Tomaram de suas filhas para si por mulheres e deram as suas próprias aos filhos deles; e rendiam culto a seus deuses.

Otniel

7Os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do Senhor e se esqueceram do Senhor, seu Deus; e renderam culto aos baalins e ao poste da deusa Aserá. 8Então a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e ele os entregou nas mãos de Cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia; e os filhos de Israel serviram Cusã-Risataim durante oito anos.

9Os filhos de Israel clamaram ao Senhor, e o Senhor lhes suscitou um libertador, que os libertou: Otniel, filho de Quenaz, que era irmão de Calebe e mais novo do que ele.

3.9
Jz 1.13
10O Espírito do Senhor veio sobre ele, e ele se tornou juiz de Israel. Foi para a guerra, e o Senhor lhe entregou nas mãos Cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia, contra o qual ele prevaleceu.

11Então a terra ficou em paz durante quarenta anos. Otniel, filho de Quenaz, morreu.

Eúde

12Os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do Senhor. Por isso, o Senhor deu poder a Eglom, rei dos moabitas, contra Israel, porque fizeram o que era mau aos olhos do Senhor. 13Eglom se juntou com os filhos de Amom e os amalequitas, foi e derrotou Israel. E eles se apoderaram da cidade das palmeiras. 14E os filhos de Israel serviram Eglom, rei dos moabitas, durante dezoito anos.

15Então os filhos de Israel clamaram ao Senhor, e o Senhor lhes suscitou um libertador: Eúde, homem canhoto, filho de Gera, benjamita. Por meio dele, os filhos de Israel enviaram tributo a Eglom, rei dos moabitas. 16Eúde fez para si um punhal de dois gumes, do comprimento de quase meio metro; e cingiu-o debaixo da sua roupa, do lado direito. 17Então ele levou o tributo a Eglom, rei dos moabitas. Eglom era um homem muito gordo. 18Depois de entregar o tributo, Eúde saiu com os carregadores do tributo. 19Ele, porém, voltou do ponto em que estavam as imagens de escultura ao pé de Gilgal e disse ao rei:

— Tenho uma palavra secreta para o senhor, ó rei.

O rei disse:

— Cale-se.

Então todos os que estavam com o rei saíram de sua presença. 20Eúde entrou numa sala de verão, que o rei tinha só para si, e onde ele estava sentado. Eúde disse:

— Tenho uma palavra de Deus para o senhor.

E Eglom se levantou da cadeira. 21Então Eúde estendeu a mão esquerda, puxou o seu punhal do lado direito e o cravou na barriga do rei, 22de tal maneira que entrou também o cabo com a lâmina; e, porque não tirou o punhal da barriga, a gordura se fechou sobre ele. Eúde saiu por uma portinhola, 23passou para a antessala, depois de fechar e trancar as portas atrás de si. 24Quando ele tinha saído, vieram os servos do rei e viram que as portas da sala de verão estavam trancadas. E disseram:

— Sem dúvida ele está fazendo as necessidades na sala de verão.

25Esperaram até cansar; e, como o rei não abria a porta da sala, pegaram a chave e a abriram; e eis que o seu senhor estava morto, caído no chão. 26Eúde escapou enquanto eles se demoravam e, tendo passado pelas imagens de escultura, foi para Seirá. 27Tendo chegado, tocou a trombeta nas montanhas de Efraim; e os filhos de Israel desceram com ele das montanhas, indo ele à frente. 28E lhes disse:

— Sigam-me, porque o Senhor entregou nas mãos de vocês os seus inimigos, os moabitas.

Eles seguiram Eúde e tomaram os vaus do Jordão contra os moabitas, e a nenhum deles deixaram passar. 29Naquele tempo, mataram uns dez mil homens moabitas, todos robustos e valentes; e não escapou nem sequer um. 30Assim, naquele dia, Moabe foi subjugado por Israel.

E a terra ficou em paz durante oitenta anos.

Sangar

31Depois de Eúde veio Sangar, filho de Anate, que matou seiscentos filisteus com uma aguilhada de bois; e também ele libertou Israel.

4

Débora e Baraque

41Os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do Senhor, depois da morte de Eúde. 2E o Senhor os entregou nas mãos de Jabim, rei de Canaã, que governava Hazor. O comandante do seu exército era Sísera, que morava em Harosete-Hagoim.

3Os filhos de Israel clamaram ao Senhor, porque Jabim tinha novecentos carros de ferro e, durante vinte anos, oprimia duramente os filhos de Israel.

