Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
20

Os israelitas vingam a afronta feita ao levita

201Todos os filhos de Israel, desde Dã até Berseba, bem como da terra de Gileade, saíram, e a congregação se reuniu diante do Senhor em Mispa, como se fosse um só homem. 2Os chefes de todo o povo e todas as tribos de Israel se apresentaram na congregação do povo de Deus. Havia quatrocentos mil soldados de infantaria, que puxavam da espada. 3E os filhos de Benjamim ouviram que os filhos de Israel haviam se reunido em Mispa. Os filhos de Israel disseram:

— Contem-nos como aconteceu essa maldade.

4Então o levita, marido da mulher assassinada, disse:

— Cheguei com a minha concubina a Gibeá, cidade de Benjamim, para passar a noite. 5Os cidadãos de Gibeá se levantaram contra mim e, à noite, cercaram a casa em que eu estava. Queriam me matar e abusaram da minha concubina, que morreu. 6Então peguei o corpo da minha concubina, cortei em pedaços, e os mandei por toda a terra da herança de Israel, pois aqueles homens cometeram uma maldade e loucura em Israel. 7Eis que todos vocês são filhos de Israel; portanto, discutam o assunto e tomem uma decisão.

8Então todo o povo se levantou como um só homem, dizendo:

— Nenhum de nós irá para a sua tenda, e nenhum de nós voltará para casa. 9Mas isto é o que faremos a Gibeá: um sorteio para ver quem atacará a cidade. 10De todas as tribos de Israel vamos separar dez homens de cem, e cem de mil, e mil de dez mil, para providenciarem mantimento para o povo, a fim de que este, indo a Gibeá de Benjamim, faça a ela conforme toda a loucura que fez em Israel.

11Assim, todos os homens de Israel se ajuntaram como se fossem um só homem contra essa cidade.

12As tribos de Israel enviaram homens por toda a tribo de Benjamim, dizendo:

— Que maldade é essa que foi feita no meio de vocês? 13E agora entreguem-nos aqueles homens, homens malignos, que estão em Gibeá, para que os matemos e tiremos esse mal do meio de Israel.

Mas os filhos de Benjamim não quiseram ouvir a voz de seus irmãos, os filhos de Israel. 14Ao contrário, vindos de suas cidades, se ajuntaram em Gibeá, para saírem à guerra contra os filhos de Israel. 15E naquele dia os filhos de Benjamim convocaram das suas cidades vinte e seis mil homens que puxavam da espada, além dos moradores de Gibeá, dos quais reuniram setecentos homens escolhidos. 16Entre todo este povo havia setecentos homens escolhidos, canhotos, que atiravam com a funda e eram capazes de acertar uma pedra num fio de cabelo, sem nunca errar. 17Dos homens de Israel, além dos de Benjamim, foram convocados quatrocentos mil homens que puxavam da espada. Todos esses eram homens de guerra.

18Os israelitas se levantaram e foram a Betel. Ali, consultaram a Deus, dizendo:

— Quem de nós será o primeiro a lutar contra Benjamim?

E o Senhor respondeu:

— Judá irá primeiro.

19Na manhã seguinte os filhos de Israel se levantaram e acamparam perto de Gibeá. 20E os homens de Israel saíram à batalha contra a tribo de Benjamim e tomaram posição de ataque contra ela junto a Gibeá. 21Então os filhos de Benjamim saíram de Gibeá e, naquele dia, mataram vinte e dois mil homens de Israel. 22Porém o povo dos homens de Israel se animou e eles novamente tomaram posição de ataque no mesmo lugar onde, no primeiro dia, o tinham feito. 23Antes disso, porém, os filhos de Israel foram e choraram diante do Senhor até a tarde. E consultaram o Senhor, dizendo:

— Devemos atacar outra vez os nossos irmãos da tribo de Benjamim?

E o Senhor respondeu:

— Sim, vocês devem atacar.

