Nova Almeida Atualizada (2017) (NAA)
12

Jefté e os efraimitas

121Então os homens de Efraim foram convocados, passaram para Zafom e disseram a Jefté:

— Por que você foi lutar contra os filhos de Amom e não nos chamou para ir com você? Por causa disso vamos queimar a sua casa com você dentro dela.

2Mas Jefté respondeu:

— Eu e o meu povo tivemos uma grande discussão com os filhos de Amom. Chamei vocês, mas vocês não me livraram das mãos deles. 3Quando vi que vocês não iam me livrar, arrisquei a minha vida e fui lutar contra os filhos de Amom, e o Senhor os entregou nas minhas mãos. Então por que vocês estão vindo hoje para lutar contra mim?

4E Jefté reuniu todos os homens de Gileade e lutou contra Efraim. Os homens de Gileade derrotaram os efraimitas, porque estes tinham dito: “Vocês, gileaditas, que moram no meio de Efraim e Manassés, são desertores de Efraim.” 5Porém os gileaditas tomaram os vaus do Jordão que conduzem a Efraim. E, quando algum fugitivo de Efraim dizia: “Quero passar”, os homens de Gileade lhe perguntavam: “Você é efraimita?” Se respondesse que não, 6os homens de Gileade lhe diziam: “Então diga ‘Xibolete’.” Se ele dizia “Sibolete”, não podendo pronunciar corretamente a palavra, eles o agarravam e matavam nos vaus do Jordão. Assim naquele tempo foram mortos quarenta e dois mil efraimitas.

7Jefté, o gileadita, julgou Israel durante seis anos. Ele morreu e foi sepultado numa das cidades de Gileade.

Ibsã, Elom e Abdom

8Depois de Jefté, quem julgou Israel foi Ibsã, que era de Belém. 9Ele tinha trinta filhos e trinta filhas. Ibsã deu as suas filhas em casamento a homens de fora; e, de fora, trouxe trinta mulheres para os seus filhos. Ibsã julgou Israel durante sete anos. 10Então morreu e foi sepultado em Belém.

11Depois de Ibsã, veio Elom, o zebulonita, que julgou Israel durante dez anos. 12Quando Elom, o zebulonita, morreu, foi sepultado em Aijalom, na terra de Zebulom.

13Depois de Elom, quem julgou Israel foi Abdom, filho de Hilel, o piratonita. 14Ele tinha quarenta filhos e trinta netos, que cavalgavam setenta jumentos. Abdom julgou Israel durante oito anos. 15Então Abdom, filho de Hilel, o piratonita, morreu e foi sepultado em Piratom, na terra de Efraim, na região montanhosa dos amalequitas.

13

O nascimento de Sansão

131Os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do Senhor, e por isso ele os entregou nas mãos dos filisteus durante quarenta anos.

2Havia um homem de Zorá, da linhagem de Dã, chamado Manoá, cuja mulher era estéril e não tinha filhos. 3O Anjo do Senhor apareceu a essa mulher e lhe disse:

— Eis que você é estéril e nunca teve filhos, mas você ficará grávida e dará à luz um filho. 4Por isso, tenha cuidado e não beba vinho nem bebida forte, e não coma nenhuma comida impura. 5Porque eis que você ficará grávida e dará à luz um filho sobre cuja cabeça não passará navalha. O menino será nazireu

13.5
Nm 6.1-5
consagrado a Deus desde o ventre de sua mãe, e ele começará a livrar Israel do poder dos filisteus.

6Então a mulher foi a seu marido e lhe disse:

— Um homem de Deus veio falar comigo. A sua aparência era semelhante à de um anjo de Deus, tremenda. Não perguntei de onde ele vinha, e ele não me disse como se chamava. 7Porém ele me disse: “Eis que você ficará grávida e dará à luz um filho. Por isso, não beba vinho, nem bebida forte, nem coma coisa impura, porque o menino será nazireu consagrado a Deus desde o ventre materno até o dia de sua morte.”

8Então Manoá orou ao Senhor, dizendo:

— Ah! Meu Senhor, peço que o homem de Deus que enviaste venha outra vez e nos ensine o que devemos fazer com o menino que há de nascer.

9Deus ouviu a voz de Manoá, e o Anjo de Deus veio outra vez à mulher, quando ela estava sentada no campo. Porém Manoá, o marido, não estava com ela. 10A mulher se apressou, correu e deu a notícia a seu marido. Ela lhe disse:

— Eis que me apareceu aquele homem que falou comigo no outro dia.

11Então Manoá se levantou e seguiu a sua mulher. Quando encontrou o homem, perguntou:

— Você é o homem que falou com esta mulher?

Ele respondeu:

— Sim, sou eu.

12Então Manoá disse:

— Quando se cumprirem as palavras que você falou, qual será o modo de viver do menino e o seu serviço?

13O Anjo do Senhor disse a Manoá:

— A sua mulher deve se guardar de tudo o que eu disse a ela. 14Não deve comer nada que procede da videira. Não deve beber vinho nem bebida forte, nem comer nada que seja impuro. Ela deve observar tudo o que lhe ordenei.

15Então Manoá disse ao Anjo do Senhor:

— Permita-nos convidá-lo a ficar conosco. Queremos preparar um cabrito para você.

16Porém o Anjo do Senhor disse a Manoá:

— Ainda que você me convide, não comerei a sua comida. Mas, se você preparar um holocausto, ofereça-o ao Senhor.

