Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)

Sansão em Gaza

161Sansão foi a Gaza, viu ali uma prostituta e teve relações com ela. 2Foi dito aos gazitas:

— Sansão chegou aqui.

Eles cercaram o local e ficaram a noite toda esperando por ele, às escondidas, no portão da cidade. Ficaram em silêncio durante toda a noite, pois diziam:

— Vamos esperar até o raiar do dia. Então nós o matamos.

3Porém Sansão ficou deitado somente até a meia-noite. Então se levantou, pegou ambas as folhas do portão da cidade e as arrancou juntamente com os seus batentes e a tranca. Pôs tudo sobre os ombros e levou ao alto do monte que está em frente de Hebrom.

Sansão e Dalila

4Depois disto, Sansão se apaixonou por uma mulher do vale de Soreque, a qual se chamava Dalila. 5Então os governantes dos filisteus foram falar com ela e lhe disseram:

— Convença-o a revelar em que consiste a sua grande força e como poderíamos dominá-lo e amarrá-lo, para que assim possamos subjugá-lo. Cada um de nós dará a você mil e cem moedas de prata.

6Então Dalila disse a Sansão:

— Peço que você me conte em que consiste a sua grande força e com que você poderia ser amarrado e subjugado.

7Sansão respondeu:

— Se me amarrarem com sete cordas de arco ainda úmidas, ficarei fraco e serei como qualquer outro homem.

8Os governantes dos filisteus trouxeram a Dalila sete cordas de arco, ainda úmidas; e com as cordas ela o amarrou. 9Dalila havia deixado alguns homens escondidos no seu quarto. Então ela disse:

— Sansão, os filisteus vêm vindo aí!

Mas ele arrebentou as cordas de arco como se arrebenta o fio da estopa chamuscada que é colocada perto do fogo. Assim, não se soube em que consistia a força que ele tinha.

10Então Dalila disse a Sansão:

— Eis que você tem zombado de mim e me falou mentiras. Agora, por favor, conte-me como você pode ser amarrado.

11Ele lhe disse:

— Se me amarrarem bem com cordas novas, que nunca foram usadas, ficarei fraco e serei como qualquer outro homem. 12Dalila pegou cordas novas e o amarrou. Depois disse:

— Sansão, os filisteus vêm vindo aí!

Dalila havia deixado alguns homens escondidos no seu quarto. Mas Sansão arrebentou as cordas de seus braços como se fossem um fio de linha. 13Dalila disse a Sansão:

— Até agora você tem zombado de mim e só me falou mentiras. Diga-me como você poderia ser amarrado.

Ele respondeu:

— Se você tecer num tear as sete tranças da minha cabeça e se as prender com um pino de tear, ficarei fraco e serei como qualquer outro homem.

Enquanto ele dormia, ela pegou e teceu as sete tranças dele num tear. 14Prendeu-as com um pino de tear e depois gritou:

— Sansão, os filisteus vêm vindo aí!

Mas ele despertou do sono, arrancou o pino e tirou o cabelo do tear.

15Então ela lhe disse:

— Como você pode dizer que me ama, se não me revela o seu segredo? Por três vezes você zombou de mim e ainda não me contou em que consiste a sua grande força.

16Ela o importunava e pressionava todos os dias com a mesma pergunta, de modo que a alma dele se angustiou até a morte. 17Então ele contou o seu segredo, dizendo:

— Nunca foi passada uma navalha na minha cabeça, porque sou nazireu consagrado a Deus desde o ventre de minha mãe.

16.17
Nm 6.5
Jz 13.5
Se o meu cabelo for cortado, a minha força irá embora, ficarei fraco e serei como qualquer outro homem.

18Quando Dalila viu que ele lhe havia contado o seu segredo, mandou chamar os governantes dos filisteus, dizendo:

— Venham mais esta vez, porque agora ele me contou o seu segredo.

Então os governantes dos filisteus vieram até ela e trouxeram com eles o dinheiro. 19Dalila fez com que Sansão dormisse no colo dela e, tendo chamado um homem, mandou rapar-lhe as sete tranças da cabeça, e assim começou a subjugá-lo. Sansão havia perdido a sua força. 20Então ela gritou:

— Sansão, os filisteus vêm vindo aí!

Ele despertou do sono e disse consigo mesmo:

— Vou sair como nas outras vezes e me livrarei.

Mas ele não sabia ainda que o Senhor já se havia retirado dele. 21Então os filisteus o agarraram, furaram os olhos dele e o levaram para Gaza. Amarraram-no com correntes de bronze e o puseram a virar um moinho na prisão. 22Mas o cabelo da sua cabeça, logo após ser rapado, começou a crescer de novo.

A morte de Sansão

23Os governantes dos filisteus se reuniram para oferecer um grande sacrifício ao seu deus Dagom e para se alegrar. Diziam:

— O nosso deus entregou o nosso inimigo Sansão nas nossas mãos.

24O povo, quando viu Sansão, louvava o seu deus, dizendo:

— O nosso deus entregou nas nossas mãos o nosso inimigo, aquele que destruía a nossa terra e multiplicava os nossos mortos.

25Com alegria no coração, disseram:

— Mandem vir Sansão, para que ele nos divirta.

Trouxeram Sansão do cárcere, e ele os divertia. Quando o fizeram ficar em pé entre as colunas, 26Sansão disse ao moço que o guiava pela mão:

— Deixe-me apalpar as colunas que sustentam o templo, para que eu possa me encostar nelas.

27Ora, o templo estava cheio de homens e mulheres, e também ali estavam todos os governantes dos filisteus. E sobre o teto havia uns três mil homens e mulheres, que olhavam enquanto Sansão os divertia.

28Sansão clamou ao Senhor e disse:

— Senhor Deus, peço-te que te lembres de mim. Dá-me força só mais esta vez, ó Deus, para que eu me vingue dos filisteus, que furaram os meus olhos.

29Em seguida, Sansão abraçou-se às duas colunas do meio, que sustentavam o templo, e fez força sobre elas, com a mão direita em uma e com a esquerda na outra. 30E disse:

— Que eu morra com os filisteus.

E empurrou com toda a sua força, e o templo caiu sobre os governantes e sobre todo o povo que ali estava. Assim, foram mais os que Sansão matou quando morreu do que os que ele havia matado durante toda a sua vida.

31Então os seus irmãos e toda a casa de seu pai foram buscar o corpo. Eles o levaram e sepultaram entre Zorá e Estaol, no túmulo de Manoá, seu pai.

Sansão julgou Israel durante vinte anos.