Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
14

O casamento de Sansão

141Sansão foi a Timna, onde viu uma das filhas dos filisteus. 2Voltou para casa e disse ao seu pai e à sua mãe:

— Vi uma mulher em Timna, das filhas dos filisteus, e agora gostaria que a buscassem para ser a minha esposa.

3Porém o seu pai e a sua mãe lhe disseram:

— Será que não há mulher entre as filhas de seus parentes ou entre todo o nosso povo, para que você tivesse de ir procurar uma esposa no meio dos filisteus, aqueles incircuncisos?

Mas Sansão disse ao seu pai:

— Busquem essa mulher para mim, porque é só dela que me agrado.

4Mas o seu pai e a sua mãe não sabiam que isto vinha do Senhor, pois este procurava ocasião contra os filisteus. Porque naquele tempo os filisteus dominavam sobre Israel.

5Sansão foi com o seu pai e a sua mãe a Timna. Quando chegaram às vinhas de Timna, eis que um leão novo, rugindo, saiu ao encontro dele. 6Então o Espírito do Senhor de tal maneira se apossou de Sansão, que ele rasgou o leão como quem rasga um cabrito, sem nada ter nas mãos. Sansão, no entanto, não contou nem a seu pai nem a sua mãe o que havia feito.

7Então ele foi e falou com aquela mulher, e dela se agradou. 8Depois de alguns dias, voltou para casar com ela. E, afastando-se do caminho para ver o corpo do leão morto, eis que havia nele um enxame de abelhas com mel. 9Pegou o favo nas mãos e se foi andando e comendo dele. Quando chegou onde estavam o seu pai e a sua mãe, deu-lhes um pouco do mel, e eles comeram. Mas Sansão não lhes contou que havia tirado o mel do corpo do leão.

O enigma de Sansão

10O pai de Sansão foi à casa daquela mulher, e Sansão deu ali um banquete, como os moços costumavam fazer. 11Quando os filisteus viram Sansão, convidaram trinta companheiros para estarem com ele. 12Então Sansão lhes disse:

— Vou propor um enigma para que vocês o decifrem. Se, nos sete dias das bodas, vocês puderem decifrá-lo e me explicar o seu significado, darei a vocês trinta túnicas e trinta mudas de roupa. 13Se não puderem me explicar o significado, vocês me darão as trinta túnicas e as trinta mudas de roupa.

E eles disseram:

— Apresente-nos o enigma. Queremos ouvi-lo.

14Sansão disse:

“Do que come saiu comida,

e do forte saiu doçura.”

E, em três dias, não puderam decifrar o enigma. 15No quarto dia, disseram à mulher de Sansão:

— Convença o seu marido a nos explicar o enigma. Do contrário, vamos pôr fogo em você e na casa de seu pai. Vocês nos convidaram para poderem se apossar do que é nosso, não foi?

16Então a mulher de Sansão chorou diante dele e disse:

— Você só me odeia! Você não me ama! Pois você deu aos homens do meu povo um enigma a decifrar e ainda não me contou o significado.

Mas Sansão respondeu:

— Olha! Nem para o meu pai nem para a minha mãe eu contei o significado do enigma. E acha que eu iria contar para você?

17Ela chorou diante dele os sete dias em que celebravam as bodas. No sétimo dia, Sansão disse a resposta, porque ela não parava de importunar. Então ela declarou o enigma aos homens do seu povo. 18Assim, no sétimo dia, antes do pôr do sol, os homens daquela cidade disseram a Sansão:

Que coisa é mais doce

do que o mel

e mais forte do que o leão?

E Sansão respondeu:

“Se vocês não tivessem lavrado

com a minha novilha,

nunca teriam descoberto

o meu enigma.”

19Então o Espírito do Senhor de tal maneira se apossou de Sansão, que ele desceu até Asquelom, matou trinta homens daquela cidade, pegou as roupas deles e as deu aos que decifraram o enigma. Porém Sansão ficou irado e voltou para a casa do seu pai.

20Quanto à mulher de Sansão, foi dada em casamento ao homem que tinha sido o seu amigo de honra.