4Débora, profetisa, esposa de Lapidote, julgava Israel naquele tempo. 5Ela atendia debaixo da palmeira de Débora, entre Ramá e Betel, na região montanhosa de Efraim; e os filhos de Israel vinham até ali para apresentar as suas questões. 6Débora mandou chamar Baraque, filho de Abinoão, de Quedes de Naftali, e lhe disse:

— O Senhor, Deus de Israel, deu a seguinte ordem: “Vá e reúna os seus homens no monte Tabor, escolhendo dez mil homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom. 7Eu farei com que Sísera, comandante do exército de Jabim, se dirija até você junto ao ribeiro de Quisom, com os seus carros de guerra e as suas tropas; e eu o entregarei nas suas mãos.”

8Então Baraque disse a Débora:

— Se você for comigo, irei; mas, se você não for comigo, não irei.

9Ela respondeu:

— Certamente irei com você, mas a honra da investida que você está empreendendo não será sua, porque o Senhor entregará Sísera nas mãos de uma mulher.

E Débora foi com Baraque até Quedes. 10Então Baraque convocou as tribos de Zebulom e Naftali em Quedes. Dez mil homens o seguiram, e Débora também foi com ele.

11Ora, Héber, o queneu, tinha se afastado dos queneus, dos filhos de Hobabe, sogro de Moisés, e havia armado as suas tendas até o carvalho de Zaananim, que fica perto de Quedes.

12Anunciaram a Sísera que Baraque, filho de Abinoão, tinha subido ao monte Tabor. 13Sísera convocou todos os seus carros de guerra, novecentos carros de ferro, e todo o povo que estava com ele, de Harosete-Hagoim para o ribeiro de Quisom.

14Então Débora disse a Baraque:

— Prepare-se, porque este é o dia em que o Senhor entregou Sísera em suas mãos. Não é verdade que o Senhor está indo à sua frente?

Então Baraque desceu do monte Tabor, e dez mil homens o seguiram. 15E o Senhor derrotou Sísera, todos os seus carros de guerra e todo o seu exército a fio de espada, diante de Baraque; e Sísera saltou do seu carro e fugiu a pé. 16Mas Baraque perseguiu os carros e os exércitos até Harosete-Hagoim. Todo o exército de Sísera caiu a fio de espada, sem escapar nem sequer um.

17Porém Sísera fugiu a pé para a tenda de Jael, mulher de Héber, o queneu, pois havia paz entre Jabim, rei de Hazor, e a casa de Héber, o queneu. 18Jael saiu ao encontro de Sísera e lhe disse:

— Entre, meu senhor, entre na minha tenda. Não tenha medo.

Ele entrou na tenda de Jael, e ela pôs sobre ele uma coberta. 19Então Sísera disse:

— Por favor, me dê um pouco de água, porque estou com sede.

Ela abriu um odre de leite, e deu-lhe de beber. Depois o cobriu novamente. 20E ele lhe disse mais:

— Fique na porta da tenda. Se alguém vier e perguntar se há alguém aqui, responda que não.

21Então Jael, mulher de Héber, pegou uma estaca da tenda e, lançando mão de um martelo, foi de mansinho até perto dele e lhe cravou a estaca na têmpora, de modo que ela penetrou na terra. Ele estava exausto e dormia profundamente; e foi assim que morreu.

22E eis que, quando Baraque estava perseguindo Sísera, Jael saiu ao encontro dele e lhe disse:

— Venha, e eu lhe mostrarei o homem que você está procurando.

Ele a seguiu; e eis que Sísera estava caído, morto, com a estaca fincada na têmpora.

23Assim, naquele dia, Deus humilhou Jabim, rei de Canaã, diante dos filhos de Israel. 24E cada vez mais a mão dos filhos de Israel prevalecia contra Jabim, rei de Canaã, até que o exterminaram.

5

O cântico de Débora

51Naquele dia Débora e Baraque, filho de Abinoão, cantaram assim:

2“Porque os chefes se puseram

à frente de Israel,

e o povo se ofereceu

voluntariamente,

bendigam o Senhor!

3Escutem, ó reis!

Ouçam, ó príncipes!

Eu, eu mesma cantarei

ao Senhor;

salmodiarei ao Senhor,

Deus de Israel.”

4“Quando tu, ó Senhor,

saíste de Seir,

marchando desde o campo

de Edom,

5.4
Dt 33.2

a terra estremeceu;

os céus gotejaram,

sim, até as nuvens gotejaram água.