24Assim, no dia seguinte, os filhos de Israel marcharam contra os filhos de Benjamim. 25Também os de Benjamim, no dia seguinte, saíram de Gibeá de encontro a eles. E mataram mais dezoito mil homens, todos dos que puxavam da espada. 26Então todos os filhos de Israel, todo o povo, foram a Betel, choraram, estiveram ali diante do Senhor e jejuaram aquele dia até a tarde. E ofereceram holocaustos e ofertas pacíficas diante do Senhor. 27E os filhos de Israel consultaram o Senhor. Porque naqueles dias a arca da aliança de Deus estava ali em Betel. 28E Fineias, filho de Eleazar, filho de Arão, ministrava diante dela naqueles dias. Os filhos de Israel perguntaram:

— Devemos sair mais uma vez para lutar contra os nossos irmãos da tribo de Benjamim ou devemos desistir?

O Senhor respondeu:

— Vão novamente, porque amanhã eu os entregarei nas mãos de vocês.

29Então Israel pôs emboscadas ao redor de Gibeá. 30No terceiro dia, os filhos de Israel avançaram contra os filhos de Benjamim e tomaram posição de ataque contra Gibeá, como das outras vezes. 31Então os filhos de Benjamim saíram de encontro ao povo, e, deixando-se atrair para longe da cidade, começaram a matar alguns do povo de Israel, como haviam feito das outras vezes. Pelas estradas, das quais uma vai para Betel e a outra vai para Gibeá, e no campo, mataram uns trinta homens de Israel. 32Então os filhos de Benjamim disseram:

— Eles estão sendo derrotados, como das outras vezes.

Porém os filhos de Israel disseram:

— Vamos fugir e atraí-los da cidade para as estradas.

33Todos os homens de Israel se levantaram do seu lugar e tomaram posição de ataque em Baal-Tamar, e a emboscada de Israel saiu do seu lugar, das vizinhanças de Geba. 34Dez mil homens escolhidos de todo o Israel vieram contra Gibeá, e a batalha se intensificou. Porém os filhos de Benjamim não imaginavam que o desastre era iminente. 35Então o Senhor derrotou Benjamim diante de Israel. E, naquele dia, os filhos de Israel mataram vinte e cinco mil e cem homens de Benjamim, todos dos que puxavam da espada. 36Então os filhos de Benjamim viram que estavam derrotados.

Os homens de Israel foram cedendo terreno aos benjamitas, porque confiavam na emboscada que haviam posto contra Gibeá. 37A emboscada avançou depressa, investiu contra Gibeá e passou os moradores a fio de espada. 38Os homens de Israel tinham combinado um sinal com a emboscada, que era fazer subir da cidade uma grande nuvem de fumaça. 39Então os homens de Israel deviam voltar à batalha. Os filhos de Benjamim tinham começado a atacar os homens de Israel e já tinham matado uns trinta deles. E diziam:

— Com certeza eles já estão derrotados, como na batalha anterior.

40Então a nuvem de fumaça começou a levantar-se da cidade, como se fosse uma coluna. Os filhos de Benjamim olharam para trás, e eis que a fumaça da cidade subia para o céu. 41Os homens de Israel deram meia-volta, e os filhos de Benjamim ficaram apavorados, porque viram que o desastre era iminente. 42Eles viraram as costas para os homens de Israel, em busca do caminho do deserto, mas não puderam escapar da batalha; e os que vinham das cidades os destruíram no meio deles. 43Cercaram os filhos de Benjamim e os perseguiram; e, onde repousavam, ali os alcançavam, até diante de Gibeá, para o nascente do sol. 44Dos filhos de Benjamim foram mortos dezoito mil homens, todos estes homens valentes. 45Então se viraram e fugiram na direção do deserto, para a rocha de Rimom. E, ao longo do caminho, os filhos de Israel ainda apanharam mais uns cinco mil homens. Seguiram-nos de perto até Gidom, e mataram mais dois mil homens. 46Naquele dia, morreram vinte e cinco mil homens dos filhos de Benjamim, todos eles homens valentes que puxavam da espada.

47Porém seiscentos homens viraram e fugiram para o deserto, para a rocha de Rimom, onde ficaram quatro meses. 48Os homens de Israel voltaram para os filhos de Benjamim e passaram a fio de espada tudo o que restou da cidade, tanto homens como animais, tudo o que encontraram. E também puseram fogo em todas as cidades que encontraram.