Acontece que Manoá não sabia que aquele era o Anjo do Senhor. 17Então Manoá perguntou ao Anjo do Senhor:

— Qual é o seu nome, para que possamos honrar você, quando se cumprir aquilo que nos falou?

18O Anjo do Senhor respondeu:

— Por que você me pergunta pelo meu nome, que é maravilhoso?

19Então Manoá pegou um cabrito e uma oferta de cereais e os ofereceu sobre uma rocha ao Senhor Deus. E o Anjo do Senhor fez algo maravilhoso, enquanto Manoá e a sua mulher estavam observando. 20Aconteceu que, enquanto a chama que saiu do altar subia para o céu, o Anjo do Senhor subiu nela. Ao verem isso, Manoá e a sua mulher se prostraram com o rosto em terra.

21Nunca mais o Anjo do Senhor apareceu a Manoá, nem à sua mulher. Então Manoá ficou sabendo que aquele era o Anjo do Senhor.

22Manoá disse à sua mulher:

— Certamente vamos morrer, porque vimos Deus.

23Mas a mulher respondeu:

— Se o Senhor Deus quisesse nos matar, não teria aceito de nossas mãos o holocausto e a oferta de cereais, nem nos teria mostrado tudo isso, nem nos teria revelado essas coisas.

24Depois, a mulher deu à luz um filho e lhe deu o nome de Sansão. O menino cresceu, e o Senhor o abençoou. 25E o Espírito do Senhor começou a agir nele em Maané-Dã, entre Zorá e Estaol.

14

O casamento de Sansão

141Sansão foi a Timna, onde viu uma das filhas dos filisteus. 2Voltou para casa e disse ao seu pai e à sua mãe:

— Vi uma mulher em Timna, das filhas dos filisteus, e agora gostaria que a buscassem para ser a minha esposa.

3Porém o seu pai e a sua mãe lhe disseram:

— Será que não há mulher entre as filhas de seus parentes ou entre todo o nosso povo, para que você tivesse de ir procurar uma esposa no meio dos filisteus, aqueles incircuncisos?

Mas Sansão disse ao seu pai:

— Busquem essa mulher para mim, porque é só dela que me agrado.

4Mas o seu pai e a sua mãe não sabiam que isto vinha do Senhor, pois este procurava ocasião contra os filisteus. Porque naquele tempo os filisteus dominavam sobre Israel.

5Sansão foi com o seu pai e a sua mãe a Timna. Quando chegaram às vinhas de Timna, eis que um leão novo, rugindo, saiu ao encontro dele. 6Então o Espírito do Senhor de tal maneira se apossou de Sansão, que ele rasgou o leão como quem rasga um cabrito, sem nada ter nas mãos. Sansão, no entanto, não contou nem a seu pai nem a sua mãe o que havia feito.

7Então ele foi e falou com aquela mulher, e dela se agradou. 8Depois de alguns dias, voltou para casar com ela. E, afastando-se do caminho para ver o corpo do leão morto, eis que havia nele um enxame de abelhas com mel. 9Pegou o favo nas mãos e se foi andando e comendo dele. Quando chegou onde estavam o seu pai e a sua mãe, deu-lhes um pouco do mel, e eles comeram. Mas Sansão não lhes contou que havia tirado o mel do corpo do leão.

O enigma de Sansão

10O pai de Sansão foi à casa daquela mulher, e Sansão deu ali um banquete, como os moços costumavam fazer. 11Quando os filisteus viram Sansão, convidaram trinta companheiros para estarem com ele. 12Então Sansão lhes disse:

— Vou propor um enigma para que vocês o decifrem. Se, nos sete dias das bodas, vocês puderem decifrá-lo e me explicar o seu significado, darei a vocês trinta túnicas e trinta mudas de roupa. 13Se não puderem me explicar o significado, vocês me darão as trinta túnicas e as trinta mudas de roupa.

E eles disseram:

— Apresente-nos o enigma. Queremos ouvi-lo.

14Sansão disse:

“Do que come saiu comida,

e do forte saiu doçura.”

E, em três dias, não puderam decifrar o enigma. 15No quarto dia, disseram à mulher de Sansão:

— Convença o seu marido a nos explicar o enigma. Do contrário, vamos pôr fogo em você e na casa de seu pai. Vocês nos convidaram para poderem se apossar do que é nosso, não foi?

16Então a mulher de Sansão chorou diante dele e disse:

— Você só me odeia! Você não me ama! Pois você deu aos homens do meu povo um enigma a decifrar e ainda não me contou o significado.

Mas Sansão respondeu:

— Olha! Nem para o meu pai nem para a minha mãe eu contei o significado do enigma. E acha que eu iria contar para você?

17Ela chorou diante dele os sete dias em que celebravam as bodas. No sétimo dia, Sansão disse a resposta, porque ela não parava de importunar. Então ela declarou o enigma aos homens do seu povo. 18Assim, no sétimo dia, antes do pôr do sol, os homens daquela cidade disseram a Sansão:

Que coisa é mais doce

do que o mel

e mais forte do que o leão?

E Sansão respondeu:

“Se vocês não tivessem lavrado

com a minha novilha,

nunca teriam descoberto

o meu enigma.”

19Então o Espírito do Senhor de tal maneira se apossou de Sansão, que ele desceu até Asquelom, matou trinta homens daquela cidade, pegou as roupas deles e as deu aos que decifraram o enigma. Porém Sansão ficou irado e voltou para a casa do seu pai.

20Quanto à mulher de Sansão, foi dada em casamento ao homem que tinha sido o seu amigo de honra.