5Os montes tremeram

diante do Senhor,

e até o Sinai,

5.5
Êx 19.18
Sl 68.8
diante do Senhor,

Deus de Israel.”

6“Nos dias de Sangar,

filho de Anate,

5.6
Jz 3.31

nos dias de Jael,

cessaram as caravanas;

e os viajantes tomavam

desvios tortuosos.

7Ficaram desertas

as aldeias em Israel,

ficaram desertas até que eu,

Débora, me levantei;

5.7
Jz 4.4

levantei-me por mãe em Israel.

8Escolheram-se deuses novos;

então a guerra estava às portas;

não se via escudo nem lança

entre quarenta mil em Israel.

9Meu coração está

com os comandantes de Israel,

que, voluntariamente,

se ofereceram entre o povo.

Bendigam o Senhor.

10Vocês que cavalgam

jumentas brancas,

que se assentam em juízo

e que andam pelo caminho,

falem disto.

11À música dos distribuidores

de água,

lá entre os canais dos rebanhos,

falem dos atos de justiça

do Senhor,

das justiças a favor

de suas aldeias em Israel.

Então o povo do Senhor pôde

descer aos portões da cidade.”

12“Desperte, Débora, desperte!

Desperte, acorde,

entoe um cântico!

Levante-se, Baraque,

filho de Abinoão,

e leve presos os que o prenderam.”

13“Então desceu

o restante dos nobres,

o povo do Senhor em meu auxílio

contra os poderosos.

14De Efraim, cujas raízes estão

na antiga região de Amaleque,

desceram guerreiros;

depois de você, ó Débora,

seguiu Benjamim com seus povos;

de Maquir desceram comandantes,

e, de Zebulom, os que levam

a vara de comando.

15Também os príncipes de Issacar

foram com Débora;

Issacar seguiu Baraque,

em cujas pegadas

foi enviado para o vale.

Entre as facções de Rúben

houve grande discussão.

16Por que vocês ficaram

entre os currais

para ouvir a flauta?

Entre as facções de Rúben

houve grande discussão.

17Gileade ficou

do outro lado do Jordão,

e Dã, por que se deteve

junto a seus navios?

Aser ficou junto à costa do mar

e repousou nas suas baías.

18Zebulom é povo

que arriscou a sua vida,

bem como Naftali,

nas alturas do campo.”

19“Vieram reis e lutaram.

Os reis de Canaã lutaram

em Taanaque,

junto às águas de Megido,

mas não levaram

nenhum despojo de prata.

20Lá do céu as estrelas lutaram;

desde os lugares dos seus cursos

lutaram contra Sísera.

21O ribeiro de Quisom os arrastou,

Quisom, o antigo ribeiro.

Avante, ó minha alma, firme!

22Então os cascos dos cavalos

socavam pelo galopar,

o galopar dos seus guerreiros.”

23“Amaldiçoem Meroz,

diz o Anjo do Senhor,

amaldiçoem duramente

os seus moradores,

porque não vieram

em socorro do Senhor,

em socorro do Senhor

e seus heróis.”

24“Que a mais bendita

entre as mulheres seja Jael,

5.24
Jz 4.19-21

mulher de Héber, o queneu;

que seja a mais bendita

entre as mulheres

que vivem em tendas.

25Sísera pediu água,

e ela lhe deu leite;

em taça de príncipes

lhe ofereceu nata.

26Ela estendeu uma das mãos

e apanhou a estaca,

e, com a mão direita,

pegou o martelo

dos trabalhadores.

Golpeou Sísera,

rachou-lhe a cabeça,

furou e atravessou-lhe

as têmporas.

27Aos pés dela ele se encurvou,

caiu e ficou estirado;

a seus pés se encurvou e caiu;

onde se encurvou, ali caiu morto.”

28“A mãe de Sísera

olhava pela janela

e exclamava pela grade:

‘Por que tarda em vir o seu carro?

Por que se demoram

os passos dos seus cavalos?’

29As mais sábias das suas damas

respondem,

e até ela a si mesma respondia:

30‘Não é verdade que acharam

e estão repartindo os despojos?

Uma ou duas moças

para cada homem;

tecidos de várias cores para Sísera,

tecidos de várias cores

de bordados;

um ou dois tecidos bordados,

para o pescoço da esposa.’”

31“Assim, ó Senhor, pereçam

todos os teus inimigos!

Porém os que te amam

brilhem como o sol

quando se levanta

no seu esplendor.”

E a terra ficou em paz durante quarenta anos.

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