21

Esposas para os benjamitas

211Ora, os homens de Israel tinham feito um juramento em Mispa, dizendo:

— Nenhum de nós dará sua filha em casamento aos benjamitas.

2O povo foi a Betel, e ali ficaram até a tarde diante de Deus, levantaram a voz e choraram amargamente. 3Disseram:

— Ah! Senhor, Deus de Israel, por que aconteceu isto em Israel? Por que hoje falta uma tribo?

4No dia seguinte, o povo, pela manhã, se levantou e edificou ali um altar. E apresentaram holocaustos e ofertas pacíficas. 5E os filhos de Israel perguntaram:

— Quem de todas as tribos de Israel não compareceu à assembleia do Senhor?

Porque tinham feito um juramento solene: quem não comparecesse à presença do Senhor em Mispa seria morto. 6Os filhos de Israel tiveram compaixão de seus irmãos da tribo de Benjamim e disseram:

— Hoje foi eliminada uma das tribos de Israel. 7Como obteremos mulheres para os restantes deles, pois juramos, pelo Senhor, que não lhes daríamos em casamento nenhuma de nossas filhas?

8E perguntaram:

— Há alguma das tribos de Israel que não tenha comparecido à presença do Senhor em Mispa?

E eis que ninguém de Jabes-Gileade tinha ido ao acampamento, à assembleia. 9Quando contaram o povo, eis que nenhum dos moradores de Jabes-Gileade estava ali. 10Por isso, a congregação mandou para lá doze mil homens dos mais valentes e lhes ordenou, dizendo:

— Vão e matem os moradores de Jabes-Gileade a fio de espada, tanto homens como mulheres e crianças. 11É isto que vocês devem fazer: Matem todos os homens, bem como todas as mulheres que não forem virgens.

12E acharam entre os moradores de Jabes-Gileade quatrocentas moças virgens, que nunca haviam tido relações com homem algum; e as trouxeram ao acampamento, em Siló, que fica na terra de Canaã. 13Então toda a congregação enviou mensageiros aos filhos de Benjamim que estavam na rocha de Rimom, e lhes fizeram uma proposta de paz. 14Foi nesse tempo que os benjamitas voltaram e receberam aquelas mulheres de Jabes-Gileade que tinham sido conservadas com vida. Porém não havia uma para cada um deles. 15Então o povo teve compaixão de Benjamim, porque o Senhor tinha aberto uma brecha nas tribos de Israel.

16Os anciãos da congregação disseram:

— Como obteremos mulheres para os que sobraram, visto que as mulheres dos benjamitas foram exterminadas?

17Disseram mais:

— Deve haver uma herança para os benjamitas que sobraram, pois nenhuma tribo de Israel deve ser destruída. 18Porém nós não podemos dar a eles as nossas filhas em casamento, porque os filhos de Israel juraram, dizendo: “Maldito o que der mulher aos benjamitas.”

19Então disseram:

— Eis que, de ano em ano, há uma solenidade do Senhor em Siló.

Siló fica ao norte de Betel, do lado do nascente do sol, pelo caminho que vai de Betel a Siquém, e ao sul de Lebona.

20Então deram uma ordem aos filhos de Benjamim, dizendo:

— Vão e se escondam nas vinhas. 21Fiquem vigiando. Quando as moças de Siló saírem a dançar em rodas, saiam das vinhas, e cada um agarre uma mulher para si. E então voltem para a terra de Benjamim. 22Quando os pais ou os irmãos delas vierem se queixar a nós, diremos: “Tenham pena deles por amor de nós, pois, na guerra contra Jabes-Gileade, não conseguimos mulheres para todos eles. E vocês não as deram a eles, pois neste caso seriam culpados de quebrar o juramento.”

23Assim fizeram os filhos de Benjamim. E dentre as moças que saíram para dançar eles tomaram para si mulheres, conforme o número deles. Depois voltaram para a sua herança, reedificaram as cidades e habitaram nelas. 24Então os filhos de Israel também partiram dali, cada um para a sua tribo, para a sua família e para a sua herança.

25Naqueles dias,

21.25
Jz 17.6
18.1
19.1
não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais certo.